segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O FORTE



Descoberta de fortificação resgata época das Cruzadas em Beirute
Kathy Seleme
Em Beirute
15/12/2011

As cruzadas deixaram algumas marcas no porto de Beirute, por onde já passaram mais de 17 civilizações, com a construção de um forte, entre os séculos X e XI, cujos vestígios não foram apagados pelo tempo e acabam de ser descobertos.


O achado foi descoberto de maneira inesperada, já que os vestígios da esquecida fortificação veio à tona depois que se iniciaram as obras para a reforma e a criação de uma praia pública
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As cruzadas deixaram algumas marcas no porto de Beirute, como a construção de um forte, entre os séculos X e XI, cujos vestígios não foram apagados pelo tempo e acabam de ser descobertos devido à uma reforma para criação de uma praia pública. A fortificação era situada entre um rio, que fazia um fosso natural, uma torre e o mar e era construída de pedra caliça. O terreno explorado revela os restos de muros de pedra com inscrições e várias colunas, além dos vestígios de duas torres EFE

Em entrevista à Agência Efe, o responsável pelas escavações da Direção Geral de Antiguidades libanesa, Assad Seif, explicou que "a fortificação era situada em frente ao mar, como um porto, onde se formou uma verdadeira proteção natural".

O terreno explorado revela os restos de muros de pedra com inscrições e várias colunas, além dos vestígios de duas torres.

Apesar de se tratar de uma fortificação, os especialistas não encontraram nenhum tipo de restos de armas, somente peças de cerâmica e alimentos.

Seif acrescentou que em seus primeiros trabalhos, iniciados no último mês, já conseguiu compreender a razão do lugar e do entorno natural, que servia de proteção aos ataques indesejados.

A fortificação fica no ponto de encontro "de um pequeno rio com o mar, justo no local onde estava a bacia portuária de Beirute", indicou o especialista.

Construída em pedra caliça, a fortificação era situada entre um rio, que fazia um fosso natural, uma torre e o mar. "O forte, que ficava sobre uma montanha rochosa, garantia o controle do mar e também oferecia um posto de observação estratégico", ressaltou Seif.

"Isto nos faz pensar que essa fortificação se estendia até o leste da costa, onde havia uma torre que foi descoberta nos anos 90 pela arqueóloga Leila Badr e sua equipe da Universidade Americana de Beirute", completou.

A fortificação não abriga somente os restos das cruzadas, mas também da época romana tardia, quando os fortes eram construídos com blocos de pedra e muros que se alternavam com hastes de colunas. O local também conta com sinais de incêndio, o que, segundo os especialistas, é um indício de combates e de destruição.

Seif acrescentou que os otomanos também deixaram sua marca no lugar, como um aterro para criar um novo sistema portuário.

Agora, a Direção Geral de Antiguidades libanesa trabalha em colaboração com os responsáveis locais para integrar esta parte da história do Líbano à cidade.

"Temos agora a possibilidade de trabalhar juntos para integrar a arqueologia nesse lugar e preservá-la onde a encontramos", concluiu Seif.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CAVALOS COM PINTAS



Cavalos com manchas pintados há 25.000 anos existiam realmente
Washington
08/11/2011


Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta segunda-feira ter descoberto a prova de que os "cavalos cheios de pintas", representados pelos artistas da pré-história, existiam mesmo na época e não eram um produto da imaginação.


Uma equipe internacional de cientistas anunciou ter descoberto a prova de que os "cavalos cheios de pintas", representados pelos artistas da pré-história, existiam mesmo na época e não eram um produto da imaginação. Os cientistas chegaram a esta conclusão após terem analisado os ossos e os dentes provenientes de mais de 30 cavalos da Sibéria e da Europa - alguns tendo vivido há 35.000 anos. Segundo eles, seis desses equinos partilhavam um gene presente hoje no patrimônio do cavalo de pelagem manchada. Até então, só podia ser comprovada a existência de cavalos pré-históricos com pelagem monocromática P. Cabrol/AP

Em seus afrescos, os homens da pré-história se empenhavam em reproduzir o que viam em seu coditiano e não se aventuravam a "imaginar" os temas criados, ao contrário do que afirmam alguns arqueólogos.

Um estudo sobre o assunto está sendo divulgado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os cientistas chegaram a esta conclusão após terem analisado os ossos e os dentes provenientes de mais de 30 cavalos da Sibéria e da Europa - alguns tendo vivido há 35.000 anos. Segundo eles, seis desses equinos partilhavam um gene presente hoje no patrimônio do cavalo de pelagem manchada.

Até então, só podia ser comprovada a existência de cavalos pré-históricos com pelagem monocromática.

No centro do debate que agita o mundo científico estão principalmente os "cavalos com pintas" da gruta de Pech Merle (Lot), no Sudoeste da França.

Seus afrescos datam de cerca de 25.000 anos e representam cavalos brancos, com a pelagem pontuada de manchas pretas.

ÁCARO PEGANGO CARONA



Imagem 3D mostra ácaro pré-histórico pegando 'carona' em aranha
Fotografia foi feita com tomografia computadorizada.
Fóssil tem cerca de 50 milhões de anos.


09/11/2011

Uma imagem tridimensional feita com tomografia computadorizada mostra um ácaro pré-histórico de menos de 0,2 milímetro pegando “carona” nas costas de uma aranha de 50 milhões de anos.

A fotografia foi feita por uma equipe de cientistas americanos e alemães e divulgadas nesta quarta-feira (9) na revisa “Biology Letters”.

Os aracnídeos fossilizados são um achado raro, segundo os pesquisadores, e mostram os primeiros indícios do comportamento dos ácaros de parasitar outras espécies.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O CRÂNIO



Descoberto crânio de mamífero mais antigo da América do Sul
02/11/2011

Paleontólogos argentinos acharam pela primeira vez crânio do mamífero mais antigo que já viveu na América do Sul.

A imagem mostra a descoberta do crânio do mamífero mais antigo que já viveu na América do Sul e que ajudou os paleontólogos a compreender a genealogia dos primeiros mamíferos do continente. Os ossos eram de indivíduos da Ordem Dryolestida e datam 100 milhões de anos. Eles foram encontrados fossilizados no norte da Patagônia em 2006 e revelaram que o mamífero tinha longos dentes caninos, focinho estreito e cabeça curta e arredondada EFE

Os ossos têm 100 milhões de anos e são dos mamíferos da Ordem Dryolestida. Os crânios fossilizados foram encontrados em 2006 no norte da Patagônia, na província argentina de Rio Negro, mas foram necessários vários anos para eles serem extraídos e analisados em laboratório.

A importância da descoberta é grande pois esses são os primeiros crânios encontrados desse tipo de animal e datam do fim do período cretáceo. O achado preenche uma lacuna de 60 milhões de anos no registro fóssil dos mamíferos do continente, afirmaram os pesquisadores num estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

"Sabíamos que era importante por causa da idade das rochas e porque achamos crânios", disse o paleontólogo argentino Guillermo Rougier, da Universidade americana de Louisville, que explicou que tudo o que se sabia até agora desses mamíferos era pelo estudo de dentes ou fragmentos de ossos.

Batizado "Cronopio dentiacutus", era do tamanho de um musaranho, media entre 10 e 15 centímetros de comprimento e se alimentava de insetos. A espécie viveu na mesma época dos dinossauros, há mais de 100 milhões de anos, e seu habitat natural eram planícies pluviais.

Os crânios revelam que o mamífero tinha longos dentes caninos, focinho estreito e uma cabeça curta e arredondada.

Segundo Rich Cifelli, professor de zoologia na universidade americana do Alabama, o descobrimento destes fósseis representa para a paleontologia o que foi a pedra Rosetta (que permitiu decifrar os hieróglifos) para a egiptologia.

