sexta-feira, 9 de novembro de 2012
NOVA ESPÉCIE
Canadá: pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro
09 de novembro de 2012
Recontrução artística mostra como seria a nova espécie de dinossauro descoberto no Canadá
Foto: Julius T. Csotonyi/Divulgação
Um grupo de cientistas do Canadá descobriu uma nova espécie de dinossauro com chifres. Conhecida como Xenoceratops foremostensis, a espécie foi identificada a partir de fósseis originalmente coletados em 1958. Medindo aproximadamente 6 metros de altura e pesando mais de duas toneladas, o dinossauro seria, de acordo com os pesquisadores, herbívoro e representa o mais antigo exemplar com chifres do Canadá. A pesquisa foi publicada no periódico Canadian Journal of Earth Sciences.
"Surgidos há 80 milhões de anos, os dinossauros com chifres da América do Norte passaram por uma explosão evolucionária", afirmou o autor do estudo e curador de paleontologia vertebrada no Museu de História Natural de Cleveland, Dr. Michael Ryan. "Xenoceratops nos motra que mesmo os mais antigos ceraptors (grupo de grandes dinossauros) tinham chifres gigantes na cabeça e que a ornamentação do crânio só se tornaria mais elaborada com a evolução de novas espécies", afirma.
O termo Xenoceratops significa "alien de chifre no rosto", referindo-se à incomum distribuição de chifres na cabeça do animal e à escassez de fósseis desses chifres nos registros de material encontrado. O artigo afirma também que o dinossauro possuía um bico semelhante ao de papagaio com dois longos chifres acima dos olhos.
O novo dinossauro foi descrito a partir de fragmentos do crânio de pelo menos três indivíduos que foram coletados na década de 1950, mas não foram estudados anteriormente. Eles estão armazenados no Museu Natural de Ottawa, no Canadá. A descoberta é a última de uma série de resultados encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan e David Evans como parte do Projeto Dinossauro da região sul de Alberta, desenvolvido para preencher as falhas no conhecimento de répteis pré-históricos e estudar sua evolução.
"A descoberta de espécies antes não conhecidas ressalta a importância de ter acesso a coleções científicas", afirma Kieran Sheperd, coautor do estudo e curador de paleobiologia no Museu Natural do Canadá. "Essas coleções fornecem potencial para muitas novas descobertas", completa.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
UMA ESCRITA DA ERA DO BRONZE
Britânicos podem traduzir escrita mais antiga ainda não decifrada
24 de outubro de 2012
A escrita usada por uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C
Foto: Divulgação
A luta de estudiosos para desvendar segredos de cinco mil anos guardados na escrita mais antiga do mundo ainda não decifrada pode estar chegando ao fim. Um projeto internacional de pesquisa, liderado pela Oxford University, na Inglaterra, já lança luz sobre uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, cujos trabalhadores escravos viviam com rações mínimas de alimento, à beira de morrer de fome. "Acho que estamos finalmente a ponto de romper a barreira", disse Jacob Dahl, acadêmico do Wolfson College da Oxford University e diretor do Ancient World Research Cluster.
A escrita usada por essa civilização é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C. em uma região que corresponde hoje ao sudoeste do Irã. A arma secreta de Dahl para decifrar o código é um aparelho capaz de ver a escrita com uma clareza nunca conseguida antes.
A máquina tem forma de uma abóbada e emite flashes de luz sobre objetos que contêm amostras da escrita. Os flashes fazem parte de um sistema computadorizado que usa uma combinação de 76 tipos de luzes para captar cada pequena ranhura ou sulco na superfície dos objetos. Assim, os cientistas conseguem produzir uma imagem virtual que pode ser vista de todos os ângulos possíveis. A análise está sendo feita no museu Louvre, em Paris, onde está a maior coleção de amostras desse tipo de escrita do mundo.
Esforço coletivo
Dahl e sua equipe pretendem disponibilizar as imagens pela internet. O objetivo é que o público e outros acadêmicos ajudem na decodificação dos textos. "Estamos enganados quando achamos que quebrar um código tem a ver com um gênio solitário que de repente entende o significado de uma palavra. O que funciona com mais frequência é o trabalho paciente de uma equipe e o compartilhamento de teorias. Colocar as imagens na internet deve acelerar esse processo."
Até agora, Dahl já decifrou 1.200 sinais mas disse que, depois de mais de dez anos de estudos, muito ainda se desconhece - mesmo palavras básicas como vaca ou gado. "É um território desconhecido da história da humanidade", ele disse.
Escrita adulterada
Mas por que essa escrita seria tão difícil de interpretar? Dahl acha que sabe, em parte, a resposta. Ele descobriu que os textos originais parecem conter muitos erros - e isso dificulta o trabalho de encontrar padrões consistentes.
