segunda-feira, 5 de agosto de 2013

O HOSPITAL DOS CRUZADOS


Galeria de arcos com até 6 metros de altura faziam parte da arquitetura do hospital Galeria de arcos com até 6 metros de altura faziam parte da arquitetura do hospital na Cidade Velha de Jerusalém, há cerca de mil anos.
(Foto: Yoli Shwartz, courtesy of the Israel Antiquities Authority)


Hospital das Cruzadas com cerca de mil anos é descoberto em Jerusalém
Local era movimentado e abrigava até 2 mil pacientes em emergências.
Prédio ficava dividido por tipos de doenças e condições dos pacientes.


05/08/2013


Arqueólogos israelenses descobriram na Cidade Velha de Jerusalém uma estrutura de grandes dimensões que pertencia a um hospital do período das Cruzadas, há cerca de mil anos.

O local era muito movimentado e abrigava até 2 mil pacientes em situações de emergência, segundo um comunicado divulgado nesta segunda-feira (5) pela Autoridade de Antiguidades de Israel (AAI), que fez as escavações e encontrou uma galeria de arcos, de até 6 metros de altura, do período de 1099 d.C (chegada dos cruzados às muralhas de Jerusalém) até 1291 d.C.






















O edifício é de propriedade do Waqf, autoridade de bens inalienáveis islâmicos, e está situado no coração do bairro cristão da Cidade Velha de Jerusalém, em uma área conhecida como Muristan. Há cerca de dez anos, o lugar era ocupado por um movimentado mercado de frutas e verduras, mas desde então está em desuso.
Local chegava a atender até 2 mil pacientes Local chegava a atender 2 mil pacientes (Foto: Yoli
Shwartz, courtesy of the Israel Antiquities Authority)

De acordo com a pesquisa, a estrutura descoberta é apenas uma pequena parte do que foi um grande hospital, que parece abranger uma área que compreende 15 mil metros quadrados.

A arquitetura do prédio é caracterizada por vários pilares e abóbadas de mais de 6 metros de altura, o que sugere que esse foi um amplo lugar, composto por pilares, quartos e pequenas salas.

Os coordenadores da escavação, Renee Forestany e Amit Reem, também pesquisaram documentos da época para conhecer a história do centro ambulatório.

"Aprendemos sobre o hospital por documentos históricos contemporâneos, a maior parte em latim", contam. Eles ainda explicam que os textos mencionam a existência de um sofisticado hospital construído por uma ordem militar cristã chamada "Ordem de San Juan do Hospital em Jerusalém". Seus integrantes prometiam cuidar e atender peregrinos na Terra Santa, e, quando necessário, somar-se aos combatentes cruzados como "unidade de elite".

Assim como nos modernos hospitais, o edifício estava dividido em diferentes asas e departamentos, segundo a natureza das doenças e a condição dos pacientes. Os integrantes da ordem atendiam homens e mulheres de diferentes religiões e também acolhiam recém-nascidos abandonados em Israel. Os órfãos eram atendidos com grande dedicação e, quando adultos, passavam a integrar a ordem militar, segundo o comunicado.

A AAI destaca, no entanto, que os cruzados eram ignorantes em relação à medicina e à higiene, e como exemplo cita um depoimento da época relatando que um médico amputou a perna de um cavaleiro por uma pequena ferida infectada, levando o paciente à morte.

Grande parte do edifício desmoronou durante um terremoto em 1457 d.C., e suas ruínas ficaram sepultadas até o período do Império Otomano (1299-1922 d.C.). Na Idade Média, parte da estrutura foi usada como estábulo, onde foram encontrados ossos de cavalos e camelos.

sexta-feira, 12 de julho de 2013

O FÓSSIL DO LAGARTO MEXICANO


México: fóssil de lagarto que viveu há 23 milhões de anos é encontrado
Fóssil de lagarto com resquícios de tecido mole e pele foi descoberto no México
12 de Julho de 2013

