quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

PRIMO DESAPARECIDO



23/12/2010

Cientistas descobrem primo distante do homem, desaparecido há 30.000 anos
Por Jean-Louis Santini


WASHINGTON, 23 dezembro 2010 (AFP) - O sequenciamento de um genoma obtido a partir de um osso e um dente de um hominídeo extinto entre 30.000 e 50.000 anos revela que este primo distante do homem, até agora desconhecido, estava aparentado com o homem de Neandertal e com os ancestrais dos habitantes da Nova Guiné.

Uma equipe internacional de pesquisas coordenada pelo antropólogo Svante Paabo, do Instituto Max-Planck, na Alemanha, conseguiu sequenciar o genoma nuclear deste hominídeo desaparecido entre 30.000 e 50.000 anos.

O osso e o dente foram localizados em 2008 na caverna Denisova, situada no sul da Sibéria.

Os investigadores determinaram que se trata de uma fêmea pertencente a um grupo de hominídeos que compartilhavam uma antiga origem com os neandertais, e que depois se separaram.

Estes "novos" hominídeos, batizados denisovanos em função do nome da caverna, levantam novas perguntas sobre as origens do homem moderno, segundo o trabalho dos pesquisadores publicado na revista britânica Nature desta quinta-feira.

Ao contrário dos neandertais, os denisovanos não contribuíram para o patrimônio genético dos euroasiáticos modernos. No entanto, compartilham de um número elevado de variações genéticas com as populações atuais da Papua-Nova Guiné, que podem ter herdado em seu DNA até 5% dos genes dos denisovanos.

Isso leva a pensar que houve cruzamentos entre os denisovanos e os ancestrais dos melanésios quando estes últimos se separaram das populações da Eurásia para imigrar para o leste.

Mas se ignora quando, onde e em que proporção estes cruzamentos ocorreram, advertem os autores do estudo.

Com estas novas revelações, os cientistas acham que os ancestrais dos neandertais e os denisovanos saíram da África há cerca de 500.000 anos.

Os neandertais se expandiram para o Oriente Médio e Europa, enquanto que os denisovanos o fizeram rumo à África, onde há uns 50.000 anos se reproduziram com os humanos, que haviam se instalado ao longo do litoral do sudeste asiático.

"O fato de que os denisovanos tenham sido descobertos no sul da Sibéria e tenham contribuído para o patrimônio genético das populações da Nova Guiné mostra que a presença desse grupo pode ter se expandido na Ásia desde o final do Pleistoceno, ou seja, entre 400.000 e 50.000 anos antes e nossa era", explicou David Reich, professor adjunto da faculdade de medicina da Universidade de Harvard, um geneticista que realizou a análise genética das populações.

Alguns fósseis descobertos na China, por exemplo, não se parecem com o homem de Neandertal, nem com os humanos modernos ou o Homo erectus, um ancestral mais antigo do homem.

Estes investigadores questionam se estes fósseis poderiam estar aparentados com os denisovanos. Para saber isso, vão realizar pesquisas na Sibéria, na zona onde foram encontrados os ossos do dedo e o dente a fim de descobrir mais fósseis denisovanos.

Dessa forma, será possível fazer comparações com os fósseis de hominídeos descobertos na China, como o crânio de Dali, que data de 200.000 anos e foi encontrado na China central.

Para Svante Paabo, "a combinação do genoma do homem de Neandertal e dos denisovanos revela a complexidade das interações genéticas entre nossos ancestrais e os diferentes grupos antigos de hominídeos".

Paabo conduziu o sequenciamento do genoma do homem de Neandertal e revelou, em maio passado, os cruzamentos com os ancestrais do humano moderno, que teriam entre 1% e 4% de genes do Neandertal.

sábado, 25 de setembro de 2010

O MAIOR FEMUR






Fóssil do maior fêmur de dinossauro é descoberto na Espanha
Madri, Espanha

24/09/2010

Fêmur de dinossauro tem pouco menos de dois metros, o maior já descoberto na Europa

Um fóssil de fêmur de dinossauro de cerca de dois metros, o maior já descoberto até agora na Europa, foi encontrado numa escavação de Riodeva, perto de Teruel (leste da Espanha), anunciou nesta sexta-feira a Fundação Dinópolis.

Segundo esta fundação encarregada da exploração da escavação, foi localizado um fêmur esquerdo de 1,92 metro de extensão, junto a uma tíbia de 1,25 metro e 15 vértebras.

Estes ossos podem ter pertencido a um dinossauro gigante de 40 toneladas e 30 metros de comprimento, o "Turiasaurus riodevensis", descoberto pela primeira vez em 2004 na mesma escavação, explicou a fundação em um comunicado.

Estes novos fósseis, acrescentados aos já encontrados desde 2004, permitirão reconstruir o conjunto do esqueleto deste mastodonte que viveu há 145 milhões de anos.

Este anúncio chega duas semanas depois da descoberta na mesma região da Espanha de um novo tipo de dinossauro com corcunda e provavelmente dotado de "proto-plumas" nos antebraços (filamentos rígidos considerados predecessores das plumas), o "Concavenator corcovatus".

Este último fóssil praticamente completo e único no mundo de um dinossauro carnívoro de 6 metros de comprimento foi descoberto na escavação de Los Hoyos (La Cierva) perto de Cuenca (leste da Espanha) por pesquisadores da Universidad Autônoma de Madri, que publicaram sua descoberta na revista Nature em 8 de setembro.

domingo, 15 de agosto de 2010

CROCODILO MASTIGAVA COMO MAMÍFERO




Estudo identifica ancestral de crocodilo que mastigava como mamífero
Da Agência Fapesp


05/08/2010

* Ilustração de ancestral de crocodilo que mastigava como mamíferos; veja no álbum


Uma nova espécie de crocodiliano do Período Cretáceo (de cerca de 145,5 milhões a 65,5 milhões de anos atrás) foi descoberta no sudoeste da Tanzânia, com pernas mais finas e dentes que até então eram considerados exclusivos de mamíferos.

Os crocodilianos formam uma ordem de répteis aquáticos e ovíparos, que inclui os crocodilos, jacarés e o gavial, e são encontrados especialmente em regiões tropicais do mundo. Os crocodiliformes do Cretáceo, chamados de notossúquios, eram parentes distantes dos crocodilos e jacarés modernos.

Os notossúquios, que viviam nas massas terrestres do supercontinente Gondwana, tinham um nível de diversidade tanto morfológica como ecológica muito maior do que a encontrada nos atuais crocodilos. Um exemplo está na boca: em vez de fileiras de caninos cônicos e iguais, seus dentes eram divididos em tipos especializados em morder e em outros feitos para esmagar.

A descoberta da nova espécie, cujo fóssil foi encontrado em rochas de 105 milhões de anos, foi publicada na edição desta quinta-feira (5/8) da revista Nature.

Segundo Patrick O’Connor, do Ohio University College of Osteopathic Medicine, e colegas, na espécie, denominada Pakasuchus kapilimai, as fileiras superior e inferior de dentes entravam em contato de modo semelhante ao que até hoje havia sido observado apenas em mamíferos.