Proto-Elamita é o nome dado a um sistema de escrita desenvolvido em uma área que hoje corresponde ao sudoeste do Irã Foi adotado por volta de 3200 a.C. e "emprestado" da Mesopotâmia vizinha. Os textos eram escritos da direita para a esquerda em placas úmidas de barro. Mais de mil placas contendo essa escrita sobreviveram o passar do tempo.
O maior grupo desses artefatos foi colecionado por arqueólogos franceses e levado para o Louvre no século 19. Outras escritas da Antiguidade - como a escrita hieroglífica, dos egípcios, e a escrita dos sumérios - já foram decifradas.
Ele diz acreditar que isso se deva à ausência de estudo e aprendizado naquela sociedade. Os estudiosos não encontraram evidências de listas de símbolos ou exercícios para que os escribas aprendessem a preservar a precisão da escrita. Isso teve consequências fatais para o sistema de escrita, que foi sendo adulterado e depois desapareceu após apenas 200 anos. "A falta de uma tradição de estudos significou que muitos erros foram cometidos e o sistema de escrita pode ter se tornado inútil", disse Dahl.
O que dificulta ainda mais a decodificação é o fato de que esse é um estilo de escrita diferente de qualquer outro daquele período. Além disso, não foram encontrados textos bilíngues - recurso que auxiliaria muito o trabalho dos pesquisadores. Segundo Dahl, a escrita proto-Elamita foi elaborada a partir de uma língua da Mesopotâmia que foi alterada.
Vida dura
As placas usadas para o registro dos símbolos da escrita revelam detalhes íntimos dos escribas: algumas trazem as marcas das unhas dos autores. Os pequenos símbolos e desenhos, gravados no barro de forma ordeira e cuidadosa, são claramente o produto de uma mente inteligente.
Embora ainda envoltos em mistério, os textos permitem que vislumbremos um pouco da realidade vivida por esse povo. Segundo Dahl, os textos incluem um sistema de numeração, o que indica que muitas das informações contidas nas placas são de natureza contábil.
A sociedade era agrícola e bastante simples. Havia uma camada de líderes, figuras poderosas de nível médio e trabalhadores - que eram tratados como se fossem "gado com nomes". Os líderes tinham nomes que refletiam seu status - o equivalente a alguém ser chamado de "Senhor Cem" para indicar o número de pessoas que estavam abaixo dele.
Dahl disse que é possível saber qual era a dieta dos trabalhadores: cevada, possivelmente triturada para formar um mingau e cerveja fraca. A quantidade de alimento que eles recebiam ficava pouco acima do limite da sobrevivência. Aqueles de status mais elevado comiam iogurte, queijo e mel. Eles também criavam cabras, carneiros e bois. "Sua expectativa de vida pode ter sido tão longa como a de hoje", disse Dahl. Ele tem esperanças de que, com apoio suficiente, os segredos dessa última grande escrita, remanescente dos primórdios da nossa civilização, poderão ser finalmente desvendados.
segunda-feira, 22 de outubro de 2012
UMA RÃ DE 70 MILHÕES DE ANOS
O fóssil da rã Uberabatrachus carvalhoi, espécie que habitou a região de Peirópolis (MG) há 70 milhões de anos, é apresentado à imprensa nesta segunda-feira (22), em Uberaba. O nome Uberabatrachus significa a rã de Uberaba, e carvalhoi é uma homenagem ao Dr. Ismar de Souza Carvalho, paleontólogo da UFRJ L. Adolfo/Futura Press
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O DINOSSAURO ANÃO
Paleontólogo descobre nova espécie de dinossauro anão herbívoro
03 de outubro de 2012
Desenho de Todd Marshall mostra o Pegomastax africanus, que apesar de se alimentar de plantas, tinha dentes afiados
Um paleontólogo americano identificou uma nova espécie de dinossauro anão, que apesar ter duas presas afiadas, alimentava-se somente de plantas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira no site ZooKeys da National Geographic Society. A espécie, batizada Pegomastax africanus - da qual existe apenas um espécime encontrado, na África do Sul, na década de 1960 - foi descoberta em uma coleção de fósseis da Universidade de Harvard pelo paleontólogo e professor da Universidade de Chicago Paul Sereno enquanto o cientista fazia um estudo completo sobre os heterodontossauros.
O novo dinossauro, um heterodontossauro herbívoro que viveu há 200 milhões de anos, tinha um bico curto parecido com o de um papagaio e duas presas frontais pontiagudas, além de dentes posteriores tanto na mandíbula superior quanto na inferior, utilizados para esmagar as plantas. Em seu estudo, Sereno admite que é "muito raro" um herbívoro como o Pegomastax, com dentes caninos tão afiados como os de um vampiro. Muito provavelmente, os dentes eram utilizados como defesa ou na competição com os rivais na hora do acasalamento.
O dinossauro tinha o corpo coberto por espinhos similares aos de um porco-espinho, media menos de 60 centímetros de comprimento e pesava menos que um gato. Os espinhos já foram observados em outro heterodontossauro, o Tianyulong, descoberto recentemente na China e que também é descrito no estudo.