Pesquisadores mexicanos descobriram um fóssil bem preservado de uma espécie de lagarto que viveu há 23 milhões de anos. O raro fóssil foi encontrado há alguns meses em um pequeno pedaço de âmbar em Simojovel, uma área do Estado de Chiapas conhecida por seus depósitos do material. O fragmento tem menos de cinco centímetros, mas contém "um completo e articulado animal que também preserva resquícios de tecido mole e pele", segundo informou à Agência EFE o cientista Francisco Riquelme.
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Apesar de ainda ser cedo para determinar a espécie do animal, exames preliminares sugerem que o lagarto pode pertencer a uma nova espécie do gênero Anolis. Esse gênero, considerado um exemplo da diversificação evolutiva, inclui centenas de diferentes espécies que ainda vivem nos trópicos. Esses animais são de fácil adaptação e conseguem viver em climas mais quentes.

O paleontólogo Gerardo Carbot estimou a datação do fóssil em 23 milhões de anos depois de examinar o pedaço translúcido de âmbar que encobre o lagarto. O achado está agora exposto no Museo del Ámbar de Chiapas.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

GUARDADO NA GAVETA HÁ 100 ANOS



Ossada de 'monstro' pré-histórico é achada em gaveta de museu

24/05/2013

O paleontólogo Oliver Hampe, do Museu de História de Natural de Berlim, na Alemanha, anunciou uma nova espécie de plesiossauro depois de ter achado as ossadas do animal pré-histórico em uma gaveta, onde estava guardada sem classificação há um século. O "Gronausaurus wegneri" era uma espécie de réptil marinho que media entre até 3,5 metros de comprimento e nadava em águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior - por serem terrestres, os dinossauros pertencem a um grupo diferente dos plesiossauros Naturkundemuseum Berlin

Cientistas alemães divulgaram a descoberta de uma nova espécie de plesiossauro, animal pré-histórico da época dos dinossauros, cujo esqueleto estava há cem anos engavetado sem classificação.

O Museu de História de Natural de Berlim anunciou na última semana a descoberta da espécie de réptil marinho Gronausaurus wegneri, que habitava águas costeiras e deltas de rios há cerca de 137 milhões de anos, no período do Cretáceo Inferior.

O paleontólogo Oliver Hampe, responsável pela descoberta, explicou não ser comum encontrar depósitos do Cretáceo Inferior pelo mundo, na comparação com o período Jurássico ou do Cretáceo Superior.

"Por isso, [a descoberta] faz aprendermos mais sobre a evolução no período, principalmente do grupo dos Plesiossauros."

O "monstro" pré-histórico, como é chamado pelo museu, media entre 3 metros a 3,5 metros de comprimento, pequeno em relação a outros plesiossauros - que podiam chegar a ter até cerca de 20 metros de comprimento - e aos vizinhos mais famosos do período, os dinossauros - que por serem terrestres, pertencem a um grupo diferente.

Bons nadadores, o Gronausaurus wegneri não possuía braços ou pernas, sendo semelhantes ao "primo" Leptocleidus capensis, também da família de répteis aquáticos Leptocleididae.

Equipe internacional de cientistas descobriu a evidência mais antiga do elo entre primatas do Velho Mundo, que inclui hoje babuínos e macacos, e do Novo Mundo, grupo que deu origem a símios e hominídeos. O grupo liderado pela paleontóloga Nancy Stevens encontrou dois fósseis na Tanzânia, na África, que mostram que os dois grupos se separaram de seu ancestral comum no final do Oligoceno, entre 25 milhões e 30 milhões de anos atrás. A mandíbula com alguns dentes preservados (detalhe à direita) pertenceu a um "Rukwapithecus fleaglei", um hominídeo até então desconhecido (centro da ilustração), enquanto o molar foi de um "Nsungwepithecus gunnelli" (de perfil, à direita), nova espécie de um cercopitecóide (macaco com cauda), indicam as análises genéticas dos fósseis Leia mais Mauricio Antón & Patrick O'Connor/Ohio University

Fósseis em gavetas

Os ossos do plesiossauro estudado foram encontrados em escavações na região da Renânia do Norte-Vestfália, na fronteira entre a Alemanha e os Países Baixos, em 1912, junto a outros achados fósseis. Entre estes, estava o Brancasaurus brancai, descoberto pelo paleontólogo Theodor Wegner, em 1914, que também registrou nos seus escritos a existência de um segundo esqueleto não-classificado.

