quinta-feira, 16 de junho de 2011

A MAIS ANTIGA PRÓTESE CONHECIDA




Dedão de múmia egípcia é a prótese mais antiga conhecida

Em Paris

Dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher


Um dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher egípcia, é a prótese funcional mais antiga já encontrada, anunciaram especialistas nesta segunda-feira em artigo publicado na revista científica britânica The Lancet.

Descoberta no ano 2000 perto de Luxor, na necrópole de Tebas, a prótese, de madeira e couro, pertenceu a Tabaketenmut, a filha de um alto sacerdote que viveu entre 950 e 710 a.C..

A datação facilmente faria desta a mais antiga prótese conhecida, alguns séculos mais velha do que a perna de bronze e madeira descoberta em um cemitério perto de Cápua, Itália.

Mas apenas a realização de testes em pacientes vivos poderia confirmar que a peça se tratava de uma prótese genuína, projetada não apenas como um ornamento para a vida após a morte, mas como um auxílio prático na locomoção.

Jacqueline Finch, cientista da Universidade de Manchester, fez isto com dois voluntários portadores de deficiências diferentes daquela de Tabaketenmut, que pode ter perdido o dedão devido a uma gangrena provocada por diabetes.

Finch fez cópias do dedão artificial, bem como de um segundo do sítio de Tebas confeccionada em papier maché, gesso e cola animal.

Usando réplicas de sandálias como as que se usavam no Egito antigo, voluntários, dotados de dispositivos altamente sensíveis, caminharam por uma via especial, monitorada por câmeras movidas a bateria.

"Acredita-se que o dedão suporte cerca de 40% do peso do corpo e seja responsável pela propulsão para a frente", explicou Finch em comunicado.

"Determinar corretamente qualquer nível de funcionalidade exige a aplicação de técnicas de análise de locomoção", acrescentou.

Os resultados foram ótimos. Cada um dos voluntários testados disse que tanto uma prótese quando a outra foram "altamente eficientes" e ambos disseram que a prótese de madeira era especialmente confortável.

O dedão de Tabaketenmut era composto de duas peças de madeira moldadas, perfuradas com pequenos buracos para a passagem de tiras, unidas por um cordão de couro, demonstrando uma preocupação aguda com a anatomia.

"Quem quer que tenha feito estes dispositivos nos tempos antigos também teria discutido a adaptação e a sensibilidade em consultas com seus 'pacientes'", concluiu Finch.

"Parece que os primórdios desta área da medicina surgiram aos pés dos antigos egípcios", ressaltou.

UM HERBÍVORO BIZARRO




Um herbívoro bizarro

Espécie que habitou a região do Rio Grande do Sul chama a atenção de paleontólogos por traços fora do comum. Ancestral dos mamíferos, 'Tiarajudens eccentricus' viveu há cerca de 260 milhões de anos.

Representação artística de ‘T. eccentricus’, mais antiga espécie com dentição adaptada para mastigação descoberta até hoje. Na imagem, o animal mostra seus dentes de sabre para se defender do ataque de um predador carnívoro. (arte: Juan Carlos Cisneros)

‘Excêntrico’ foi o termo mais adequado que o paleontólogo Juan Carlos Cisneros encontrou para definir uma espécie pré-histórica que viveu na região do pampa gaúcho há cerca de 260 milhões de anos. É que o animal, pertencente ao grupo que deu origem aos mamíferos, foge totalmente aos padrões de seus colegas contemporâneos.

Tiarajudens eccentricus é peculiar primeiramente pelo fato de ser o mais antigo animal já descoberto com uma formação dentária adaptada para a mastigação. A dentição, semelhante à da capivara, permitia à espécie se alimentar de plantas diferentes das consumidas por pareiassauros, répteis herbívoros da mesma época cujo formato dos dentes, semelhante ao da tartaruga, possibilitava apenas o corte de folhas.

A descrição do animal, descoberto pela equipe de Cisneros em março de 2009, está publicada na edição da revista Science que circula nesta sexta-feira (25/3/2011).