O animal também tinha o tamanho aproximado de um gato doméstico e era mais magro do que os crocodilianos atuais. Possuía ainda um pescoço flexível. Apesar das características inusitadas para a ordem, os cientistas afirmam que se tratava de um crocodiliforme.

A dentição mais complexa indica uma capacidade de processar alimentos que os crocodilos atuais – que simplesmente mordem e engolem – não possuem, mas os mamíferos sim.

De acordo com o estudo, o Pakasuchus kapilimai e outros notossúquios podem ter ocupado nichos ecológicos na Gondwana (supercontinente ao sul) que correspondiam aos preenchidos por mamíferos no hemisfério Norte.

“Um número de características dessa nova espécie – incluindo a redução no número de dentes e uma dentição especializada e similar à divisão em caninos, premolares e molares – é muito semelhante a características que foram críticas durante o curso da evolução dos mamíferos do Mesozóico para o Cenozóico”, disse O’Connor.

sábado, 17 de julho de 2010

OS MARSUPIAIS




Grupo de marsupiais morreu ao cair em caverna há 15 mi de anos
16 de julho de 2010

Fóssil foi encontrado em uma caverna na Austrália Foto: AP

Fósseis de mais de 20 marsupiais, alguns de recém-nascidos, de 15 milhões de anos foram encontrados no fundo de uma caverna na Austrália. Segundo os pesquisadores, os fósseis indicam que os animais caíram na caverna vertical e morreram ao chegar no chão. As informações são do Live Science.

Além dos ossos de Nimbadon lavarackorum, os cientistas encontraram fósseis de uma espécie de canguru ancestral, roedores primitivos, um tilacino (animal extinto que lembra uma raposa) e morcegos. Os cientistas acreditam que os animais caíram na caverna e, mesmo que algum tenha sobrevivido à queda, não teria conseguido sair do local.

Os paleontólogos encontraram fósseis de Nimbadon em diferentes estágios de desenvolvimento. Após estudar o achado, os cientistas acreditam que esses animais se desenvolviam de forma parecida com os marsupiais modernos, certamente nasciam após apenas um mês de gestação e passavam a viver na bolsa da mãe.

Os crânios indicam ainda que no início da vida havia uma ênfase no desenvolvimento dos ossos frontais da face, o que ajudaria o filhote a mamar. Quando crescia, o marsupial certamente começaria a comer folhas, o resto do crânio se desenvolvia e alargava.

A quantidade de fósseis encontrada no fundo da caverna indica que esses animais viajavam em grupo, talvez até maiores do que o achado no local. "É possível que também reflita o início do comportamento de grupo em marsupiais herbívoros, como vemos hoje nos cangurus", diz Mike Archer, pesquisador que fez parte da equipe da Universidade da Nova Gales do Sul, liderada por Karen Black.

Os cientistas ainda dizem que eles pesquisaram áreas mais superficiais e que outros fósseis podem ser encontrados em profundidades maiores dos depósitos que cobriram parcialmente a caverna.

sábado, 29 de maio de 2010

O TUNDRO DOS HERCULÓIDES


"Quem foi criança nos anos sessenta sabe a razão do título."

Concepção artística mostra como seria o Coahuilaceratops magnacuerna
Foto: Divulgação


Não sei se vocês assistiam os Herculóides, talvez não...
Mas para os que tem a minha idade deve ser fácil de lembrar. O desenho animado tinha um personagem chamado Tundro e é bem parecido com o animal reportado .


Com chifre de 1,2 m, novo dinossauro não temia nem tiranossauro
28 de maio de 2010
Uma nova espécie descoberta por paleontólogos de universidades dos Estados Unidos, Méxido e Canadá tinha os maiores chifres dos dinossauros. Segundo os cientistas, os chifres do Coahuilaceratops magnacuerna, que viveu há cerca de 72 milhões de anos, chegavam a 1,2 m. Os pesquisadores afirmam ainda que o animal era um gigante de 6,7 m de comprimento e entre 1,8 m e 2,1 m de altura nos ombros e na bacia. "Coahuilaceratops adultos não tinham medo dos grandes predadores tiranossauros", diz Andrew Farke, que participou da pesquisa.

Apesar do tamanho, os pesquisadores não têm certeza de qual era a função dos chifres. Contudo, eles acreditam que o principal propósito era reprodutivo, para atrair fêmeas e também para brigas com rivais da mesma espécie.

O fóssil do animal foi encontra no Estado mexicano de Coahuila (referido no nome da espécie). "Nós sabemos muito pouco sobre os dinossauros do México e esse achado aumente imensuravelmente nosso conhecimento sobre os dinossauros que viveram no país durante o Cretácio tardio", diz Mark Loewen, da Universidade de Utah, que liderou a pesquisa.

A universidade explica que parte da América do Norte, durante o período do Cretácio tardio (de 97 milhões a 65 milhões atrás), teve um aumento do nível dos oceanos, o que resultou em um mar quente e raso que se estendia dos Golfo do México até o oceano Ártico, dividindo em duas partes a região. Este dinossauro vivia em uma península conhecida como Laramidia e que era exprimida entre a montanhas no oeste e o mar no leste. A América Central ainda não havia sido formada.

Baseados no desenvolvimento do crânio e do esqueleto encontrados, os cientistas acreditam que o espécime era um adulto e estava velho. Outro fóssil da mesma espécie foi encontrado no local, mas de um animal jovem. Segundo os pesquisadores, o comprimento e a altura indicam que ele era um dos maiores herbívoros do ecossistema da época.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O SUPERPREDADOR BRASILEIRO




Superpredador brasileiro espanta e vira destaque internacional
14 de maio de 2010

O paleontólogo Sérgio Cabreira trabalha no fóssil do Prestosuchus chiniquensis, uma espécie de tecodonte. Veículos internacionais como os britânicos Telegraph, Daily Mirror, além de Fox News, destacaram a descoberta
Foto: Ulbra/Divulgação


Andressa Tufolo
Matheus Pessel

A descoberta de um fóssil quase completo do superpredador tecodonte Prestosuchus chiniquensis, no município de Dona Francisca, no Rio Grande do Sul, atraiu a atenção da imprensa internacional. Após apresentação feita pela Universidade Luterana do Brasil (Ulbra), na última segunda-feira, dia 10, veículos como os britânicos Telegraph, Daily Mirror e Fox News repercutiram a notícia da espécie que tinha aproximadamente 7 m de comprimento e pesava 900 kg. O animal viveu no período Triássico (há aproximadamente 238 milhões de anos) e é um ancestral dos dinossauros.

Segundo o paleontólogo Sérgio Cabreira, responsável pelo achado, a imprensa internacional não está acostumada com trabalhos na América do Sul. Países como Estados Unidos, Alemanha, Inglaterra, defendem a sua própria cultura científica. "Aí, nesse conjunto, nós, brasileiros aqui do Sul, descobrimos algo completo com estruturas que não haviam sido encontradas antes. Isso mexe com o contexto", afirma. De acordo em ele, o Brasil está em ascensão no cenário internacional e já é visto com respeito. "Não precisamos mais de suporte externo, temos estrutura."