Guardado pelo Museu Geológico da Universidade de Münster, o fóssil do Gronausaurus wegneri só caiu nas mãos de Hampe no começo dos anos 2000, que o transferiu para o Museu de História Natural de Berlim para pesquisa.

Entre o trabalho com esse material e outros projetos paralelos, foram cerca de dez anos para confirmar que era realmente uma nova espécie'', contou.

O fato de o esqueleto pré-histórico ficar engavetado por um século não é um acontecimento isolado e é possível que outras descobertas do tipo ainda sejam feitas.

"Isso é comum, na verdade. Quando o cientista vai a campo, ele geralmente encontra mais material do que é capaz de trabalhar e cuida primeiro daquele encontrado diretamente. O restante é armazenado para avaliação futura e pode ser esquecido", segundo Hampe.

O esqueleto do Gronausaurus wegneri pertence ao Museu Geológico da Universidade de Münster e ainda não há previsão para ser exibido ao público.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

RECRIANDO O NEANDERTAL


"Eu posso criar um neandertal, só preciso de uma mãe", diz pai do Projeto Genoma
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21/01/2013

George Church, um dos pais do Projeto Genoma Humano e professor de genética de Harvard, nos Estados Unidos, afirmou que já recolheu DNA suficiente de fósseis para clonar "espécies humanas extintas", como os neandertais. "Agora, eu só preciso de uma mulher corajosa [para ser mãe da experiência]"

George Church, professor de genética da Escola de Medicina de Harvard e um dos pais do Projeto Genoma Humano, afirma que é possível criar humanos resistentes a vírus e até recriar os ancestrais do homem moderno, os neandertais. "Já recolhi DNA suficiente de fósseis para reconstruir o DNA de espécies humanas extintas. Agora, eu preciso de uma mulher corajosa", diz em entrevista a revista alemã Der Spiegel.

Church diz que acredita ser possível clonar um neandertal no futuro próximo. "Ler e escrever DNA é hoje um milhão de vezes mais rápido do que há sete, oito anos. Outra tecnologia que a 'desextinção' de um neandertal iria necessitar é a clonagem humana. Se nós podemos clonar todos os tipos de mamíferos, então é provável que consigamos clonar um homem."

O pesquisador diz que os neandertais podem nos ajudar a enfrentar dificuldades futuras e que eles poderiam até formar uma nova cultura em colônias. "Eles podem ser mais inteligentes do que nós. Quando tivermos que lidar com uma epidemia ou sair do planeta, por exemplo, é aceitável que o modo de pensar deles possa nos beneficiar."

"Se você se tornar uma monocultura, você está em grande risco de extinção. Portanto, a recriação de neandertais seria principalmente uma questão de prevenção de riscos sociais", afirma o geneticista ao dizer que eles seriam importantes para a diversidade.

Para começar, seria preciso sequenciar o genoma dos ancestrais do homem moderno, que foram extintos há 33 mil anos, o que já está quase pronto. O próximo passo seria "cortar" este genoma em cerca de 10 mil partes e sintetizá-los. Por fim, teria que introduzir este genoma sintético em uma célula-tronco humana. "Se conseguirmos reproduzir isso o suficiente para criarmos uma linhagem que se aproximaria da sequencia dos neandertais, nós poderíamos produzi-los semiautomaticamente para então introduzi-los em uma célula para criar um clone de neandertal."

