Descoberto no Canadá novo dinossauro com chifres 'ornamentais'
08/07/2015
Um novo dinossauro com inusitados chifres ornamentais foi descoberto por um grupo de pesquisadores canadenses e descrito em artigo publicado nesta quarta-feira, 08, na revista científica Plos One. O novo dinossauro, batizado de Wendiceratops pinhornensis, viveu há 79 milhões de anos e é um dos mais antigos membros conhecidos da família de grandes dinossauros com chifres que inclui o conhecido Triceratops. O animal tinha cerca de seis metros de comprimento e pesava uma tonelada.
A descrição do novo dinossauro foi feita a partir de mais de 200 ossos fósseis encontrados na Formação Oldman, no sul de Alberta, no Canadá. O animal era herbívoro e possuía uma espécie de bico semelhante aos dos papagaios. Segundo os cientistas, ele provavelmente utilizava esse bico para cortar ervas próximas ao chão, que depois eram fatiadas com suas dúzias de dentes em forma de folhas.
A cabeça do Wendiceratops era cheia de adornos, incluindo uma série de chifres retorcidos nas margens. Uma estrutura em forma de "babado" se projetava para trás da cabeça, formando uma espécie de escudo. "Esses amplos babados eram envolvidos por numerosos chifres ondulados, o nariz tinha um grande chifre vertical e é provável que ele tivesse chifres sobre os olhos também. Essas características o tornam um dos mais impactantes dinossauros de chifres já encontrados", disse o autor principal do estudo, David Evans, curador de paleontologia do Museu Real de Ontario, em Toronto (Canadá).
O nome do novo gênero, Wendiceratops, significa "rosto com chifres de Wendy", em homenagem à pesquisadora Wendy Sloboda, uma conhecida caçadora de fósseis de Alberta, no Canadá. Ela foi a responsável pela descoberta, em 2010, do sítio onde já foram encontrados diversos dinossauros, além do Wendiceratops.
De acordo com Evans, a pesquisadora descobriu centenas de fósseis importantes nos últimos 30 anos, incluindo diversas novas espécies. "Wendy Sloboda tem um sexto sentido para a descoberta de fósseis importantes. Ela é facilmente uma das melhores caçadoras de dinossauros do mundo", disse Evans.
Faro apurado
Wendy contou à reportagem que os fósseis do Wendiceratops foram encontrados em setembro do ano passado, quando a equipe de Evans fazia prospecções no sítio descoberto por ela. "Essa área é realmente repleta de fósseis. Ao encontrar alguns desses, o professor Evans imediatamente percebeu que eles eram estranhos, realmente incomuns. As escavações foram levadas adiante e mais tarde ele me enviou um e-mail pedindo permissão para batizar o novo gênero com o meu nome. Eu não esperava isso, é uma honra imensa", disse ela. A pesquisadora afirma que não sabe explicar seu conhecido "faro" para fósseis. "Eu simplesmente procuro e de fato encontro montes de coisas", declarou.
De acordo com a caçadora de fósseis, a característica mais marcante do novo dinossauro são os chifres que formam estruturas em forma de "babados". "Esse dinossauro é realmente antigo e seus chifres são completamente diferentes de tudo que já vimos antes. A melhor maneira de descrevê-los é dizer que são chifres ornamentais", afirmou Wendy.
"O Wendiceratops nos ajuda a entender os primeiros estágios da evolução da ornamentação do crânio desse grupo de dinossauros com chifres", disse Evans. Segundo ele, o osso nasal do Wendiceratops foi reconstituído a partir de espécimes fragmentários e seu formato exato é incerto. Mas para os cientistas está claro que ele era a base de um proeminente núcleo de chifre vertical sobre o nariz.
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sexta-feira, 10 de julho de 2015
sexta-feira, 12 de julho de 2013
O FÓSSIL DO LAGARTO MEXICANO
México: fóssil de lagarto que viveu há 23 milhões de anos é encontrado12 de Julho de 2013
Fóssil de lagarto com resquícios de tecido mole e pele foi descoberto no México
Pesquisadores mexicanos descobriram um fóssil bem preservado de uma espécie de lagarto que viveu há 23 milhões de anos. O raro fóssil foi encontrado há alguns meses em um pequeno pedaço de âmbar em Simojovel, uma área do Estado de Chiapas conhecida por seus depósitos do material. O fragmento tem menos de cinco centímetros, mas contém "um completo e articulado animal que também preserva resquícios de tecido mole e pele", segundo informou à Agência EFE o cientista Francisco Riquelme.
Saiba Mais
Apesar de ainda ser cedo para determinar a espécie do animal, exames preliminares sugerem que o lagarto pode pertencer a uma nova espécie do gênero Anolis. Esse gênero, considerado um exemplo da diversificação evolutiva, inclui centenas de diferentes espécies que ainda vivem nos trópicos. Esses animais são de fácil adaptação e conseguem viver em climas mais quentes.
O paleontólogo Gerardo Carbot estimou a datação do fóssil em 23 milhões de anos depois de examinar o pedaço translúcido de âmbar que encobre o lagarto. O achado está agora exposto no Museo del Ámbar de Chiapas.
sexta-feira, 24 de maio de 2013
GUARDADO NA GAVETA HÁ 100 ANOS

