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sexta-feira, 13 de maio de 2016

O MACHADO

Fragmento do mais antigo machado conhecido do mundo (Foto: STR / AFP Photo)
11/05/2016
Machado encontrado na Austrália tem quase 50 mil anos, diz estudo

Um fragmento de lâmina de rocha encontrado na Austrália pode ser o machado mais antigo do mundo, com cerca de 50 mil anos, logo após a chegada do ser humano ao continente, revelaram especialistas nesta quarta-feira (11).

O fragmento, do tamanho de uma unha de polegar, foi encontrado no oeste da Austrália, na região de Kimberley, uma área pouco habitada do país.

A ferramenta revela que os primeiros habitantes do continente tinham uma tecnologia inovadora e inventiva. "Este é, sem dúvida, o machado mais antigo do mundo", disse Peter Hiscock, acadêmico da Universidade de Sydney.

A peça, encontrada na década de 90, teve sua importância reconhecida apenas recentemente, graças às novas tecnologias.

"É um fragmento relativamente pequeno, não tem mais que um centímetro", explicou Hiscock, que utilizou um microscópio digital para analisar a rocha e determinar que foi talhada a mão. "Provavelmente não é o machado mais antigo já produzido, seria extraordinário encontrá-lo, mas não acredito que terei esta sorte", brincou Hiscock.

A ferramenta teria sido produzida há entre 46 mil e 49 mil anos, poucos milhares de anos após a chegada do homem à Austrália, há cerca de 50 mil anos.

A descoberta será publicada na revista Australian Archaeology.

A professora da Universidade Nacional da Austrália Sue O'Connor, que localizou o fragmento, destacou que "em nenhum lugar do mundo foram encontrados machados desta época", recordando que este tipo de ferramenta surgiu no Japão há 35 mil anos.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O HOSPITAL DOS CRUZADOS


Galeria de arcos com até 6 metros de altura faziam parte da arquitetura do hospital Galeria de arcos com até 6 metros de altura faziam parte da arquitetura do hospital na Cidade Velha de Jerusalém, há cerca de mil anos.
(Foto: Yoli Shwartz, courtesy of the Israel Antiquities Authority)


Hospital das Cruzadas com cerca de mil anos é descoberto em Jerusalém
Local era movimentado e abrigava até 2 mil pacientes em emergências.
Prédio ficava dividido por tipos de doenças e condições dos pacientes.


05/08/2013


Arqueólogos israelenses descobriram na Cidade Velha de Jerusalém uma estrutura de grandes dimensões que pertencia a um hospital do período das Cruzadas, há cerca de mil anos.

O local era muito movimentado e abrigava até 2 mil pacientes em situações de emergência, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira (5) pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), que fez as escavações e encontrou uma galeria de arcos, de até 6 metros de altura, do período de 1099 d.C (chegada dos cruzados às muralhas de Jerusalém) até 1291 d.C.






















O edifício é de propriedade do Waqf, autoridade de bens inalienáveis islâmicos, e está situado no coração do bairro cristão da Cidade Velha de Jerusalém, em uma área conhecida como Muristan. Há cerca de dez anos, o lugar era ocupado por um movimentado mercado de frutas e verduras, mas desde então está em desuso.
Local chegava a atender até 2 mil pacientes Local chegava a atender 2 mil pacientes (Foto: Yoli
Shwartz, courtesy of the Israel Antiquities Authority)

De acordo com a pesquisa, a estrutura descoberta é apenas uma pequena parte do que foi um grande hospital, que parece abranger uma área que compreende 15 mil metros quadrados.

A arquitetura do prédio é caracterizada por vários pilares e abóbadas de mais de 6 metros de altura, o que sugere que esse foi um amplo lugar, composto por pilares, quartos e pequenas salas.

Os coordenadores da escavação, Renee Forestany e Amit Reem, também pesquisaram documentos da época para conhecer a história do centro ambulatório.

"Aprendemos sobre o hospital por documentos históricos contemporâneos, a maior parte em latim", contam. Eles ainda explicam que os textos mencionam a existência de um sofisticado hospital construído por uma ordem militar cristã chamada "Ordem de San Juan do Hospital em Jerusalém". Seus integrantes prometiam cuidar e atender peregrinos na Terra Santa, e, quando necessário, somar-se aos combatentes cruzados como "unidade de elite".