As ideias de Church estão no livro: Regenesis: Como Biologia Sintética vai reinventar a natureza e nós mesmos.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

NOVA ESPÉCIE


Canadá: pesquisadores descobrem nova espécie de dinossauro

09 de novembro de 2012

Recontrução artística mostra como seria a nova espécie de dinossauro descoberto no Canadá
Foto: Julius T. Csotonyi/Divulgação

Um grupo de cientistas do Canadá descobriu uma nova espécie de dinossauro com chifres. Conhecida como Xenoceratops foremostensis, a espécie foi identificada a partir de fósseis originalmente coletados em 1958. Medindo aproximadamente 6 metros de altura e pesando mais de duas toneladas, o dinossauro seria, de acordo com os pesquisadores, herbívoro e representa o mais antigo exemplar com chifres do Canadá. A pesquisa foi publicada no periódico Canadian Journal of Earth Sciences.

"Surgidos há 80 milhões de anos, os dinossauros com chifres da América do Norte passaram por uma explosão evolucionária", afirmou o autor do estudo e curador de paleontologia vertebrada no Museu de História Natural de Cleveland, Dr. Michael Ryan. "Xenoceratops nos motra que mesmo os mais antigos ceraptors (grupo de grandes dinossauros) tinham chifres gigantes na cabeça e que a ornamentação do crânio só se tornaria mais elaborada com a evolução de novas espécies", afirma.

O termo Xenoceratops significa "alien de chifre no rosto", referindo-se à incomum distribuição de chifres na cabeça do animal e à escassez de fósseis desses chifres nos registros de material encontrado. O artigo afirma também que o dinossauro possuía um bico semelhante ao de papagaio com dois longos chifres acima dos olhos.

O novo dinossauro foi descrito a partir de fragmentos do crânio de pelo menos três indivíduos que foram coletados na década de 1950, mas não foram estudados anteriormente. Eles estão armazenados no Museu Natural de Ottawa, no Canadá. A descoberta é a última de uma série de resultados encontrados pelos pesquisadores Michael Ryan e David Evans como parte do Projeto Dinossauro da região sul de Alberta, desenvolvido para preencher as falhas no conhecimento de répteis pré-históricos e estudar sua evolução.

"A descoberta de espécies antes não conhecidas ressalta a importância de ter acesso a coleções científicas", afirma Kieran Sheperd, coautor do estudo e curador de paleobiologia no Museu Natural do Canadá. "Essas coleções fornecem potencial para muitas novas descobertas", completa.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

UMA ESCRITA DA ERA DO BRONZE


Britânicos podem traduzir escrita mais antiga ainda não decifrada


24 de outubro de 2012

A escrita usada por uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C
Foto: Divulgação

A luta de estudiosos para desvendar segredos de cinco mil anos guardados na escrita mais antiga do mundo ainda não decifrada pode estar chegando ao fim. Um projeto internacional de pesquisa, liderado pela Oxford University, na Inglaterra, já lança luz sobre uma sociedade perdida que viveu na Idade do Bronze, no Oriente Médio, cujos trabalhadores escravos viviam com rações mínimas de alimento, à beira de morrer de fome. "Acho que estamos finalmente a ponto de romper a barreira", disse Jacob Dahl, acadêmico do Wolfson College da Oxford University e diretor do Ancient World Research Cluster.

A escrita usada por essa civilização é chamada de proto-Elamita e foi usada entre 3200 a.C e 2900 a.C. em uma região que corresponde hoje ao sudoeste do Irã. A arma secreta de Dahl para decifrar o código é um aparelho capaz de ver a escrita com uma clareza nunca conseguida antes.

A máquina tem forma de uma abóbada e emite flashes de luz sobre objetos que contêm amostras da escrita. Os flashes fazem parte de um sistema computadorizado que usa uma combinação de 76 tipos de luzes para captar cada pequena ranhura ou sulco na superfície dos objetos. Assim, os cientistas conseguem produzir uma imagem virtual que pode ser vista de todos os ângulos possíveis. A análise está sendo feita no museu Louvre, em Paris, onde está a maior coleção de amostras desse tipo de escrita do mundo.

Esforço coletivo
Dahl e sua equipe pretendem disponibilizar as imagens pela internet. O objetivo é que o público e outros acadêmicos ajudem na decodificação dos textos. "Estamos enganados quando achamos que quebrar um código tem a ver com um gênio solitário que de repente entende o significado de uma palavra. O que funciona com mais frequência é o trabalho paciente de uma equipe e o compartilhamento de teorias. Colocar as imagens na internet deve acelerar esse processo."