A RAINHA MAIA
Arqueólogos descobrem túmulo de rainha maia na Guatemala
03 de outubro de 2012
A rainha, encontrada no sítio arqueológico de El Perú-Waka, foi identificada como Kalomt'e K'abel
Um grupo de arqueólogos guatemaltecos e americanos descobriu no sítio arqueológico de El Perú-Waka, no norte da Guatemala, um túmulo real com os restos de uma antiga rainha maia, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais. O diretor do sítio, o americano David Frieldel, explicou em entrevista coletiva que a rainha foi identificada como Kalomt'e K'abel.
Friedel sustentou que "esta é a descoberta mais importante" que fez durante os seus 43 anos de trabalho como arqueólogo na Reserva da Biosfera Maia na Guatemala. Os restos estavam em "um local muito sagrado para os maias antigos dentro do templo mais importante da cidade" do sítio arqueológico, afirmou. Segundo Friedel, Kalomt'e K'abel foi esposa do rei de Wak, identificado como K'inich Bahlam II. Os restos da rainha foram transferidos para um laboratório da capital guatemalteca para pesquisas.
A antiga rainha maia aparece ao lado de seu marido retratada na Stela 34, monumento maia de 692 a.C. em exibição no museu de Cleveland (EUA). Ela também está representada em objetos encontrados em El Perú-Waka em 2006. Os restos da antiga rainha maia, que era uma guerreira, foram descobertos pela pesquisadora mexicano-americana Olivia Navarro e pela guatemalteca Griselda Pérez.
Olivia explicou à Agência Efe que a descoberta aconteceu no dia 9 de junho dentro de uma estrutura do sítio arqueológico conhecida como M13-1. As pesquisas no sítio arqueológico, que se encontra na Reserva da Biosfera Maia em Petén, foram iniciadas em 2003.
Segundo Olivia, durante a escavação foi detectado o cômodo principal do edifício denominado "la adosada", que funcionava como um centro de adoração do fogo. Debaixo de "la adosada" descobriu-se o túmulo onde estavam os restos da antiga rainha maia, com oferendas elaboradas, como vasilhas de cerâmica datadas do final do século 7 e início do século 8.
Também foi encontrada uma considerável quantidade de joias de jade e milhares de lascas e navalhas de obsidiana. "Uma das oferendas mais importantes é um pequeno copo de alabastro com tampa talhado em forma de caracol do qual emerge um indivíduo de idade avançada" e que foi a peça-chave para a identificação de Kalomt'e K'abel, destacou a arqueóloga.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
FEZES DE DINOSSAURO
Fezes de dinossauros fossilizadas levam curiosos à praia em Santos
Fósseis e réplicas fazem parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia.
Grãos de areia com formato de estrela também são atração.
01/10/2012
Uma exposição bastante curiosa, instalada ao ar livre, na praia do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, tem despertado a curiosidade de milhares de moradores e turistas que visitam a região. No local estão expostos fósseis de dinossauros, raros tipos de minérios e rochas e areias de várias partes do mundo que podem ser observadas por meio de um microscópio. O que mais chama a atenção, porém, são objetos que parecem pedras mas, na verdade, são fezes de dinossauros fossilizadas há mais de 260 milhões de anos.
O museu a céu aberto faz parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia. Mais de 3 mil pessoas, de 21 países diferentes, estão em Santos para participar do evento. Visitando o museu a céu aberto, é possível conferir cerca de 10 estandes com amostras de rochas e minérios, maquetes, jogos lúdicos e explicações de universitários sobre a ciência. "O museu é um extensão do congresso, mas com cunho social. A pessoa começa a entender o que é o pré sal, o que é a rocha do pré-sal e, inclusive, sai do local com uma amostra de óleo do pré sal. São 10 mil frascos que foram preparados para atender toda a população", explica Fábio Braz Machado, professor da Universidade Federal de São Paulo e presidente do congresso.
Feira de dinossauros em Santos
Além de aprenderem um pouco sobre o pré-sal, pessoas de todas as idades podem ter contato com partes de seres que habitaram o planeta há milhões de anos. Os visitantes podem conferir fósseis de dinossauros que viveram há cerca de 260 milhões de anos. "As fezes fossilizadas nos fornecem informações importantes sobre o hábito alimentar, peso e todas as características fisiológicas do animal", explica Fábio Machado. Além dos fósseis, uma réplica em gesso da cabeça de um 'alossauro', um gigante carnívoro que habitou a América do Sul em outros tempos.
A estudante Luísa Marques, de 8 anos, é uma das crianças que se fascinaram observando os fósseis e os grãos de areia. "A minha areia favorita é a do Japão, que tem formato de estrelas quando vejo pelo microscópio", afirma. As amostras são exibidas por estudantes do curso de Ciências da Natureza, da Universidade de São Paulo (USP). É possível conferir amostras de areias das praias da França, Japão, Havaí e da costa brasileira, de cidades como Ubatuba, Santos e Ilhabela, no litoral paulista. "Aqui explicamos como é formada a areia e apresentamos diferentes tipos, como a branca, a polida e a fosca, entre outras", conta a estudante Carolina Harumi.
