Fragmento do mais antigo machado conhecido do mundo (Foto: STR / AFP Photo)
11/05/2016
Machado encontrado na Austrália tem quase 50 mil anos, diz estudo
Um fragmento de lâmina de rocha encontrado na Austrália pode ser o machado mais antigo do mundo, com cerca de 50 mil anos, logo após a chegada do ser humano ao continente, revelaram especialistas nesta quarta-feira (11).
O fragmento, do tamanho de uma unha de polegar, foi encontrado no oeste da Austrália, na região de Kimberley, uma área pouco habitada do país.
A ferramenta revela que os primeiros habitantes do continente tinham uma tecnologia inovadora e inventiva. "Este é, sem dúvida, o machado mais antigo do mundo", disse Peter Hiscock, acadêmico da Universidade de Sydney.
A peça, encontrada na década de 90, teve sua importância reconhecida apenas recentemente, graças às novas tecnologias.
"É um fragmento relativamente pequeno, não tem mais que um centímetro", explicou Hiscock, que utilizou um microscópio digital para analisar a rocha e determinar que foi talhada a mão. "Provavelmente não é o machado mais antigo já produzido, seria extraordinário encontrá-lo, mas não acredito que terei esta sorte", brincou Hiscock.
A ferramenta teria sido produzida há entre 46 mil e 49 mil anos, poucos milhares de anos após a chegada do homem à Austrália, há cerca de 50 mil anos.
A descoberta será publicada na revista Australian Archaeology.
A professora da Universidade Nacional da Austrália Sue O'Connor, que localizou o fragmento, destacou que "em nenhum lugar do mundo foram encontrados machados desta época", recordando que este tipo de ferramenta surgiu no Japão há 35 mil anos.
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sexta-feira, 13 de maio de 2016
quinta-feira, 9 de abril de 2015
AS PRIMEIRAS JÓIAS
Neandertais criaram primeiras joias da humanidade há 130 mil anos
05/04/2015
Luka Mjeda/Zagreb
Os neandertais utilizaram garras de águia para criar e se enfeitar com as primeiras joias da humanidade há 130 mil anos, dezenas de milhares de anos antes da aparição dos humanos modernos na Europa.
Este é a surpreendente descoberta da antropóloga croata Davorka Radovcic, cujo trabalho foi divulgado na prestigiada publicação científica "PLoS One", e que revela que não foi o Homo sapiens, há 100 mil anos, a primeira espécie humana a criar objetos de valor para se adornar.
"Até agora se considerava que as joias mais antigas do homem, achadas em Israel e no sul da África, datam de 100 mil anos, e agora esse limite foi revisado cerca de 20 mil a 30 mil anos", explicou à Agência Efe a jovem cientista.
"O que é mais importante é que o fenômeno se relaciona agora com os neandertais", acrescentou Radovcic, conservadora do Museu de História Natural da Croácia.
Alguns especialistas sustentavam que os neandertais não tinham habilidades simbólicas ou que poderiam ter copiado este comportamento do Homo sapiens, por isso é considerado um achado e uma amostra de cognição avançada que elaborassem objetos para se enfeitar.
Algumas marcas em garras do pigargo europeu ou águia rabalva provam que estas foram enlaçadas pelo Homo neanderthalensis e utilizadas em um colar, pulseira e um adorno corporal similar.
Trata-se de garras fósseis da grande águia achadas há 115 anos conservadas no citado museu e provêm de um dos maiores sítios arqueológicos neandertais no mundo, a caverna Husnjakovo, perto de Krapina, no norte da Croácia.
O neandertal costuma se relacionar com uma imagem animal, bestial, de pouca inteligência, mas esta recente descoberta revela que esses homens paleolíticos foram muito mais "humanos" do que acreditávamos.
"O fato de ter usado este enfeite mostra um nível de cognição abstrata, indica a possibilidade de cognição simbólica, sinalização, linguagem", explicou Radovcic.
Essa grande ave de rapina, chamada de "tapete voador" por causa da envergadura de suas asas de mais de dois metros, deve ter impressionado o homem do paleolítico e seguramente teve para ele um significado especial.
A cientista teve um primeiro indício de sua descoberta há dois anos, logo após assumir seu trabalho no museu, ao estudar a coleção de fósseis de Krapina.
"O que chamou minha atenção foi que nos fósseis de garra havia incisões antropogênicas, obra de mãos humanas", lembrou a cientista.
Em seguida, Davorka Radovcic reuniu uma equipe de especialistas e juntos estudaram todos os restos fósseis de aves achados na caverna Husnjakovo.
"Em formações que cobrem a última falange dos dedos do pigargo achamos incisões feitas pelo homem, assim como marcas de lixamento na parte de trás, o que aponta que foram usadas em algum colar ou algo similar", descreveu Radovcic.
Nessas garras de águia, oito no total, também há marcas de terem sido expostas a um ambiente ácido, como o suor do corpo humano, o que confirma adicionalmente a teoria de Radovcic.
A morfologia das garras facilita que sejam atadas em série com uma corda, sem necessidade de buracos.
"Não sabemos se as garras foram usadas exatamente para colares, por isso dizemos que foi algum tipo de joia, um adorno que usavam sobre o corpo, mas não sabemos como exatamente. Temos indícios que essas garras de ave foram atadas e eram usadas penduradas", detalhou.
As oito garras pertencem a três águias diferentes, por isso que os cientistas concluem que se tratava de uma prática estendida e não de um caso individual e casual.
Segundo pesquisas recentes, o Homo neanderthalensis teve certo grau de hibridação com o ser humano moderno, de modo que seus genes se encontram hoje em todos os povos da Eurásia.
Foram encontradas evidências de que os neandertais enterravam seus mortos, que tinham desenvolvido uma tecnologia avançada de manufatura de utensílios de pedra e inclusive existem provas indiretas de que utilizavam certo tipo de linguagem em sua comunicação.
"Agora temos um conjunto de provas a mais sobre sua complexidade em todo sentido", ressaltou Radovcic.
Os neandertais habitaram partes da Europa, Ásia Central e Oriente Médio durante 250 mil anos, mas continua sendo um mistério por que desapareceram há cerca de 40 mil anos.
Há cerca de 45 mil anos começou a colonização da Europa por parte do Homo sapiens, e uma das teorias é que os neandertais se extinguiram por causa da concorrência com os humanos modernos.
Em Krapina foi encontrado em 1899 cerca de 70 restos neandertais, o que constitui uma das jazidas mais ricas do mundo sobre essa espécie.
05/04/2015
Luka Mjeda/Zagreb
Os neandertais utilizaram garras de águia para criar e se enfeitar com as primeiras joias da humanidade há 130 mil anos, dezenas de milhares de anos antes da aparição dos humanos modernos na Europa.