Por causa da forma de sua arcada dentária, está claro para os pesquisadores que a espécie era herbívora. É por isso que outra característica chama ainda mais a atenção: embora se alimentasse apenas de plantas, o bicho tinha caninos extremamente longos, conhecidos como dentes de sabre.


Tiarajudens eccentricus


Embora herbívoro, o animal tinha presas bem desenvolvidas para afastar predadores ou atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou território.

Esse tipo de presa é comum em espécies carnívoras, como o famoso tigre-dentes-de-sabre, que viveu entre 3 milhões e 10 mil anos atrás. Cisneros acredita que as estruturas serviam para o animal se defender de predadores ou para atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou por território.

“Cervos atuais, como o veado-almiscareiro e o veado-d’água, também têm caninos bem desenvolvidos embora sejam herbívoros”, explica o paleontólogo. “Esses animais, desprovidos de chifres, utilizam as presas para se defender.” O pesquisador ressalta que, apesar da semelhança no comportamento, T. eccentricus não tem qualquer relação de parentesco com os veados.

O animal, aliás, não tem descendentes diretos vivos. A espécie integrava a ordem dos terapsídeos, que na classificação zoológica fica entre os répteis e os mamíferos, mas que hoje está extinta.
O animal inaugurou o gênero Tiarajudens, cujo nome foi inspirado no distrito de Tiaraju (RS), onde o fóssil foi descoberto

De tão excêntrico, o bicho inaugurou também o gênero Tiarajudens, criado em homenagem ao distrito de Tiaraju, no município de São Gabriel (RS), onde o fóssil de um exemplar do animal foi encontrado.

Para classificar o terapsídeo gaúcho, os pesquisadores criaram ainda um novo grupo taxonômico (Anomocephaloidea), no qual foi incluído também o Anomocephalus africanus, animal descoberto na década de 1990 na África do Sul e considerado o parente mais próximo de T. eccentricus.

Segundo Cisneros, A. africanus também era herbívoro, mas seus caninos não se destacavam tanto como os de seu primo sul-americano.

Há cerca de 260 milhões de anos, os continentes ainda estavam agrupados em uma única porção de terra conhecida como Pangeia, e o mundo ainda precisava esperar 40 milhões de anos para ver o surgimento do primeiro dinossauro.

Nesse contexto, na região que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul, T. eccentricus convivia com pareiassauros, dinocefálios (terapsídeos que se alimentavam de planta ou carne), temnospôndilos (anfíbios carnívoros de morfologia semelhante à do jacaré) e tubarões de água doce.

Acredita-se que T. eccentricus costumava viver próximo a rios e lagos, já que, além de água, precisava de plantas que crescessem nas margens fluviais para sobreviver. Os indivíduos da espécie, entretanto, não formavam grupos. “Animais que têm presas grandes para se defender costumam ser territorialistas e demarcar espaços individuais”, explica Cisneros.

Escavações

A descoberta do fóssil de T. eccentricus no pampa gaúcho não ocorreu por acaso. Tudo começou no fim de 2008, quando Cisneros, que é professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), fazia seu pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Estudos geológicos em rochas sedimentares da área entre o sudoeste e o sul do estado gaúcho já haviam mostrado que a região tinha potencial para abrigar fósseis do período Permiano (299 a 251 milhões de anos atrás). “Apesar disso, não havia trabalhos de paleontologia no local”, conta o pesquisador.

Da prospecção da área participaram pesquisadores da UFPI, da UFRGS e da Universidade de Witwatersrandde, de Joanesburgo, na África do Sul. No fim do trabalho, Cisneros calcula que um terço do esqueleto de um T. eccentricus foi encontrado.