O pesquisador ressalta também que essa região do município de Dona Francisca é um dos sítios de fósseis mais importantes do mundo. "A área explorada ainda é pequena. Quando o processo de pesquisa for formatado realmente, nós vamos encontrar dezenas de fósseis".

Apesar de o fóssil ter sido achado há cerca de 30 dias após chuvas que expuseram parte do material, a descoberta reflete um trabalho de seis anos de projeto, conta Sérgio Cabreira. "Temos feito vários achados de material na área. Há três anos, encontramos neste mesmo local, duas vértebras muito grandes desse Arcossauro. Nessa oportunidade, eu já tinha uma ideia do belo material que estava para encontrar. A erosão expôs uma margem do material e o limpamos. Entendemos que se travava de algo importante", afirmou.

O cientista acredita que esse animal tenha sido soterrado pela enchente poucos dias após a sua morte. "Encontramos um fóssil com crânio, coluna cervical, cauda, em excelente estado de preservação. O fóssil fala por ele mesmo." Depois da divulgação das imagens, paleontólogos de diversas regiões visitaram o local.

O grupo ao qual o animal pertence representa os primeiros arcossauros que atingiram um grande tamanho. "Não conseguiremos entender esse frisson da imprensa internacional se não olharmos para o cenário científico", explicou referindo-se a todas as implicações históricas, científicas e sociais do trabalho.

Existem leis que regem o patrimônio científico brasileiro. A divulgação das descobertas é essencial para criar uma guarda em torno desse patrimônio, segundo o paleontólogo. "Devemos expor esse material para disseminar a conquista de todos os brasileiros. Além disso, o fato permite com que a sociedade e os políticos tomem providências para o aproveitamento e cercamento de áreas."

O fóssil do tecodonte Prestosuchus chiniquensis continuará sendo estudado em território nacional. Ele agora entra em um circuito de tratamento, com clima e acondicionamento adequados. Antes de que os cientistas possam manusear os fósseis encontrados, são feitas réplicas dos materiais. Geralmente essas cópias é que são apreciadas em museus, enquanto a original é utilizada em pesquisas.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

SOMOS EM PARTE NEANDERTAIS




Segundo o cientista Svante Pääbo, do Instituto Max Planck, na Alemanha, genoma do Neandertal indica que ele cruzou com humanos


06 de maio de 2010
Foto: Instituto Max Planck/Divulgação

Cientistas do Instituto Max Planck de Antropologia Evolucionária, na Alemanha, conseguiram, após quatro anos, sequenciar 60% do genoma do homem de Neandertal, que desapareceu do planeta há 30 mil anos. De acordo com o instituto, análises iniciais dos quatro bilhões de pares do DNA dos Neandertais indicam que eles cruzaram com humanos e deixaram sua marca no genoma do homem moderno.

Segundo os cientistas, o sequenciamento é baseado na análise de cerca de 1 bilhão de fragmentos de DNA de diversos ossos de Neandertais encontrados na Croácia, Rússia e Espanha, além do Neandertal original, encontrado na Alemanha. A maior parte da análise se deu sobre 400 mg de pó de osso de três fêmeas que viveram há 38 mil anos onde hoje fica a cidade croata de Vindija. Os pesquisadores ainda desenvolveram meios de distingui-los dos DNAs de micróbios que viviam nos ossos ao longo de 40 mil anos.

A análise inicial indica que, ao contrário do que muitos pesquisadores acreditavam, humanos e Neandertais cruzaram e, entre 1% e 4% do DNA dos humanos modernos é originário dos Neandertais. "Aqueles que vivem fora da África carregam um pouco do DNA Neandertal em si", diz Svante Pääbo, que liderou a pesquisa.

Os cientistas chegaram a essa conclusão após comparar o genoma com o de pessoas que vivem na Europa, Ásia e África. Eles descobriram que aqueles que vivem fora da África estão mais próximos dos Neandertais do que quem vive no continente, o que sugere uma contribuição do DNA do Neandertal dos não-africanos, sejam eles originários da Europa, leste asiático ou Melanésia. O surpreendente é que não há vestígios de que eles tenham chegado ao leste da Ásia, eles viveram apenas no continente europeu e oeste asiático.

Os cientistas acreditam, portanto, que esse cruzamento tenha ocorrido antes que o homo sapiens tenha se dividido em diversos grupos na Europa e Ásia, provavelmente em um período entre 100 mil e 50 mil anos antes da população humana se propagar para o leste da Ásia. Achados arqueológicos indicam que os Neandertais e os humanos viveram no mesmo período no Oriente Médio.

Diferenças
Outro ponto no qual os pesquisadores se focaram foi nas diferenças entre o homem moderno e o parente extinto. Ao comparar os genomas, eles identificaram diversos genes que podem ter sido importantes na evolução humana, como aqueles relacionados às funções cognitivas, metabolismo e o desenvolvimento do crânio, clavícula e das costelas. Contudo, os cientistas afirmam que novas análises devem ser feitas para se tirar conclusões sobre a influência desses genes.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

HOMINÍDEOS






08/04/2010
Cientistas identificam possível novo ancestral do homem na África do Sul
Jonathan Amos
da BBC News


Um cientista da universidade de Witwatersrand, na África do Sul, anunciou ter descoberto fósseis de duas criaturas hominídeas com mais de dois milhões de anos, que poderiam ser o elo entre espécies mais antigas e as mais modernas, conhecidas como Homo, entre as quais está a de pessoas atuais.

Lee Berger afirmou à BBC que a descoberta, nas cavernas de Malapa, perto de Joanesburgo, foi feita por acaso em 2008, quando ele e o filho de 9 anos passeavam no local, identificado como um potencial sítio arqueológico graças a uma aplicativo do Patrimônio Histórico Mundial acoplado ao programa Google Earth.

A descoberta do Australopithecus sediba foi publicada na última edição da revista científica "Science", e os cientistas que assinam o artigo dizem que os esqueletos preenchem uma brecha importante no desenvolvimento das espécies hominídeas.

"Eles estão no ponto em que acontece a transição de um primata que anda sobre duas pernas para, efetivamente, nós", disse Berger.

"Acho que provavelmente todos estão conscientes de que este período, entre 1,8 milhão a 2 milhões de anos atrás, é um dos mais mal representados em toda a história fóssil dos hominídeos. Estamos falando de um registro muito pequeno, um fragmento."

Sepultamento rápido

Muitos cientistas veem os australopitecos como ancestrais diretos do Homo, mas a localização exata do A. sediba na árvore genealógica humana vem causando polêmica. Alguns acreditam que os fósseis podem ter sido da espécie Homo.

O que se sabe é que as criaturas de Malapa viveram às vésperas do domínio da espécie Homo. Inclusive, alguns esqueletos encontrados na África Oriental atribuídas a espécies de Homo seriam até um pouco mais antigos que as novas descobertas.

Mas o A. sediba apresenta uma mistura de detalhes e características como dentes pequenos, nariz proeminente, pélvis muito avançada e pernas longas semelhantes às que temos atualmente.

No entanto, a espécie tinha braços muito longos e um crânio pequeno que lembra o das espécies Australopithecus, muito mais antigas, à qual Berger e seus colegas associaram a descoberta.