Ossada de 'monstro' pré-histórico é achada em gaveta de museu
24/05/2013
O paleontólogo Oliver Hampe, do Museu de História de Natural de Berlim, na Alemanha, anunciou uma nova espécie de plesiossauro depois de ter achado as ossadas do animal pré-histórico em uma gaveta, onde estava guardada sem classificação há um século. O "Gronausaurus wegneri" era uma espécie de réptil marinho que media entre até 3,5 metros de comprimento e nadava em águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior - por serem terrestres, os dinossauros pertencem a um grupo diferente dos plesiossauros Naturkundemuseum Berlin
Cientistas alemães divulgaram a descoberta de uma nova espécie de plesiossauro, animal pré-histórico da época dos dinossauros, cujo esqueleto estava há cem anos engavetado sem classificação.
O Museu de História de Natural de Berlim anunciou na última semana a descoberta da espécie de réptil marinho Gronausaurus wegneri, que habitava águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior.
O paleontólogo Oliver Hampe, responsável pela descoberta, explicou não ser comum encontrar depósitos do Cretáceo Inferior pelo mundo, na comparação com o período Jurássico ou do Cretáceo Superior.
"Por isso, [a descoberta] faz aprendermos mais sobre a evolução no período, principalmente do grupo dos Plesiossauros."
O "monstro" pré-histórico, como é chamado pelo museu, media entre 3 metros a 3,5 metros de comprimento, pequeno em relação a outros plesiossauros - que podiam chegar a ter até cerca de 20 metros de comprimento - e aos vizinhos mais famosos do período, os dinossauros - que por serem terrestres, pertencem a um grupo diferente.
Bons nadadores, o Gronausaurus wegneri não possuía braços ou pernas, sendo semelhantes ao "primo" Leptocleidus capensis, também da família de répteis aquáticos Leptocleididae.
Equipe internacional de cientistas descobriu a evidência mais antiga do elo entre primatas do Velho Mundo, que inclui hoje babuínos e macacos, e do Novo Mundo, grupo que deu origem a símios e hominídeos. O grupo liderado pela paleontóloga Nancy Stevens encontrou dois fósseis na Tanzânia, na África, que mostram que os dois grupos se separaram de seu ancestral comum no final do Oligoceno, entre 25 milhões e 30 milhões de anos atrás. A mandíbula com alguns dentes preservados (detalhe à direita) pertenceu a um "Rukwapithecus fleaglei", um hominídeo até então desconhecido (centro da ilustração), enquanto o molar foi de um "Nsungwepithecus gunnelli" (de perfil, à direita), nova espécie de um cercopitecóide (macaco com cauda), indicam as análises genéticas dos fósseis Leia mais Mauricio Antón & Patrick O'Connor/Ohio University
Fósseis em gavetas
Os ossos do plesiossauro estudado foram encontrados em escavações na região da Renânia do Norte-Vestfália, na fronteira entre a Alemanha e os Países Baixos, em 1912, junto a outros achados fósseis. Entre estes, estava o Brancasaurus brancai, descoberto pelo paleontólogo Theodor Wegner, em 1914, que também registrou nos seus escritos a existência de um segundo esqueleto não-classificado.
Guardado pelo Museu Geológico da Universidade de Münster, o fóssil do Gronausaurus wegneri só caiu nas mãos de Hampe no começo dos anos 2000, que o transferiu para o Museu de História Natural de Berlim para pesquisa.
Entre o trabalho com esse material e outros projetos paralelos, foram cerca de dez anos para confirmar que era realmente uma nova espécie'', contou.
O fato de o esqueleto pré-histórico ficar engavetado por um século não é um acontecimento isolado e é possível que outras descobertas do tipo ainda sejam feitas.
"Isso é comum, na verdade. Quando o cientista vai a campo, ele geralmente encontra mais material do que é capaz de trabalhar e cuida primeiro daquele encontrado diretamente. O restante é armazenado para avaliação futura e pode ser esquecido", segundo Hampe.
O esqueleto do Gronausaurus wegneri pertence ao Museu Geológico da Universidade de Münster e ainda não há previsão para ser exibido ao público.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
NOVA ESPÉCIE
Canadá: pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro
09 de novembro de 2012
Recontrução artística mostra como seria a nova espécie de dinossauro descoberto no Canadá
Foto: Julius T. Csotonyi/Divulgação
Um grupo de cientistas do Canadá descobriu uma nova espécie de dinossauro com chifres. Conhecida como Xenoceratops foremostensis, a espécie foi identificada a partir de fósseis originalmente coletados em 1958. Medindo aproximadamente 6 metros de altura e pesando mais de duas toneladas, o dinossauro seria, de acordo com os pesquisadores, herbívoro e representa o mais antigo exemplar com chifres do Canadá. A pesquisa foi publicada no periódico Canadian Journal of Earth Sciences.
"Surgidos há 80 milhões de anos, os dinossauros com chifres da América do Norte passaram por uma explosão evolucionária", afirmou o autor do estudo e curador de paleontologia vertebrada no Museu de História Natural de Cleveland, Dr. Michael Ryan. "Xenoceratops nos motra que mesmo os mais antigos ceraptors (grupo de grandes dinossauros) tinham chifres gigantes na cabeça e que a ornamentação do crânio só se tornaria mais elaborada com a evolução de novas espécies", afirma.
O termo Xenoceratops significa "alien de chifre no rosto", referindo-se à incomum distribuição de chifres na cabeça do animal e à escassez de fósseis desses chifres nos registros de material encontrado. O artigo afirma também que o dinossauro possuía um bico semelhante ao de papagaio com dois longos chifres acima dos olhos.
O novo dinossauro foi descrito a partir de fragmentos do crânio de pelo menos três indivíduos que foram coletados na década de 1950, mas não foram estudados anteriormente. Eles estão armazenados no Museu Natural de Ottawa, no Canadá. A descoberta é a última de uma série de resultados encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan e David Evans como parte do Projeto Dinossauro da região sul de Alberta, desenvolvido para preencher as falhas no conhecimento de répteis pré-históricos e estudar sua evolução.
"A descoberta de espécies antes não conhecidas ressalta a importância de ter acesso a coleções científicas", afirma Kieran Sheperd, coautor do estudo e curador de paleobiologia no Museu Natural do Canadá. "Essas coleções fornecem potencial para muitas novas descobertas", completa.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
O DINOSSAURO ANÃO
Paleontólogo descobre nova espécie de dinossauro anão herbívoro
03 de outubro de 2012
Desenho de Todd Marshall mostra o Pegomastax africanus, que apesar de se alimentar de plantas, tinha dentes afiados
Um paleontólogo americano identificou uma nova espécie de dinossauro anão, que apesar ter duas presas afiadas, alimentava-se somente de plantas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira no site ZooKeys da National Geographic Society. A espécie, batizada Pegomastax africanus - da qual existe apenas um espécime encontrado, na África do Sul, na década de 1960 - foi descoberta em uma coleção de fósseis da Universidade de Harvard pelo paleontólogo e professor da Universidade de Chicago Paul Sereno enquanto o cientista fazia um estudo completo sobre os heterodontossauros.
O novo dinossauro, um heterodontossauro herbívoro que viveu há 200 milhões de anos, tinha um bico curto parecido com o de um papagaio e duas presas frontais pontiagudas, além de dentes posteriores tanto na mandíbula superior quanto na inferior, utilizados para esmagar as plantas. Em seu estudo, Sereno admite que é "muito raro" um herbívoro como o Pegomastax, com dentes caninos tão afiados como os de um vampiro. Muito provavelmente, os dentes eram utilizados como defesa ou na competição com os rivais na hora do acasalamento.
O dinossauro tinha o corpo coberto por espinhos similares aos de um porco-espinho, media menos de 60 centímetros de comprimento e pesava menos que um gato. Os espinhos já foram observados em outro heterodontossauro, o Tianyulong, descoberto recentemente na China e que também é descrito no estudo.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
FEZES DE DINOSSAURO
Fezes de dinossauros fossilizadas levam curiosos à praia em Santos
Fósseis e réplicas fazem parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia.
Grãos de areia com formato de estrela também são atração.
01/10/2012
Uma exposição bastante curiosa, instalada ao ar livre, na praia do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, tem despertado a curiosidade de milhares de moradores e turistas que visitam a região. No local estão expostos fósseis de dinossauros, raros tipos de minérios e rochas e areias de várias partes do mundo que podem ser observadas por meio de um microscópio. O que mais chama a atenção, porém, são objetos que parecem pedras mas, na verdade, são fezes de dinossauros fossilizadas há mais de 260 milhões de anos.
O museu a céu aberto faz parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia. Mais de 3 mil pessoas, de 21 países diferentes, estão em Santos para participar do evento. Visitando o museu a céu aberto, é possível conferir cerca de 10 estandes com amostras de rochas e minérios, maquetes, jogos lúdicos e explicações de universitários sobre a ciência. "O museu é um extensão do congresso, mas com cunho social. A pessoa começa a entender o que é o pré sal, o que é a rocha do pré-sal e, inclusive, sai do local com uma amostra de óleo do pré sal. São 10 mil frascos que foram preparados para atender toda a população", explica Fábio Braz Machado, professor da Universidade Federal de São Paulo e presidente do congresso.
Feira de dinossauros em Santos
Além de aprenderem um pouco sobre o pré-sal, pessoas de todas as idades podem ter contato com partes de seres que habitaram o planeta há milhões de anos. Os visitantes podem conferir fósseis de dinossauros que viveram há cerca de 260 milhões de anos. "As fezes fossilizadas nos fornecem informações importantes sobre o hábito alimentar, peso e todas as características fisiológicas do animal", explica Fábio Machado. Além dos fósseis, uma réplica em gesso da cabeça de um 'alossauro', um gigante carnívoro que habitou a América do Sul em outros tempos.
A estudante Luísa Marques, de 8 anos, é uma das crianças que se fascinaram observando os fósseis e os grãos de areia. "A minha areia favorita é a do Japão, que tem formato de estrelas quando vejo pelo microscópio", afirma. As amostras são exibidas por estudantes do curso de Ciências da Natureza, da Universidade de São Paulo (USP). É possível conferir amostras de areias das praias da França, Japão, Havaí e da costa brasileira, de cidades como Ubatuba, Santos e Ilhabela, no litoral paulista. "Aqui explicamos como é formada a areia e apresentamos diferentes tipos, como a branca, a polida e a fosca, entre outras", conta a estudante Carolina Harumi.
Para o organizador do evento, Fábio Braz Machado, a mostra é uma oportunidade para todos aprenderem mais sobre geologia. "É uma atividade muito importante para nós. O evento aproxima a população da geologia, hoje tão presente no nosso dia a dia. Não só pela valorização do petróleo, mas por causa dos minerais e também do meio ambiente. Nosso principal intuito é a educação ambiental. Precisamos mudar e valorizar esse conceito", relata o professor.
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
O CARNOTAURUS

