sexta-feira, 28 de outubro de 2011

MANUSCRITO DECIFRADO




Segredos de manuscrito alemão do século 18 são decifrados

Em Washington
27/10/2011

O código do 'Copiale Cipher', um estranho manuscrito do século XVIII de 105 páginas contendo mensagens cifradas em forma de símbolos abstratos e caracteres romanos, foi finalmente decifrado com a ajuda de um computador, informou a Universidade da Califórnia do Sul (USC).

O misterioso criptograma, envolto e escrito em papel brocado ouro e verde, revela os rituais e as tendências políticas de uma sociedade secreta estabelecida na Alemanha há 300 anos, assinala um comunicado da instituição em seu site.

Os ritos detalhados no documento que contém 75.000 caracteres indicam que esta sociedade tinha fascínio pelos olhos e a oftalmologia. No entanto, não parece que seus membros tenham sido médicos especializados nesta área.

"Esta decodificação do Copiale abre uma janela para o estudo da história das ideias e das sociedades secretas", afirmou o especialista em informática, Kevin Knight, da Escola de Engenharia da USC, um dos membros da equipe internacional que decifrou o segredo do 'Copiale Cipher'.

"Os historiadores acreditam que as sociedades secretas desempenharam um papel nas revoluções, mas esta hipótese é difícil de apoiar devido ao fato de que um grande número de documentos está encriptado", assinalou Knight.

O 'Copiale Cipher' foi descoberto na Academia de Berlim Ocidental no final da Guerra Fria e se encontra atualmente em pode de um colecionador particular.

Para decifrar esse código, Knight e suas colegas Beata Megyesi e Christiane Schaefer, da Universidade de Upsala, na Suécia, reescreveram uma versão do texto para que pudesse ser lido pelo computador. Utilizaram para isso um programa de informática criado por Knight.

Depois de ter testado com 80 idiomas, a equipe de criptógrafos se deu de que os caracteres romanos careciam de sentido, destinados somente a enganar eventuais leitores interessados em decifrá-los. As mensagens estavam, de fato, nos símbolos abstratos.

Finalmente, as primeiras palavras que tinham sentido em alemão foram decifradas. Elas dizem: "Cerimônias de Iniciação" seguida por "Seção Secreta".

Knight planeja decifrar outras famosas mensagens codificadas, incluindo os criptogramas enviados pelo 'Assassino do Zodíaco', um assassino em série que agiu entre os anos 1960 e 1970 nos Estados Unidos e que enviou mensagens encriptadas à imprensa e nunca foi preso.

Também quer testar seu programa com a "Kryptos", uma mensagem cifrada entalhada numa escultura na sede da Agência Central de Inteligência (CIA) e no medieval 'Manuscrito Voynich', considerado um dos mais misteriosos já encontrados.

O ACAMPAMENTO ROMANO NA GERMÂNIA





Restos de acampamento romano estratégico são descobertos na Alemanha

Berlim 25/10/2011

Nas margens do rio Lippe, na região alemã de Westfália, foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba.

Foram descobertos os restos de um grande acampamento romano estratégico que fechava a linha defensiva do local e servia de entrada para a antiga Germânia até o rio Elba. Localizado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, na Alemanha, especialistas já procuravam o espaço, que tem o tamanho de sete campos de futebol, a mais de um século. O diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), Wolfgang Kirsch, mostrou as peças nesta terça-feira (25) EFE

Wolfgang Kirsch, diretor do Instituto Arqueológico de Westfália Lippe (LWL), informou nesta terça-feira que os especialistas levaram mais de um século procurando este acampamento, que tem o tamanho de sete campos de futebol e está situado a 30 quilômetros da cidade de Dortmund, no oeste da Alemanha.

Dessa base, os soldados controlavam o rio Lippe, "uma das importantes regiões logísticas para os conquistadores romanos", disse Kirsch, que considerou a descoberta como "sensacional para a investigação da época romana em Westfália".

O acampamento estava localizado próximo onde atualmente é a cidade de Olfen e era o único que faltava para ser descoberto dos cinco grandes assentamentos militares romanos na região, com funções de abastecimento e defesa.