"Os novos fósseis são uma espécie de Pedra Rosetta para compreender a genealogia dos primeiros mamíferos sul-americanos e onde eles se situam em relação ao o que conhecemos do norte do continente", disse Cifelli.

FÓSSEIS DENTAIS NA EUROPA




Fósseis dentais são o registro mais antigo do "Homo sapiens" na Europa

02/11/2011
Madri

Dois dentes de leite encontrados em uma caverna italiana, com idade estimada entre 43 mil e 45 mil anos, se tornaram os fósseis mais antigos do "Homo sapiens" na Europa, confirmou nesta quarta-feira (2) uma equipe internacional de pesquisadores.

Imagem de um dos dois dentes de leite encontrados na caverna pré-histórica de Grotta del Cavallo, no sul da Itália. De acordo com o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) os dentes são os fósseis mais antigos do "Homo sapiens" na Europa e datam de 43 a 45 mil anos Stefano Benazzi/EFE

A descoberta, que contou com a participação do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha, confirma que a passagem do "Homo sapiens" à Europa e que sua coexistência com os Neandertais duraram "milhares de anos a mais do que se pensava".

Foi o que explicou o principal autor do estudo, o pesquisador Stefano Benazzi da Universidade de Viena, em comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo CSIC. "Isso tem importantes implicações no entendimento do desenvolvimento do comportamento do humano moderno".

Os dentes foram achados em 1964 na caverna pré-histórica de Grotta del Cavallo, ao sul da Itália, lar dos Neandertais até sua substituição pelos "Homo sapiens", o que levava os cientistas a pensar que as peças pertenciam a seus primeiros habitantes.

A caverna contém sete metros de depósitos arqueológicos que datam do período em que as duas espécies conviveram, e os dentes foram encontrados nas camadas que contêm restos da cultura Uluziana, que até o momento era relacionada aos Neandertais.

Contudo, agora os cientistas atribuem essa cultura aos "Homo sapiens" graças à nova pesquisa, considerada "mais completa e exaustiva" do que a realizada nos anos 1960, além de ser baseada em comparar modelos digitais dos dentes achados na caverna com uma ampla mostra dentária das duas espécies.

"O próximo passo será descobrir se a cultura Uluziana apareceu e evoluiu devido ao contato com humanos anatomicamente modernos ou se é uma simples evolução do Musteriense, produzido por Neandertais", explicou o pesquisador Michael Coquerelle, do CSIC.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MANUSCRITO DECIFRADO




Segredos de manuscrito alemão do século 18 são decifrados

Em Washington
27/10/2011

O código do 'Copiale Cipher', um estranho manuscrito do século XVIII de 105 páginas contendo mensagens cifradas em forma de símbolos abstratos e caracteres romanos, foi finalmente decifrado com a ajuda de um computador, informou a Universidade da Califórnia do Sul (USC).

O misterioso criptograma, envolto e escrito em papel brocado ouro e verde, revela os rituais e as tendências políticas de uma sociedade secreta estabelecida na Alemanha há 300 anos, assinala um comunicado da instituição em seu site.

Os ritos detalhados no documento que contém 75.000 caracteres indicam que esta sociedade tinha fascínio pelos olhos e a oftalmologia. No entanto, não parece que seus membros tenham sido médicos especializados nesta área.

"Esta decodificação do Copiale abre uma janela para o estudo da história das ideias e das sociedades secretas", afirmou o especialista em informática, Kevin Knight, da Escola de Engenharia da USC, um dos membros da equipe internacional que decifrou o segredo do 'Copiale Cipher'.

"Os historiadores acreditam que as sociedades secretas desempenharam um papel nas revoluções, mas esta hipótese é difícil de apoiar devido ao fato de que um grande número de documentos está encriptado", assinalou Knight.

O 'Copiale Cipher' foi descoberto na Academia de Berlim Ocidental no final da Guerra Fria e se encontra atualmente em pode de um colecionador particular.

Para decifrar esse código, Knight e suas colegas Beata Megyesi e Christiane Schaefer, da Universidade de Upsala, na Suécia, reescreveram uma versão do texto para que pudesse ser lido pelo computador. Utilizaram para isso um programa de informática criado por Knight.

Depois de ter testado com 80 idiomas, a equipe de criptógrafos se deu de que os caracteres romanos careciam de sentido, destinados somente a enganar eventuais leitores interessados em decifrá-los. As mensagens estavam, de fato, nos símbolos abstratos.

Finalmente, as primeiras palavras que tinham sentido em alemão foram decifradas. Elas dizem: "Cerimônias de Iniciação" seguida por "Seção Secreta".

Knight planeja decifrar outras famosas mensagens codificadas, incluindo os criptogramas enviados pelo 'Assassino do Zodíaco', um assassino em série que agiu entre os anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos e que enviou mensagens encriptadas à imprensa e nunca foi preso.

Também quer testar seu programa com a "Kryptos", uma mensagem cifrada entalhada numa escultura na sede da Agência Central de Inteligência (CIA) e no medieval 'Manuscrito Voynich', considerado um dos mais misteriosos já encontrados.

O ACAMPAMENTO ROMANO NA GERMÂNIA





Restos de acampamento romano estratégico são descobertos na Alemanha

Berlim 25/10/2011

Nas margens do rio Lippe, na região alemã de Westfália, foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba.

Foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba. Localizado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, na Alemanha, especialistas já procuravam o espaço, que tem o tamanho de sete campos de futebol, a mais de um século. O diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), Wolfgang Kirsch, mostrou as peças nesta terça-feira (25) EFE

Wolfgang Kirsch, diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), informou nesta terça-feira que os especialistas levaram mais de um século procurando este acampamento, que tem o tamanho de sete campos de futebol e está situado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha.

Dessa base, os soldados controlavam o rio Lippe, "uma das importantes regiões logísticas para os conquistadores romanos", disse Kirsch, que considerou a descoberta como "sensacional para a investigação da época romana em Westfália".

O acampamento estava localizado próximo onde atualmente é a cidade de Olfen e era o único que faltava para ser descoberto dos cinco grandes assentamentos militares romanos na região, com funções de abastecimento e defesa.

Para conquistar as terras livres da antiga Germânia e avançar as fronteiras do Império até o rio Elba, as forças do imperador Augusto entraram no território a ser conquistado através do rio Lippe, usado como meio de transporte.

O último grande acampamento romano na região foi descoberto em 1968 perto de Paderborn. Desde então, as pesquisas arqueológicas se intensificaram para encontrar o assentamento próximo a Olfen.

"Era como buscar a peça de um quebra-cabeça", disse Kirsch, que comentou que o acampamento descoberto fecha a lacuna dos assentamentos romanos na região, separados entre si por cerca de 18 quilômetros, o que equivalia a um dia de caminhada de uma tropa de soldados armados com todos seus pertences.

Kirsch acrescentou que as primeiras pistas sobre a localização do acampamento surgiram há três anos, quando arqueólogos descobriram moedas de cobre em um campo e escavações de prova posteriores encontraram restos de cerâmica e de uma cerca de madeira.

O acampamento romano de Olfen foi supostamente construído no início da ocupação da Germânia na margem direita do rio Reno, na época das campanhas bélicas de Druso, na última década antes do começo de nossa era.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O BARCO VIKING



Barco funerário viking é encontrado no Reino Unido
19 de outubro de 2011




Desenho da reconstituição do barco viking descoberto pelos arqueólogos

Foto: AP

Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco-túmulo, de 5 m de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.