Assim como nos modernos hospitais, o edifício estava dividido em diferentes asas e departamentos, segundo a natureza das doenças e a condição dos pacientes. Os integrantes da ordem atendiam homens e mulheres de diferentes religiões e também acolhiam recém-nascidos abandonados em Israel. Os órfãos eram atendidos com grande dedicação e, quando adultos, passavam a integrar a ordem militar, segundo o comunicado.

A AAI destaca, no entanto, que os cruzados eram ignorantes em relação à medicina e à higiene, e como exemplo cita um depoimento da época relatando que um médico amputou a perna de um cavaleiro por uma pequena ferida infectada, levando o paciente à morte.

Grande parte do edifício desmoronou durante um terremoto em 1457 d.C., e suas ruínas ficaram sepultadas até o período do Império Otomano (1299-1922 d.C.). Na Idade Média, parte da estrutura foi usada como estábulo, onde foram encontrados ossos de cavalos e camelos.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

O COMPUTADOR DE 2000 ANOS


Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos

12 de maio de 2012

Objeto é considerado o computador mais antigo do mundo

Foto: Reprodução/BBC Brasil

Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X. O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.

O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens. Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.

A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.

Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O SELO



Israel acha selo de 1,5 mil anos usado para marcar pão
10 de janeiro de 2012

Selo marcava o pão distribuído na comunidade judaica da época bizantina
Foto: EFE

Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1,5 mil anos, informou nesta terça-feira a Direção de Antiguidades de Israel em comunicado.

O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura de um candelabro de sete braços como o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.

"Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data", afirmou Danny Syon, um dos diretores da escavação em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.

Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo "kosher" para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica.

O costume também se assemelha ao dos cristãos da época, que marcavam seus pães com uma cruz. Em letras gregas, ao redor do selo judeu, está o que parece ser o nome do padeiro, "Launtius", comum entre a comunidade judaica da época.

David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou no comunicado que "o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois". "Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome", explicou.

Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

MOEDAS DE OURO



Arqueólogos acham vestígios de tesouro bizantino na Alemanha
05 de janeiro de 2012

Arqueólogo apresenta moeda de ouro descoberta na Alemanha
Foto: EFE

Arqueólogos apresentaram nesta quinta-feira oito moedas de ouro em Potsdam, na Alemanha. O achado ocorreu em Uckermark em novembro de 2011 e os cientistas acreditam que ele faz parte de um tesouro maior. As informações são da agência EFE e do governo do Estado de Brademburgo.

As moedas têm cerca de 4,4 g cada e seriam do século 6. "(Por meio desta cooperação com o governo de Brandemburgo) foi possível confirmar relatos de um grande tesouro de ouro bizantino em Biesenbrow", diz Felix Biermann, arqueólogo da Universidade de Goettingen, que participou da pesquisa.

Moedas de ouro já haviam sido encontradas na região no século 19, mas foram vendidas por agricultores, com exceção de quatro que foram adquiridas por um museu. Contudo, na época, os pesquisadores não conseguiram encontrar mais objetos bizantinos. Os arqueólogos investigaram a região, que teoricamente não deveria ter acampamentos durante o século 6, e descobriram os vestígios dos bizantinos na área. As moedas serão expostas em um museu local.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O FORTE



Descoberta de fortificação resgata época das Cruzadas em Beirute
Kathy Seleme
Em Beirute
15/12/2011

As cruzadas deixaram algumas marcas no porto de Beirute, por onde já passaram mais de 17 civilizações, com a construção de um forte, entre os séculos X e XI, cujos vestígios não foram apagados pelo tempo e acabam de ser descobertos.


O achado foi descoberto de maneira inesperada, já que os vestígios da esquecida fortificação veio à tona depois que se iniciaram as obras para a reforma e a criação de uma praia pública
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As cruzadas deixaram algumas marcas no porto de Beirute, como a construção de um forte, entre os séculos X e XI, cujos vestígios não foram apagados pelo tempo e acabam de ser descobertos devido à uma reforma para criação de uma praia pública. A fortificação era situada entre um rio, que fazia um fosso natural, uma torre e o mar e era construída de pedra caliça. O terreno explorado revela os restos de muros de pedra com inscrições e várias colunas, além dos vestígios de duas torres EFE

Em entrevista à Agência Efe, o responsável pelas escavações da Direção Geral de Antiguidades libanesa, Assad Seif, explicou que "a fortificação era situada em frente ao mar, como um porto, onde se formou uma verdadeira proteção natural".