Para o organizador do evento, Fábio Braz Machado, a mostra é uma oportunidade para todos aprenderem mais sobre geologia. "É uma atividade muito importante para nós. O evento aproxima a população da geologia, hoje tão presente no nosso dia a dia. Não só pela valorização do petróleo, mas por causa dos minerais e também do meio ambiente. Nosso principal intuito é a educação ambiental. Precisamos mudar e valorizar esse conceito", relata o professor.
segunda-feira, 2 de julho de 2012
A CERÂMICA MAIS ANTIGA DO MUNDO
Pesquisadores encontram cerâmica mais antiga do mundo na China
29 de junho de 2012 • 09h49
Cerâmica encontrada é a mais antiga do mundo
Foto: AP
Cientistas encontraram fragmentos de cerâmica com cerca de 20 mil anos no sul da China, o que leva pesquisadores a concluírem que o material é o mais antigo do mundo. Segundo o jornal britânico The Guardian, a data mostra que a cerâmica já era usada por tribos de caçadores-coletores 10 mil anos antes de surgir a agricultura.
A pesquisa, feita por cientistas americanos e chineses, questiona o surgimento da cerâmica durante a última Era do Gelo, que pode trazer novas explicações para a criação deste material, disse Gideon Shelach, da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel. "O foco da pesquisa precisa mudar", afirma.
"Estamos muito empolgados com o que encontramos. O papel é o resultado dos esforços feitor por gerações de estudantes", disse a professora de arqueologia e museologia na Universidade de Pequim, Wu Xiaohong. "Agora podemos explorar por que existia cerâmica naquele determinado período, quais as utilidades dos vasos, e que papel eles tinham na sobrevivência dos seres humanos", explica.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
UM IDIOMA DESCONHECIDO NA ARGILA
Arqueólogos descobrem inscrições de idioma desconhecido
11 de maio de 2012
Tábua de argila descoberta tem 2,8 mil anos
Foto: EFE
Lishpisibe, Bisinume e Sasime são alguns dos exóticos nomes de mulheres encontrados em uma tábua de argila gravada durante o Império Assírio, há 2,8 mil anos, e que permitiram conhecer uma língua desconhecida até o momento.
"Sabemos que são nomes de mulheres porque cada um é antecedido pelo símbolo assírio cuneiforme que indica um nome feminino", explicou à agância EFE John MacGinnis, membro da equipe de arqueólogos responsáveis pelo achado e que publicou o resultado de suas pesquisas no último número do Journal of Near Eastern Studies.
MacGinnis, professor da Universidade de Cambridge (Inglaterra), relatou em conversa telefônica que a tábua, escavada na jazida de Ziyaret Tepe, no sudeste da Turquia, foi descoberta em 2009 e apresenta uma inscrição no assírio habitual no império.
Mas seu conteúdo é uma surpresa: a lista abrange 60 nomes relacionados com o registro do palácio de Tushan, residência de um governador do Império Assírio no século VIII a.C., e 45 deles têm uma origem diferente de qualquer língua registrada pelos arqueólogos.
Pela morfologia dos nomes é óbvio, acrescentou, que não correspondem ao assírio nem ao aramaico nem a nenhuma outra linguagem falada no Império Assírio do qual se tenha notícia. MacGinnis indicou que a lista se refere a um grupo de mulheres oriundas de uma região afastada e transferidas ao império, possivelmente à força, como era frequente naquela época.
"Poderiam proceder dos Montes Zagros no Irã", arriscou o professor, já que em outros documentos assírios há uma menção a um idioma chamado "mejranio", que teria sido falado naquela região, então sob domínio assírio, mas do qual não se sabe nada mais.
"Alguns dos nomes lidos são Lishpisibe, Bisinume, Sasime, Anamkuri, Alaqitapi, Rigahe", explicou MacGinnis, que reconhece não ter pistas sobre o tronco linguístico ao qual poderiam pertencer. "Consultei um especialista e temos certeza de que não é uma língua irania (galho à qual pertence o curdo, falado atualmente na região)", esclareceu.
Seria possível, especulou, que esteja relacionada com alguma das diversas línguas faladas atualmente no Cáucaso e que fazem parte de três troncos linguísticos completamente isolados de qualquer outro idioma. "Agora começa o trabalho dos linguistas modernos que conhecem os idiomas caucásicos e que talvez possam achar alguma relação", disse o especialista.
Algumas tábuas em assírio são procedentes da antiga cidade escavada na jazida, mas a descoberta em 2009 é a única achada até agora no palácio, embora MacGinnis acredite que o edifício possa abrigar outras peças. O que não é possível saber ainda é se poderá encontrá-las: parte da jazida ficará submersa quando estiver completa a represa de Ilisu, no rio Tigre, um projeto hidráulico que está há anos em construção e que inundará uma vasta parte do vale fluvial.