Além disso, também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante". "Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século VIII e meados do XI, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X. Na terça-feira, os pesquisadores divulgaram algumas imagens do achado, mas os detalhes foram dados nesta quarta-feira.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O ATELIÊ DE 100 MIL ANOS





Descoberto na África do Sul ateliê de arte com 100 mil anos


14/10/2011


Duas conchas contendo uma primitiva mistura de tinta foram escavadas na África do Sul, revelando o que cientistas acreditam ser os vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos.


Cientistas acreditam ter encontrado vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos na África do Sul. Foram encontradas duas conchas com misturas de tintas, o que sugere que os humanos primitivos tinham noções de química e eram capazes de armazenar tinta para o futuro. Também foram vistas outras ferramentas para retirar lascas e misturar compostos. A ausência de outros vestígios no espaço, que está localizado na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, sugere que o local foi apenas usado como oficina AP Photo/Magnus Haaland, Science

A descoberta sugere que os humanos primitivos tinham noções de química básica e eram capazes de planejar com antecipação o armazenamento da tinta para usos futuros, fossem eles de cunho cerimonial, decorativo ou protetor.

As conchas de abalone continham uma pasta contendo ocre, argila colorida por óxido de ferro com matizes amarelas e avermelhadas, que pode ter sido usada para decorar o corpo ou fazer pinturas, destacou o estudo publicado na revista científica Science.

As conchas foram encontradas na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, perto de outras ferramentas que sugerem que foram usadas para retirar lascas de ocre e misturá-las com outros compostos para formar uma tinta líquida.

Provavelmente, os artistas da Idade da Pedra esfregavam pedaços de ocre sobre placas de quartzto para obter um pó fino de cor vermelha. As lascas de ocre eram, provavelmente, esmagadas com martelos de quartzo e misturadas com ossos quentes de animais, carvão, pedaços de pedra e algum líquido.

O preparo era, então, transferido para as conchas e "suavemente misturado", segundo o estudo conduzido por Christopher Henshilwood, do Instituto de Evolução Humana da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo.

"Um osso provavelmente era usado para mexer a mistura e transferir parte dela para a concha", destacou.

"O ocre pode ter sido utilizado com intuito simbólico em corpos e roupas durante a Idade da Pedra Média", disse Henshilwood.

"Esta descoberta representa um marco importante na evolução do processo cognitivo complexo do ser humano, que demonstra que os humanos tinham a habilitade conceitual de obter, combinar e armazenar substâncias que, então, eram possivelmente usadas para implementar suas práticas sociais", acrescentou.

Os cientistas foram capazes de datar em 100 mil anos os sedimentos de quartzo nos quais as conchas foram encontradas, graças a um processo denominado datação de luminescência estimulada opticamente (OSL, na sigla em inglês).

A ausência de outros vestígios arqueológicos na área sugerem que o "local foi usado, principalmente, como oficina e abandonado após a fabricação dos compostos", destacou o estudo.

"Então, areia vinda do exterior entrou na caverna, encapsulando as ferramentas", continuou.

As conchas estarão expostas a partir de 14 de outubro no Museu Iziko da Cidade do Cabo.

MAIOR QUE UM ÔNIBUS




Maiores que um ônibus: veja predadores gigantes do passado

13 de outubro de 2011


Os mares já tiveram predadores muito mais perigosos

Foto: Getty Images


Se hoje uma cobra de 100 kg e um tubarão-branco de 7 m espantam pelo tamanho, há milhões de anos os predadores do nosso mundo eram muito mais impressionantes. Alguns animais eram maiores do que um ônibus e mais pesados do que um pequeno prédio.

O CARNOTAURUS



Carnotaurus era mais rápido e mortífero que se imaginava
14 de outubro de 2011

Segundo estudo, dinossauro era mais rápido do que se imaginava
Foto: Julian Fong/Divulgação

O dinossauro carnívoro conhecido como carnotaurus, que habitava a América do Sul, era uma espécie muito mais mortífera do que se acreditava, segundo as últimas pesquisas de um cientista da Universidade de Alberta, no Canadá.

O carnotaurus era um predador de 7 m de comprimento com uma cauda grande e musculosa que, segundo o estudante de pós-graduação Scott Persons, o transformou em um dos caçadores mais rápidos de seu tempo.

Um exame detalhado dos ossos da cauda do Carnotaurus mostrou que seu músculo caudofemoralis possuía um tendão que se unia aos ossos da coxa. A flexão deste esquema muscular das pernas para trás conferia ao carnotaurus mais potência e velocidade em cada passo.

Em uma pesquisa anterior, Persons encontrou uma flexão similar à da cauda nos músculos da cabeça, como o emblemático predador Tyrannosaurus rex. Até esta descoberta, os pesquisadores pensavam que a cauda do T-rex era simplesmente um contrapeso à sua cabeça.

O exame que Persons realizou com a cauda do carnotaurus mostra que ao longo dela havia ossos similares a pares de costelas que se entrelaçavam em linha. Com o auxílio de computadores 3D, o estudante de pós-graduação descobriu que essas costelas eram o apoio de um grande músculo caudofemoralis.

Contudo, Persons adverte que a força e a rapidez do carnotaurus se manifestavam em linha reta, já que a estrutura dos ossos gerava muita rigidez, dificultando fazer giros com velocidade. Esta espécie de dinossauro possuía o maior músculo caudofemoralis de todos os animais conhecidos, vivos ou extintos.

O MAIOR PREDADOR MARINHO



Museu expõe pela 1ª vez crânio de temido predador marinho
08 de julho de 2011

Crânio de pliossauro, que há 200 milhões de anos era o predador marinho mais temido da Terra
Foto: BBC Brasil

O crânio de um dos maiores seres marinhos já descobertos no planeta será mostrado pela primeira vez em uma exposição pública na Grã-Bretanha. O animal é um pliossauro, que há 200 milhões de anos era o predador marinho mais temido da Terra. Richard Edmonds, diretor de ciência do Condado de Dorset, onde o crânio será exibido, mostrou alguns dos detalhes da descoberta.

O olho do animal tinha o tamanho de um melão. Um buraco enorme era totalmente preenchido pelos músculos da mandíbula, responsáveis pela mordida do pliossauro, a mais potente de todos os animais marinhos da era jurássica. O fóssil do animal foi encontrado em Dorset em 2009, mas os cientistas demoraram 18 meses para conseguir retirá-lo das rochas que o envolviam.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

UMA ANTIGA BALEIA








Encontrado na Antártida fóssil de parente de baleia que viveu há 49 milhões de anos

De Buenos Aires
12/10/2011

Reconstituição da mandíbula do animal

A Direção Nacional da Antártida, órgão argentino, anunciou nesta terça-feira a descoberta do fóssil de um parente de baleia que viveu há 49 milhões de anos, o mais antigo do mundo até o momento.

Trata-se de "uma mandíbula reconstruída, de cerca de 60 centímetros, que permite saber que a origem da linhagem desta baleia é mais antiga do que se pensava", assegurou a paleontóloga argentina Claudia Tambussi.

A descoberta do "Arqueoceto Antártico", um parente distante das baleias, foi feita no nordeste da Península Antártica, perto do Mar de Weddell, por Claudia Tambussi, seu compatriota Marcelo Reguero e os suecos Thomas Mörs e Jonas Hagström, estes dois últimos do Museu de História Natural de Estocolmo.

Este "Arqueoceto Antártico" pertence ao grupo Basilosauridae, do que se originaram todos os cetáceos atuais.

As "baleias semiaquáticas" - as Protocetidae, com quatro patas desenvolvidas - viveram na região entre a Índia e o Paquistão há 53 milhões de anos, enquanto o "Arqueoceto Antártico" tem 49 milhões de anos e é totalmente aquático.