Este é a surpreendente descoberta da antropóloga croata Davorka Radovcic, cujo trabalho foi divulgado na prestigiada publicação científica "PLoS One", e que revela que não foi o Homo sapiens, há 100 mil anos, a primeira espécie humana a criar objetos de valor para se adornar.
"Até agora se considerava que as joias mais antigas do homem, achadas em Israel e no sul da África, datam de 100 mil anos, e agora esse limite foi revisado cerca de 20 mil a 30 mil anos", explicou à Agência Efe a jovem cientista.
"O que é mais importante é que o fenômeno se relaciona agora com os neandertais", acrescentou Radovcic, conservadora do Museu de História Natural da Croácia.
Alguns especialistas sustentavam que os neandertais não tinham habilidades simbólicas ou que poderiam ter copiado este comportamento do Homo sapiens, por isso é considerado um achado e uma amostra de cognição avançada que elaborassem objetos para se enfeitar.
Algumas marcas em garras do pigargo europeu ou águia rabalva provam que estas foram enlaçadas pelo Homo neanderthalensis e utilizadas em um colar, pulseira e um adorno corporal similar.
Trata-se de garras fósseis da grande águia achadas há 115 anos conservadas no citado museu e provêm de um dos maiores sítios arqueológicos neandertais no mundo, a caverna Husnjakovo, perto de Krapina, no norte da Croácia.
O neandertal costuma se relacionar com uma imagem animal, bestial, de pouca inteligência, mas esta recente descoberta revela que esses homens paleolíticos foram muito mais "humanos" do que acreditávamos.
"O fato de ter usado este enfeite mostra um nível de cognição abstrata, indica a possibilidade de cognição simbólica, sinalização, linguagem", explicou Radovcic.
Essa grande ave de rapina, chamada de "tapete voador" por causa da envergadura de suas asas de mais de dois metros, deve ter impressionado o homem do paleolítico e seguramente teve para ele um significado especial.
A cientista teve um primeiro indício de sua descoberta há dois anos, logo após assumir seu trabalho no museu, ao estudar a coleção de fósseis de Krapina.
"O que chamou minha atenção foi que nos fósseis de garra havia incisões antropogênicas, obra de mãos humanas", lembrou a cientista.
Em seguida, Davorka Radovcic reuniu uma equipe de especialistas e juntos estudaram todos os restos fósseis de aves achados na caverna Husnjakovo.
"Em formações que cobrem a última falange dos dedos do pigargo achamos incisões feitas pelo homem, assim como marcas de lixamento na parte de trás, o que aponta que foram usadas em algum colar ou algo similar", descreveu Radovcic.
Nessas garras de águia, oito no total, também há marcas de terem sido expostas a um ambiente ácido, como o suor do corpo humano, o que confirma adicionalmente a teoria de Radovcic.
A morfologia das garras facilita que sejam atadas em série com uma corda, sem necessidade de buracos.
"Não sabemos se as garras foram usadas exatamente para colares, por isso dizemos que foi algum tipo de joia, um adorno que usavam sobre o corpo, mas não sabemos como exatamente. Temos indícios que essas garras de ave foram atadas e eram usadas penduradas", detalhou.
As oito garras pertencem a três águias diferentes, por isso que os cientistas concluem que se tratava de uma prática estendida e não de um caso individual e casual.
Segundo pesquisas recentes, o Homo neanderthalensis teve certo grau de hibridação com o ser humano moderno, de modo que seus genes se encontram hoje em todos os povos da Eurásia.
Foram encontradas evidências de que os neandertais enterravam seus mortos, que tinham desenvolvido uma tecnologia avançada de manufatura de utensílios de pedra e inclusive existem provas indiretas de que utilizavam certo tipo de linguagem em sua comunicação.
"Agora temos um conjunto de provas a mais sobre sua complexidade em todo sentido", ressaltou Radovcic.
Os neandertais habitaram partes da Europa, Ásia Central e Oriente Médio durante 250 mil anos, mas continua sendo um mistério por que desapareceram há cerca de 40 mil anos.
Há cerca de 45 mil anos começou a colonização da Europa por parte do Homo sapiens, e uma das teorias é que os neandertais se extinguiram por causa da concorrência com os humanos modernos.
Em Krapina foi encontrado em 1899 cerca de 70 restos neandertais, o que constitui uma das jazidas mais ricas do mundo sobre essa espécie.
quinta-feira, 5 de março de 2015
CIENTISTAS CONFIRMAM DESCOBERTA DO FÓSSIL MAIS ANTIGO DO GÊNERO "HOMO"
04/03/2015
Brian Villmoare/AFP
Pesquisador exibe um pedaço de mandíbula descoberto na Etiópia, que os cientistas batizaram de LD-350-1: ancestral humano teria vivido há 2,8 milhões
Uma equipe de cientistas confirmou nesta quarta-feira (4) a descoberta de um fóssil de um hominídeo de 2,8 milhões de anos, que se torna assim o mais antigo encontrado até agora do gênero "Homo", ao qual pertence o homem atual.
Trata-se de parte da mandíbula de um hominídeo achada em 2013 na Etiópia, cuja análise em dois estudos publicados na revista "Science" aponta que a divisão do gênero "Homo" ocorreu quase meio milhão de anos antes do que se tinha concluído anteriormente.
Os pesquisadores indicam que o fóssil, que é conhecido como LD 350-1, combina os traços primitivos do "Australopithecus" com as características mais modernas do "Homo", que situariam este gênero antes no tempo.
Os pesquisadores apontam, entretanto, que ainda é cedo para chegar a tal conclusão, e que são necessários mais estudos para determinar a qual espécie pertence.
Até agora, os fósseis mais antigos descobertos do gênero "Homo", que agrupa as espécies que evoluíram no homem moderno ("Homo sapiens"), datavam de aproximadamente 2,3 ou 2,5 milhões de anos.
"Apesar de muitas buscas, os fósseis da linhagem 'Homo' de mais de 2 milhões de anos são muito raros", afirmou Brian Villmoare, da Universidade de Nevada, um dos principais cientistas envolvidos na descoberta do fóssil.
Villmoare e sua equipe estudaram a fundo a mandíbula, que conta com cinco de seus dentes intactos, e descobriram que, embora a idade e localização do fóssil o coloquem perto do "Australopithecus afarensis", sua arcada dentária coincide mais com as primeiras espécies do "Homo".
O acadêmico explicou que o período que abrange entre 2 e 3 milhões de anos é um dos que tem mais lacunas a respeito do estudo das origens do homem. "Ter uma ideia da fase mais antiga da evolução de nossa linhagem é particularmente emocionante", afirmou.
A pesquisadora do departamento de geociências da Universidade Estadual da Pensilvânia Erin DiMaggio lidera outro estudo no qual é descrita geologicamente a jazida onde foi descoberta a mandíbula e confirma a idade do fóssil.