"Estamos trabalhando contra o tempo porque nos restam apenas duas temporadas: o governo turco nos confirmou que podemos continuar trabalhando este ano e no ano que vem, mas depois já não renovarão a permissão", lamentou o professor.
A construção da represa, que inundará também o famoso povoado histórico de Hasankeyf e outras jazidas, foi atrasada em parte devido aos protestos internacionais, mas MacGinnis acredita que o governo turco está decidido a completá-la em breve, por isso que quer pôr fim aos trabalhos arqueológicos na região. A tábua está conservada no museu de Diyarbakir, capital da província turca à qual pertence Ziyaret Tepe.
A PINTURA MAIS ANTIGA
Foto: HTO/Divulgação
Arte rupestre de caverna francesa é a mais antiga descoberta
08 de maio de 2012
Curvas suaves e detalhes finos das pinturas na caverna Chauvet são tão avançadas que acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos
Especialistas discutem há tempos se os sofisticados desenhos de animais de uma famosa caverna francesa são, de fato, os mais antigos do tipo no mundo e um estudo publicado na segunda-feira sugeriu que sim. As curvas suaves e os detalhes finos das pinturas de ursos, rinocerontes e cavalos da caverna Chauvet, na pitoresca região de Ardeche, no sul da França, são tão avançadas que alguns acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos atrás.
Isto as situaria como relíquias da cultura Magdaleniana, na qual os ancestrais humanos usaram ferramentas de pedra e ossos para criar uma arte impressionantemente avançada. Anteriormente, os cientistas demonstraram, através de datação por radiocarbono de amostras de arte na pedra, carvão vegetal e ossos de animais encontrados na caverna Chauvet que os desenhos eram mais antigos, provavelmente com antiguidade compreendida entre 30 mil e 32 mil anos.
Agora, segundo estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), cientistas franceses acreditam ter conseguido a confirmação de que as pinturas são "as mais antigas e mais elaboradas já encontradas".
As descobertas se basearam em uma análise, denominada datação geomorfológica e cloro 36, das superfícies das rochas em torno do que se acredita ser a única entrada da caverna. A pesquisa demonstra que um despenhadeiro começou a ruir 29 mil anos atrás e voltou a sofrer desmoronamentos ao longo do tempo, selando definitivamente a entrada da caverna para os humanos cerca de 21 mil anos atrás.
Isto significa que as pinturas tiveram que ser feitas antes disso, o que sustenta a ideia de que foram criadas por pessoas da cultura Aurignaciana, que viveram entre 28 mil e 40 mil anos atrás.
"Concordando de forma notável com as datações de radiocarbono da ocupação humana e animal, este estudo confirma que as pinturas na caverna Chauvet são as mais antigas e mais elaboradas já descobertas, desafiando nosso conhecimento atual sobre a evolução cognitiva humana", destacou o estudo.
Segundo o principal autor, Benjamin Sadier, as descobertas põem fim a qualquer debate sobre quando os desenhos podem ter sido feitos com base em seu estilo. "O que nosso trabalho demonstra e outro trabalho que será publicado em breve é que o método de datação por estilo não é mais válido", explicou à AFP em entrevista por telefone.
"Ao provar que esta caverna ficou fechada para sempre 21,5 mil anos atrás, nós erradicamos completamente a hipótese de uma pintura mais recente na caverna e também confirmamos a idade da caverna, que já era conhecida através da datação de radiocarbono", acrescentou.
A caverna e suas pinturas notavelmente bem preservadas foi fechada ao acesso humano devido à queda de rochas e só recentemente redescoberta em 1994. Os cientistas que participaram do trabalho são procedentes das universidades de Savoia e Aix Marseille, bem como do Centro Nacional de Pré-história.
Arte rupestre de caverna francesa é a mais antiga descoberta
08 de maio de 2012
Curvas suaves e detalhes finos das pinturas na caverna Chauvet são tão avançadas que acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos
Especialistas discutem há tempos se os sofisticados desenhos de animais de uma famosa caverna francesa são, de fato, os mais antigos do tipo no mundo e um estudo publicado na segunda-feira sugeriu que sim. As curvas suaves e os detalhes finos das pinturas de ursos, rinocerontes e cavalos da caverna Chauvet, na pitoresca região de Ardeche, no sul da França, são tão avançadas que alguns acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos atrás.
Isto as situaria como relíquias da cultura Magdaleniana, na qual os ancestrais humanos usaram ferramentas de pedra e ossos para criar uma arte impressionantemente avançada. Anteriormente, os cientistas demonstraram, através de datação por radiocarbono de amostras de arte na pedra, carvão vegetal e ossos de animais encontrados na caverna Chauvet que os desenhos eram mais antigos, provavelmente com antiguidade compreendida entre 30 mil e 32 mil anos.