Os fósseis foram apresentados nesta terça-feira pela Direção Nacional da Antártida durante a Tecnópolis, uma enorme mostra na periferia de Buenos Aires, na qual foram recriadas as maiores conquistas científicas e tecnológicas do país com maquetes em tamanho real e imponentes cenários futuristas.

Claudia Tambussi, que assim como Reguero trabalha no Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), comentou que este fóssil de baleia é o primeiro localizado na Antártida Argentina.

A Direção Nacional da Antártida também informou que outro grupo de paleontólogos encontrou na ilha James Ross restos de um dinossauro sauropodomorfo, um ankylosauros, répteis marítimos (plesiossauros) e peixes ósseos.

Também foram coletados amostras de dentes de tubarões e um esqueleto quase completo de um pinguim gigante (entre 1,50 metro e 1,60 metro de altura), com aproximadamente 34 milhões de anos.

DINOSSAURO DA BAVÁRIA



Imagem de fóssil de dinossauro encontrado em uma pedra na Bavária, na Alemanha. Nesta quarta-feira (12), cientistas anunciaram que o exemplar, de 72 centímetros, é um dos mais completos já encontrados no mundo, com 98% de preservação.
Efe/Helmut Tischlinger

O PEQUENO ROEDOR



Dente de roedor achado por paleontólogos no rio Ucayalli, na Amazônia peruana. O material foi encontrado junto com fósseis de três novas espécies de roedores pequenos que viveram há cerca de41 milhões de anos e podem ser os mais antigos da América do Sul. A morfologia do dente indica que esses ratos seriam parentes de roedores da África, o que confirma a hipótese sobre a origem africana desses animais no continente americano.

Efe

terça-feira, 27 de setembro de 2011

O PRIMATA DE 20 MILHÕES DE ANOS





Paleontólogos descobrem primata que viveu há 20 milhões de anos

19 de setembro de 2011


Pesquisadores apresentam mandíbula descoberta na África

Foto: AFP

Paleontólogos do Museu de História Natural e do College de France apresentaram nesta segunda-feira em Paris fósseis de um primata que viveu há 20 milhões de anos. Segundo os pesquisadores, os restos do animal foram encontrados em Uganda.

Os cientistas Brigitte Senut e Martin Pickford afirmam que o animal certamente vivia em árvores. Ele seria um "primo" distante da Hominidae (família que inclui o ser humano e o chimpanzé, por exemplo).

O fóssil foi descoberto em 18 de julho no monte Napak. Os cientistas vasculhavam os restos de um vulcão extinto quando descobriram os fósseis.

PENAS DE DINOSSAURO




Penas de dinossauros foram preservadas em âmbar

15 de setembro de 2011

Primeiras penas eram encontradas em dinossauros

Foto: Science/AP

A revista especializada Science divulgou nesta quinta-feira imagens de estruturas primitivas que podem representar os mais antigos "experimentos" evolucionários que levaram ao aparecimento das penas - chamados pela publicação de "dinoplumas" (os primeiros animais a terem penas eram dinossauros). Segundo os pesquisadores, as penas foram tão bem preservadas que é possível observar "sugestões" das cores que elas tinham.

Segundo o site da publicação, as penas primitivas (chamadas pelos cientistas de protopenas) foram encontradas presas em âmbar - que preservou as estruturas. O paleontólogo Ryan McKellar, da Universidade de Alberta (Canadá) as encontrou ao explorar os depósitos dos museus canadenses.

McKellar estudou mais de 4 mil peças de âmbar, descobriu 11 que continham as estruturas e encontrou, em algumas, muitas similaridades com as penas modernas - como pequenos filamentos parecidos com os encontrados nas aves contemporâneas.

Por outro lado, outras estruturas não lembram em nada as criaturas que vivem hoje. O paleontólogo afirma que algumas têm filamentos minúsculos, com cerca de 16 micrômetros (o tamanho dos mais finos fios de cabelo humano) regularmente espaçados. Eles não têm paredes celulares - o que indica que não são plantas nem fungos. Em nível microscópico, também são diferentes dos pelos de mamíferos. "Nós não temos certeza do que (essas estruturas) são, mas temos bastante certeza do que elas não são", diz o pesquisador. McKellar diz que podem ser protopenas, já que lembram estruturas carbonizadas encontradas em alguns fósseis chineses preservados em sedimentos.

O ornitólogo Richard Prum, da Universidade de Yale - não envolvido diretamente com a pesquisa -, afirma à Science que McKellar e seus colegas apresentaram "uma excitante e ampla amostra de penas". Contudo, ele diz que é difícil afirmar que algumas das estruturas são protopenas, já que faltam alguns detalhes característicos - como um pequeno pedaço de osso ou uma amostra de pele, o que deixa a possibilidade de que elas não sejam relacionadas aos dinossauros. As amostras, inclusive, podem estar relacionadas a algo totalmente desconhecido que não havia sido preservado em fósseis anteriormente.

Dinossauros com penas
O dinossauro mais antigo com penas conhecido é o Anchiornis huxleyi, que viveu entre 151 milhões e 161 milhões de anos atrás no que hoje é o nordeste da China. Acredita-se que ave mais antiga foi o Archaeopteryx, que viveu onde hoje é a Alemanha há cerca de 150 milhões de anos.

OS MONSTROS MARINHOS




Cientistas acham fósseis de batalha entre "monstros" marinhos

06 de maio de 2011

Cientistas dizem ter encontrado na Austrália fósseis de uma batalha entre dois ictiossauros, animal marinho que viveu há cerca de 120 milhões de anos

O ictiossauro viveu durante a época dos dinossauros, tinha cerca de 6 m de comprimento e uma enorme boca com cerca de 100 dentes, parecidos com os de um crocodilo

Segundo pesquisadores da Universidade Uppsala, da Suécia, que participaram da descoberta, os fósseis dos ossos de um ictiossauro tinham marcas de mordidas, certamente causadas por um animal da mesma espécie

Quando os ictiossauros viveram, a Austrália ainda estava unida à Antártida e certamente ficava mais ao sul, próxima ao circulo polar antártico


Foto: Universidade de Uppsala/South Australian Museum/Divulgação

O MASTODONTE CHILENO







Operários encontram fósseis de mastodonte em obra no Chile
25 de março de 2011

Fósseis de um mastodonte foram encontrados por trabalhadores de uma obra no Chile


O paleontólogo chileno Pablo Mansilla mede os dentes do fóssil, encontrado nas margens de um rio

O mastodonte tem tamanho semelhante ao dos elefantes modernos

Apenas alguns fragmentos de mastodontes haviam sido encontrados anteriormente no Chile


Foto: Reuters

O PREDADOR E A PRESA








RS: descobertos fósseis de predador de 3 m e de sua presa
11 de janeiro de 2011

Paleontólogos apresentam fósseis do período Triássico Médio (cerca de 238 milhões de anos atrás

Segundo os pesquisadores da Ulbra, foram encontrados um tecodonte e um dicinodonte

O tecodonte - predador associado à origem e evolução dos crocodilos modernos - tinha o esqueleto quase completo

O dicinodonte era um herbívoro comum no período Triássico Médio

Os dois animais estavam a apenas 6 m um do outro


Foto: Gabriel de Mello/Ulbra/Divulgação

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O ELEFANTE DE 15 MILHÕES DE ANOS



A paleontóloga Judith Braukaemper segura uma vértebra de elefante pré-histórico, no Museu de História Natural, de Augsburgo, na Alemanha. O animal, descoberto em 2003 e só agora apresentado, teria 15 milhões de anos EFE/Stefan Puchner

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UM CORPO FORA DA LEI




Após 130 anos, corpo do fora da lei Ned Kelly é identificado

01 de setembro de 2011

Esqueleto encontrado em cova coletiva era do famoso fora da lei. O crânio ainda está desaparecido
Foto: AP

Os restos do mais famoso fora da lei da Austrália, Ned Kelly, foram identificados, afirmam cientistas do país. O criminoso liderou uma quadrilha de roubos a banco no Estado de Victoria no século XIX e foi enforcado em 1880. Contudo, o destino do corpo era desconhecido e acreditava-se que ele estava em uma cova coletiva com outros 33 executados. As informações são da agência AP.