Carnotaurus era mais rápido e mortífero que se imaginava
14 de outubro de 2011
Segundo estudo, dinossauro era mais rápido do que se imaginava
Foto: Julian Fong/Divulgação
O dinossauro carnívoro conhecido como carnotaurus, que habitava a América do Sul, era uma espécie muito mais mortífera do que se acreditava, segundo as últimas pesquisas de um cientista da Universidade de Alberta, no Canadá.
O carnotaurus era um predador de 7 m de comprimento com uma cauda grande e musculosa que, segundo o estudante de pós-graduação Scott Persons, o transformou em um dos caçadores mais rápidos de seu tempo.
Um exame detalhado dos ossos da cauda do Carnotaurus mostrou que seu músculo caudofemoralis possuía um tendão que se unia aos ossos da coxa. A flexão deste esquema muscular das pernas para trás conferia ao carnotaurus mais potência e velocidade em cada passo.
Em uma pesquisa anterior, Persons encontrou uma flexão similar à da cauda nos músculos da cabeça, como o emblemático predador Tyrannosaurus rex. Até esta descoberta, os pesquisadores pensavam que a cauda do T-rex era simplesmente um contrapeso à sua cabeça.
O exame que Persons realizou com a cauda do carnotaurus mostra que ao longo dela havia ossos similares a pares de costelas que se entrelaçavam em linha. Com o auxílio de computadores 3D, o estudante de pós-graduação descobriu que essas costelas eram o apoio de um grande músculo caudofemoralis.
Contudo, Persons adverte que a força e a rapidez do carnotaurus se manifestavam em linha reta, já que a estrutura dos ossos gerava muita rigidez, dificultando fazer giros com velocidade. Esta espécie de dinossauro possuía o maior músculo caudofemoralis de todos os animais conhecidos, vivos ou extintos.
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
DINOSSAURO DA BAVÁRIA
terça-feira, 27 de setembro de 2011
PENAS DE DINOSSAURO