Os ossos foram encontrados a cerca de um metro uns dos outros, o que indicaria que eles morreram na mesma época ou pouco tempo depois do outro.

Os especialistas dizem que os fósseis podem até ser de mãe e filho e que é razoável presumir que pertenciam ao mesmo bando.

Não se sabe se eles moravam no complexo de cavernas em Malapa ou se acabaram presos por ali, depois que ter sido arrastados para um lago ou piscina subterrâneos, talvez durante uma tempestade.

Os ossos dos dois espécimes foram depositados perto de outros animais mortos, entre eles um tigre dente-de-sabre, um antílope, ratos e coelhos. O fato de nenhum dos corpos ter sinais de ter sido comido por outros animais indica que morreram e foram sepultados repentinamente.

"Achamos que deve ter havido algum tipo de calamidade na época que tenha reunido todos esses fósseis na caverna, onde ficaram presos e, finalmente, sepultados", afirmou o professor Paul Dirks, da universidade James Cook, na Austrália.

Todos os ossos ficaram preservados em sedimentos clásticos calcificados que se formam no fundo de poças d'água.

segunda-feira, 22 de março de 2010

HOMO SAPIENS E HOMO NEANDERTHALENSIS




Crânios de um Homo sapiens (à direita) e de um Homo neanderthalensis são exibidos no Museu Smithsonian, em Washington DC. A mostra, sobre a origem e a evolução do homem, foi aberta nesta quarta-feira 17/03/2010.

AFP

sexta-feira, 19 de março de 2010

O VELOCIRÁPTOR CHINÊS



Carnívoro era rápido e ágil.
(Foto: Jonah Choiniere/Divulgação)
19/03/10

Pesquisadores descobrem nova espécie feroz de dinossauro
Animal é parente do famoso velociráptor e do tiranossauro rex.
Fóssil foi encontrado no interior da China.

Uma nova espécie de dinossauro parente do famoso – e violento – velociráptor foi descoberta no interior da China por dois estudantes de doutorado. Muito bem conservado, o esqueleto mostra que o animal tinha cerca de 2,5 metros e pesava 25 quilos. O réptil foi batizado de Linheraptor exquisitus.

Os pesquisadores, da Universidade College London e da Universidade George Washingtonm acreditam que o bicho era rápido e ágil, e se alimentava de pequenos dinossauros de chifre como os triceratops.




Esqueleto, quase completo, foi encontrado na China.
(Foto: David Hone/Divulgação)


O Linheraptor foi classificado no grupo theropoda, que inclui carnívoros como o tiranossauro rex, e que evoluiu para os pássaros de hoje. A descoberta foi publicada na revista científica “Zootaxa”.

quinta-feira, 11 de março de 2010

A RAINHA DESCONHECIDA





















Uma missão de arqueologia francesa descobriu, perto do Cairo, o sarcófago de uma rainha da sexta dinastia até agora desconhecida, anunciou nesta quarta-feira o serviço de antiguidades egípcias.

Identificada como Bahnu, ela foi "uma das rainhas da sexta dinastia, que reinou no Egito de 2.374 a 2.192 antes de Cristo. Mas, por enquanto, não sabemos se era esposa de Pepi 1º (2.354-2.310) ou de Pepi 2º (2.300-2.206)", revelou, em comunicado, o chefe do Conselho Supremo de Antiguidades (CSA), Zahi Hawass.

Segundo Philippe Collombert, chefe da equipe francesa, se tratava "provavelmente" da esposa de Pepi 2º.

"Estamos contentes por acrescentar uma rainha até agora desconhecida à história do Egito", disse à AFP Collombert, que é diretor da missão arqueológica francesa de Saqqara e professor da Universidade de Genebra.

A missão fazia escavações na pirâmide que se revelou ser da rainha Bahnu, situada entre um grupo de pirâmides de rainhas, perto da do faraó Pepi 1º, ao sul da pirâmide escalonada de Saqqara, ao sul do Cairo.

A equipe descobriu o sarcófago de 2,6 metros de comprimento e um de altura na câmara funerária.

Em uma lateral do sarcófago, hieróglifos indicam que a rainha é "a esposa do rei e sua amada".

No entanto, a câmara sofreu alguns saques, provavelmente na época do "primeiro período intermediário" (por volta de 2.200 antes de Cristo).

No interior do sarcófago não há mais nada além de bandagens de linho que serviram para envolver a múmia de Banhu, pedaços de madeira, fragmentos ósseos e cacos de cerâmica.

Galal Muawad, inspetor de antiguidades que trabalhou com a equipe francesa, destacou que descobertas deste tipo são muito pouco frequentes.

"A raridade deste sarcófago (...) se deve ao fato de que o corpo principal é de granito rosa, enquanto a tampa é de basalto negro", disse.

A MAIS ANTIGA OBRA DE ARTE


Fotografia do Museu da Flórida mostra mamute gravado em osso fóssil encontrado em Vero Beach e que pode ser a peça de arte mais antiga das Américas, com 13 mil anos, segundo especialistas. Exames feitos até agora indicam que o material é autêntico, porém novos testes ainda serão feitos.
Efe/Florida Museum

A AVE E O OVO





















Cientistas retiram DNA de casca de ovo de pássaro extinto

Entre as espécies extintas, os cientistas conseguiram isolar moléculas do DNA do chamado pássaro-elefante, do gênero Aepyornis

10 de março de 2010
Foto: BBC Brasil

Cientistas de uma equipe internacional conseguiram isolar moléculas de DNA de espécies de pássaro extintas, segundo artigo publicado na revista especializada em biologia Proceedings of Royal Society B.

Os pesquisadores concluíram que a casca do ovo de pássaros extintos é uma rica fonte de DNA preservado.

Entre as espécies extintas, os cientistas conseguiram isolar moléculas do DNA do chamado pássaro-elefante, do gênero Aepyornis, que viveu em Madagascar e chegava a três metros de altura. Os pesquisadores usaram a mesma técnica em cascas de ovos de emas, patos e do extinto moa, um tipo de avestruz que existiu apenas na Nova Zelândia.

A equipe afirma que a técnica vai permitir aos pesquisadores aprender mais sobre os pássaros extintos e sobre as razões que levaram à sua extinção. "Há anos pesquisadores vinham tentado, sem sucesso, isolar o DNA de um fóssil de casca de ovo", disse Charlotte Oskam, da Universidade de Murdoch, na Austrália, uma das autoras da pesquisa.

"O problema foi que eles estavam usando o método para retirada de DNA de ossos, que não se aplicava ao fóssil de uma casca de ovo."

Pássaro-elefante
Pesando cerca de meia tonelada, o pássaro-elefante foi a ave mais pesada que já existiu. O Aepyornis parecia um avestruz gigante, chegando a três metros de altura. A maioria deles morreu há cerca de mil anos.

O arqueólogo Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, na Inglaterra, espera que a análise do DNA do pássaro traga luz sobre as razões que levaram ao seu desaparecimento. A extinção coincidiu com a chegada dos humanos ao habitat natural da ave, a região em que hoje fica o país Madagascar, no sudeste africano.