O terreno explorado revela os restos de muros de pedra com inscrições e várias colunas, além dos vestígios de duas torres.

Apesar de se tratar de uma fortificação, os especialistas não encontraram nenhum tipo de restos de armas, somente peças de cerâmica e alimentos.

Seif acrescentou que em seus primeiros trabalhos, iniciados no último mês, já conseguiu compreender a razão do lugar e do entorno natural, que servia de proteção aos ataques indesejados.

A fortificação fica no ponto de encontro "de um pequeno rio com o mar, justo no local onde estava a bacia portuária de Beirute", indicou o especialista.

Construída em pedra caliça, a fortificação era situada entre um rio, que fazia um fosso natural, uma torre e o mar. "O forte, que ficava sobre uma montanha rochosa, garantia o controle do mar e também oferecia um posto de observação estratégico", ressaltou Seif.

"Isto nos faz pensar que essa fortificação se estendia até o leste da costa, onde havia uma torre que foi descoberta nos anos 90 pela arqueóloga Leila Badr e sua equipe da Universidade Americana de Beirute", completou.

A fortificação não abriga somente os restos das cruzadas, mas também da época romana tardia, quando os fortes eram construídos com blocos de pedra e muros que se alternavam com hastes de colunas. O local também conta com sinais de incêndio, o que, segundo os especialistas, é um indício de combates e de destruição.

Seif acrescentou que os otomanos também deixaram sua marca no lugar, como um aterro para criar um novo sistema portuário.

Agora, a Direção Geral de Antiguidades libanesa trabalha em colaboração com os responsáveis locais para integrar esta parte da história do Líbano à cidade.

"Temos agora a possibilidade de trabalhar juntos para integrar a arqueologia nesse lugar e preservá-la onde a encontramos", concluiu Seif.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MANUSCRITO DECIFRADO




Segredos de manuscrito alemão do século 18 são decifrados

Em Washington
27/10/2011

O código do 'Copiale Cipher', um estranho manuscrito do século XVIII de 105 páginas contendo mensagens cifradas em forma de símbolos abstratos e caracteres romanos, foi finalmente decifrado com a ajuda de um computador, informou a Universidade da Califórnia do Sul (USC).

O misterioso criptograma, envolto e escrito em papel brocado ouro e verde, revela os rituais e as tendências políticas de uma sociedade secreta estabelecida na Alemanha há 300 anos, assinala um comunicado da instituição em seu site.

Os ritos detalhados no documento que contém 75.000 caracteres indicam que esta sociedade tinha fascínio pelos olhos e a oftalmologia. No entanto, não parece que seus membros tenham sido médicos especializados nesta área.

"Esta decodificação do Copiale abre uma janela para o estudo da história das ideias e das sociedades secretas", afirmou o especialista em informática, Kevin Knight, da Escola de Engenharia da USC, um dos membros da equipe internacional que decifrou o segredo do 'Copiale Cipher'.

"Os historiadores acreditam que as sociedades secretas desempenharam um papel nas revoluções, mas esta hipótese é difícil de apoiar devido ao fato de que um grande número de documentos está encriptado", assinalou Knight.

O 'Copiale Cipher' foi descoberto na Academia de Berlim Ocidental no final da Guerra Fria e se encontra atualmente em pode de um colecionador particular.

Para decifrar esse código, Knight e suas colegas Beata Megyesi e Christiane Schaefer, da Universidade de Upsala, na Suécia, reescreveram uma versão do texto para que pudesse ser lido pelo computador. Utilizaram para isso um programa de informática criado por Knight.

Depois de ter testado com 80 idiomas, a equipe de criptógrafos se deu de que os caracteres romanos careciam de sentido, destinados somente a enganar eventuais leitores interessados em decifrá-los. As mensagens estavam, de fato, nos símbolos abstratos.

Finalmente, as primeiras palavras que tinham sentido em alemão foram decifradas. Elas dizem: "Cerimônias de Iniciação" seguida por "Seção Secreta".

Knight planeja decifrar outras famosas mensagens codificadas, incluindo os criptogramas enviados pelo 'Assassino do Zodíaco', um assassino em série que agiu entre os anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos e que enviou mensagens encriptadas à imprensa e nunca foi preso.

Também quer testar seu programa com a "Kryptos", uma mensagem cifrada entalhada numa escultura na sede da Agência Central de Inteligência (CIA) e no medieval 'Manuscrito Voynich', considerado um dos mais misteriosos já encontrados.