Penas de dinossauros foram preservadas em âmbar
15 de setembro de 2011
Primeiras penas eram encontradas em dinossauros
Foto: Science/AP
A revista especializada Science divulgou nesta quinta-feira imagens de estruturas primitivas que podem representar os mais antigos "experimentos" evolucionários que levaram ao aparecimento das penas - chamados pela publicação de "dinoplumas" (os primeiros animais a terem penas eram dinossauros). Segundo os pesquisadores, as penas foram tão bem preservadas que é possível observar "sugestões" das cores que elas tinham.
Segundo o site da publicação, as penas primitivas (chamadas pelos cientistas de protopenas) foram encontradas presas em âmbar - que preservou as estruturas. O paleontólogo Ryan McKellar, da Universidade de Alberta (Canadá) as encontrou ao explorar os depósitos dos museus canadenses.
McKellar estudou mais de 4 mil peças de âmbar, descobriu 11 que continham as estruturas e encontrou, em algumas, muitas similaridades com as penas modernas - como pequenos filamentos parecidos com os encontrados nas aves contemporâneas.
Por outro lado, outras estruturas não lembram em nada as criaturas que vivem hoje. O paleontólogo afirma que algumas têm filamentos minúsculos, com cerca de 16 micrômetros (o tamanho dos mais finos fios de cabelo humano) regularmente espaçados. Eles não têm paredes celulares - o que indica que não são plantas nem fungos. Em nível microscópico, também são diferentes dos pelos de mamíferos. "Nós não temos certeza do que (essas estruturas) são, mas temos bastante certeza do que elas não são", diz o pesquisador. McKellar diz que podem ser protopenas, já que lembram estruturas carbonizadas encontradas em alguns fósseis chineses preservados em sedimentos.
O ornitólogo Richard Prum, da Universidade de Yale - não envolvido diretamente com a pesquisa -, afirma à Science que McKellar e seus colegas apresentaram "uma excitante e ampla amostra de penas". Contudo, ele diz que é difícil afirmar que algumas das estruturas são protopenas, já que faltam alguns detalhes característicos - como um pequeno pedaço de osso ou uma amostra de pele, o que deixa a possibilidade de que elas não sejam relacionadas aos dinossauros. As amostras, inclusive, podem estar relacionadas a algo totalmente desconhecido que não havia sido preservado em fósseis anteriormente.
Dinossauros com penas
O dinossauro mais antigo com penas conhecido é o Anchiornis huxleyi, que viveu entre 151 milhões e 161 milhões de anos atrás no que hoje é o nordeste da China. Acredita-se que ave mais antiga foi o Archaeopteryx, que viveu onde hoje é a Alemanha há cerca de 150 milhões de anos.
O PREDADOR E A PRESA