Até agora, Dahl já decifrou 1.200 sinais mas disse que, depois de mais de dez anos de estudos, muito ainda se desconhece - mesmo palavras básicas como vaca ou gado. "É um território desconhecido da história da humanidade", ele disse.

Escrita adulterada

Mas por que essa escrita seria tão difícil de interpretar? Dahl acha que sabe, em parte, a resposta. Ele descobriu que os textos originais parecem conter muitos erros - e isso dificulta o trabalho de encontrar padrões consistentes.

Proto-Elamita é o nome dado a um sistema de escrita desenvolvido em uma área que hoje corresponde ao sudoeste do Irã Foi adotado por volta de 3200 a.C. e "emprestado" da Mesopotâmia vizinha. Os textos eram escritos da direita para a esquerda em placas úmidas de barro. Mais de mil placas contendo essa escrita sobreviveram o passar do tempo.

O maior grupo desses artefatos foi colecionado por arqueólogos franceses e levado para o Louvre no século 19. Outras escritas da Antiguidade - como a escrita hieroglífica, dos egípcios, e a escrita dos sumérios - já foram decifradas.

Ele diz acreditar que isso se deva à ausência de estudo e aprendizado naquela sociedade. Os estudiosos não encontraram evidências de listas de símbolos ou exercícios para que os escribas aprendessem a preservar a precisão da escrita. Isso teve consequências fatais para o sistema de escrita, que foi sendo adulterado e depois desapareceu após apenas 200 anos. "A falta de uma tradição de estudos significou que muitos erros foram cometidos e o sistema de escrita pode ter se tornado inútil", disse Dahl.

O que dificulta ainda mais a decodificação é o fato de que esse é um estilo de escrita diferente de qualquer outro daquele período. Além disso, não foram encontrados textos bilíngues - recurso que auxiliaria muito o trabalho dos pesquisadores. Segundo Dahl, a escrita proto-Elamita foi elaborada a partir de uma língua da Mesopotâmia que foi alterada.

Vida dura
As placas usadas para o registro dos símbolos da escrita revelam detalhes íntimos dos escribas: algumas trazem as marcas das unhas dos autores. Os pequenos símbolos e desenhos, gravados no barro de forma ordeira e cuidadosa, são claramente o produto de uma mente inteligente.

Embora ainda envoltos em mistério, os textos permitem que vislumbremos um pouco da realidade vivida por esse povo. Segundo Dahl, os textos incluem um sistema de numeração, o que indica que muitas das informações contidas nas placas são de natureza contábil.

A sociedade era agrícola e bastante simples. Havia uma camada de líderes, figuras poderosas de nível médio e trabalhadores - que eram tratados como se fossem "gado com nomes". Os líderes tinham nomes que refletiam seu status - o equivalente a alguém ser chamado de "Senhor Cem" para indicar o número de pessoas que estavam abaixo dele.

Dahl disse que é possível saber qual era a dieta dos trabalhadores: cevada, possivelmente triturada para formar um mingau e cerveja fraca. A quantidade de alimento que eles recebiam ficava pouco acima do limite da sobrevivência. Aqueles de status mais elevado comiam iogurte, queijo e mel. Eles também criavam cabras, carneiros e bois. "Sua expectativa de vida pode ter sido tão longa como a de hoje", disse Dahl. Ele tem esperanças de que, com apoio suficiente, os segredos dessa última grande escrita, remanescente dos primórdios da nossa civilização, poderão ser finalmente desvendados.

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

UMA RÃ DE 70 MILHÕES DE ANOS


O fóssil da rã Uberabatrachus carvalhoi, espécie que habitou a região de Peirópolis (MG) há 70 milhões de anos, é apresentado à imprensa nesta segunda-feira (22), em Uberaba. O nome Uberabatrachus significa a rã de Uberaba, e carvalhoi é uma homenagem ao Dr. Ismar de Souza Carvalho, paleontólogo da UFRJ L. Adolfo/Futura Press