“Felizmente temos a metade esquerda da cabeça, que basta para saber como é o outro lado.” Entre os demais ossos coletados estão as patas dianteira e traseira esquerdas, além de escápula e clavícula (que ligam ossos dos membros superiores à coluna) e gastrálias (tipo de costelas abdominais, ausentes no ser humano).
Quando adulto, T. eccentricus chegava a ter o tamanho de uma anta

A reconstituição do conjunto de ossos permite ao grupo concluir que o animal era quadrúpede. A forma já desenvolvida de ossos como o fêmur e o úmero, por sua vez, revelam que o fóssil é de um exemplar adulto da espécie, que chegava ao tamanho de uma anta.

As próximas etapas do estudo preveem tomografias do crânio, para que se possa compreender melhor a formação dentária, e um estudo mais detalhado da anatomia do animal.

Características como presença de pelos, cor da pele, tipo de gestação e tempo médio de vida de T. eccentricus ainda são desconhecidas. Isso significa que os novos estudos podem revelar que a espécie era ainda mais bizarra do que já se sabe.

DINOSSAURO ANGOLANO














Expedição leva à descoberta do primeiro dinossauro angolano


DA ASSOCIATED PRESS

O primeiro fóssil de dinossauro encontrado em Angola pode ser de uma nova espécie de saurópode, afirma uma equipe internacional que identificou uma parte do osso fossilizado do animal e relata sua descoberta no "Anais da Academia Brasileira de Ciências", na edição de quarta-feira.

A peça foi encontrada em 2005, por Octavio Mateus (Universidade Nova de Lisboa), entre restos de peixes e dentes de tubarões. Esse cenário leva à hipótese de a área possivelmente ter sido coberta por água cerca de 90 milhões de anos atrás.
AP/Projeto PaleoAngola
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país

Os pesquisadores acreditam que o animal, que ganhou o nome de Angolatitan adamastor (algo como "titã angolano Adamastor", em homenagem ao gigante marinho Adamastor, de "Os Lusíadas"), foi arrastado para o mar por ancestrais dos tubarões, apesar do seu tamanho equivalente a de um elefante.

O projeto PaleoAngola, que começou em 2005, é a primeira expedição do gênero a ser feita depois da década de 1960, quando teve início uma guerra civil seguida da independência do país de Portugal em 1975.

"Angola tem muito mais do que a guerra civil", comentou Anne Schulp, do Museu de História Natural da Holanda, que participa dos estudos.

O DINOSSAURO CHILENO



Descoberto o "Atacamatican", primeiro dinossauro 100% chileno


AFP

Reconstituição artística do dinossauro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos

O Atacamatican, um gigantesco dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos, converteu-se na primeira espécie descrita exclusivamente como chilena, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira e validado pela revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.

"O Atacamatitan chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", afirmou à AFP o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.

"Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional", acrescentou o pesquisador.

Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, de caráter herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de oito metros de comprimento e com cerca de cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.

"Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto", explicou Rubilar.

"Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur", acrescentou o especialista.

Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.

"O Atacamatican se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora", explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A CÁRIE DE 275 MILHÕES DE ANOS




Imagem mostra com as setas local de abscesso de onde caíram dentes de um Labidosaurus hamatus, um réptil onívoro de 75 cm de comprimento. A falta de dentes e os maxilares deteriorados de um réptil de 275 milhões de anos indicam uma das primeiras evidências de cárie, segundo um estudo.

AFP/University of Toronto/Robert Reisz

TIRANOSSAURO CHINÊS




Imagem divulgada pela University College Dublin mostra impressão artística de como seria o Zhuchengtyrannus magnus, uma nova espécie gigante de dinossauro terópode, parente próximo do T. Rex. Foram encontrados fósseis de crânio e ossos maxilares na China . Assim como o T. Rex e o Tarbosaurus asiático, o Zhuchengtyrannus magnus faz parte de um grupo especializado de terópodes gigantescos chamados de tiranossauros. Eles existiram na América do Norte e Ásia Oriental durante o Período Cretáceo, que durou de cerca de 99 a 65 milhões anos atrás AFP/Robert Nicholls

O TEXTO MAIS ANTIGO DA EUROPA




Texto mais antigo da Europa é encontrado na Grécia

ATENAS, 5 abril 2011 (AFP) - Uma tábua de cerâmica com mais de 3 mil anos, com o texto (decifrável) mais antigo da Europa, foi encontrada em um sítio arqueológico do Peloponeso, na Grécia, informou nesta terça-feira à AFP um arqueólogo da Universidade do Missouri (EUA).