O mistério, segundo Parker, é que não há provas de que os humanos tenham caçado o animal. "Não há provas sequer de que os humanos tenham comido seus ovos - e um deles faria uma omelete para 30 pessoas", disse o arqueólogo à BBC News.

O pássaro-elefante pode ser a base para várias lendas envolvendo pássaros gigantes. O explorador Marco Pólo chegou a dizer, erroneamente, que esses pássaros podiam voar. Também há histórias de pássaros que podiam levantar elefantes nos contos das 1001 Noites.

Já há esqueletos completos do pássaro-elefante, mas ao analisar seu DNA, os pesquisadores esperam formar uma imagem mais detalhada da criatura.

terça-feira, 9 de março de 2010

DINOCÃO



O ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes.


04/03/2010 - 09h00
Paleontólogos descobrem mais antigo ancestral dos dinossauros
Um grupo de paleontólogos americanos descobriu um ancestral dos dinossauros que habitou a Terra 10 milhões de anos antes que o mais antigo dos répteis gigantes.

O Asilisaurus kongwe, uma criatura quadrúpede do tamanho de um cachorro, que é tão próxima do dinossauro quanto os chimpanzés são do homem, foi descoberto na Tanzânia, leste da África.
O resultado dos estudos a respeito desses antepassados dos dinossauros que datam de 245 milhões de anos atrás foi publicado na última edição da revista científica Nature.

"Essa nova evidência sugere que (os dinossauros) foram realmente apenas um dos diversos grandes e distintos grupos de animais que explodiram em diversidade durante o período Triássico", disse Sterling Nesbitt, pesquisador da Universidade do Texas e líder do estudo.

Randall Irmis, membro do Museu de História Natural de Utah, nos Estados Unidos, que também participou da pesquisa, disse em entrevista à repórter Victoria Gill da BBC News que essa criatura era "o parente mais próximo dos dinossauros".

"Eles estão para os dinossauros como os chimpanzés estão para os humanos – como primos", disse Irmis.
O pesquisador revelou também que o animal não era o que os paleontólogos esperavam.

"Era uma pequena e estranha criatura. Nós sempre pensamos que os mais antigos parentes (dos dinossauros) fossem animais pequenos, bípedes e carnívoros. Esses animais andavam sobre quatro patas e tinham bicos e dentes de herbívoros", explicou à BBC.

'Experimento mal-sucedido'
Os paleontólogos encontraram fósseis de pelo menos 14 ossadas no sul da Tanzânia, o que possibilitou a reconstituição quase completa de um esqueleto do Asilisaurus kongwe.

Esses animais tinham entre 45 e 90 centímetros de altura, de 0,9 a 3 metros de comprimento e pesavam de 10 a 30 quilos.

Os estudos sobre o espécime indicam que esses primos dos dinossauros entraram em extinção 45 milhões de anos depois do seu surgimento. Os dinossauros, porém, foram mais bem sucedidos, pois habitaram o planeta Terra por 165 milhões de anos.

O paleontologista do Museu de História Natural de Londres Paul Barrett explicou que essa criatura "foi como um experimento mal-sucedido de como criar um dinossauro".

Segundo ele, a descoberta proporciona aos cientistas uma importante informação sobre a evolução dos dinossauros.

"Essas criaturas compartilharam muitas características com os dinossauros", disse. "Eles nos mostram um estágio intermediário entre os répteis mais primitivos e os dinossauros mais específicos".

quarta-feira, 3 de março de 2010

COBRAS E LAGARTOS





Imagem feita em 2008 mostra o fóssil de uma cobra Sanajeh indicus,de 76 milhões de anos, com restos de ovos de saurópodes, achado na Índia. A descoberta indica que as cobras pré-históricas comiam dinossauros recém-nascidos, segundo estudo publicado por cientistas na revista PLoS Biology AP/Wilson et al. 2010, PLoS

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PRIMO DO T-REX





Tiranossauro "bailarino" é desenterrado na Mongólia

06/10/2009

New Scientist

Diga "tiranossauro" e a maioria das pessoas imagina uma besta pesada, com uma série de dentes enormes e caráter brutal. Mas o mais recente membro da família tinha a constituição mais semelhante a de uma bailarina.

O esqueleto quase intacto de Altai Alioramus foi escavado a partir de rochas de 65 milhões de anos de idade no deserto de Gobi, na Mongólia.


Concepção artística do Alioramus altai, o bailarino pneumático da família dos tiranossauros, que foi desenterrado na Mongólia
Todos os outros dinossauros descobertos até então --até mesmo o "protótipo" de T. Rex, o pequenino Raptorex, recentemente descoberto-- têm semelhanças no tronco grande com cabeça curta, maxilares maciços e corpos com constituição bastante robusta. O Alioramus quebrou o "molde" com uma cabeça alongada e fina, mandíbulas fracas e corpo delgado. Não fossem os oito pequenos chifres protuberantes na cabeça e no focinho, teríamos a personificação da "dino-elegância".

Exemplares da espécie totalmente crescidos provavelmente chegavam aos 8 metros de comprimento --o T. Rex chegava a 13 metros. Sua longa cabeça e mordida fraca não se equiparava à trituração que os outros tiranossauros podiam fazer com os ossos das vítimas. Mas o que faltava em força e poder era convertido em velocidade e agilidade.

Dinos pneumáticos

O Alioramus possuía receptáculos de ar que atravessavam as vértebras no seu pescoço e coluna vertebral, e que eram utilizados para uma respiração ultraeficiente. As aves modernas --descendentes da ordem dos dinossauros à qual os tiranossauros pertencem-- têm anatomia similar. Fisiologicamente, o ar preenche essas cavidades quando aves inspiram e, em seguida, os fluxos vão dos ossos aos pulmões quanto expiram. Isso significa que os pulmões têm um fluxo constante de ar fresco e podem extrair até duas vezes e meia de oxigênio na respiração, quando esses animais são comparados com mamíferos.

Ossos altamente pneumáticos também teriam feito o Alioramus extremamente leve para o seu tamanho. Os anéis de crescimento mostram que a espécie do deserto de Gobi era um jovem de 9 anos de idade, cujo peso girava em torno dos 370 kg quando morreu. Nessa idade, seu "primo-irmão" Tarbosaurus pesava o dobro. O T. Rex, entretanto, pesava pelo menos cinco toneladas.

"O Alioramus era mais bailarino que o Tarbosaurus", disse Steve Brusatte, do Museu Americano de História Natural, em Nova York. "E certamente, devido às presas menores, ele se baseou mais na velocidade e força do que na força bruta."

MURALHA DE JERUSALÉM




Arqueólogos israelenses descobriram em escavações feitas na cidade antiga de Jerusalém os restos de uma muralha do século 10 a.C que podem confirmar a descrição bíblica dos tempos do rei Salomão.

Efe

OS MAIORES DINOSSAUROS






















Ilustração mostra como pode ter sido o Abydosaurus mcintoshi, nova espécie de dinossauro recém-descoberta

24/02/2010

Uma nova espécie de dinossauro, denominada Abydosaurus mcintoshi, foi descoberta por paleontólogos norte-americano em escavações no Estado de Utah. O animal era um saurópode, grupo de animais quadrúpedes e gigantescos, com pescoço alongado e que se alimentava de plantas, do qual fez parte o mais conhecido braquiossauro.