"Temos certeza da idade do LD 350-1", afirmou Erin, acrescentando que foram utilizados diferentes sistemas de datação, como análise radiométricas das camadas de cinzas vulcânicas para determinar a idade dos sedimentos da jazida.
As rochas e fósseis vegetais que estão sendo analisados "permitem lançar luz não somente sobre uma linhagem humana, mas sobre o estabelecimento de um entorno geológico no qual viveram os primeiros 'Homo", explicou a pesquisadora.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
AS LOMBRIGAS DE RICARDO III
Piers Mitchell/Department of Archaeology and Anthropology/University of Cambridge / Divulgação
03 de Setembro de 2013
Cientistas descobrem que rei Ricardo 3º sofria com lombrigas
Ovos de lombriga foram encontrados no solo do local onde estava o corpo do rei Ricardo
Uma análise do local onde foi encontrado o corpo do rei Ricardo 3º, que governou a Inglaterra entre 1483 e 1485, indica que o monarca sofria de ascaridíase (infecção por lombrigas). Os restos mortais foram descobertos em 2012 por uma equipe de arqueólogos da Universidade Leicester sob um estacionamento da cidade britânica de mesmo nome. Desde então, diversos exames foram feitos e revelaram, entre outros dados, como seria o rosto de Ricardo 3º. O novo estudo foi divulgado nesta terça-feira na publicação especializada The Lancet.
"Nós encontramos muitos ovos de lombrigas no solo da pélvis, onde os intestinos deveriam estar durante a vida", diz ao Terra Piers Mitchell, líder do estudo. Segundo os cientistas, em outros locais da tumba havia poucos, ou nenhum ovo do parasita, o que os fez descartar a possibilidade de contaminação externa - por lixo humano, por exemplo.
"Lombrigas podem se propagar pela contaminação fecal da comida feita por cozinheiros que não lavam suas mãos após ir ao banheiro. Pode também se espalhar pelo uso de fezes para fertilizar plantações - uma prática comum na Europa medieval", diz o pesquisador, ao explicar como um rei acabou por ter lombrigas.
Mitchell afirma que nobres da época deveriam comer muita carne, o que fez a equipe se surpreender com a falta de espécies de outro tipo de parasita no corpo do monarca: a tênia. "Se Ricardo não tinha essas espécies de parasita, isso pode indicar que a comida estava sendo totalmente cozida, o que pode ter matado as formas intermediárias."
Agora, afirma o cientista, o estudo dos restos mortais do rei tentará entender a escoliose que o monarca tinha na coluna vertebral, famosa inclusive na cultura inglesa. "Isso é importante porque Shakespeare escreveu uma peça sobre Ricardo 3º e o retratou como um corcunda que mancava. Nossa análise nos permitirá determinar quais efeitos sua deformidade espinhal podem realmente ter tido na vida de Ricardo."
RICARDO III, O REI NO ESTACIONAMENTO
Revelado rosto de Ricardo 3º, o "rei no estacionamento"
Reconstrução facial do Rei Ricardo 3o é exibida durante coletiva de imprensa em Londres. Com queixo largo, nariz proeminente e levemente arqueado, e lábios delicados, o "rosto" do rei da Inglaterra foi revelado nesta terça-feira, um dia depois de pesquisadores confirmarem que seus restos mortais tinham sido finalmente encontrados depois de 500 anos.
05 de Fevereiro de 2013
Com queixo largo, nariz proeminente e levemente arqueado, e lábios delicados, o "rosto" do rei da Inglaterra Ricardo 3º foi revelado nesta terça-feira, um dia depois de pesquisadores confirmarem que seus restos mortais tinham sido finalmente encontrados depois de 500 anos.
Uma equipe de arqueólogos e cientistas de uma universidade anunciaram na segunda-feira que o esqueleto que tinha sido encontrado em setembro passado, debaixo de um estacionamento em Leicester, era, de fato, de Ricardo, o último rei inglês a morrer em batalha, em 1485.
Devotos de Ricardo, que fizeram campanha durante muito tempo para restaurar sua reputação, orgulhosamente revelaram na terça-feira uma reconstrução em 3D da cabeça do monarca há tanto tempo desaparecido, apresentando-a aos jornalistas como "Sua Graça Ricardo Plantageneta, Rei da Inglaterra e França, Lorde da Irlanda".
Eles disseram que o rosto parecia simpático e nobre -- não o de um homem descrito por William Shakespeare como um monstro deformado e repugnante que assassinou seus sobrinhos, os "Príncipes na Torre".
"Espero que vocês possam ver nesse rosto o que eu vejo nesse rosto, que é um homem tridimensional em todos os sentidos", disse Philippa Langley, da Sociedade Ricardo 3o, que liderou a busca de quatro anos para encontrar os restos reais.
"Não parece a face de um tirano. Se... você olhar nos olhos dele, realmente é como se ele pudesse começar a falar com você", disse Langley aos repórteres.
Uma imagem computadorizada em 3D do rosto foi criada baseando-se em um scan tirado do esqueleto de Ricardo depois que ele foi encontrado em uma cova rasa nas ruínas de um mosteiro, hoje localizadas sob o estacionamento do departamento de serviços sociais da Câmara Municipal da cidade no centro da Inglaterra. A imagem depois foi moldada em plástico.
"SEM OLHOS OBLÍQUOS E BOCAS MALVADAS"
A reconstrução é fiel a uma avaliação anatômica do crânio, e cerca de 70 por cento da superfície do rosto deve ter menos de 2mm de erro, segundo o professor de identificação craniofacial que a criou.
Nenhum retrato de Ricardo foi usado para a principal reconstrução facial, embora os trajes, a peruca e algumas características como sobrancelhas, cor dos olhos e da pele tenham se baseado em pinturas do rei morto.
O resultado final realmente mostra uma forte semelhança com alguns retratos de Ricardo -- mas sem alguns dos traços menos lisonjeiros que apareceram durante o reinado de Henrique 7o, seu conquistador na Batalha de Bosworth Field em 1485, e da dinastia Tudor que se seguiu.
Langley disse que era um rosto sem as caricaturas dos Tudor: "Sem olhos oblíquos e bocas más, sem dedos em garra por baixo".
Usando um chapéu de feltro negro, com os cabelos até os ombros, um dos quais era um pouco mais alto que o outro --de acordo com a descoberta, seu esqueleto tinha uma curvatura na coluna-- a reconstrução mostra Ricardo, que tinha 32 anos ao morrer, com feições delicadas, quase femininas.
Seu corpo deve ser sepultado novamente na Catedral de Leicester no próximo ano, enquanto a reconstrução do busto assumirá um lugar de honra no centro de visitantes que será aberto perto do local onde o corpo repousou, em uma cova irregular e pequena, por mais de cinco séculos.
"Ver esse rosto foi na verdade o momento mais importante para mim, o momento mais extraordinário", disse Langley, explicando que o projeto tinha dois objetivos: encontrar os restos mortais para garantir um enterro digno e revelar o "verdadeiro Ricardo".