"Esta tábua sugere que a escrita é muito mais antiga do que se acreditava até o momento", explicou o arqueólogo Michael Cosmopoulos em e-mail enviado à AFP.

Ao que parece, trata-se de um "documento financeiro" procedente de uma cidade da antiga região de Messénia.

A tábua de cerâmica foi descoberta em escavações na colina de Iklena, aldeia do departamento de Messénia, 300 km a sudoeste de Atenas.

A artefato tem um século a mais que as tábuas já descobertas até o momento, destacou o arqueólogo.

"Trata-se da placa de argila cozida (com escrita) mais antiga já descoberta na Grécia, o que a torna a mais antiga da Europa", disse Cosmopoulos.

"Em um dos lados da tábua figuram nomes e cifras, e do outro lado um verbo relativo à confecção".

A inscrição está em Linear B, uma escrita utilizada pelos micênios da idade do bronze (1600 anos antes de Cristo), na época da Guerra de Tróia descrita na Ilíada de Homero.

As escavações, sob a supervisão da Escola de Arqueologia de Atenas, começaram em 2006 e já revelaram ruínas de uma enorme estrutura com grandes muralhas de entre 1550-1440 a.C.

Segundo Cosmopoulos, o local foi destruído provavelmente no ano 1400 a.C, antes de ser invadido pelo reino de Pilos, cujo rei, Nestor, é mencionado na Ilíada.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

TIRANO




Tiranossauros comiam diferentes animais dependendo da idade, é o que constatou um grupo de pesquisadores ao analisar um crânio de um Tarbossauro de 2 anos, um tiranossauro do Cretáceo que viveu na Mongólia. Na imagem, é possível ver a foto do crânio à direita e um desenho computadorizado acima. O fato comprova o sucesso evolucionário dos tiranossauros, já que os mais velhos não competiam com os mais jovens por comida.

Ohio University

O HOMEM QUEBRA-NOZES









"Homem quebra-nozes" comia tufos de grama

03/05/2011

DA ASSOCIATED PRESS

O "homem quebra-nozes", conhecido por seus dentes grandes e mandíbula pronunciada, na verdade se alimentava de grama, afirmam cientistas.

Um grupo da Universidade de Utah (EUA), encabeçado pelo pesquisador Thure E. Cerling, analisou o carbono presente no esmalte de 24 dentes de 22 indivíduos que viveram no leste africano entre 1,4 milhão a 1,9 milhão de anos atrás.

Entre os tipos de carbono, um é encontrado em folhas de árvores, nozes e frutas; enquanto outro consta em gramas e plantas rasteiras.

E foi justamente o segundo que mostra que os homens quebra-nozes, ou Paranthropus boisei, comiam muito mais grama do que seus outros ancestrais humanos, somente perdendo em quantidade para uma espécie extinta de babuínos também comedora de grama.
David Brill/National Museums of Kenya/Associated Press
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama

O coautor da pesquisa, Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado (EUA), brinca: "Sinceramente, não esperávamos encontrar o equivalente primata de uma vaca em um dos galhos da nossa árvore genealógica."

As análises anteriores se basearam em formato e tamanho dos dentes, segundo Cerling, enquanto seu time partiu para o estudo de pedaços de um dente [do Museu Nacional do Quênia), que levaram a novas informações.

"[O estudo] nos lembra que as coisas não são exatamente como parecem ser na paleontologia", comenta Peter S. Ungar, da Universidade de Kansas (EUA).

O texto, publicado nesta terça-feira, pode ser visto na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").

CÉREBRO DE 20 MILHÕES DE ANOS




Peru: descoberto cérebro de mamífero fossilizado de 20 milhões de anos.


25/05/2011

A descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.