RS: descobertos fósseis de predador de 3 m e de sua presa
11 de janeiro de 2011
Paleontólogos apresentam fósseis do período Triássico Médio (cerca de 238 milhões de anos atrás
Segundo os pesquisadores da Ulbra, foram encontrados um tecodonte e um dicinodonte
O tecodonte - predador associado à origem e evolução dos crocodilos modernos - tinha o esqueleto quase completo
O dicinodonte era um herbívoro comum no período Triássico Médio
Os dois animais estavam a apenas 6 m um do outro
Foto: Gabriel de Mello/Ulbra/Divulgação
quinta-feira, 16 de junho de 2011
UM HERBÍVORO BIZARRO

Um herbívoro bizarro
Espécie que habitou a região do Rio Grande do Sul chama a atenção de paleontólogos por traços fora do comum. Ancestral dos mamíferos, 'Tiarajudens eccentricus' viveu há cerca de 260 milhões de anos.
Representação artística de ‘T. eccentricus’, mais antiga espécie com dentição adaptada para mastigação descoberta até hoje. Na imagem, o animal mostra seus dentes de sabre para se defender do ataque de um predador carnívoro. (arte: Juan Carlos Cisneros)
‘Excêntrico’ foi o termo mais adequado que o paleontólogo Juan Carlos Cisneros encontrou para definir uma espécie pré-histórica que viveu na região do pampa gaúcho há cerca de 260 milhões de anos. É que o animal, pertencente ao grupo que deu origem aos mamíferos, foge totalmente aos padrões de seus colegas contemporâneos.
Tiarajudens eccentricus é peculiar primeiramente pelo fato de ser o mais antigo animal já descoberto com uma formação dentária adaptada para a mastigação. A dentição, semelhante à da capivara, permitia à espécie se alimentar de plantas diferentes das consumidas por pareiassauros, répteis herbívoros da mesma época cujo formato dos dentes, semelhante ao da tartaruga, possibilitava apenas o corte de folhas.
A descrição do animal, descoberto pela equipe de Cisneros em março de 2009, está publicada na edição da revista Science que circula nesta sexta-feira (25/3/2011).
Por causa da forma de sua arcada dentária, está claro para os pesquisadores que a espécie era herbívora. É por isso que outra característica chama ainda mais a atenção: embora se alimentasse apenas de plantas, o bicho tinha caninos extremamente longos, conhecidos como dentes de sabre.
Tiarajudens eccentricus
Embora herbívoro, o animal tinha presas bem desenvolvidas para afastar predadores ou atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou território.
Esse tipo de presa é comum em espécies carnívoras, como o famoso tigre-dentes-de-sabre, que viveu entre 3 milhões e 10 mil anos atrás. Cisneros acredita que as estruturas serviam para o animal se defender de predadores ou para atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou por território.
“Cervos atuais, como o veado-almiscareiro e o veado-d’água, também têm caninos bem desenvolvidos embora sejam herbívoros”, explica o paleontólogo. “Esses animais, desprovidos de chifres, utilizam as presas para se defender.” O pesquisador ressalta que, apesar da semelhança no comportamento, T. eccentricus não tem qualquer relação de parentesco com os veados.
O animal, aliás, não tem descendentes diretos vivos. A espécie integrava a ordem dos terapsídeos, que na classificação zoológica fica entre os répteis e os mamíferos, mas que hoje está extinta.
O animal inaugurou o gênero Tiarajudens, cujo nome foi inspirado no distrito de Tiaraju (RS), onde o fóssil foi descoberto
De tão excêntrico, o bicho inaugurou também o gênero Tiarajudens, criado em homenagem ao distrito de Tiaraju, no município de São Gabriel (RS), onde o fóssil de um exemplar do animal foi encontrado.
Para classificar o terapsídeo gaúcho, os pesquisadores criaram ainda um novo grupo taxonômico (Anomocephaloidea), no qual foi incluído também o Anomocephalus africanus, animal descoberto na década de 1990 na África do Sul e considerado o parente mais próximo de T. eccentricus.
Segundo Cisneros, A. africanus também era herbívoro, mas seus caninos não se destacavam tanto como os de seu primo sul-americano.
Há cerca de 260 milhões de anos, os continentes ainda estavam agrupados em uma única porção de terra conhecida como Pangeia, e o mundo ainda precisava esperar 40 milhões de anos para ver o surgimento do primeiro dinossauro.
Nesse contexto, na região que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul, T. eccentricus convivia com pareiassauros, dinocefálios (terapsídeos que se alimentavam de planta ou carne), temnospôndilos (anfíbios carnívoros de morfologia semelhante à do jacaré) e tubarões de água doce.
Acredita-se que T. eccentricus costumava viver próximo a rios e lagos, já que, além de água, precisava de plantas que crescessem nas margens fluviais para sobreviver. Os indivíduos da espécie, entretanto, não formavam grupos. “Animais que têm presas grandes para se defender costumam ser territorialistas e demarcar espaços individuais”, explica Cisneros.
Escavações
A descoberta do fóssil de T. eccentricus no pampa gaúcho não ocorreu por acaso. Tudo começou no fim de 2008, quando Cisneros, que é professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), fazia seu pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
Estudos geológicos em rochas sedimentares da área entre o sudoeste e o sul do estado gaúcho já haviam mostrado que a região tinha potencial para abrigar fósseis do período Permiano (299 a 251 milhões de anos atrás). “Apesar disso, não havia trabalhos de paleontologia no local”, conta o pesquisador.
Da prospecção da área participaram pesquisadores da UFPI, da UFRGS e da Universidade de Witwatersrandde, de Joanesburgo, na África do Sul. No fim do trabalho, Cisneros calcula que um terço do esqueleto de um T. eccentricus foi encontrado.
“Felizmente temos a metade esquerda da cabeça, que basta para saber como é o outro lado.” Entre os demais ossos coletados estão as patas dianteira e traseira esquerdas, além de escápula e clavícula (que ligam ossos dos membros superiores à coluna) e gastrálias (tipo de costelas abdominais, ausentes no ser humano).
Quando adulto, T. eccentricus chegava a ter o tamanho de uma anta
A reconstituição do conjunto de ossos permite ao grupo concluir que o animal era quadrúpede. A forma já desenvolvida de ossos como o fêmur e o úmero, por sua vez, revelam que o fóssil é de um exemplar adulto da espécie, que chegava ao tamanho de uma anta.
As próximas etapas do estudo preveem tomografias do crânio, para que se possa compreender melhor a formação dentária, e um estudo mais detalhado da anatomia do animal.
Características como presença de pelos, cor da pele, tipo de gestação e tempo médio de vida de T. eccentricus ainda são desconhecidas. Isso significa que os novos estudos podem revelar que a espécie era ainda mais bizarra do que já se sabe.
DINOSSAURO ANGOLANO