"Para mim, quando isso foi revelado e eu estava olhando para o rosto dele... esse foi o maior momento. De repente, o objetivo de ver o verdadeiro Ricardo 3o, virou realidade, um sonho milagroso realmente se realizou".
terça-feira, 22 de janeiro de 2013
RECRIANDO O NEANDERTAL
"Eu posso criar um neandertal, só preciso de uma mãe", diz pai do Projeto Genoma
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21/01/2013
George Church, um dos pais do Projeto Genoma Humano e professor de genética de Harvard, nos Estados Unidos, afirmou que já recolheu DNA suficiente de fósseis para clonar "espécies humanas extintas", como os neandertais. "Agora, eu só preciso de uma mulher corajosa [para ser mãe da experiência]"
George Church, professor de genética da Escola de Medicina de Harvard e um dos pais do Projeto Genoma Humano, afirma que é possível criar humanos resistentes a vírus e até recriar os ancestrais do homem moderno, os neandertais. "Já recolhi DNA suficiente de fósseis para reconstruir o DNA de espécies humanas extintas. Agora, eu preciso de uma mulher corajosa", diz em entrevista a revista alemã Der Spiegel.
Church diz que acredita ser possível clonar um neandertal no futuro próximo. "Ler e escrever DNA é hoje um milhão de vezes mais rápido do que há sete, oito anos. Outra tecnologia que a 'desextinção' de um neandertal iria necessitar é a clonagem humana. Se nós podemos clonar todos os tipos de mamíferos, então é provável que consigamos clonar um homem."
O pesquisador diz que os neandertais podem nos ajudar a enfrentar dificuldades futuras e que eles poderiam até formar uma nova cultura em colônias. "Eles podem ser mais inteligentes do que nós. Quando tivermos que lidar com uma epidemia ou sair do planeta, por exemplo, é aceitável que o modo de pensar deles possa nos beneficiar."
"Se você se tornar uma monocultura, você está em grande risco de extinção. Portanto, a recriação de neandertais seria principalmente uma questão de prevenção de riscos sociais", afirma o geneticista ao dizer que eles seriam importantes para a diversidade.
Para começar, seria preciso sequenciar o genoma dos ancestrais do homem moderno, que foram extintos há 33 mil anos, o que já está quase pronto. O próximo passo seria "cortar" este genoma em cerca de 10 mil partes e sintetizá-los. Por fim, teria que introduzir este genoma sintético em uma célula-tronco humana. "Se conseguirmos reproduzir isso o suficiente para criarmos uma linhagem que se aproximaria da sequencia dos neandertais, nós poderíamos produzi-los semiautomaticamente para então introduzi-los em uma célula para criar um clone de neandertal."
As ideias de Church estão no livro: Regenesis: Como Biologia Sintética vai reinventar a natureza e nós mesmos.
sexta-feira, 2 de novembro de 2012
UMA ESCRITA DA ERA DO BRONZE
Britânicos podem traduzir escrita mais antiga ainda não decifrada
24 de outubro de 2012
A escrita usada por uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C
Foto: Divulgação
A luta de estudiosos para desvendar segredos de cinco mil anos guardados na escrita mais antiga do mundo ainda não decifrada pode estar chegando ao fim. Um projeto internacional de pesquisa, liderado pela Oxford University, na Inglaterra, já lança luz sobre uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, cujos trabalhadores escravos viviam com rações mínimas de alimento, à beira de morrer de fome. "Acho que estamos finalmente a ponto de romper a barreira", disse Jacob Dahl, acadêmico do Wolfson College da Oxford University e diretor do Ancient World Research Cluster.
A escrita usada por essa civilização é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C. em uma região que corresponde hoje ao sudoeste do Irã. A arma secreta de Dahl para decifrar o código é um aparelho capaz de ver a escrita com uma clareza nunca conseguida antes.
A máquina tem forma de uma abóbada e emite flashes de luz sobre objetos que contêm amostras da escrita. Os flashes fazem parte de um sistema computadorizado que usa uma combinação de 76 tipos de luzes para captar cada pequena ranhura ou sulco na superfície dos objetos. Assim, os cientistas conseguem produzir uma imagem virtual que pode ser vista de todos os ângulos possíveis. A análise está sendo feita no museu Louvre, em Paris, onde está a maior coleção de amostras desse tipo de escrita do mundo.
Esforço coletivo
Dahl e sua equipe pretendem disponibilizar as imagens pela internet. O objetivo é que o público e outros acadêmicos ajudem na decodificação dos textos. "Estamos enganados quando achamos que quebrar um código tem a ver com um gênio solitário que de repente entende o significado de uma palavra. O que funciona com mais frequência é o trabalho paciente de uma equipe e o compartilhamento de teorias. Colocar as imagens na internet deve acelerar esse processo."
Até agora, Dahl já decifrou 1.200 sinais mas disse que, depois de mais de dez anos de estudos, muito ainda se desconhece - mesmo palavras básicas como vaca ou gado. "É um território desconhecido da história da humanidade", ele disse.
Escrita adulterada
Mas por que essa escrita seria tão difícil de interpretar? Dahl acha que sabe, em parte, a resposta. Ele descobriu que os textos originais parecem conter muitos erros - e isso dificulta o trabalho de encontrar padrões consistentes.
Proto-Elamita é o nome dado a um sistema de escrita desenvolvido em uma área que hoje corresponde ao sudoeste do Irã Foi adotado por volta de 3200 a.C. e "emprestado" da Mesopotâmia vizinha. Os textos eram escritos da direita para a esquerda em placas úmidas de barro. Mais de mil placas contendo essa escrita sobreviveram o passar do tempo.
O maior grupo desses artefatos foi colecionado por arqueólogos franceses e levado para o Louvre no século 19. Outras escritas da Antiguidade - como a escrita hieroglífica, dos egípcios, e a escrita dos sumérios - já foram decifradas.
Ele diz acreditar que isso se deva à ausência de estudo e aprendizado naquela sociedade. Os estudiosos não encontraram evidências de listas de símbolos ou exercícios para que os escribas aprendessem a preservar a precisão da escrita. Isso teve consequências fatais para o sistema de escrita, que foi sendo adulterado e depois desapareceu após apenas 200 anos. "A falta de uma tradição de estudos significou que muitos erros foram cometidos e o sistema de escrita pode ter se tornado inútil", disse Dahl.
O que dificulta ainda mais a decodificação é o fato de que esse é um estilo de escrita diferente de qualquer outro daquele período. Além disso, não foram encontrados textos bilíngues - recurso que auxiliaria muito o trabalho dos pesquisadores. Segundo Dahl, a escrita proto-Elamita foi elaborada a partir de uma língua da Mesopotâmia que foi alterada.