O ACAMPAMENTO ROMANO NA GERMÂNIA





Restos de acampamento romano estratégico são descobertos na Alemanha

Berlim 25/10/2011

Nas margens do rio Lippe, na região alemã de Westfália, foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba.

Foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba. Localizado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, na Alemanha, especialistas já procuravam o espaço, que tem o tamanho de sete campos de futebol, a mais de um século. O diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), Wolfgang Kirsch, mostrou as peças nesta terça-feira (25) EFE

Wolfgang Kirsch, diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), informou nesta terça-feira que os especialistas levaram mais de um século procurando este acampamento, que tem o tamanho de sete campos de futebol e está situado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha.

Dessa base, os soldados controlavam o rio Lippe, "uma das importantes regiões logísticas para os conquistadores romanos", disse Kirsch, que considerou a descoberta como "sensacional para a investigação da época romana em Westfália".

O acampamento estava localizado próximo onde atualmente é a cidade de Olfen e era o único que faltava para ser descoberto dos cinco grandes assentamentos militares romanos na região, com funções de abastecimento e defesa.

Para conquistar as terras livres da antiga Germânia e avançar as fronteiras do Império até o rio Elba, as forças do imperador Augusto entraram no território a ser conquistado através do rio Lippe, usado como meio de transporte.

O último grande acampamento romano na região foi descoberto em 1968 perto de Paderborn. Desde então, as pesquisas arqueológicas se intensificaram para encontrar o assentamento próximo a Olfen.

"Era como buscar a peça de um quebra-cabeça", disse Kirsch, que comentou que o acampamento descoberto fecha a lacuna dos assentamentos romanos na região, separados entre si por cerca de 18 quilômetros, o que equivalia a um dia de caminhada de uma tropa de soldados armados com todos seus pertences.

Kirsch acrescentou que as primeiras pistas sobre a localização do acampamento surgiram há três anos, quando arqueólogos descobriram moedas de cobre em um campo e escavações de prova posteriores encontraram restos de cerâmica e de uma cerca de madeira.

O acampamento romano de Olfen foi supostamente construído no início da ocupação da Germânia na margem direita do rio Reno, na época das campanhas bélicas de Druso, na última década antes do começo de nossa era.

domingo, 31 de julho de 2011

19 PEÇAS ROUBADAS POR AMERICANOS SÃO DEVOLVIDAS



EUA devolvem ao Egito 19 peças arqueológicas de Tutancâmon
30 de julho de 2011

Entre as peças, se destaca um bracelete de lápis-lazúli em forma de esfinge

O Metropolitan Museum of Art de Nova York devolveu ao Egito 19 peças arqueológicas pertencentes à tumba do faraó Tutancâmon (1336-1327 a. C.), informou neste sábado o Conselho Supremo de Antiguidades egípcias (CSA).

Entre as peças, se destacam por seu valor um cachorro de bronze, de apenas dois centímetros de altura, um bracelete de lápis-lazúli, em forma de esfinge, e um colar de contas.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral do CSA, Mohammed Abdel Maqsud, em comunicado no qual precisou que o subdiretor do Departamento de Arqueologia Egípcia, Atef Abul Dahab, chegará ao Cairo desde os Estados Unidos com as antiguidades na terça-feira.

O museu de Nova York decidiu entregar esses objetos ao Egito após uma série de negociações entre responsáveis egípcios e americanos. Os 19 objetos, todos de pequeno tamanho, foram encontrados na tumba de Tutancâmon, descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922 na ribeira oeste do rio Nilo, na localidade monumental de Luxor, localizada 700 quilômetros ao sul da capital.

Nessa época, o governo egípcio permitia que os arqueólogos que trabalhavam com recursos próprios ficassem com uma parte substancial de suas descobertas. Abdel Maqsud destacou o gesto do museu nova-iorquino, especialmente depois de a instituição ter se transformado em uma grande aliada do CSA para recuperar peças arqueológicas levadas ilegalmente do Egito.

Nesse sentido, o responsável egípcio lembrou que no passado o Metropolitan proporcionou ao Egito informações que ajudaram a recuperar um pedaço de rocha que fazia parte do templo faraônico de Karnak, situado em Luxor. O CSA adiantou que as 19 peças serão exibidas junto ao restante das antiguidades pertencentes a Tutancâmon no Museu Egípcio do Cairo.