A descoberta é rara, pois, devido à fragilidade, a grande maioria dos crânios dos saurópodes não foi preservada.

Em apenas oito das mais de 120 variedades conhecidas de saurópodes foi possível recuperar crânios completos fossilizados. Agora, os cientistas encontraram quatro, dos quais dois notadamente intactos.

“Com relação ao seu corpo, as cabeças dos saurópodes eram mais leves do que as dos mamíferos, e estavam posicionadas no fim de pescoços muito longos. Em vez de ossos espessos reunidos, os crânios dos saurópodes eram feitos de ossos finos agrupados por tecido macio. O resultado é que os crânios geralmente se desmanchavam após a morte do animal, desintegrando-se em seguida”, explicou Brooks Britt, da Universidade Brigham Young, um dos autores do estudo.

A descrição da espécie a partir dos fósseis de 105 milhões de anos será publicada em breve no periódico Naturwissenshaften. Parte dos fósseis está em exibição temporária no Museu de Paleontologia da universidade, em Provo, em Utah.

A análise dos ossos indicou que o abidossauro era um parente próximo do braquiossauro, que viveu cerca de 45 milhões de anos antes. Os fósseis encontrados pertenceram a quatro espécimes jovens.

Devido à raridade dos crânios fossilizados, a maior parte do que se sabe sobre os saurópodes deriva de estudos feitos do pescoço para baixo. Os crânios encontrados agora dão pistas de como os maiores animais que já viveram sobre a terra se alimentavam.

“Eles não mastigavam os alimentos: apenas pegavam e engoliam. Os tamanhos dos crânios inteiros representam menos de um centésimo do volume corporal do animal, que não contava com um sistema de mastigação elaborado”, disse Britt.

Os saurópodes eram herbívoros e trocavam de dentes durante toda a vida. No Jurássico, exibiam muitos tipos de dentes diferentes, mas no fim da era dos dinossauros passaram a ter dentes mais finos. Os dentes do abidossauro representam bem essa transição para dentes menores e com substituição mais frequente.

*Com informações da Agência Fapesp

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A MAIS ANTIGA CAMINHADA






















Cientistas acham pegada mais antiga de animal de quatro patas; veja
Da BBC Brasil
07/01/2010

A prova mais antiga de um animal de quatro patas caminhando no solo foi descoberta na Polônia.

Rochas de uma mina desativada nas montanhas da Santa Cruz, na Polônia, trazem "pegadas" de uma criatura desconhecida que viveu há 397 milhões de anos.

O artigo com a descoberta é o destaque de capa da revista científica Nature. Segundo os cientistas, é possível inclusive perceber os "dedos" do animal.

A equipe de cientistas afirma que com a descoberta é um indício de que os primeiros vertebrados terrestres podem ter aparecido milhões de anos antes do que se acreditava.

"Este lugar revelou o que eu considero alguns dos fósseis mais incríveis que já achei na minha carreira como paleontólogo", disse Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou na pesquisa.

"As pegadas nos dão o registro mais antigo de como nossos ancestrais distantes saíram da água, se moveram pelo solo e deram seus primeiros passos."

Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).

O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de tamanho. A equipe de cientistas da Polônia e da Suécia criou uma imagem hipotética do animal a partir da pegada.

Antes da descoberta na Polônia, o fóssil mais antigo com características semelhantes era de 375 milhões de anos atrás.

FRAGMENTO DA ERA DE DAVID





Arqueólogos decifram mais antiga inscrição hebraica em Israel
Da AFP
07/01/2010

A mais antiga inscrição hebraica, que data do século X antes da era cristã, foi decifrada por uma equipe de arqueólogos, anunciou nesta quinta-feira o departamento de Estudos Bíblicos da Universidade de Haifa (norte de Israel).

Segundo um comunicado da universidade, o arqueólogo israelense Gershon Galil conseguiu provar que a inscrição, feita a tinta em um fragmento de cerâmica, datado do reinado de David, é o mais antigo texto hebraico já descoberto.

O fragmento de 15 por 16,5 centímetros foi encontrado há um ano e meio, em escavações coordenadas por outro arqueólogo, Yosef Garfinkel, no sítio de Khirbet Qeyfa, perto do vale de Elah, na região de Jerusalém.

A inscrição fala sobre o tratamento dedicado aos pobres, escravos, estrangeiros, viúvas e órfãos, explica o comunicado. As palavras utilizadas são especificamente hebraicas e os conceitos aos que se referem estão relacionados à Bíblia.

CONSTRUTORES DE PIRÂMIDES




Túmulos indicam que construtores de pirâmides eram trabalhadores livres
Associated Press
11/01/2010

Arqueólogos egípcios descobriram um novo conjunto de túmulos dos trabalhadores que construíram as grandes pirâmides, lançando nova luz sobre como eles viveram e se alimentaram, há mais de 4.000 anos.

Zahi Hawass, diretor do Supremo Conselho de Antiguidades do Egito, disse neste domingo (10) que os túmulos são importantes porque eles mostram que as pirâmides não foram feitas por escravos, como há muito tempo se considera, mas por trabalhadores livres.

Amr Nabil/AP

Ossos atribuídos a trabalhadores que construíram as pirâmides, na 4ª dinastia, são vistos em um túmulo ao lado delas, em Gizé, no Egito
"Estes túmulos foram construídos ao lado da pirâmide, o que indica que estas pessoas não eram de modo algum escravos", disse o diretor.

"Se fossem escravos, elas não teriam permissão para construir seus túmulos neste local", explica ele.

Os túmulos, achados em Gizé, são da época da 4ª dinastia do Egito (2.575 a.C. a 2.467 a.C), quando as grandes pirâmides foram construídas, diz Hawass. Elas são as últimas "antigas maravilhas do mundo" que permanecem de pé.

Os arqueólogos também descobriram que os aproximadamente 10.000 trabalhadores que trabalhavam nas pirâmides comeram búfalos e carneiros enviados a eles de fazendas no norte e sul do Egito.

Havia uma rotação de trabalhadores a cada três meses e os locais de enterro foram destinados àqueles que morreram durante a construção, acrescentou Hawass.

MOEDAS DE 2300 ANOS




12/01/2010
Arqueólogos acham construção de cerca de 2.300 anos em Gaza

France Presse, em Gaza

Ao menos mil moedas "antigas" e vestígios de uma construção de cerca de 2.300 anos foram descobertos no sul da Faixa de Gaza, na zona da cidade de Rafah, informou nesta segunda-feira (11) o governo dirigido pelo movimento Hamas.

"A descoberta mais importante são moedas antigas de prata, pequenas e grandes", diz Mohammed al Agha, ministro do Turismo e das Antiguidades. A época das moedas não foi informada.

A equipe de arqueólogos encontrou ainda vestígios de muros e um pórtico cuja construção deve datar de 320 a.C.

Também foi descoberto um compartimento subterrâneo "misterioso", cuja entrada está obstruída, e que pode ser uma tumba.