Para conquistar as terras livres da antiga Germânia e avançar as fronteiras do Império até o rio Elba, as forças do imperador Augusto entraram no território a ser conquistado através do rio Lippe, usado como meio de transporte.

O último grande acampamento romano na região foi descoberto em 1968 perto de Paderborn. Desde então, as pesquisas arqueológicas se intensificaram para encontrar o assentamento próximo a Olfen.

"Era como buscar a peça de um quebra-cabeça", disse Kirsch, que comentou que o acampamento descoberto fecha a lacuna dos assentamentos romanos na região, separados entre si por cerca de 18 quilômetros, o que equivalia a um dia de caminhada de uma tropa de soldados armados com todos seus pertences.

Kirsch acrescentou que as primeiras pistas sobre a localização do acampamento surgiram há três anos, quando arqueólogos descobriram moedas de cobre em um campo e escavações de prova posteriores encontraram restos de cerâmica e de uma cerca de madeira.

O acampamento romano de Olfen foi supostamente construído no início da ocupação da Germânia na margem direita do rio Reno, na época das campanhas bélicas de Druso, na última década antes do começo de nossa era.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O BARCO VIKING



Barco funerário viking é encontrado no Reino Unido
19 de outubro de 2011




Desenho da reconstituição do barco viking descoberto pelos arqueólogos

Foto: AP

Arqueólogos britânicos descobriram os vestígios de um barco funerário viking nas terras altas escocesas, que, afirmam, é um dos mais importantes já encontrados no Reino Unido.

O barco-túmulo, de 5 m de comprimento, continha os restos de um guerreiro de alto escalão que foi enterrado com um machado, uma espada, uma lança, um escudo e um broche de alfinete na jazida de Ardnamurchan, de mais de mil anos de antiguidade, segundo a Universidade de Manchester, uma das instituições que participam das escavações.

Além disso, também foram encontrados no túmulo, que utilizou em sua construção 200 rebites britânicos, uma faca, o que poderia ser a ponta de um chifre de bronze utilizado para beber, uma pedra para amolar norueguesa, cerâmica viking e diversas peças de ferro que não foram identificadas.

A co-diretora do projeto, Hannah Cobb, professora de Arqueologia da Universidade, qualificou a descoberta de "apaixonante". "Um barco funerário viking é uma descoberta incrível, mas, além disso, os artefatos e o estado de conservação fazem dele um dos túmulos nórdicos mais importantes já escavados no Reino Unido", acrescentou Cobb, que trabalhou durante seis anos com especialistas da Universidade de Leicester e outros arqueólogos escoceses.

Os vikings, como são conhecidos os povos germânicos navegantes e guerreiros procedentes da Escandinávia que se lançaram à conquista da Europa entre o fim do século VIII e meados do XI, utilizavam os barcos como túmulos para enterrar personalidades da época com suas posses.

Especialistas em vikings da Universidade de Glasgow acreditam que este barco-túmulo possa datar do século X. Na terça-feira, os pesquisadores divulgaram algumas imagens do achado, mas os detalhes foram dados nesta quarta-feira.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

O ATELIÊ DE 100 MIL ANOS





Descoberto na África do Sul ateliê de arte com 100 mil anos


14/10/2011


Duas conchas contendo uma primitiva mistura de tinta foram escavadas na África do Sul, revelando o que cientistas acreditam ser os vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos.


Cientistas acreditam ter encontrado vestígios de um ateliê de arte com 100 mil anos na África do Sul. Foram encontradas duas conchas com misturas de tintas, o que sugere que os humanos primitivos tinham noções de química e eram capazes de armazenar tinta para o futuro. Também foram vistas outras ferramentas para retirar lascas e misturar compostos. A ausência de outros vestígios no espaço, que está localizado na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, sugere que o local foi apenas usado como oficina AP Photo/Magnus Haaland, Science

A descoberta sugere que os humanos primitivos tinham noções de química básica e eram capazes de planejar com antecipação o armazenamento da tinta para usos futuros, fossem eles de cunho cerimonial, decorativo ou protetor.

As conchas de abalone continham uma pasta contendo ocre, argila colorida por óxido de ferro com matizes amarelas e avermelhadas, que pode ter sido usada para decorar o corpo ou fazer pinturas, destacou o estudo publicado na revista científica Science.