Expedição leva à descoberta do primeiro dinossauro angolano
DA ASSOCIATED PRESS
O primeiro fóssil de dinossauro encontrado em Angola pode ser de uma nova espécie de saurópode, afirma uma equipe internacional que identificou uma parte do osso fossilizado do animal e relata sua descoberta no "Anais da Academia Brasileira de Ciências", na edição de quarta-feira.
A peça foi encontrada em 2005, por Octavio Mateus (Universidade Nova de Lisboa), entre restos de peixes e dentes de tubarões. Esse cenário leva à hipótese de a área possivelmente ter sido coberta por água cerca de 90 milhões de anos atrás.
AP/Projeto PaleoAngola
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país
Os pesquisadores acreditam que o animal, que ganhou o nome de Angolatitan adamastor (algo como "titã angolano Adamastor", em homenagem ao gigante marinho Adamastor, de "Os Lusíadas"), foi arrastado para o mar por ancestrais dos tubarões, apesar do seu tamanho equivalente a de um elefante.
O projeto PaleoAngola, que começou em 2005, é a primeira expedição do gênero a ser feita depois da década de 1960, quando teve início uma guerra civil seguida da independência do país de Portugal em 1975.
"Angola tem muito mais do que a guerra civil", comentou Anne Schulp, do Museu de História Natural da Holanda, que participa dos estudos.
O DINOSSAURO CHILENO

Descoberto o "Atacamatican", primeiro dinossauro 100% chileno
AFP
Reconstituição artística do dinossauro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos
O Atacamatican, um gigantesco dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos, converteu-se na primeira espécie descrita exclusivamente como chilena, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira e validado pela revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.
"O Atacamatitan chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", afirmou à AFP o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.
"Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional", acrescentou o pesquisador.
Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, de caráter herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de oito metros de comprimento e com cerca de cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.
"Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto", explicou Rubilar.
"Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur", acrescentou o especialista.
Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.
"O Atacamatican se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora", explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
TIRANOSSAURO CHINÊS