Vida dura
As placas usadas para o registro dos símbolos da escrita revelam detalhes íntimos dos escribas: algumas trazem as marcas das unhas dos autores. Os pequenos símbolos e desenhos, gravados no barro de forma ordeira e cuidadosa, são claramente o produto de uma mente inteligente.
Embora ainda envoltos em mistério, os textos permitem que vislumbremos um pouco da realidade vivida por esse povo. Segundo Dahl, os textos incluem um sistema de numeração, o que indica que muitas das informações contidas nas placas são de natureza contábil.
A sociedade era agrícola e bastante simples. Havia uma camada de líderes, figuras poderosas de nível médio e trabalhadores - que eram tratados como se fossem "gado com nomes". Os líderes tinham nomes que refletiam seu status - o equivalente a alguém ser chamado de "Senhor Cem" para indicar o número de pessoas que estavam abaixo dele.
Dahl disse que é possível saber qual era a dieta dos trabalhadores: cevada, possivelmente triturada para formar um mingau e cerveja fraca. A quantidade de alimento que eles recebiam ficava pouco acima do limite da sobrevivência. Aqueles de status mais elevado comiam iogurte, queijo e mel. Eles também criavam cabras, carneiros e bois. "Sua expectativa de vida pode ter sido tão longa como a de hoje", disse Dahl. Ele tem esperanças de que, com apoio suficiente, os segredos dessa última grande escrita, remanescente dos primórdios da nossa civilização, poderão ser finalmente desvendados.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
A RAINHA MAIA
Arqueólogos descobrem túmulo de rainha maia na Guatemala
03 de outubro de 2012
A rainha, encontrada no sítio arqueológico de El Perú-Waka, foi identificada como Kalomt'e K'abel
Um grupo de arqueólogos guatemaltecos e americanos descobriu no sítio arqueológico de El Perú-Waka, no norte da Guatemala, um túmulo real com os restos de uma antiga rainha maia, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais. O diretor do sítio, o americano David Frieldel, explicou em entrevista coletiva que a rainha foi identificada como Kalomt'e K'abel.
Friedel sustentou que "esta é a descoberta mais importante" que fez durante os seus 43 anos de trabalho como arqueólogo na Reserva da Biosfera Maia na Guatemala. Os restos estavam em "um local muito sagrado para os maias antigos dentro do templo mais importante da cidade" do sítio arqueológico, afirmou. Segundo Friedel, Kalomt'e K'abel foi esposa do rei de Wak, identificado como K'inich Bahlam II. Os restos da rainha foram transferidos para um laboratório da capital guatemalteca para pesquisas.
A antiga rainha maia aparece ao lado de seu marido retratada na Stela 34, monumento maia de 692 a.C. em exibição no museu de Cleveland (EUA). Ela também está representada em objetos encontrados em El Perú-Waka em 2006. Os restos da antiga rainha maia, que era uma guerreira, foram descobertos pela pesquisadora mexicano-americana Olivia Navarro e pela guatemalteca Griselda Pérez.
Olivia explicou à Agência Efe que a descoberta aconteceu no dia 9 de junho dentro de uma estrutura do sítio arqueológico conhecida como M13-1. As pesquisas no sítio arqueológico, que se encontra na Reserva da Biosfera Maia em Petén, foram iniciadas em 2003.
Segundo Olivia, durante a escavação foi detectado o cômodo principal do edifício denominado "la adosada", que funcionava como um centro de adoração do fogo. Debaixo de "la adosada" descobriu-se o túmulo onde estavam os restos da antiga rainha maia, com oferendas elaboradas, como vasilhas de cerâmica datadas do final do século 7 e início do século 8.
Também foi encontrada uma considerável quantidade de joias de jade e milhares de lascas e navalhas de obsidiana. "Uma das oferendas mais importantes é um pequeno copo de alabastro com tampa talhado em forma de caracol do qual emerge um indivíduo de idade avançada" e que foi a peça-chave para a identificação de Kalomt'e K'abel, destacou a arqueóloga.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
O BARCO VIKING

Barco funerário viking é encontrado no Reino Unido
19 de outubro de 2011

Desenho da reconstituição do barco viking descoberto pelos arqueólogos
Foto: AP
Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.
O barco-túmulo, de 5 m de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.
Além disso, também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.
A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante". "Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.
Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século VIII e meados do XI, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.
Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X. Na terça-feira, os pesquisadores divulgaram algumas imagens do achado, mas os detalhes foram dados nesta quarta-feira.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O ATELIÊ DE 100 MIL ANOS

Descoberto na África do Sul ateliê de arte com 100 mil anos
14/10/2011
Duas conchas contendo uma primitiva mistura de tinta foram escavadas na África do Sul, revelando o que cientistas acreditam ser os vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos.
Cientistas acreditam ter encontrado vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos na África do Sul. Foram encontradas duas conchas com misturas de tintas, o que sugere que os humanos primitivos tinham noções de química e eram capazes de armazenar tinta para o futuro. Também foram vistas outras ferramentas para retirar lascas e misturar compostos. A ausência de outros vestígios no espaço, que está localizado na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, sugere que o local foi apenas usado como oficina AP Photo/Magnus Haaland, Science
A descoberta sugere que os humanos primitivos tinham noções de química básica e eram capazes de planejar com antecipação o armazenamento da tinta para usos futuros, fossem eles de cunho cerimonial, decorativo ou protetor.
As conchas de abalone continham uma pasta contendo ocre, argila colorida por óxido de ferro com matizes amarelas e avermelhadas, que pode ter sido usada para decorar o corpo ou fazer pinturas, destacou o estudo publicado na revista científica Science.
As conchas foram encontradas na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, perto de outras ferramentas que sugerem que foram usadas para retirar lascas de ocre e misturá-las com outros compostos para formar uma tinta líquida.
Provavelmente, os artistas da Idade da Pedra esfregavam pedaços de ocre sobre placas de quartzto para obter um pó fino de cor vermelha. As lascas de ocre eram, provavelmente, esmagadas com martelos de quartzo e misturadas com ossos quentes de animais, carvão, pedaços de pedra e algum líquido.
O preparo era, então, transferido para as conchas e "suavemente misturado", segundo o estudo conduzido por Christopher Henshilwood, do Instituto de Evolução Humana da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo.
"Um osso provavelmente era usado para mexer a mistura e transferir parte dela para a concha", destacou.
"O ocre pode ter sido utilizado com intuito simbólico em corpos e roupas durante a Idade da Pedra Média", disse Henshilwood.
"Esta descoberta representa um marco importante na evolução do processo cognitivo complexo do ser humano, que demonstra que os humanos tinham a habilitade conceitual de obter, combinar e armazenar substâncias que, então, eram possivelmente usadas para implementar suas práticas sociais", acrescentou.
Os cientistas foram capazes de datar em 100 mil anos os sedimentos de quartzo nos quais as conchas foram encontradas, graças a um processo denominado datação de luminescência estimulada opticamente (OSL, na sigla em inglês).