A Autoridade Palestina realizou numerosas escavações arqueológicas nesta região nos anos de 1990, e este é o primeiro achado importante sob o governo do Hamas, que dirige a região há dois anos e meio.

As escavações prosseguem na mesma zona onde há numerosos túneis que os palestinos utilizam para contrabandear produtos do Egito, devido ao bloqueio israelense na fronteira.

O GATO DE ALEXANDRIA





19/01/2010
Arqueólogos 2010 descobrem restos de templo do século 3 a.C.
Efe, no Cairo

Uma missão arqueológica egípcia descobriu em Alexandria os restos de um templo ptolomaico dedicado à deusa Bastet e pertencente à rainha Berenice, esposa de Ptolomeu 3, cuja construção remonta ao século 3 antes de Cristo.

Segundo um comunicado divulgado hoje pelo Conselho Supremo de Antiguidades egípcio (CSA), a expedição, que foi liderada pelo diretor de Antiguidades do Baixo Egito, Mohammed Abdel Maksoud, também desenterrou 600 diferentes objetos daquela época.

AP

Entre os objetos que foram resgatados pela expedição estão a figura da deusa Bastet, representada por um gato (na foto)
A nota explica que a descoberta foi feita durante escavações rotineiras na região de Kom al-Dikka, na cidade mediterrânea de Alexandria, dentro de um recinto militar.

O secretário do CSA, Zahi Hawas, assegurou que o templo tem dimensões de 60 metros de comprimento por 15 de largura e se estende sob a rua Ismail Fahmi.

Segundo Hawas, a construção foi destruída na última época da era ptolomaica quando usada para construções, o que provocou o desaparecimento de muitos de seus blocos de pedra.

Entre os objetos que foram resgatados pela expedição estão a figura da deusa Bastet, representada por um gato, considerada a deusa da proteção e da maternidade. Isso indica, segundo Maksoud, que o templo era dedicado a essa deusa.

Maksoud ressaltou que foram encontradas três estátuas de Bastet em diferentes pontos da escavação junto a outras figuras esculpidas em pedra de um menino e uma mulher.

Além disso, foram encontrados potes de barro, estátuas de bronze e louça de diferentes divindades do antigo Egito, além de representações de terracota dos deuses Harpócrates (Horus menino) e Ptah.

URSO VENDIDO




Funcionária de uma casa de leilões londrina se prepara para vender um esqueleto de um urso que viveu na era do gelo. A ossada foi vendida por cerca de US$ 40 mil

DINOSSAURO GAÚCHO




Restos fossilizados de dinossauro são encontrados no Rio Grande do Sul.
27/01/2010
Paleontólogos brasileiros anunciaram a descoberta de um pequeno dinossauro carnívoro no município de São João do Polêsine, na Formação Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul.

Os pesquisadores do projeto ULBRA Paleontologia, encontraram mais um esqueleto de uma mesma espécie que já haviam descoberto há um ano. Os restos fossilizados pertencem a um pequeno dinossauro de 50 cm de altura e aproximadamente 1,3 m de comprimento, com peso de cerca de 8 quilos. Eles teriam vivido há 228 milhões de anos.

A descoberta aconteceu em novembro de 2009, quando uma pequena vértebra foi avistada pelo biólogo André Augusto Brodt, que acompanhava uma expedição de busca.

O novo animal deve ser carnívoro e remonta à origem dos dinossauros. Segundo os paleontólogos da expedição Tiago Raugust, Sérgio Dias da Silva e Rodrigo Carrilho, os fósseis de dinossauros do período Triássico são raríssimos e não há mais que uma dezena de achados em todo o mundo.

Segundo Dias da Silva, o Rio Grande do Sul, e esta localidade em particular, tem muito a explicar sobre a diversificação inicial do grupo, já que este é o sexto tipo diferente de dinossauro Triássico encontrado no Estado.

“Esse achado reforça a idéia de que esse grupo tão diverso e bem sucedido no Jurássico e Cretáceo (períodos geológicos subsequentes ao Triássico) se diversificou em vários grupos, ainda no Triássico, e apenas alguns poucos milhões de anos após o seu surgimento na Terra”, afirma Dias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A COR DOS DINOSSAUROS






















27/01/2010
AP Photo/University of Bristol/ Jim RobinsReconstrução de como seria o Sinosauropteryx, dinossauro laranja com a cauda com listras brancas.

Cientistas identificaram pela primeira vez a cor de um dinossauro. E não, ele não era verde. O Sinosauropteryx possuía cerdas simples, precursoras das penas, em um tom alaranjado com listras brancas na cauda. Já a espécie de ave antiga Confuciusornis tinha manchas brancas, pretas e laranja escuro.

A pesquisa da Universidade de Bristol, na Inglaterra, ajuda ainda a descobrir a função original das penas. “Se elas foram usados para voar, para isolamento térmico ou para serem vistosas. Sabemos agora que as penas vieram antes das asas, assim as penas não são originalmente para voar”, diz Mike Benton, professor de Paleontologia da Universidade.

Segundo ele, isto mostra que as penas surgiram inicialmente como agentes para mostrar cores. As funções de termoregulação e facilitadora para o voo só viriam depois.

Os pesquisadores identificaram dois tipos de melanossomas, organelas presentes nos pelos e penas dando sua coloração. Como é uma parte da estrutura da proteína dura da pena, a melanossoma sobrevive com a pena, mesmo por centenas de milhões de anos.

Estas descobertas confirmam que as aves evoluíram de uma longa linhagem de dinossauros carnívoros. Elas também demonstram que a evolução foi passo a passo durante 50 milhões de anos, durante os períodos Jurássico e Cretáceo.

O ELEFANTE DE 250 MIL ANOS

















Líder de vilarejo em Javal, na Indonésia, mostra os fósseis de um elefante que pode ter 250 mil anos, segundo arqueólogos do Instituto de Tecnologia Bandung.

Reuters/Sigit Pamungkas

JARRO DO SÉCULO 8




Efe/Provincia de Jeju

10/02/2010
Arqueólogos sul-coreanos encontram jarro de barro do século 8º

As autoridades da província-ilha de Jeju, Coreia do Sul, divulgaram nesta quarta-feira (10) imagem de um jarro de barro que consideram ser do século 8º.

Ele foi descoberto em um lago da caverna de Yongcheon, local considerado pela Unesco Patrimônio Natural da Humanidade.

O objeto foi encontrado durante escavações recentes realizadas por arqueólogos do Museu Nacional de Jeju --a data exata do achado não foi divulgada.

A ilha de Jeju, maior da Coreia do Sul, fica na extremidade sul do país e é a única província especial autônoma de lá.

MANDÍBULA





Mandíbula de um fóssil de rato recém-descoberto em Salt Lake City, nos EUA.

AP

UMA RUA DE 1500 ANOS



Reuters

O diretor de antiguidades Ofer Sion segura réplica de antigo mapa de Jerusalém

Uma rua de 1.500 anos, utilizada por peregrinos cristãos, foi descoberta na cidade velha de Jerusalém, anunciaram nesta quarta-feira arqueólogos israelenses.