Agora, segundo estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), cientistas franceses acreditam ter conseguido a confirmação de que as pinturas são "as mais antigas e mais elaboradas já encontradas".
As descobertas se basearam em uma análise, denominada datação geomorfológica e cloro 36, das superfícies das rochas em torno do que se acredita ser a única entrada da caverna. A pesquisa demonstra que um despenhadeiro começou a ruir 29 mil anos atrás e voltou a sofrer desmoronamentos ao longo do tempo, selando definitivamente a entrada da caverna para os humanos cerca de 21 mil anos atrás.
Isto significa que as pinturas tiveram que ser feitas antes disso, o que sustenta a ideia de que foram criadas por pessoas da cultura Aurignaciana, que viveram entre 28 mil e 40 mil anos atrás.
"Concordando de forma notável com as datações de radiocarbono da ocupação humana e animal, este estudo confirma que as pinturas na caverna Chauvet são as mais antigas e mais elaboradas já descobertas, desafiando nosso conhecimento atual sobre a evolução cognitiva humana", destacou o estudo.
Segundo o principal autor, Benjamin Sadier, as descobertas põem fim a qualquer debate sobre quando os desenhos podem ter sido feitos com base em seu estilo. "O que nosso trabalho demonstra e outro trabalho que será publicado em breve é que o método de datação por estilo não é mais válido", explicou à AFP em entrevista por telefone.
"Ao provar que esta caverna ficou fechada para sempre 21,5 mil anos atrás, nós erradicamos completamente a hipótese de uma pintura mais recente na caverna e também confirmamos a idade da caverna, que já era conhecida através da datação de radiocarbono", acrescentou.
A caverna e suas pinturas notavelmente bem preservadas foi fechada ao acesso humano devido à queda de rochas e só recentemente redescoberta em 1994. Os cientistas que participaram do trabalho são procedentes das universidades de Savoia e Aix Marseille, bem como do Centro Nacional de Pré-história.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
O COMPUTADOR DE 2000 ANOS
Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos
12 de maio de 2012
Objeto é considerado o computador mais antigo do mundo
Foto: Reprodução/BBC Brasil
Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X. O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.
O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens. Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.
A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.
Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.
terça-feira, 24 de abril de 2012
UM TRONCO COM 10 MIL ANOS
Tronco de carvalho com mais de 10 mil anos é descoberto na Suíça
20 de abril de 2012
O tronco, de quatro metros e um diâmetro de 60 cm, estava em posição horizontal, enterrado sob três metros de terra.
Foto: AFP
Um carvalho que data de aproximadamente 10,5 mil anos foi descoberto em Schlieren, perto de Zurique, durante obras de escavação, anunciou nesta sexta-feira a prefeitura desta localidade no norte suíço.
O tronco, de quatro metros e um diâmetro de 60 cm, estava em posição horizontal, enterrado sob três metros de terra. Pertence à primeira geração de carvalhos que cresceram na Europa depois do final da Era Glacial. Segundo os cientistas de Zurique, a árvore cresceu entre 8610 e 8535 antes de Cristo.
terça-feira, 10 de abril de 2012
A PEQUENA MAMUTE

Museu de Hong Kong exibirá até o dia 10 de maio o bebê mamute mais bem conservado do mundo. Lyuba viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com apenas um mês de idade. O mamute foi encontrada na península de Iamal, no norte da Rússia, em 2007. Como a região é muito fria, o corpo de Lyuba foi preservado pelo gelo da região.
Kin Cheung/AP
quarta-feira, 4 de abril de 2012
TIRANOSSAURO CHINÊS

Cientistas descobrem primo de Tiranossauro com penas na China
04 de abril de 2012
Ilustração mostra a nova espécie de dinossauro com penas descoberta na China
Foto: AFP
No reino dos dinossauros, o lendário Tiranossauro acaba de ganhar um primo coberto de penas, com 9 m de comprimento e cerca de 1,4 t é o maior animal já identificado com plumas. Cientistas chineses e canadenses encontraram três esqueletos deste novo tipo de "tiranossauro gigante" nos fabulosos sítios paleontológicos da província de Liaoning, no nordeste da China.
O primo do Tiranossauro possuía "penas filamentosas" com um comprimento de pelo menos 15 cm, segundo informaram os paleontólogos. "Elas pareciam mais com a penugem de um pinto moderno do que com as plumas rígidas de um pássaro adulto", disse o professor Xing Xu, especialista em vertebrados no Instituto de Paleontologia de Pequim, que conduziu o estudo publicado nesta quarta-feira na revista britânica Nature.
Devido as suas características físicas, foram batizados por seus descobridores de Yutyrannus huali, que significa "tirano de belas plumas" em uma mistura de mandarim chinês e latim. O tamanho do Yutyrannus huali é muito inferior ao do Tiranossauro rex, mas seu peso é 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.