A ausência de outros vestígios arqueológicos na área sugerem que o "local foi usado, principalmente, como oficina e abandonado após a fabricação dos compostos", destacou o estudo.
"Então, areia vinda do exterior entrou na caverna, encapsulando as ferramentas", continuou.
As conchas estarão expostas a partir de 14 de outubro no Museu Iziko da Cidade do Cabo.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
UM CORPO FORA DA LEI
Após 130 anos, corpo do fora da lei Ned Kelly é identificado
01 de setembro de 2011
Esqueleto encontrado em cova coletiva era do famoso fora da lei. O crânio ainda está desaparecido
Foto: AP
Os restos do mais famoso fora da lei da Austrália, Ned Kelly, foram identificados, afirmam cientistas do país. O criminoso liderou uma quadrilha de roubos a banco no Estado de Victoria no século XIX e foi enforcado em 1880. Contudo, o destino do corpo era desconhecido e acreditava-se que ele estava em uma cova coletiva com outros 33 executados. As informações são da agência AP.
Oficiais indicaram o local onde estavam os corpos em 2008, que foram exumados para análise. Uma amostra de DNA de um descendente do famoso ladrão confirmou que um dos esqueletos pertenceu a Ned Kelly, mas o crânio continua desaparecido.
"Pensar que um grupo de cientistas identificou o corpo de um homem executado há mais de 130 anos, movido e enterrado de forma aleatória entre 33 outros prisioneiros, a maioria dos quais não identificados, é incrível", diz Robert Clark, procurador-geral do Estado, em comunicado.
Hoje em dia, Kelly, que roubou bancos e matou policiais entre 1878 e 1880, é considerado uma espécie de herói folclórico, como Robin Hood ou Jesse James, por lutar contra as autoridades coloniais a favor da classe rural dos descendentes de irlandeses. Kelly tinha 25 anos quando foi executado.
Sem cabeça
Durante anos, o corpo do criminoso ficou sepultado no cemitério da prisão de Old Melbourne Gaol. Como o local fechou em 1929, oficiais decidiram exumar o corpo, junto com os restos de outros prisioneiros e movê-los para a prisão Pentridge.
Contudo, uma multidão tentou roubar os restos de Kelly durante o transporte - e alguns conseguiram partes da ossada. Entre as partes levadas, estava o crânio, que foi recuperado e colocado em exposição em Old Melbourne Gaol. Contudo, em 1978 ele foi roubado novamente.
Em 2009, um fazendeiro chamado Tom Baxter apareceu com um crânio que dizia ser de Kelly (estava escrito "E. Kelly" no osso e Edward era o primeiro nome do ladrão), sem dizer como o conseguiu. Mas os testes mostraram que não era do fora-da-lei e o paradeiro do crânio continua um mistério.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
A MAIS ANTIGA PRÓTESE CONHECIDA

Dedão de múmia egípcia é a prótese mais antiga conhecida
Em Paris
Dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher
Um dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher egípcia, é a prótese funcional mais antiga já encontrada, anunciaram especialistas nesta segunda-feira em artigo publicado na revista científica britânica The Lancet.
Descoberta no ano 2000 perto de Luxor, na necrópole de Tebas, a prótese, de madeira e couro, pertenceu a Tabaketenmut, a filha de um alto sacerdote que viveu entre 950 e 710 a.C..
A datação facilmente faria desta a mais antiga prótese conhecida, alguns séculos mais velha do que a perna de bronze e madeira descoberta em um cemitério perto de Cápua, Itália.
Mas apenas a realização de testes em pacientes vivos poderia confirmar que a peça se tratava de uma prótese genuína, projetada não apenas como um ornamento para a vida após a morte, mas como um auxílio prático na locomoção.
Jacqueline Finch, cientista da Universidade de Manchester, fez isto com dois voluntários portadores de deficiências diferentes daquela de Tabaketenmut, que pode ter perdido o dedão devido a uma gangrena provocada por diabetes.
Finch fez cópias do dedão artificial, bem como de um segundo do sítio de Tebas confeccionada em papier maché, gesso e cola animal.
Usando réplicas de sandálias como as que se usavam no Egito antigo, voluntários, dotados de dispositivos altamente sensíveis, caminharam por uma via especial, monitorada por câmeras movidas a bateria.
"Acredita-se que o dedão suporte cerca de 40% do peso do corpo e seja responsável pela propulsão para a frente", explicou Finch em comunicado.
"Determinar corretamente qualquer nível de funcionalidade exige a aplicação de técnicas de análise de locomoção", acrescentou.
Os resultados foram ótimos. Cada um dos voluntários testados disse que tanto uma prótese quando a outra foram "altamente eficientes" e ambos disseram que a prótese de madeira era especialmente confortável.
O dedão de Tabaketenmut era composto de duas peças de madeira moldadas, perfuradas com pequenos buracos para a passagem de tiras, unidas por um cordão de couro, demonstrando uma preocupação aguda com a anatomia.
"Quem quer que tenha feito estes dispositivos nos tempos antigos também teria discutido a adaptação e a sensibilidade em consultas com seus 'pacientes'", concluiu Finch.
"Parece que os primórdios desta área da medicina surgiram aos pés dos antigos egípcios", ressaltou.
sexta-feira, 3 de junho de 2011
O HOMEM QUEBRA-NOZES


"Homem quebra-nozes" comia tufos de grama
03/05/2011
DA ASSOCIATED PRESS
O "homem quebra-nozes", conhecido por seus dentes grandes e mandíbula pronunciada, na verdade se alimentava de grama, afirmam cientistas.
Um grupo da Universidade de Utah (EUA), encabeçado pelo pesquisador Thure E. Cerling, analisou o carbono presente no esmalte de 24 dentes de 22 indivíduos que viveram no leste africano entre 1,4 milhão a 1,9 milhão de anos atrás.
Entre os tipos de carbono, um é encontrado em folhas de árvores, nozes e frutas; enquanto outro consta em gramas e plantas rasteiras.
E foi justamente o segundo que mostra que os homens quebra-nozes, ou Paranthropus boisei, comiam muito mais grama do que seus outros ancestrais humanos, somente perdendo em quantidade para uma espécie extinta de babuínos também comedora de grama.
David Brill/National Museums of Kenya/Associated Press
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama
O coautor da pesquisa, Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado (EUA), brinca: "Sinceramente, não esperávamos encontrar o equivalente primata de uma vaca em um dos galhos da nossa árvore genealógica."
As análises anteriores se basearam em formato e tamanho dos dentes, segundo Cerling, enquanto seu time partiu para o estudo de pedaços de um dente [do Museu Nacional do Quênia), que levaram a novas informações.
"[O estudo] nos lembra que as coisas não são exatamente como parecem ser na paleontologia", comenta Peter S. Ungar, da Universidade de Kansas (EUA).