Um pequeno vão da rua, que aparece em um mapa em mosaico da Terra Santa da época bizantina, foi descoberto em escavações próximo à porta de Jafa.

"Depois de tirar uma série de camadas arqueológicas a uma profundidade de 4,5 metros abaixo do nível da rua atual, descobrimos pedras utilizadas para pavimentar a rua", explicou o diretor da escavação, Ofer Sion.

A rua descoberta figura no mapa de Madaba, um mosaico que se encontra no interior da igreja bizantina de São Jorge, na pequena localidade de Madaba.

O mapa da cidade é o mais antigo da Terra Santa, explicou Ofer Sion.

As escavações, que devem durar mais algumas semanas, encontraram ainda os vestígios de um edifício construído posteriormente, vasilhas, moedas e peças de bronze.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TUTANCÂMON






















Foto de 2007 mostra a face de Tutancâmon em uma caixa climatizada em sua tumba, em Luxor, perto de Cairo. A ancestralidade do jovem faraó, um dos maiores mistérios do Egito Antigo, está prestes a ser desvendada graças a estudos de DNA, segundo anunciaram autoridades egípcias.

AFP/Cris Bouroncle

DENTE NEANDERTAL






















Imagem divulgada pela Universidade Szczecin nesta segunda-feira (1º) mostra um dos três dentes de Neandertal descobertos em uma caverna no sul da Polônia.

AP/Szczecin University

SARCÓFAGO APREENDIDO






















Divulgada foto de sarcófago apreendido em aeroporto nos EUA
22 de fevereiro de 2010

O sarcófago de Imesy foi confiscado por policiais americanos na aduana de Miami
Foto: EFE

O Conselho Nacional de Antiguidades do Egito divulgou nesta segunda-feira a foto de um sarcófago apreendido por oficiais da aduana na chegada à cidade de Miami, nos EUA. O sarcófago, que saiu ilegalmente do Egito na década de 70, estava em um voo proveniente da Espanha. As informações são da agência EFE.

De acordo com as autoridades responsáveis, o sarcófago contém a múmia de um homem chamado Imesy, pertencente à 21ª dinastia egípcia ( 1070 - 945 a.C.).

O sarcófago será devolvido ao secretário do Conselho Nacional de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, em uma cerimônia que ocorrerá em Washington, nos EUA.

MÚMIA DEVOLVIDA






















Foto cedida pelo Conselho de Antiguidades do Egito mostra um sarcófago de madeira de 1.081 a 931 a.C. O caixão, levado pelos EUA há mais de 125 anos, foi devolvido ao país, segundo o ministro da cultura egípcio Faruq Hosni.

AFP

O ESQUIMÓ DE 4 MIL ANOS





















DNA de homem que viveu há 4 mil anos na Groenlândia é decifrado

Reuters/Nuka Godfredsen 10/02/2010

As novas técnicas de sequenciamento permitiram decifrar os segredos do esquimó

Bastaram alguns cabelos conservados no solo gelado da Groenlândia para que as novas técnicas de sequenciamento permitissem decifrar os segredos do DNA de um homem que viveu há 4 mil anos, segundo uma pesquisa cujos resultados foram publicados pela revista Nature.

O homem, pertencente à cultura Saqqaq, a primeira conhecida na Groenlândia, tinha provavelmente a pele morena, os cabelos pretos e uma forte tendência à calvície, indicou Esle Willerslev, da Universidade de Copenhague, que dirigiu o estudo.

As análises de seu DNA mostram que o esquimó pré-histórico, geneticamente adaptado às temperatura geladas, corria riscos de sofrer de otites devido à cera muito seca que tinha no ouvido, explicou Willerslev durante uma audioconferência.

Deste homem, que viveu há 4 mil anos, os cientistas puderam sequenciar 79% do genoma que compreende 3 bilhões de pares de bases, graças à excelente conservação do DNA no solo gelado.

A análise do genoma consistiu nos cromossomos contidos no núcleo das células humanas (incluindo as do cabelo) e a pequena fração do DNA das mitocôndrias, antigas bactérias convertidas em centrais energéticas de nossas células.

Graças às novas tecnologias, o sequencianto do DNA dos cabelos encontrados no homem da Groenlândia pôde ser verificada vinte vezes, quando o decifrar do genoma humano normalmente só pode ser feito dez vezes.

Isso permitiu identificar mais de 350 mil variações ricas em informação sobre a origem do homem da Groenlândia.

Seu grupo sanguíneo (A+) e certas características genéticas mostram, segundo os cientistas, que ele vem de um grupo humano proveniente da Sibéria há 5.500 anos, 200 gerações antes de seu nascimento.

"As populações contemporâneas mais próximas às que esse homem está associado não são na realidade os Inuits, nem os groenlandeses e nem os índios da América, mas sim as populações do nordeste da Sibéria: os Nganassans, Koryaks e Chukchis", explica Willerslev.

A migração entre os continentes teria ocorrido há 5.500 anos através do estreito de Bering, que pode ter sido atravessado de barco. "Isso não se sabe, talvez o tenham feito das duas maneiras", disse o cientista.

O DNA encontrado na Groenlândia era de boa qualidade; apenas 0,8% pode ter sido "contaminado" por outro DNA humano mais recente, afirmam os cientistas.

TUTANCÂMON























Máscara de ouro do faraó Tutancâmon no museu do Cairo
AP/Amr Nabil 16/02/2010

O jovem e lendário faraó Tutancâmon, que teria morrido misteriosamente há mais de 3 mil anos, faleceu, na verdade, de malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Tutancâmon morreu tão jovem - aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiros - o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia, explica Zahi Hawass, responsável pelas antiguidades egípcias no museu do Cairo e principal autor do estudo.

Os pesquisadores se apoiaram em vários métodos, entre eles a radiologia e as análises do DNA para o trabalho, realizado em 16 múmias, com onze delas, incluindo a de Tutancâmon, sendo, aparentemente, membros da família real.

O estudo, realizado entre 2007 e 2009, buscava determinar os vínculos de parentesco e de sangue, e a existência de características patológicas hereditárias em Tutancâmon. Os mesmos permitiram identificar o pai do faraó, marido da lendária rainha Nefertiti.

"Estes resultados permitem pensar que uma circulação sanguínea insuficiente dos tecidos ósseos, que debilitou e destruiu parte da ossatura, combinada com malária, foi a causa mais provável da morte de Tutancâmon", ocorrida após uma fratura, explica Zahi Hawass, com trabalhos divulgados no jornal da Associação Médica americana (Jama) na edição de 17 de fevereiro.

O diagnóstico pôde ser estabelecido sobretudo graças aos exames genéticos, que revelaram uma série de más-formações na família Tutancâmon, como a doença de Kohler, que destrói células ósseas.

As análises de DNA também puseram em evidência a presença de três genes vinculados ao parasita Plasmodium falciparum, responsável pela malária em quantro múmias estudadas, entre elas a de Tutancâmon.

Tutankamón e seus ancestrais eram pouco conhecidos até a descoberta de sua tumba pelo britânico Howard Carter, que continha um grande tesouro, incluindo uma máscara mortuária em ouro maciço.

O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinam os cientistas.