A presença de plumas em um Tiranossauro, mais associadas a uma função de isolamento térmico do que à capacidade de voar, não devia ser necessária para o maior deles. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente, mas, por outro lado, têm um maior potencial para desenvolver problemas de superaquecimento", explicou o Dr. Corwin Sullivan, um paleontólogo canadense que participou do estudo.
Os paleontólogos determinaram anteriormente que "alguns grandes mamíferos eram quase sem pelos porque neles, a relação superfície/volume permitia reter o calor corporal mesmo sem pelagem", lembra o estudo. "O caso do Yutyrannus, cujo corpo era, talvez, apenas parcialmente coberto com penas", pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se ter sido muito mais frio do que o restante do Cretáceo", 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "tenham evoluído de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores. "É possível que as penas fossem mais amplas, pelo menos nos carnívoros", disse o Dr. Xu.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo. Além disso, após a descoberta, na mesma região, do Sinotyrannus, outro primo do T-Rex foi encontrado, este estudo demonstra que os tiranossauróides eram os predadores dominantes dos ecossistemas nordeste da China durante o Cretáceo.
quarta-feira, 21 de março de 2012
CAMELOS PANAMENHOS

Camelos com enormes focinhos viveram no Panamá há 20 mi de anos
15 de março de 2012
Os fósseis dos camelos foram encontrados pelos pesquisadores no Panamá
A descoberta de fósseis de duas espécies de camelos no Panamá, com focinhos alongados, demonstra que esses animais viveram na América Central há 20 milhões de anos, e os cientistas buscam agora determinar se seriam eles antecessores da alpaca e da lhama da América do Sul. "Nunca antes haviam sido encontrados na América Central camelos dessa antiguidade", disse nesta quinta-feira Bruce MacFadden, curador de Paleontologia de Vertebrados do Museu de História Natural da Flórida, nos Estados Unidos.
A descoberta arroja nova luz na história dos trópicos, uma região que contém mais da metade da biodiversidade do mundo e alguns dos mais importantes ecossistemas. Aldo Rincón, geólogo que dirigiu o relatório elaborado sobre esta descoberta, ressaltou que os fósseis representam o primeiro reporte destes "pequenos e estranhos" camelos na região.
"Por sua vez, confirmam uma conexão terrestre entre a parte sul da América Central, México, Texas e Flórida no Mioceno" (há 20 milhões de anos), indicou Rincón.
O cientista encontrou os fósseis na região de escavações das Cascatas durante as pesquisas paleontológicas e geológicas realizadas pelo Instituto de Pesquisa Tropical Smithsonian e pelo Museu de História Natural da Flórida em colaboração com a Autoridade do Canal do Panamá. "Além de agregar uma peça muito importante na evolução desta subfamília, os novos fósseis oferecem a oportunidade de entender a relação entre esses estranhos fósseis e os camelos atuais e as lhamas", destacou.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
EXTINTA HÁ 32 MIL ANOS
Extinta há 32 mil anos, cientistas recriam planta na Rússia
21 de fevereiro de 2012
A stenophylla Silene é a planta mais antiga a ser regenerada
Foto: AP
Equipe de pesquisadores russos anunciou ter conseguido recriar, a partir do fruto de uma flor encontrada no Ártico, uma espécie de planta que estaria extinta há 32 mil anos. O fruto foi localizado em um toca escondida em um permafrost, na margem do rio Kolyma, nordeste da Sibéria. Totalmente preenchidos com gelo, os sedimentos foram conservados tornando impossível qualquer infiltração de água. As informações são do jornal The New York Times.
A experiência pioneira abre caminho para o renascimento de outras espécies. A stenophylla Silene é a mais antiga espécie a ser regenerada. Pesquisadores canadenses já haviam recriado algumas plantas significativamente mais jovens, a partir de sementes fossilizadas.
O experimento mostra que o permafrost, solo congelado encontrado em latitudes elevadas, serve como um depósito natural de antigas formas de vida, disseram os pesquisadores russos, que publicaram suas descobertas na edição de terça-feira do Proceedings of the National Academy of Sciences. "Consideramos que é essencial continuar os estudos do permafrost em busca de um pool genético antigo, o da vida pré-existente, o que, hipoteticamente, já desapareceu da superfície da terra", disseram os cientistas no artigo.
"A stenophylla Silene é uma planta que se adapta muito bem", disse Svetlana Yashina, coordenadora do projeto, à Associated Press. "Os esquilos cavaram o solo congelado para construir suas tocas, que são aproximadamente do tamanho de uma bola de futebol, colocando em feno e depois peles de animais, tornando uma câmara de armazenamento perfeita", disse Stanislav Gubin, um dos autores do estudo, que passou anos vasculhando a área.
As tocas foram localizadas 38 metros abaixo da superfície, contendo ossos de grandes mamíferos, como mamutes, rinocerontes lanosos, bisões, cavalos e cervos. Gubin também disse que o estudo demonstrou que o tecido pode sobreviver no gelo por dezenas de milhares de anos, abrindo caminho para a ressurreição possível de mamíferos da "Era do Gelo".