O texto, publicado nesta terça-feira, pode ser visto na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").
sexta-feira, 20 de maio de 2011
O HOMEM AMERICANO

Artefatos de 15.500 anos achados no Texas colocam em dúvida teoria sobre colonização da América
24/03/2011
A descoberta no Texas de um sítio arqueológico contendo milhares de vestígios de 15.500 anos atrás faz recuar em pelo menos 2 mil anos as estimativas de chegada dos primeiros ocupantes à América, além de colocar em dúvida a teoria atual sobre a colonização do continente.
Uma corrente em vigor acredita que as primeiras tribos americanas fariam parte da cultura denominada Clóvis, com traços encontrados em vários pontos, a partir de 1932.
Segundo esta hipótese controversa, os portadores desta cultura, caracterizada por uma técnica muito particular de entalhe de pontas de sílex de dois gumes, teriam vindo da Ásia há cerca de 13.500 anos através do Estreito de Bering, durante a Era do Gelo. Eles teriam, em seguida, se espalhado por todo o continente, até chegar à América do Sul.
O novo sítio arqueológico texano, chamado "Debra L. Friedkin" e situado a cerca de 60 km ao noroeste de Austin, documenta com um número de indícios sem precedentes uma ocupação humana do continente americano anterior à cultura Clóvis.
O achado coloca em dúvida a teoria atual dos primeiros povos americanos, destacou Michael Waters, diretor do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade do Texas e principal autor do trabalho, publicado na revista americana Science, que estará nas bancas a partir desta sexta-feira (25).
"Essa descoberta nos força a repensar as origens da colonização das Américas", insistiu o pesquisador. "Não há dúvidas de que essas ferramentas e armas foram fabricadas por humanos e que têm cerca de 15.500 anos de idade, o que faz delas os vestígios mais antigos encontrados até hoje na América do Norte", acrescentou.
"Isso é importante para fazer avançar o debate sobre a data de chegada dos primeiros ocupantes das Américas, mas também para nos ajudar a compreender as origens da cultura Clóvis", segundo ele.
Michael Waters destacou durante uma teleconferência que a teoria do povoamento do continente americano pela cultura Clóvis possui várias grandes falhas.
Por exemplo, não existe qualquer traço da "tecnologia" de entalhe de sílex dos Clóvis no nordeste da Ásia, de onde esses colonizadores teriam vindo.
Ainda, as pontas de flechas de sílex descobertas no Alasca e que precediam em mil anos à chegada da tribo Clóvis foram fabricadas de forma diferente.
Enfim, acrescenta esse arqueólogo, seis sítios datando do mesmo período da "cultura Clóvis" descobertos na América do Sul não contêm qualquer traço que possa ser assimilado a essa "cultura".
"Esses fatos levam à conclusão de que os Clóvis não poderiam ser os primeiros americanos e que outros homens já se encontravam na América antes", completou o cientista.
Entre os indícios anteriores, o cientista menciona, principalmente, dois sítios no Wisconsin (norte) datando de 14.200 a 14.800 anos, as cavernas de Paisley no Oregon (14.100 anos) e Monte Verde, no sul da América do Sul (14.500 anos).
"Resumindo, chegou a hora de abandonar de uma vez por todas a teoria da colonização dos Clóvis e elaborar um novo modelo que explique o povoamento das Américas. Nesse sentido, o sítio Debra L. Friedkin deu um grande passo em direção a essa nova compreensão dos primeiros habitantes do novo mundo", insistiu Michael Water.
A datação é feita através de uma técnica por luminescência, calculando-se quando os sedimentos que cobrem os vestígios foram expostos à luz pela última vez.
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
PRIMO DESAPARECIDO

23/12/2010
Cientistas descobrem primo distante do homem, desaparecido há 30.000 anos
Por Jean-Louis Santini
WASHINGTON, 23 dezembro 2010 (AFP) - O sequenciamento de um genoma obtido a partir de um osso e um dente de um hominídeo extinto entre 30.000 e 50.000 anos revela que este primo distante do homem, até agora desconhecido, estava aparentado com o homem de Neandertal e com os ancestrais dos habitantes da Nova Guiné.
Uma equipe internacional de pesquisas coordenada pelo antropólogo Svante Paabo, do Instituto Max-Planck, na Alemanha, conseguiu sequenciar o genoma nuclear deste hominídeo desaparecido entre 30.000 e 50.000 anos.
O osso e o dente foram localizados em 2008 na caverna Denisova, situada no sul da Sibéria.
Os investigadores determinaram que se trata de uma fêmea pertencente a um grupo de hominídeos que compartilhavam uma antiga origem com os neandertais, e que depois se separaram.
Estes "novos" hominídeos, batizados denisovanos em função do nome da caverna, levantam novas perguntas sobre as origens do homem moderno, segundo o trabalho dos pesquisadores publicado na revista britânica Nature desta quinta-feira.
Ao contrário dos neandertais, os denisovanos não contribuíram para o patrimônio genético dos euroasiáticos modernos. No entanto, compartilham de um número elevado de variações genéticas com as populações atuais da Papua-Nova Guiné, que podem ter herdado em seu DNA até 5% dos genes dos denisovanos.
Isso leva a pensar que houve cruzamentos entre os denisovanos e os ancestrais dos melanésios quando estes últimos se separaram das populações da Eurásia para imigrar para o leste.
Mas se ignora quando, onde e em que proporção estes cruzamentos ocorreram, advertem os autores do estudo.
Com estas novas revelações, os cientistas acham que os ancestrais dos neandertais e os denisovanos saíram da África há cerca de 500.000 anos.
Os neandertais se expandiram para o Oriente Médio e Europa, enquanto que os denisovanos o fizeram rumo à África, onde há uns 50.000 anos se reproduziram com os humanos, que haviam se instalado ao longo do litoral do sudeste asiático.
"O fato de que os denisovanos tenham sido descobertos no sul da Sibéria e tenham contribuído para o patrimônio genético das populações da Nova Guiné mostra que a presença desse grupo pode ter se expandido na Ásia desde o final do Pleistoceno, ou seja, entre 400.000 e 50.000 anos antes e nossa era", explicou David Reich, professor adjunto da faculdade de medicina da Universidade de Harvard, um geneticista que realizou a análise genética das populações.
Alguns fósseis descobertos na China, por exemplo, não se parecem com o homem de Neandertal, nem com os humanos modernos ou o Homo erectus, um ancestral mais antigo do homem.
Estes investigadores questionam se estes fósseis poderiam estar aparentados com os denisovanos. Para saber isso, vão realizar pesquisas na Sibéria, na zona onde foram encontrados os ossos do dedo e o dente a fim de descobrir mais fósseis denisovanos.
Dessa forma, será possível fazer comparações com os fósseis de hominídeos descobertos na China, como o crânio de Dali, que data de 200.000 anos e foi encontrado na China central.