Oficiais indicaram o local onde estavam os corpos em 2008, que foram exumados para análise. Uma amostra de DNA de um descendente do famoso ladrão confirmou que um dos esqueletos pertenceu a Ned Kelly, mas o crânio continua desaparecido.

"Pensar que um grupo de cientistas identificou o corpo de um homem executado há mais de 130 anos, movido e enterrado de forma aleatória entre 33 outros prisioneiros, a maioria dos quais não identificados, é incrível", diz Robert Clark, procurador-geral do Estado, em comunicado.

Hoje em dia, Kelly, que roubou bancos e matou policiais entre 1878 e 1880, é considerado uma espécie de herói folclórico, como Robin Hood ou Jesse James, por lutar contra as autoridades coloniais a favor da classe rural dos descendentes de irlandeses. Kelly tinha 25 anos quando foi executado.

Sem cabeça

Durante anos, o corpo do criminoso ficou sepultado no cemitério da prisão de Old Melbourne Gaol. Como o local fechou em 1929, oficiais decidiram exumar o corpo, junto com os restos de outros prisioneiros e movê-los para a prisão Pentridge.

Contudo, uma multidão tentou roubar os restos de Kelly durante o transporte - e alguns conseguiram partes da ossada. Entre as partes levadas, estava o crânio, que foi recuperado e colocado em exposição em Old Melbourne Gaol. Contudo, em 1978 ele foi roubado novamente.

Em 2009, um fazendeiro chamado Tom Baxter apareceu com um crânio que dizia ser de Kelly (estava escrito "E. Kelly" no osso e Edward era o primeiro nome do ladrão), sem dizer como o conseguiu. Mas os testes mostraram que não era do fora-da-lei e o paradeiro do crânio continua um mistério.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

O FRASCO EGÍPCIO




Cientistas acham carcinógeno em frasco egípcio de 3,5 mil anos

19 de agosto de 2011


Uma inscrição no frasco indica que ele pertenceu à rainha Hatshepsut.

Foto: AP

Cientistas da universidade de Bonn, na Alemanha, encontraram uma substância carcinógena (que pode provocar câncer) em um frasco do antigo Egito, que provavelmente pertenceu à rainha Hatshepsut, que governou o país 3,5 mil anos atrás. Os pesquisadores passaram dois anos investigando o conteúdo seco dentro do frasco.

A peça faz parte da coleção do Museu Egípcio de Bonn. Acredita-se que a rainha Hatshepsut, uma das poucas figuras femininas de poder do antigo Egito, era apaixonada pelas artes, em especial pela escultura. Ela assumiu o trono após a morte de seu marido, causada, possivelmente, por envenenamento.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

O CRÂNIO DE MACACO





Crânio de macaco de 20 milhões de anos é encontrado em Uganda

02 de agosto de 2011


O fóssil de crânio de macaco tem cerca de 20 milhões de anos

Foto: AP

Cientistas franceses e ugandenses descobriram o fóssil de um crânio de um macaco de cerca de 20 milhões de anos na região de Karamoja, em Uganda, anunciou a equipe nesta terça-feira. Os cientistas fizeram a descoberta no dia 18 de julho, enquanto investigavam fósseis em um vulcão extinto em Karamoja, uma região semi-árida no extremo nordeste de Uganda.

"Esta é a primeira vez que um crânio completo de um macaco desta idade foi encontrado. É um fóssil muito importante", disse o paleontólogo Martin Pickford, do College de France de Paris, numa entrevista coletiva. Pickford disse que estudos preliminares do fóssil mostraram que o herbívoro que subia em árvores e tinha cerca de 10 anos ao morrer tinha a cabeça do tamanho da de um chimpanzé, mas o cérebro do tamanho de um babuíno, um macaco maior. Bridgette Senut, professora do Museu Nacional de História Natural da França, disse que os restos seriam levados a Paris a fim de que fossem examinados e documentados antes de retornarem à Uganda.

domingo, 31 de julho de 2011

19 PEÇAS ROUBADAS POR AMERICANOS SÃO DEVOLVIDAS



EUA devolvem ao Egito 19 peças arqueológicas de Tutancâmon
30 de julho de 2011

Entre as peças, se destaca um bracelete de lápis-lazúli em forma de esfinge

O Metropolitan Museum of Art de Nova York devolveu ao Egito 19 peças arqueológicas pertencentes à tumba do faraó Tutancâmon (1336-1327 a. C.), informou neste sábado o Conselho Supremo de Antiguidades egípcias (CSA).

Entre as peças, se destacam por seu valor um cachorro de bronze, de apenas dois centímetros de altura, um bracelete de lápis-lazúli, em forma de esfinge, e um colar de contas.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral do CSA, Mohammed Abdel Maqsud, em comunicado no qual precisou que o subdiretor do Departamento de Arqueologia Egípcia, Atef Abul Dahab, chegará ao Cairo desde os Estados Unidos com as antiguidades na terça-feira.

O museu de Nova York decidiu entregar esses objetos ao Egito após uma série de negociações entre responsáveis egípcios e americanos. Os 19 objetos, todos de pequeno tamanho, foram encontrados na tumba de Tutancâmon, descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922 na ribeira oeste do rio Nilo, na localidade monumental de Luxor, localizada 700 quilômetros ao sul da capital.

Nessa época, o governo egípcio permitia que os arqueólogos que trabalhavam com recursos próprios ficassem com uma parte substancial de suas descobertas. Abdel Maqsud destacou o gesto do museu nova-iorquino, especialmente depois de a instituição ter se transformado em uma grande aliada do CSA para recuperar peças arqueológicas levadas ilegalmente do Egito.

Nesse sentido, o responsável egípcio lembrou que no passado o Metropolitan proporcionou ao Egito informações que ajudaram a recuperar um pedaço de rocha que fazia parte do templo faraônico de Karnak, situado em Luxor. O CSA adiantou que as 19 peças serão exibidas junto ao restante das antiguidades pertencentes a Tutancâmon no Museu Egípcio do Cairo.

ANTIGUIDADES ROUBADAS




Egito quer recuperar antiguidades roubadas e ganhar fama

28 de julho de 2011


Egito espera que suas antiguidades alcancem fama mundial.


A revolução chegou à arqueologia egípcia pelas mãos de seu novo responsável, Muhammad Abdul Maqsood, sucessor do midiático Zahi Hawass, quem garante nesta quinta-feira que não quer ser uma estrela, mas que as antiguidades, sim, sejam. "Sinto que estou aqui para fazer meu trabalho como um soldado que serve às antiguidades. Penso que os tempos mudaram: antes neste posto vivia uma estrela, mas agora não mais", afirmou Maqsood em sua primeira entrevista a um meio de comunicação estrangeiro desde que foi nomeado há uma semana.

O novo secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA) quer acabar com os personalismos nesta nova etapa. Apesar do novo tom que quer imprimir Maqsood, a sombra do antigo responsável, Hawass, ainda paira nos corredores da sede desta instituição no cairota, onde o novo chefe decidiu fixar seu quartel-general. O novo chefe da arqueologia egípcia suspira quando fala do seu trabalho: sua prioridade é empregar os 10 mil arqueólogos egípcios que agora estão desocupados e enfrentar a dívida de US$ 181 milhões, herança da administração anterior.