ANTIGUIDADES ROUBADAS




Egito quer recuperar antiguidades roubadas e ganhar fama

28 de julho de 2011


Egito espera que suas antiguidades alcancem fama mundial.


A revolução chegou à arqueologia egípcia pelas mãos de seu novo responsável, Muhammad Abdul Maqsood, sucessor do midiático Zahi Hawass, quem garante nesta quinta-feira que não quer ser uma estrela, mas que as antiguidades, sim, sejam. "Sinto que estou aqui para fazer meu trabalho como um soldado que serve às antiguidades. Penso que os tempos mudaram: antes neste posto vivia uma estrela, mas agora não mais", afirmou Maqsood em sua primeira entrevista a um meio de comunicação estrangeiro desde que foi nomeado há uma semana.

O novo secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA) quer acabar com os personalismos nesta nova etapa. Apesar do novo tom que quer imprimir Maqsood, a sombra do antigo responsável, Hawass, ainda paira nos corredores da sede desta instituição no cairota, onde o novo chefe decidiu fixar seu quartel-general. O novo chefe da arqueologia egípcia suspira quando fala do seu trabalho: sua prioridade é empregar os 10 mil arqueólogos egípcios que agora estão desocupados e enfrentar a dívida de US$ 181 milhões, herança da administração anterior.

Maqsood adiantou que quer ampliar a colaboração com outros países e prometeu respeito a todos os acordos assinados anteriormente com missões arqueológicas estrangeiras. A partir de agora, na hora de conceder permissões a missões estrangeiras, a decisão será tomada por uma comissão de analistas, pois "é tempo de dirigir o CSA como uma equipe", apontou Abdel Maqsood.

O arqueólogo, especializado em fortificações faraônicas, assinalou que continuará com o trabalho desenvolvido por Hawass de recuperar as antiguidades roubadas que estão no exterior e que vai prosseguir sua luta para recuperar o busto de Nefertiti, em um museu berlinense, e a pedra Rosetta, no British Museum. Sobre os contratos assinados no passado com o canal Discovery e National Geographic, disse que será um comitê do CSA quem vai decidir sobre seu prolongamento. Seja como for, parece que Maqsood pendurou para sempre o chapéu de Indiana Jones que caracterizou seu famoso antecessor, para dar início a uma nova etapa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

AS ESTÁTUAS MAIAS




Estátuas maias de 1,3 mil anos são encontradas no México

07 de julho de 2011


As Estátuas aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán


Foto: EFE

Arqueólogos no México descobriram estátuas de 1,3 mil anos que aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán. As esculturas foram encontradas no sítio arqueológico da cidade maia de Toniná (sul do México) - que, na época, estaria em guerra com Copán, que fica no atual território de Honduras.

As estátuas aparentemente reproduzem guerreiro capturados, com as mãos atadas às costas, em posição de humilhação, pouco antes de serem decapitados.

Os longos cabelos seriam usados para segurar-lhes a cabeça durante a execução. Arqueólogos acreditam que os homens reproduzidos nas esculturas foram enviados de Copán para Tonina numa missão, mas acabaram presos e provavelmente mortos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A NETA DE CAIFÁS



Arqueólogos acham ossuário da neta de Caifás em Israel


29 de junho de 2011


Ossuário foi descoberto há três anos, mas a autenticidade foi confirmada só agora


Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos.

A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade.

Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico - língua vernácula da região naquela época - a inscrição "Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri". "A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri", declararam os pesquisadores em comunicado.

A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos.

O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem.

Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

O TEXTO MAIS ANTIGO DA EUROPA




Texto mais antigo da Europa é encontrado na Grécia

ATENAS, 5 abril 2011 (AFP) - Uma tábua de cerâmica com mais de 3 mil anos, com o texto (decifrável) mais antigo da Europa, foi encontrada em um sítio arqueológico do Peloponeso, na Grécia, informou nesta terça-feira à AFP um arqueólogo da Universidade do Missouri (EUA).

"Esta tábua sugere que a escrita é muito mais antiga do que se acreditava até o momento", explicou o arqueólogo Michael Cosmopoulos em e-mail enviado à AFP.

Ao que parece, trata-se de um "documento financeiro" procedente de uma cidade da antiga região de Messénia.

A tábua de cerâmica foi descoberta em escavações na colina de Iklena, aldeia do departamento de Messénia, 300 km a sudoeste de Atenas.