As conchas foram encontradas na Caverna Blombos, na Cidade do Cabo, perto de outras ferramentas que sugerem que foram usadas para retirar lascas de ocre e misturá-las com outros compostos para formar uma tinta líquida.

Provavelmente, os artistas da Idade da Pedra esfregavam pedaços de ocre sobre placas de quartzto para obter um pó fino de cor vermelha. As lascas de ocre eram, provavelmente, esmagadas com martelos de quartzo e misturadas com ossos quentes de animais, carvão, pedaços de pedra e algum líquido.

O preparo era, então, transferido para as conchas e "suavemente misturado", segundo o estudo conduzido por Christopher Henshilwood, do Instituto de Evolução Humana da Universidade de Witwatersrand, em Johannesburgo.

"Um osso provavelmente era usado para mexer a mistura e transferir parte dela para a concha", destacou.

"O ocre pode ter sido utilizado com intuito simbólico em corpos e roupas durante a Idade da Pedra Média", disse Henshilwood.

"Esta descoberta representa um marco importante na evolução do processo cognitivo complexo do ser humano, que demonstra que os humanos tinham a habilitade conceitual de obter, combinar e armazenar substâncias que, então, eram possivelmente usadas para implementar suas práticas sociais", acrescentou.

Os cientistas foram capazes de datar em 100 mil anos os sedimentos de quartzo nos quais as conchas foram encontradas, graças a um processo denominado datação de luminescência estimulada opticamente (OSL, na sigla em inglês).

A ausência de outros vestígios arqueológicos na área sugerem que o "local foi usado, principalmente, como oficina e abandonado após a fabricação dos compostos", destacou o estudo.

"Então, areia vinda do exterior entrou na caverna, encapsulando as ferramentas", continuou.

As conchas estarão expostas a partir de 14 de outubro no Museu Iziko da Cidade do Cabo.

MAIOR QUE UM ÔNIBUS




Maiores que um ônibus: veja predadores gigantes do passado

13 de outubro de 2011


Os mares já tiveram predadores muito mais perigosos

Foto: Getty Images


Se hoje uma cobra de 100 kg e um tubarão-branco de 7 m espantam pelo tamanho, há milhões de anos os predadores do nosso mundo eram muito mais impressionantes. Alguns animais eram maiores do que um ônibus e mais pesados do que um pequeno prédio.

O CARNOTAURUS



Carnotaurus era mais rápido e mortífero que se imaginava
14 de outubro de 2011

Segundo estudo, dinossauro era mais rápido do que se imaginava
Foto: Julian Fong/Divulgação

O dinossauro carnívoro conhecido como carnotaurus, que habitava a América do Sul, era uma espécie muito mais mortífera do que se acreditava, segundo as últimas pesquisas de um cientista da Universidade de Alberta, no Canadá.

O carnotaurus era um predador de 7 m de comprimento com uma cauda grande e musculosa que, segundo o estudante de pós-graduação Scott Persons, o transformou em um dos caçadores mais rápidos de seu tempo.

Um exame detalhado dos ossos da cauda do Carnotaurus mostrou que seu músculo caudofemoralis possuía um tendão que se unia aos ossos da coxa. A flexão deste esquema muscular das pernas para trás conferia ao carnotaurus mais potência e velocidade em cada passo.

Em uma pesquisa anterior, Persons encontrou uma flexão similar à da cauda nos músculos da cabeça, como o emblemático predador Tyrannosaurus rex. Até esta descoberta, os pesquisadores pensavam que a cauda do T-rex era simplesmente um contrapeso à sua cabeça.

O exame que Persons realizou com a cauda do carnotaurus mostra que ao longo dela havia ossos similares a pares de costelas que se entrelaçavam em linha. Com o auxílio de computadores 3D, o estudante de pós-graduação descobriu que essas costelas eram o apoio de um grande músculo caudofemoralis.

Contudo, Persons adverte que a força e a rapidez do carnotaurus se manifestavam em linha reta, já que a estrutura dos ossos gerava muita rigidez, dificultando fazer giros com velocidade. Esta espécie de dinossauro possuía o maior músculo caudofemoralis de todos os animais conhecidos, vivos ou extintos.