Imagem divulgada pela University College Dublin mostra impressão artística de como seria o Zhuchengtyrannus magnus, uma nova espécie gigante de dinossauro terópode, parente próximo do T. Rex. Foram encontrados fósseis de crânio e ossos maxilares na China . Assim como o T. Rex e o Tarbosaurus asiático, o Zhuchengtyrannus magnus faz parte de um grupo especializado de terópodes gigantescos chamados de tiranossauros. Eles existiram na América do Norte e Ásia Oriental durante o Período Cretáceo, que durou de cerca de 99 a 65 milhões anos atrás AFP/Robert Nicholls
sexta-feira, 3 de junho de 2011
TIRANO

Tiranossauros comiam diferentes animais dependendo da idade, é o que constatou um grupo de pesquisadores ao analisar um crânio de um Tarbossauro de 2 anos, um tiranossauro do Cretáceo que viveu na Mongólia. Na imagem, é possível ver a foto do crânio à direita e um desenho computadorizado acima. O fato comprova o sucesso evolucionário dos tiranossauros, já que os mais velhos não competiam com os mais jovens por comida.
Ohio University
sexta-feira, 20 de maio de 2011
DINO ARGENTINO

Encontrado na Argentina fóssil de precursor dos dinossauros gigantes
23/03/2011
Réplica em tamanho natural de esqueleto de dinossauro encontrado na Argentina.
O novo fóssil de dinossauro encontrado na Patagônia argentina (sul) é uma espécie desconhecida que explica a origem dos gigantes herbívoros que habitaram a Terra há 170 milhões de anos, disse nesta quarta-feira à AFP o pesquisador que participou da descoberta.
"A importância da descoberta é que se trata de uma nova espécie. Ela nos oferece dados sobre a origem dos dinossauros saurópodes, de pescoço e cauda longos, herbívoros, e que foram os maiores seres da história da Terra", disse Diego Pol, cientista do Museu de Paleontologia Egidio Feruglio.
O animal, que mede cerca de 3 metros de comprimento, foi batizado Leonerasaurus taquetrensis e é uma "espécie muito primitiva, de 180 milhões de anos que ajuda a entender a árvore genealógica dos gigantes que surgiram depois", segundo Pol.
A Argentina se tornou há alguns anos um importante centro pelas descobertas de fósseis de dinossauros, entre eles o Argentinosaurus huinculensis, de 98 milhões de anos, o maior herbívoro já encontrado no mundo.
"Boa parte do esqueleto do Leonerasaurus foi encontrada. Falta parte do crânio e a cauda. Mas temos a coluna vertebral, a cintura, as patas dianteiras e as traseiras", disse Pol, cientista do organismo estatal de pesquisas científicas Conicet, em Trelew, 1.400 Km ao sul de Buenos Aires.
O Leonerasaurus foi encontrado em um sítio da era Jurássica localizado nas serras patagônicas de Taquetrén, que serviram de inspiração para o "nome" do fóssil.
O Leonerasaurus é considerado um 'elo perdido' que liga os antigos e pequenos prossaurópodes com seus irmãos maiores, os saurópodes.
A descoberta foi publicada na revista científica Plos One.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
O DINOSSAURO CHUTADOR

Cientistas descobrem 'dinossauro chutador'
23 de fevereiro de 2011
A ilustração mostra como o dinossauro teria usado as pernas traseiras
Foto: University College London/BBC Brasil
Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro - batizada de Brontomerus mcintoshi. O nome em latim significa "coxas de trovão" e é uma homenagem às pernas traseiras, capazes de disparar poderosos chutes.
Os ossos do Brontomerus foram descobertos na década de 90 em Utah, nos Estados Unidos. Eles estavam numa pedreira e tinham sido vandalizados por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinham valor comercial.
Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, na Grã-Bretanha, decidiu examiná-los mais detalhadamente.
O estudioso afirma que a parte superior do osso do quadril é muito maior que o de outros saurópodes. Segundo ele, isso o levou a deduzir que ele teria muitos músculos até em cima. O Brontomerus então teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes poderosos. Por isso, Taylor acredita que inicialmente, os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa.
sábado, 29 de maio de 2010
O TUNDRO DOS HERCULÓIDES