Para Svante Paabo, "a combinação do genoma do homem de Neandertal e dos denisovanos revela a complexidade das interações genéticas entre nossos ancestrais e os diferentes grupos antigos de hominídeos".
Paabo conduziu o sequenciamento do genoma do homem de Neandertal e revelou, em maio passado, os cruzamentos com os ancestrais do humano moderno, que teriam entre 1% e 4% de genes do Neandertal.
quinta-feira, 13 de maio de 2010
SOMOS EM PARTE NEANDERTAIS

Segundo o cientista Svante Pääbo, do Instituto Max Planck, na Alemanha, genoma do Neandertal indica que ele cruzou com humanos
06 de maio de 2010
Foto: Instituto Max Planck/Divulgação
Cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, conseguiram, após quatro anos, sequenciar 60% do genoma do homem de Neandertal, que desapareceu do planeta há 30 mil anos. De acordo com o instituto, análises iniciais dos quatro bilhões de pares do DNA dos Neandertais indicam que eles cruzaram com humanos e deixaram sua marca no genoma do homem moderno.
Segundo os cientistas, o sequenciamento é baseado na análise de cerca de 1 bilhão de fragmentos de DNA de diversos ossos de Neandertais encontrados na Croácia, Rússia e Espanha, além do Neandertal original, encontrado na Alemanha. A maior parte da análise se deu sobre 400 mg de pó de osso de três fêmeas que viveram há 38 mil anos onde hoje fica a cidade croata de Vindija. Os pesquisadores ainda desenvolveram meios de distingui-los dos DNAs de micróbios que viviam nos ossos ao longo de 40 mil anos.
A análise inicial indica que, ao contrário do que muitos pesquisadores acreditavam, humanos e Neandertais cruzaram e, entre 1% e 4% do DNA dos humanos modernos é originário dos Neandertais. "Aqueles que vivem fora da África carregam um pouco do DNA Neandertal em si", diz Svante Pääbo, que liderou a pesquisa.
Os cientistas chegaram a essa conclusão após comparar o genoma com o de pessoas que vivem na Europa, Ásia e África. Eles descobriram que aqueles que vivem fora da África estão mais próximos dos Neandertais do que quem vive no continente, o que sugere uma contribuição do DNA do Neandertal dos não-africanos, sejam eles originários da Europa, leste asiático ou Melanésia. O surpreendente é que não há vestígios de que eles tenham chegado ao leste da Ásia, eles viveram apenas no continente europeu e oeste asiático.
Os cientistas acreditam, portanto, que esse cruzamento tenha ocorrido antes que o homo sapiens tenha se dividido em diversos grupos na Europa e Ásia, provavelmente em um período entre 100 mil e 50 mil anos antes da população humana se propagar para o leste da Ásia. Achados arqueológicos indicam que os Neandertais e os humanos viveram no mesmo período no Oriente Médio.
Diferenças
Outro ponto no qual os pesquisadores se focaram foi nas diferenças entre o homem moderno e o parente extinto. Ao comparar os genomas, eles identificaram diversos genes que podem ter sido importantes na evolução humana, como aqueles relacionados às funções cognitivas, metabolismo e o desenvolvimento do crânio, clavícula e das costelas. Contudo, os cientistas afirmam que novas análises devem ser feitas para se tirar conclusões sobre a influência desses genes.
quinta-feira, 8 de abril de 2010
HOMINÍDEOS

08/04/2010
Cientistas identificam possível novo ancestral do homem na África do Sul
Jonathan Amos
da BBC News
Um cientista da universidade de Witwatersrand, na África do Sul, anunciou ter descoberto fósseis de duas criaturas hominídeas com mais de dois milhões de anos, que poderiam ser o elo entre espécies mais antigas e as mais modernas, conhecidas como Homo, entre as quais está a de pessoas atuais.
Lee Berger afirmou à BBC que a descoberta, nas cavernas de Malapa, perto de Joanesburgo, foi feita por acaso em 2008, quando ele e o filho de 9 anos passeavam no local, identificado como um potencial sítio arqueológico graças a uma aplicativo do Patrimônio Histórico Mundial acoplado ao programa Google Earth.
A descoberta do Australopithecus sediba foi publicada na última edição da revista científica "Science", e os cientistas que assinam o artigo dizem que os esqueletos preenchem uma brecha importante no desenvolvimento das espécies hominídeas.
"Eles estão no ponto em que acontece a transição de um primata que anda sobre duas pernas para, efetivamente, nós", disse Berger.
"Acho que provavelmente todos estão conscientes de que este período, entre 1,8 milhão a 2 milhões de anos atrás, é um dos mais mal representados em toda a história fóssil dos hominídeos. Estamos falando de um registro muito pequeno, um fragmento."
Sepultamento rápido
Muitos cientistas veem os australopitecos como ancestrais diretos do Homo, mas a localização exata do A. sediba na árvore genealógica humana vem causando polêmica. Alguns acreditam que os fósseis podem ter sido da espécie Homo.
O que se sabe é que as criaturas de Malapa viveram às vésperas do domínio da espécie Homo. Inclusive, alguns esqueletos encontrados na África Oriental atribuídas a espécies de Homo seriam até um pouco mais antigos que as novas descobertas.
Mas o A. sediba apresenta uma mistura de detalhes e características como dentes pequenos, nariz proeminente, pélvis muito avançada e pernas longas semelhantes às que temos atualmente.
No entanto, a espécie tinha braços muito longos e um crânio pequeno que lembra o das espécies Australopithecus, muito mais antigas, à qual Berger e seus colegas associaram a descoberta.
Os ossos foram encontrados a cerca de um metro uns dos outros, o que indicaria que eles morreram na mesma época ou pouco tempo depois do outro.
Os especialistas dizem que os fósseis podem até ser de mãe e filho e que é razoável presumir que pertenciam ao mesmo bando.
Não se sabe se eles moravam no complexo de cavernas em Malapa ou se acabaram presos por ali, depois que ter sido arrastados para um lago ou piscina subterrâneos, talvez durante uma tempestade.
Os ossos dos dois espécimes foram depositados perto de outros animais mortos, entre eles um tigre dente-de-sabre, um antílope, ratos e coelhos. O fato de nenhum dos corpos ter sinais de ter sido comido por outros animais indica que morreram e foram sepultados repentinamente.
"Achamos que deve ter havido algum tipo de calamidade na época que tenha reunido todos esses fósseis na caverna, onde ficaram presos e, finalmente, sepultados", afirmou o professor Paul Dirks, da universidade James Cook, na Austrália.
Todos os ossos ficaram preservados em sedimentos clásticos calcificados que se formam no fundo de poças d'água.
segunda-feira, 22 de março de 2010
HOMO SAPIENS E HOMO NEANDERTHALENSIS
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