A artefato tem um século a mais que as tábuas já descobertas até o momento, destacou o arqueólogo.

"Trata-se da placa de argila cozida (com escrita) mais antiga já descoberta na Grécia, o que a torna a mais antiga da Europa", disse Cosmopoulos.

"Em um dos lados da tábua figuram nomes e cifras, e do outro lado um verbo relativo à confecção".

A inscrição está em Linear B, uma escrita utilizada pelos micênios da idade do bronze (1600 anos antes de Cristo), na época da Guerra de Tróia descrita na Ilíada de Homero.

As escavações, sob a supervisão da Escola de Arqueologia de Atenas, começaram em 2006 e já revelaram ruínas de uma enorme estrutura com grandes muralhas de entre 1550-1440 a.C.

Segundo Cosmopoulos, o local foi destruído provavelmente no ano 1400 a.C, antes de ser invadido pelo reino de Pilos, cujo rei, Nestor, é mencionado na Ilíada.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A RAINHA DESCONHECIDA





















Uma missão de arqueologia francesa descobriu, perto do Cairo, o sarcófago de uma rainha da sexta dinastia até agora desconhecida, anunciou nesta quarta-feira o serviço de antiguidades egípcias.

Identificada como Bahnu, ela foi "uma das rainhas da sexta dinastia, que reinou no Egito de 2.374 a 2.192 antes de Cristo. Mas, por enquanto, não sabemos se era esposa de Pepi 1º (2.354-2.310) ou de Pepi 2º (2.300-2.206)", revelou, em comunicado, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), Zahi Hawass.

Segundo Philippe Collombert, chefe da equipe francesa, se tratava "provavelmente" da esposa de Pepi 2º.

"Estamos contentes por acrescentar uma rainha até agora desconhecida à história do Egito", disse à AFP Collombert, que é diretor da missão arqueológica francesa de Saqqara e professor da Universidade de Genebra.

A missão fazia escavações na pirâmide que se revelou ser da rainha Bahnu, situada entre um grupo de pirâmides de rainhas, perto da do faraó Pepi 1º, ao sul da pirâmide escalonada de Saqqara, ao sul do Cairo.

A equipe descobriu o sarcófago de 2,6 metros de comprimento e um de altura na câmara funerária.

Em uma lateral do sarcófago, hieróglifos indicam que a rainha é "a esposa do rei e sua amada".

No entanto, a câmara sofreu alguns saques, provavelmente na época do "primeiro período intermediário" (por volta de 2.200 antes de Cristo).

No interior do sarcófago não há mais nada além de bandagens de linho que serviram para envolver a múmia de Banhu, pedaços de madeira, fragmentos ósseos e cacos de cerâmica.

Galal Muawad, inspetor de antiguidades que trabalhou com a equipe francesa, destacou que descobertas deste tipo são muito pouco frequentes.

"A raridade deste sarcófago (...) se deve ao fato de que o corpo principal é de granito rosa, enquanto a tampa é de basalto negro", disse.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

MURALHA DE JERUSALÉM




Arqueólogos israelenses descobriram em escavações feitas na cidade antiga de Jerusalém os restos de uma muralha do século 10 a.C que podem confirmar a descrição bíblica dos tempos do rei Salomão.

Efe

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

UMA RUA DE 1500 ANOS



Reuters

O diretor de antiguidades Ofer Sion segura réplica de antigo mapa de Jerusalém

Uma rua de 1.500 anos, utilizada por peregrinos cristãos, foi descoberta na cidade velha de Jerusalém, anunciaram nesta quarta-feira arqueólogos israelenses.

Um pequeno vão da rua, que aparece em um mapa em mosaico da Terra Santa da época bizantina, foi descoberto em escavações próximo à porta de Jafa.

"Depois de tirar uma série de camadas arqueológicas a uma profundidade de 4,5 metros abaixo do nível da rua atual, descobrimos pedras utilizadas para pavimentar a rua", explicou o diretor da escavação, Ofer Sion.

A rua descoberta figura no mapa de Madaba, um mosaico que se encontra no interior da igreja bizantina de São Jorge, na pequena localidade de Madaba.

O mapa da cidade é o mais antigo da Terra Santa, explicou Ofer Sion.

As escavações, que devem durar mais algumas semanas, encontraram ainda os vestígios de um edifício construído posteriormente, vasilhas, moedas e peças de bronze.