Maqsood adiantou que quer ampliar a colaboração com outros países e prometeu respeito a todos os acordos assinados anteriormente com missões arqueológicas estrangeiras. A partir de agora, na hora de conceder permissões a missões estrangeiras, a decisão será tomada por uma comissão de analistas, pois "é tempo de dirigir o CSA como uma equipe", apontou Abdel Maqsood.

O arqueólogo, especializado em fortificações faraônicas, assinalou que continuará com o trabalho desenvolvido por Hawass de recuperar as antiguidades roubadas que estão no exterior e que vai prosseguir sua luta para recuperar o busto de Nefertiti, em um museu berlinense, e a pedra Rosetta, no British Museum. Sobre os contratos assinados no passado com o canal Discovery e National Geographic, disse que será um comitê do CSA quem vai decidir sobre seu prolongamento. Seja como for, parece que Maqsood pendurou para sempre o chapéu de Indiana Jones que caracterizou seu famoso antecessor, para dar início a uma nova etapa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O MAIOR MARSUPIAL





Um esqueleto praticamente completo do maior marsupial da Terra foi descoberto na Austrália - o animal pré-histórico é um Diprotodon. Cientistas em Outback Queensland descobriram um dos maiores e mais completos esqueletos da espécie, que habitou a região de 2,5 milhões a 50 mil anos atrás. Ele teria 3 toneladas e mediria 3 metros de altura.

Australian Museum

AS ESTÁTUAS MAIAS




Estátuas maias de 1,3 mil anos são encontradas no México

07 de julho de 2011


As Estátuas aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán


Foto: EFE

Arqueólogos no México descobriram estátuas de 1,3 mil anos que aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán. As esculturas foram encontradas no sítio arqueológico da cidade maia de Toniná (sul do México) - que, na época, estaria em guerra com Copán, que fica no atual território de Honduras.

As estátuas aparentemente reproduzem guerreiro capturados, com as mãos atadas às costas, em posição de humilhação, pouco antes de serem decapitados.

Os longos cabelos seriam usados para segurar-lhes a cabeça durante a execução. Arqueólogos acreditam que os homens reproduzidos nas esculturas foram enviados de Copán para Tonina numa missão, mas acabaram presos e provavelmente mortos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A NETA DE CAIFÁS



Arqueólogos acham ossuário da neta de Caifás em Israel


29 de junho de 2011


Ossuário foi descoberto há três anos, mas a autenticidade foi confirmada só agora


Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos.

A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade.

Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico - língua vernácula da região naquela época - a inscrição "Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri". "A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri", declararam os pesquisadores em comunicado.

A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos.

O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem.

Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

FÓSSIL DE 515 MILHÕES DE ANOS



Fóssil de 515 milhões de anos mostra como sistema visual complexo estava presente em animais primitivos, segundo estudo australiano publicado na Nature. O animal, que provavelmente era um predador, tinha mais de 3.000 lentes oculares para formar sua visão, sistema similar ao encontrado em insetos e crustáceos modernos. Mais lentes significam mais pixels na imagem, o que permite ver mais detalhes e, assim, buscar melhor por comidas e se proteger melhor de ameaças. Os fósseis oculares foram encontrados isolados, por isso não é certo de qual animal vieram, mas provavelmente pertencia a uma espécie similar ao camarão. As rochas que continham os olhos também preservaram uma variedade de criaturas marinhas antigos.

John Paterson (University of New England)

quinta-feira, 16 de junho de 2011

A MAIS ANTIGA PRÓTESE CONHECIDA




Dedão de múmia egípcia é a prótese mais antiga conhecida

Em Paris

Dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher


Um dedão artificial muito bem preservado, encontrado preso em restos mumificados de uma mulher egípcia, é a prótese funcional mais antiga já encontrada, anunciaram especialistas nesta segunda-feira em artigo publicado na revista científica britânica The Lancet.

Descoberta no ano 2000 perto de Luxor, na necrópole de Tebas, a prótese, de madeira e couro, pertenceu a Tabaketenmut, a filha de um alto sacerdote que viveu entre 950 e 710 a.C..

A datação facilmente faria desta a mais antiga prótese conhecida, alguns séculos mais velha do que a perna de bronze e madeira descoberta em um cemitério perto de Cápua, Itália.

Mas apenas a realização de testes em pacientes vivos poderia confirmar que a peça se tratava de uma prótese genuína, projetada não apenas como um ornamento para a vida após a morte, mas como um auxílio prático na locomoção.

Jacqueline Finch, cientista da Universidade de Manchester, fez isto com dois voluntários portadores de deficiências diferentes daquela de Tabaketenmut, que pode ter perdido o dedão devido a uma gangrena provocada por diabetes.

Finch fez cópias do dedão artificial, bem como de um segundo do sítio de Tebas confeccionada em papier maché, gesso e cola animal.

Usando réplicas de sandálias como as que se usavam no Egito antigo, voluntários, dotados de dispositivos altamente sensíveis, caminharam por uma via especial, monitorada por câmeras movidas a bateria.

"Acredita-se que o dedão suporte cerca de 40% do peso do corpo e seja responsável pela propulsão para a frente", explicou Finch em comunicado.

"Determinar corretamente qualquer nível de funcionalidade exige a aplicação de técnicas de análise de locomoção", acrescentou.

Os resultados foram ótimos. Cada um dos voluntários testados disse que tanto uma prótese quando a outra foram "altamente eficientes" e ambos disseram que a prótese de madeira era especialmente confortável.

O dedão de Tabaketenmut era composto de duas peças de madeira moldadas, perfuradas com pequenos buracos para a passagem de tiras, unidas por um cordão de couro, demonstrando uma preocupação aguda com a anatomia.

"Quem quer que tenha feito estes dispositivos nos tempos antigos também teria discutido a adaptação e a sensibilidade em consultas com seus 'pacientes'", concluiu Finch.

"Parece que os primórdios desta área da medicina surgiram aos pés dos antigos egípcios", ressaltou.

UM HERBÍVORO BIZARRO




Um herbívoro bizarro

Espécie que habitou a região do Rio Grande do Sul chama a atenção de paleontólogos por traços fora do comum. Ancestral dos mamíferos, 'Tiarajudens eccentricus' viveu há cerca de 260 milhões de anos.

Representação artística de ‘T. eccentricus’, mais antiga espécie com dentição adaptada para mastigação descoberta até hoje. Na imagem, o animal mostra seus dentes de sabre para se defender do ataque de um predador carnívoro. (arte: Juan Carlos Cisneros)

‘Excêntrico’ foi o termo mais adequado que o paleontólogo Juan Carlos Cisneros encontrou para definir uma espécie pré-histórica que viveu na região do pampa gaúcho há cerca de 260 milhões de anos. É que o animal, pertencente ao grupo que deu origem aos mamíferos, foge totalmente aos padrões de seus colegas contemporâneos.

Tiarajudens eccentricus é peculiar primeiramente pelo fato de ser o mais antigo animal já descoberto com uma formação dentária adaptada para a mastigação. A dentição, semelhante à da capivara, permitia à espécie se alimentar de plantas diferentes das consumidas por pareiassauros, répteis herbívoros da mesma época cujo formato dos dentes, semelhante ao da tartaruga, possibilitava apenas o corte de folhas.

A descrição do animal, descoberto pela equipe de Cisneros em março de 2009, está publicada na edição da revista Science que circula nesta sexta-feira (25/3/2011).