LIMA, 25 maio 2011 (AFP) - Um grupo de cientistas encontrou, em bom estado de conservação, no norte do Peru, o cérebro fossilizado de um mamífero com 20 milhões de anos, disse um dos descobridores esta quarta-feira.

AFP/Museo Paleontologico Meyer-Honninger

A descoberta ocorreu na bacia do rio Santiago, região do Amazonas, na fronteira com o Equador.

"Está totalmente petrificado e fossilizado, isto é o estanho. Não há dúvidas de que seja o cérebro de um mamífero do período neógeno" disse à AFP o paleontólogo Klaus Honninger.

Honninger, diretor do museu Paleontológico Meyer-Honninger, explicou que a descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.

"Este animal tem que ter morrido em uma concentração de sedimentos que o envolveu e conservou", disse Honninger, da cidade de Chiclayo, costa norte.

A descoberta consiste na massa cerebral fossilizada completa de um animal, mostrando os dois lóbulos intactos, com medidas de 12 centímetros de largura, 11 centímetros de comprimento e 9 centímetros de altura.

"O estranho de tudo é não termos encontrado outras coisas (como restos ósseos), com exceção do cérebro", observou o estudioso.

Honninger disse, ainda, que a descoberta confirma a hipótese de que no período neógeno, o Amazonas já contava com clima úmido tropical e fauna muito variada, que incluía mamíferos de grande porte. O neógeno é um período do final do Terciário, que começou há 24 milhões de anos e terminou há dois milhões e meio de anos.

Em abril passado, perto deste local foram encontrados insetos fossilizados persos em uma jazida de âmbar, com 20 milhões de anos de antiguidade.

Em janeiro, os mesmos pesqusiadores anunciaram a descoberta dos restos de uma lula fossilizada (cefalópode) da era cretácica, na bacia do rio Marañón, na região do Amazonas, a 3.700 metros de altitude.

O museu Paleontológico Meyer-Honninger tem várias coleções de fósseis animais e vegetais, que serão expostas em um parque temático na cidade de Chiclayo (norte).

MONSTRO DO CAMBRIANO



Pesquisadores descobrem fósseis de criatura gigante de 488 milhões de anos
25/05/2011

Londres, 25 mai (EFE).- Cientistas da universidade americana de Yale descobriram no Marrocos fósseis de "estranhas" criaturas marinhas gigantes que habitaram a Terra no período Ordoviciano, entre 488 milhões e 472 milhões de anos atrás.

Em estudo publicado na edição mais recente da revista "Nature", os pesquisadores Peter Van Roy e Derek Briggs estimam que os anomalocaris, predadores gigantes com corpos leves e dois apêndices espinhosos que saíam da boca, de aspecto similar aos camarões, habitaram os mares por um tempo muito mais longo do que se acreditava até agora.

Os anomalocaris possuíam dentes afiados, úteis para perfurar as couraças de pequenos artrópodes como os trilobites, e lóbulos para se deslocar na água. Os espécimes mais antigos dessas criaturas, conhecidas como "camarões estranhos", datam do período Cambriano Médio, entre 542 milhões e 501 milhões de anos atrás.

Os fósseis descobertos agora medem cerca de 1 metro e são muito maiores que os demais fósseis datados do mesmo período.

O fato de os animais encontrados no Marrocos serem 30 milhões de anos mais jovens que os que habitaram a Terra no Cambriano indica que os anomalocaris dominaram os ecossistemas marítimos muito antes do que se pensava.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LAGARTO MINHOCA



Fóssil pode explicar como "lagarto minhoca" perdeu as pernas

19 de maio de 2011









O esqueleto do Cryptolacerta hassiaca tem apenas alguns centímetros de comprimento e apresenta mãos e pernas muito pequenos


O "lagarto minhoca" não possui pernas e se assemelha, como o apelido diz, com uma minhoca


O esqueleto do Cryptolacerta hassiaca tem apenas alguns centímetros de comprimento e apresenta mãos e pernas muito pequenos

Foto: Naturkunde Museum, Berlin/Divulgação