"Quem foi criança nos anos sessenta sabe a razão do título."
Concepção artística mostra como seria o Coahuilaceratops magnacuerna
Foto: Divulgação
Não sei se vocês assistiam os Herculóides, talvez não...
Mas para os que tem a minha idade deve ser fácil de lembrar. O desenho animado tinha um personagem chamado Tundro e é bem parecido com o animal reportado .
Com chifre de 1,2 m, novo dinossauro não temia nem tiranossauro
28 de maio de 2010
Uma nova espécie descoberta por paleontólogos de universidades dos Estados Unidos, Méxido e Canadá tinha os maiores chifres dos dinossauros. Segundo os cientistas, os chifres do Coahuilaceratops magnacuerna, que viveu há cerca de 72 milhões de anos, chegavam a 1,2 m. Os pesquisadores afirmam ainda que o animal era um gigante de 6,7 m de comprimento e entre 1,8 m e 2,1 m de altura nos ombros e na bacia. "Coahuilaceratops adultos não tinham medo dos grandes predadores tiranossauros", diz Andrew Farke, que participou da pesquisa.
Apesar do tamanho, os pesquisadores não têm certeza de qual era a função dos chifres. Contudo, eles acreditam que o principal propósito era reprodutivo, para atrair fêmeas e também para brigas com rivais da mesma espécie.
O fóssil do animal foi encontra no Estado mexicano de Coahuila (referido no nome da espécie). "Nós sabemos muito pouco sobre os dinossauros do México e esse achado aumente imensuravelmente nosso conhecimento sobre os dinossauros que viveram no país durante o Cretácio tardio", diz Mark Loewen, da Universidade de Utah, que liderou a pesquisa.
A universidade explica que parte da América do Norte, durante o período do Cretácio tardio (de 97 milhões a 65 milhões atrás), teve um aumento do nível dos oceanos, o que resultou em um mar quente e raso que se estendia dos Golfo do México até o oceano Ártico, dividindo em duas partes a região. Este dinossauro vivia em uma península conhecida como Laramidia e que era exprimida entre a montanhas no oeste e o mar no leste. A América Central ainda não havia sido formada.
Baseados no desenvolvimento do crânio e do esqueleto encontrados, os cientistas acreditam que o espécime era um adulto e estava velho. Outro fóssil da mesma espécie foi encontrado no local, mas de um animal jovem. Segundo os pesquisadores, o comprimento e a altura indicam que ele era um dos maiores herbívoros do ecossistema da época.
sexta-feira, 19 de março de 2010
O VELOCIRÁPTOR CHINÊS

Carnívoro era rápido e ágil.
(Foto: Jonah Choiniere/Divulgação)
19/03/10
Pesquisadores descobrem nova espécie feroz de dinossauro
Animal é parente do famoso velociráptor e do tiranossauro rex.
Fóssil foi encontrado no interior da China.
Uma nova espécie de dinossauro parente do famoso – e violento – velociráptor foi descoberta no interior da China por dois estudantes de doutorado. Muito bem conservado, o esqueleto mostra que o animal tinha cerca de 2,5 metros e pesava 25 quilos. O réptil foi batizado de Linheraptor exquisitus.
Os pesquisadores, da Universidade College London e da Universidade George Washingtonm acreditam que o bicho era rápido e ágil, e se alimentava de pequenos dinossauros de chifre como os triceratops.

Esqueleto, quase completo, foi encontrado na China.
(Foto: David Hone/Divulgação)
O Linheraptor foi classificado no grupo theropoda, que inclui carnívoros como o tiranossauro rex, e que evoluiu para os pássaros de hoje. A descoberta foi publicada na revista científica “Zootaxa”.
terça-feira, 9 de março de 2010
DINOCÃO

O ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes.
04/03/2010 - 09h00
Paleontólogos descobrem mais antigo ancestral dos dinossauros
Um grupo de paleontólogos americanos descobriu um ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes.
O Asilisaurus kongwe, uma criatura quadrúpede do tamanho de um cachorro, que é tão próxima do dinossauro quanto os chimpanzés são do homem, foi descoberto na Tanzânia, leste da África.
O resultado dos estudos a respeito desses antepassados dos dinossauros que datam de 245 milhões de anos atrás foi publicado na última edição da revista científica Nature.
"Essa nova evidência sugere que (os dinossauros) foram realmente apenas um dos diversos grandes e distintos grupos de animais que explodiram em diversidade durante o período Triássico", disse Sterling Nesbitt, pesquisador da Universidade do Texas e líder do estudo.
Randall Irmis, membro do Museu de História Natural de Utah, nos Estados Unidos, que também participou da pesquisa, disse em entrevista à repórter Victoria Gill da BBC News que essa criatura era "o parente mais próximo dos dinossauros".
"Eles estão para os dinossauros como os chimpanzés estão para os humanos – como primos", disse Irmis.
O pesquisador revelou também que o animal não era o que os paleontólogos esperavam.
"Era uma pequena e estranha criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos parentes (dos dinossauros) fossem animais pequenos, bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro patas e tinham bicos e dentes de herbívoros", explicou à BBC.
'Experimento mal-sucedido'
Os paleontólogos encontraram fósseis de pelo menos 14 ossadas no sul da Tanzânia, o que possibilitou a reconstituição quase completa de um esqueleto do Asilisaurus kongwe.
Esses animais tinham entre 45 e 90 centímetros de altura, de 0,9 a 3 metros de comprimento e pesavam de 10 a 30 quilos.
Os estudos sobre o espécime indicam que esses primos dos dinossauros entraram em extinção 45 milhões de anos depois do seu surgimento. Os dinossauros, porém, foram mais bem sucedidos, pois habitaram o planeta Terra por 165 milhões de anos.
O paleontologista do Museu de História Natural de Londres Paul Barrett explicou que essa criatura "foi como um experimento mal-sucedido de como criar um dinossauro".
Segundo ele, a descoberta proporciona aos cientistas uma importante informação sobre a evolução dos dinossauros.
"Essas criaturas compartilharam muitas características com os dinossauros", disse. "Eles nos mostram um estágio intermediário entre os répteis mais primitivos e os dinossauros mais específicos".
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