Por causa da forma de sua arcada dentária, está claro para os pesquisadores que a espécie era herbívora. É por isso que outra característica chama ainda mais a atenção: embora se alimentasse apenas de plantas, o bicho tinha caninos extremamente longos, conhecidos como dentes de sabre.


Tiarajudens eccentricus


Embora herbívoro, o animal tinha presas bem desenvolvidas para afastar predadores ou atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou território.

Esse tipo de presa é comum em espécies carnívoras, como o famoso tigre-dentes-de-sabre, que viveu entre 3 milhões e 10 mil anos atrás. Cisneros acredita que as estruturas serviam para o animal se defender de predadores ou para atacar machos da mesma espécie em disputa por fêmea ou por território.

“Cervos atuais, como o veado-almiscareiro e o veado-d’água, também têm caninos bem desenvolvidos embora sejam herbívoros”, explica o paleontólogo. “Esses animais, desprovidos de chifres, utilizam as presas para se defender.” O pesquisador ressalta que, apesar da semelhança no comportamento, T. eccentricus não tem qualquer relação de parentesco com os veados.

O animal, aliás, não tem descendentes diretos vivos. A espécie integrava a ordem dos terapsídeos, que na classificação zoológica fica entre os répteis e os mamíferos, mas que hoje está extinta.
O animal inaugurou o gênero Tiarajudens, cujo nome foi inspirado no distrito de Tiaraju (RS), onde o fóssil foi descoberto

De tão excêntrico, o bicho inaugurou também o gênero Tiarajudens, criado em homenagem ao distrito de Tiaraju, no município de São Gabriel (RS), onde o fóssil de um exemplar do animal foi encontrado.

Para classificar o terapsídeo gaúcho, os pesquisadores criaram ainda um novo grupo taxonômico (Anomocephaloidea), no qual foi incluído também o Anomocephalus africanus, animal descoberto na década de 1990 na África do Sul e considerado o parente mais próximo de T. eccentricus.

Segundo Cisneros, A. africanus também era herbívoro, mas seus caninos não se destacavam tanto como os de seu primo sul-americano.

Há cerca de 260 milhões de anos, os continentes ainda estavam agrupados em uma única porção de terra conhecida como Pangeia, e o mundo ainda precisava esperar 40 milhões de anos para ver o surgimento do primeiro dinossauro.

Nesse contexto, na região que hoje corresponde ao Rio Grande do Sul, T. eccentricus convivia com pareiassauros, dinocefálios (terapsídeos que se alimentavam de planta ou carne), temnospôndilos (anfíbios carnívoros de morfologia semelhante à do jacaré) e tubarões de água doce.

Acredita-se que T. eccentricus costumava viver próximo a rios e lagos, já que, além de água, precisava de plantas que crescessem nas margens fluviais para sobreviver. Os indivíduos da espécie, entretanto, não formavam grupos. “Animais que têm presas grandes para se defender costumam ser territorialistas e demarcar espaços individuais”, explica Cisneros.

Escavações

A descoberta do fóssil de T. eccentricus no pampa gaúcho não ocorreu por acaso. Tudo começou no fim de 2008, quando Cisneros, que é professor da Universidade Federal do Piauí (UFPI), fazia seu pós-doutorado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Estudos geológicos em rochas sedimentares da área entre o sudoeste e o sul do estado gaúcho já haviam mostrado que a região tinha potencial para abrigar fósseis do período Permiano (299 a 251 milhões de anos atrás). “Apesar disso, não havia trabalhos de paleontologia no local”, conta o pesquisador.

Da prospecção da área participaram pesquisadores da UFPI, da UFRGS e da Universidade de Witwatersrandde, de Joanesburgo, na África do Sul. No fim do trabalho, Cisneros calcula que um terço do esqueleto de um T. eccentricus foi encontrado.

“Felizmente temos a metade esquerda da cabeça, que basta para saber como é o outro lado.” Entre os demais ossos coletados estão as patas dianteira e traseira esquerdas, além de escápula e clavícula (que ligam ossos dos membros superiores à coluna) e gastrálias (tipo de costelas abdominais, ausentes no ser humano).
Quando adulto, T. eccentricus chegava a ter o tamanho de uma anta

A reconstituição do conjunto de ossos permite ao grupo concluir que o animal era quadrúpede. A forma já desenvolvida de ossos como o fêmur e o úmero, por sua vez, revelam que o fóssil é de um exemplar adulto da espécie, que chegava ao tamanho de uma anta.

As próximas etapas do estudo preveem tomografias do crânio, para que se possa compreender melhor a formação dentária, e um estudo mais detalhado da anatomia do animal.

Características como presença de pelos, cor da pele, tipo de gestação e tempo médio de vida de T. eccentricus ainda são desconhecidas. Isso significa que os novos estudos podem revelar que a espécie era ainda mais bizarra do que já se sabe.

DINOSSAURO ANGOLANO














Expedição leva à descoberta do primeiro dinossauro angolano


DA ASSOCIATED PRESS

O primeiro fóssil de dinossauro encontrado em Angola pode ser de uma nova espécie de saurópode, afirma uma equipe internacional que identificou uma parte do osso fossilizado do animal e relata sua descoberta no "Anais da Academia Brasileira de Ciências", na edição de quarta-feira.

A peça foi encontrada em 2005, por Octavio Mateus (Universidade Nova de Lisboa), entre restos de peixes e dentes de tubarões. Esse cenário leva à hipótese de a área possivelmente ter sido coberta por água cerca de 90 milhões de anos atrás.
AP/Projeto PaleoAngola
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país
Pesquisador Octavio Mateus ao lado do osso fossilizado de dinossauro que viveu em Angola; descoberta é a primeira do país

Os pesquisadores acreditam que o animal, que ganhou o nome de Angolatitan adamastor (algo como "titã angolano Adamastor", em homenagem ao gigante marinho Adamastor, de "Os Lusíadas"), foi arrastado para o mar por ancestrais dos tubarões, apesar do seu tamanho equivalente a de um elefante.

O projeto PaleoAngola, que começou em 2005, é a primeira expedição do gênero a ser feita depois da década de 1960, quando teve início uma guerra civil seguida da independência do país de Portugal em 1975.

"Angola tem muito mais do que a guerra civil", comentou Anne Schulp, do Museu de História Natural da Holanda, que participa dos estudos.

O DINOSSAURO CHILENO



Descoberto o "Atacamatican", primeiro dinossauro 100% chileno


AFP

Reconstituição artística do dinossauro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos

O Atacamatican, um gigantesco dinossauro herbívoro que habitou o norte do Chile há cerca de 100 milhões de anos, converteu-se na primeira espécie descrita exclusivamente como chilena, segundo um estudo divulgado nesta quinta-feira e validado pela revista científica Anais da Academia Brasileira de Ciências.

"O Atacamatitan chilensis é o primeiro dinossauro a ser batizado no Chile", afirmou à AFP o paleontólogo David Rubilar, integrante da equipe que realizou a descoberta.

"Esta nova espécie fóssil permitirá ampliar o conhecimento dos dinossauros na América do Sul e representa uma grande contribuição para a paleontologia nacional", acrescentou o pesquisador.

Trata-se de uma nova espécie de dinossauro gigante, o titanossauro, de caráter herbívoro, com pescoço e cauda muito longos, de cerca de oito metros de comprimento e com cerca de cinco toneladas. A particularidade desse dinossauro são suas pernas mais magras, reflexo da geografia do local onde esses animais viveram no passado e de sua alimentação, segundo o cientista.

"Sua particularidade foi diagnosticada a partir das vértebras do dorso e da cauda e pelo formato do fêmur, mais fino do que em que qualquer titanossauro já descoberto", explicou Rubilar.

"Não é nem o maior nem o menor, sua principal característica distintiva está no fêmur", acrescentou o especialista.