O MAIOR PREDADOR MARINHO



Museu expõe pela 1ª vez crânio de temido predador marinho
08 de julho de 2011

Crânio de pliossauro, que há 200 milhões de anos era o predador marinho mais temido da Terra
Foto: BBC Brasil

O crânio de um dos maiores seres marinhos já descobertos no planeta será mostrado pela primeira vez em uma exposição pública na Grã-Bretanha. O animal é um pliossauro, que há 200 milhões de anos era o predador marinho mais temido da Terra. Richard Edmonds, diretor de ciência do Condado de Dorset, onde o crânio será exibido, mostrou alguns dos detalhes da descoberta.

O olho do animal tinha o tamanho de um melão. Um buraco enorme era totalmente preenchido pelos músculos da mandíbula, responsáveis pela mordida do pliossauro, a mais potente de todos os animais marinhos da era jurássica. O fóssil do animal foi encontrado em Dorset em 2009, mas os cientistas demoraram 18 meses para conseguir retirá-lo das rochas que o envolviam.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

UMA ANTIGA BALEIA








Encontrado na Antártida fóssil de parente de baleia que viveu há 49 milhões de anos

De Buenos Aires
12/10/2011

Reconstituição da mandíbula do animal

A Direção Nacional da Antártida, órgão argentino, anunciou nesta terça-feira a descoberta do fóssil de um parente de baleia que viveu há 49 milhões de anos, o mais antigo do mundo até o momento.

Trata-se de "uma mandíbula reconstruída, de cerca de 60 centímetros, que permite saber que a origem da linhagem desta baleia é mais antiga do que se pensava", assegurou a paleontóloga argentina Claudia Tambussi.

A descoberta do "Arqueoceto Antártico", um parente distante das baleias, foi feita no nordeste da Península Antártica, perto do Mar de Weddell, por Claudia Tambussi, seu compatriota Marcelo Reguero e os suecos Thomas Mörs e Jonas Hagström, estes dois últimos do Museu de História Natural de Estocolmo.

Este "Arqueoceto Antártico" pertence ao grupo Basilosauridae, do que se originaram todos os cetáceos atuais.

As "baleias semiaquáticas" - as Protocetidae, com quatro patas desenvolvidas - viveram na região entre a Índia e o Paquistão há 53 milhões de anos, enquanto o "Arqueoceto Antártico" tem 49 milhões de anos e é totalmente aquático.

Os fósseis foram apresentados nesta terça-feira pela Direção Nacional da Antártida durante a Tecnópolis, uma enorme mostra na periferia de Buenos Aires, na qual foram recriadas as maiores conquistas científicas e tecnológicas do país com maquetes em tamanho real e imponentes cenários futuristas.

Claudia Tambussi, que assim como Reguero trabalha no Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet), comentou que este fóssil de baleia é o primeiro localizado na Antártida Argentina.

A Direção Nacional da Antártida também informou que outro grupo de paleontólogos encontrou na ilha James Ross restos de um dinossauro sauropodomorfo, um ankylosauros, répteis marítimos (plesiossauros) e peixes ósseos.

Também foram coletados amostras de dentes de tubarões e um esqueleto quase completo de um pinguim gigante (entre 1,50 metro e 1,60 metro de altura), com aproximadamente 34 milhões de anos.

DINOSSAURO DA BAVÁRIA



Imagem de fóssil de dinossauro encontrado em uma pedra na Bavária, na Alemanha. Nesta quarta-feira (12), cientistas anunciaram que o exemplar, de 72 centímetros, é um dos mais completos já encontrados no mundo, com 98% de preservação.
Efe/Helmut Tischlinger

O PEQUENO ROEDOR



Dente de roedor achado por paleontólogos no rio Ucayalli, na Amazônia peruana. O material foi encontrado junto com fósseis de três novas espécies de roedores pequenos que viveram há cerca de41 milhões de anos e podem ser os mais antigos da América do Sul. A morfologia do dente indica que esses ratos seriam parentes de roedores da África, o que confirma a hipótese sobre a origem africana desses animais no continente americano.

Efe