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
O MATADOR DOS PAMPAS

Foto: Cadinho Andrade/UFRGS/Divulgação
RS: descoberto "matador dos pampas", predador de 260 mi anos
17 de janeiro de 2012
O crânio completo do "matador dos pampas" mede 35 cm de comprimento
Uma nova espécie de predador que viveu no Período Permiano (há mais de 260 milhões de anos), da Era Paleozoica, foi descoberto no Rio Grande do Sul. O animal é um dinocefálio, um tipo de terápsido ("réptil mamaliforme"), parente distante dos mamíferos. O trabalho será publicado na próxima semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).
A espécie será chamada de Pampaphoneus biccai. O nome do gênero significa, em grego, "matador dos pampas" e o nome da espécie, biccai, é uma homenagem a José Bicca, proprietário da fazenda onde foi feito o achado, em 2008. O fóssil - um crânio completo que mede 35 cm de comprimento - foi encontrado na região dos pampas do Rio Grande do Sul. O sítio paleontológico foi localizado através da análise de imagens de Google Earth.
Segundo os cientistas, a descoberta é importante porque este é o primeiro achado de um carnívoro terrestre da Era Paleozoica na América do Sul. Ele soma-se a achados prévios de herbívoros do Período Permiano na região, como os pareiassauros e o anomodonte Tiarajudens eccentricus, e contribui a um melhor conhecimento dos ecossistemas durante esse período geológico.
Os resultados da análise das afinidades da nova espécie também sugerem que ela está aparentada com dinocefálios carnívoros encontrados na Rússia e na África do Sul. Isto constitui forte evidência de que as faunas terrestres do supercontinente Pangaea tinham uma distribuição global já durante o Permiano Médio (normalmente é aceito que as faunas terrestres tinham uma distribuição cosmopolita no Triássico, período que segue ao Permiano). Ou seja, vertebrados terrestres tais como Pampaphoneus e seus parentes eram capazes de se dispersar facilmente desde Gondwana (sul da Pangaea) até Laurásia (norte da Pangaea) e vice-versa, desde ou até lugares distantes como Brasil, Rússia e África do Sul.
Confira caraterísticas da nova espécie:
- Media aproximadamente 3 m de comprimento e pesava mais que um leão;
- Possuía quatro grandes caninos (dois superiores e dois inferiores) em forma de gancho, para prender a pressa;
- Os ossos do seu crânio eram recobertos por rugosidades, como as que possuem os crânios dos jacarés;
- Caçava herbívoros que viveram no Rio Grande do Sul, como os pareiassauros (répteis robustos e acouraçados) e o anomodonte Tiarajudens;
- Apesar do seu aspecto geral, o animal não era um réptil ou um dinossauro, e sim um terápsido, ou seja, um parente distante dos mamíferos
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O SELO

Israel acha selo de 1,5 mil anos usado para marcar pão
10 de janeiro de 2012
Selo marcava o pão distribuído na comunidade judaica da época bizantina
Foto: EFE
Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1,5 mil anos, informou nesta terça-feira a Direção de Antiguidades de Israel em comunicado.
O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura de um candelabro de sete braços como o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.
"Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data", afirmou Danny Syon, um dos diretores da escavação em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.
Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo "kosher" para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica.
O costume também se assemelha ao dos cristãos da época, que marcavam seus pães com uma cruz. Em letras gregas, ao redor do selo judeu, está o que parece ser o nome do padeiro, "Launtius", comum entre a comunidade judaica da época.
David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou no comunicado que "o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois". "Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome", explicou.
Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
MOEDAS DE OURO

Arqueólogos acham vestígios de tesouro bizantino na Alemanha
05 de janeiro de 2012
Arqueólogo apresenta moeda de ouro descoberta na Alemanha
Foto: EFE
Arqueólogos apresentaram nesta quinta-feira oito moedas de ouro em Potsdam, na Alemanha. O achado ocorreu em Uckermark em novembro de 2011 e os cientistas acreditam que ele faz parte de um tesouro maior. As informações são da agência EFE e do governo do Estado de Brademburgo.
As moedas têm cerca de 4,4 g cada e seriam do século 6. "(Por meio desta cooperação com o governo de Brandemburgo) foi possível confirmar relatos de um grande tesouro de ouro bizantino em Biesenbrow", diz Felix Biermann, arqueólogo da Universidade de Goettingen, que participou da pesquisa.
Moedas de ouro já haviam sido encontradas na região no século 19, mas foram vendidas por agricultores, com exceção de quatro que foram adquiridas por um museu. Contudo, na época, os pesquisadores não conseguiram encontrar mais objetos bizantinos. Os arqueólogos investigaram a região, que teoricamente não deveria ter acampamentos durante o século 6, e descobriram os vestígios dos bizantinos na área. As moedas serão expostas em um museu local.
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