Os restos desse dinossauro foram encontrados em 2000 onde fica hoje o deserto do Atacama, o mais árido do mundo, localizado no extremo norte do Chile com uma extensão de mais de 100.000 km2 e com períodos de até 300 anos sem chuvas.

"O Atacamatican se alimentava dos frutos das araucárias, o que indica que, naquela época, o deserto do Atacama não era um lugar tão árido como agora", explicou Rubilar, paleontólogo do Museu de História Natural do Chile.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

A CÁRIE DE 275 MILHÕES DE ANOS




Imagem mostra com as setas local de abscesso de onde caíram dentes de um Labidosaurus hamatus, um réptil onívoro de 75 cm de comprimento. A falta de dentes e os maxilares deteriorados de um réptil de 275 milhões de anos indicam uma das primeiras evidências de cárie, segundo um estudo.

AFP/University of Toronto/Robert Reisz

TIRANOSSAURO CHINÊS




Imagem divulgada pela University College Dublin mostra impressão artística de como seria o Zhuchengtyrannus magnus, uma nova espécie gigante de dinossauro terópode, parente próximo do T. Rex. Foram encontrados fósseis de crânio e ossos maxilares na China . Assim como o T. Rex e o Tarbosaurus asiático, o Zhuchengtyrannus magnus faz parte de um grupo especializado de terópodes gigantescos chamados de tiranossauros. Eles existiram na América do Norte e Ásia Oriental durante o Período Cretáceo, que durou de cerca de 99 a 65 milhões anos atrás AFP/Robert Nicholls

O TEXTO MAIS ANTIGO DA EUROPA




Texto mais antigo da Europa é encontrado na Grécia

ATENAS, 5 abril 2011 (AFP) - Uma tábua de cerâmica com mais de 3 mil anos, com o texto (decifrável) mais antigo da Europa, foi encontrada em um sítio arqueológico do Peloponeso, na Grécia, informou nesta terça-feira à AFP um arqueólogo da Universidade do Missouri (EUA).

"Esta tábua sugere que a escrita é muito mais antiga do que se acreditava até o momento", explicou o arqueólogo Michael Cosmopoulos em e-mail enviado à AFP.

Ao que parece, trata-se de um "documento financeiro" procedente de uma cidade da antiga região de Messénia.

A tábua de cerâmica foi descoberta em escavações na colina de Iklena, aldeia do departamento de Messénia, 300 km a sudoeste de Atenas.

A artefato tem um século a mais que as tábuas já descobertas até o momento, destacou o arqueólogo.

"Trata-se da placa de argila cozida (com escrita) mais antiga já descoberta na Grécia, o que a torna a mais antiga da Europa", disse Cosmopoulos.

"Em um dos lados da tábua figuram nomes e cifras, e do outro lado um verbo relativo à confecção".

A inscrição está em Linear B, uma escrita utilizada pelos micênios da idade do bronze (1600 anos antes de Cristo), na época da Guerra de Tróia descrita na Ilíada de Homero.

As escavações, sob a supervisão da Escola de Arqueologia de Atenas, começaram em 2006 e já revelaram ruínas de uma enorme estrutura com grandes muralhas de entre 1550-1440 a.C.

Segundo Cosmopoulos, o local foi destruído provavelmente no ano 1400 a.C, antes de ser invadido pelo reino de Pilos, cujo rei, Nestor, é mencionado na Ilíada.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

TIRANO




Tiranossauros comiam diferentes animais dependendo da idade, é o que constatou um grupo de pesquisadores ao analisar um crânio de um Tarbossauro de 2 anos, um tiranossauro do Cretáceo que viveu na Mongólia. Na imagem, é possível ver a foto do crânio à direita e um desenho computadorizado acima. O fato comprova o sucesso evolucionário dos tiranossauros, já que os mais velhos não competiam com os mais jovens por comida.

Ohio University

O HOMEM QUEBRA-NOZES









"Homem quebra-nozes" comia tufos de grama

03/05/2011

DA ASSOCIATED PRESS

O "homem quebra-nozes", conhecido por seus dentes grandes e mandíbula pronunciada, na verdade se alimentava de grama, afirmam cientistas.

Um grupo da Universidade de Utah (EUA), encabeçado pelo pesquisador Thure E. Cerling, analisou o carbono presente no esmalte de 24 dentes de 22 indivíduos que viveram no leste africano entre 1,4 milhão a 1,9 milhão de anos atrás.

Entre os tipos de carbono, um é encontrado em folhas de árvores, nozes e frutas; enquanto outro consta em gramas e plantas rasteiras.

E foi justamente o segundo que mostra que os homens quebra-nozes, ou Paranthropus boisei, comiam muito mais grama do que seus outros ancestrais humanos, somente perdendo em quantidade para uma espécie extinta de babuínos também comedora de grama.
David Brill/National Museums of Kenya/Associated Press
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama

O coautor da pesquisa, Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado (EUA), brinca: "Sinceramente, não esperávamos encontrar o equivalente primata de uma vaca em um dos galhos da nossa árvore genealógica."

As análises anteriores se basearam em formato e tamanho dos dentes, segundo Cerling, enquanto seu time partiu para o estudo de pedaços de um dente [do Museu Nacional do Quênia), que levaram a novas informações.

"[O estudo] nos lembra que as coisas não são exatamente como parecem ser na paleontologia", comenta Peter S. Ungar, da Universidade de Kansas (EUA).

O texto, publicado nesta terça-feira, pode ser visto na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").

CÉREBRO DE 20 MILHÕES DE ANOS




Peru: descoberto cérebro de mamífero fossilizado de 20 milhões de anos.


25/05/2011

A descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.


LIMA, 25 maio 2011 (AFP) - Um grupo de cientistas encontrou, em bom estado de conservação, no norte do Peru, o cérebro fossilizado de um mamífero com 20 milhões de anos, disse um dos descobridores esta quarta-feira.

AFP/Museo Paleontologico Meyer-Honninger

A descoberta ocorreu na bacia do rio Santiago, região do Amazonas, na fronteira com o Equador.

"Está totalmente petrificado e fossilizado, isto é o estanho. Não há dúvidas de que seja o cérebro de um mamífero do período neógeno" disse à AFP o paleontólogo Klaus Honninger.

Honninger, diretor do museu Paleontológico Meyer-Honninger, explicou que a descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.

"Este animal tem que ter morrido em uma concentração de sedimentos que o envolveu e conservou", disse Honninger, da cidade de Chiclayo, costa norte.

A descoberta consiste na massa cerebral fossilizada completa de um animal, mostrando os dois lóbulos intactos, com medidas de 12 centímetros de largura, 11 centímetros de comprimento e 9 centímetros de altura.

"O estranho de tudo é não termos encontrado outras coisas (como restos ósseos), com exceção do cérebro", observou o estudioso.

Honninger disse, ainda, que a descoberta confirma a hipótese de que no período neógeno, o Amazonas já contava com clima úmido tropical e fauna muito variada, que incluía mamíferos de grande porte. O neógeno é um período do final do Terciário, que começou há 24 milhões de anos e terminou há dois milhões e meio de anos.

Em abril passado, perto deste local foram encontrados insetos fossilizados persos em uma jazida de âmbar, com 20 milhões de anos de antiguidade.

Em janeiro, os mesmos pesqusiadores anunciaram a descoberta dos restos de uma lula fossilizada (cefalópode) da era cretácica, na bacia do rio Marañón, na região do Amazonas, a 3.700 metros de altitude.

O museu Paleontológico Meyer-Honninger tem várias coleções de fósseis animais e vegetais, que serão expostas em um parque temático na cidade de Chiclayo (norte).