sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

PRIMO DO T-REX





Tiranossauro "bailarino" é desenterrado na Mongólia

06/10/2009

New Scientist

Diga "tiranossauro" e a maioria das pessoas imagina uma besta pesada, com uma série de dentes enormes e caráter brutal. Mas o mais recente membro da família tinha a constituição mais semelhante a de uma bailarina.

O esqueleto quase intacto de Altai Alioramus foi escavado a partir de rochas de 65 milhões de anos de idade no deserto de Gobi, na Mongólia.


Concepção artística do Alioramus altai, o bailarino pneumático da família dos tiranossauros, que foi desenterrado na Mongólia
Todos os outros dinossauros descobertos até então --até mesmo o "protótipo" de T. Rex, o pequenino Raptorex, recentemente descoberto-- têm semelhanças no tronco grande com cabeça curta, maxilares maciços e corpos com constituição bastante robusta. O Alioramus quebrou o "molde" com uma cabeça alongada e fina, mandíbulas fracas e corpo delgado. Não fossem os oito pequenos chifres protuberantes na cabeça e no focinho, teríamos a personificação da "dino-elegância".

Exemplares da espécie totalmente crescidos provavelmente chegavam aos 8 metros de comprimento --o T. Rex chegava a 13 metros. Sua longa cabeça e mordida fraca não se equiparava à trituração que os outros tiranossauros podiam fazer com os ossos das vítimas. Mas o que faltava em força e poder era convertido em velocidade e agilidade.

Dinos pneumáticos

O Alioramus possuía receptáculos de ar que atravessavam as vértebras no seu pescoço e coluna vertebral, e que eram utilizados para uma respiração ultraeficiente. As aves modernas --descendentes da ordem dos dinossauros à qual os tiranossauros pertencem-- têm anatomia similar. Fisiologicamente, o ar preenche essas cavidades quando aves inspiram e, em seguida, os fluxos vão dos ossos aos pulmões quanto expiram. Isso significa que os pulmões têm um fluxo constante de ar fresco e podem extrair até duas vezes e meia de oxigênio na respiração, quando esses animais são comparados com mamíferos.

Ossos altamente pneumáticos também teriam feito o Alioramus extremamente leve para o seu tamanho. Os anéis de crescimento mostram que a espécie do deserto de Gobi era um jovem de 9 anos de idade, cujo peso girava em torno dos 370 kg quando morreu. Nessa idade, seu "primo-irmão" Tarbosaurus pesava o dobro. O T. Rex, entretanto, pesava pelo menos cinco toneladas.

"O Alioramus era mais bailarino que o Tarbosaurus", disse Steve Brusatte, do Museu Americano de História Natural, em Nova York. "E certamente, devido às presas menores, ele se baseou mais na velocidade e força do que na força bruta."

MURALHA DE JERUSALÉM




Arqueólogos israelenses descobriram em escavações feitas na cidade antiga de Jerusalém os restos de uma muralha do século 10 a.C que podem confirmar a descrição bíblica dos tempos do rei Salomão.

Efe

OS MAIORES DINOSSAUROS






















Ilustração mostra como pode ter sido o Abydosaurus mcintoshi, nova espécie de dinossauro recém-descoberta

24/02/2010

Uma nova espécie de dinossauro, denominada Abydosaurus mcintoshi, foi descoberta por paleontólogos norte-americano em escavações no Estado de Utah. O animal era um saurópode, grupo de animais quadrúpedes e gigantescos, com pescoço alongado e que se alimentava de plantas, do qual fez parte o mais conhecido braquiossauro.

A descoberta é rara, pois, devido à fragilidade, a grande maioria dos crânios dos saurópodes não foi preservada.

Em apenas oito das mais de 120 variedades conhecidas de saurópodes foi possível recuperar crânios completos fossilizados. Agora, os cientistas encontraram quatro, dos quais dois notadamente intactos.

“Com relação ao seu corpo, as cabeças dos saurópodes eram mais leves do que as dos mamíferos, e estavam posicionadas no fim de pescoços muito longos. Em vez de ossos espessos reunidos, os crânios dos saurópodes eram feitos de ossos finos agrupados por tecido macio. O resultado é que os crânios geralmente se desmanchavam após a morte do animal, desintegrando-se em seguida”, explicou Brooks Britt, da Universidade Brigham Young, um dos autores do estudo.

A descrição da espécie a partir dos fósseis de 105 milhões de anos será publicada em breve no periódico Naturwissenshaften. Parte dos fósseis está em exibição temporária no Museu de Paleontologia da universidade, em Provo, em Utah.

A análise dos ossos indicou que o abidossauro era um parente próximo do braquiossauro, que viveu cerca de 45 milhões de anos antes. Os fósseis encontrados pertenceram a quatro espécimes jovens.

Devido à raridade dos crânios fossilizados, a maior parte do que se sabe sobre os saurópodes deriva de estudos feitos do pescoço para baixo. Os crânios encontrados agora dão pistas de como os maiores animais que já viveram sobre a terra se alimentavam.

“Eles não mastigavam os alimentos: apenas pegavam e engoliam. Os tamanhos dos crânios inteiros representam menos de um centésimo do volume corporal do animal, que não contava com um sistema de mastigação elaborado”, disse Britt.

Os saurópodes eram herbívoros e trocavam de dentes durante toda a vida. No Jurássico, exibiam muitos tipos de dentes diferentes, mas no fim da era dos dinossauros passaram a ter dentes mais finos. Os dentes do abidossauro representam bem essa transição para dentes menores e com substituição mais frequente.

*Com informações da Agência Fapesp

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A MAIS ANTIGA CAMINHADA






















Cientistas acham pegada mais antiga de animal de quatro patas; veja
Da BBC Brasil
07/01/2010

A prova mais antiga de um animal de quatro patas caminhando no solo foi descoberta na Polônia.

Rochas de uma mina desativada nas montanhas da Santa Cruz, na Polônia, trazem "pegadas" de uma criatura desconhecida que viveu há 397 milhões de anos.

O artigo com a descoberta é o destaque de capa da revista científica Nature. Segundo os cientistas, é possível inclusive perceber os "dedos" do animal.

A equipe de cientistas afirma que com a descoberta é um indício de que os primeiros vertebrados terrestres podem ter aparecido milhões de anos antes do que se acreditava.

"Este lugar revelou o que eu considero alguns dos fósseis mais incríveis que já achei na minha carreira como paleontólogo", disse Per Ahlberg, da Universidade de Uppsala, na Suécia, que trabalhou na pesquisa.

"As pegadas nos dão o registro mais antigo de como nossos ancestrais distantes saíram da água, se moveram pelo solo e deram seus primeiros passos."

Os animais eram provavelmente semelhantes a crocodilos e teriam tido um estilo de vida semelhante aos dos anfíbios (que só vieram a surgir milhões de anos depois).

O tamanho das pegadas indica que eles teriam mais de dois metros de tamanho. A equipe de cientistas da Polônia e da Suécia criou uma imagem hipotética do animal a partir da pegada.

Antes da descoberta na Polônia, o fóssil mais antigo com características semelhantes era de 375 milhões de anos atrás.

FRAGMENTO DA ERA DE DAVID





Arqueólogos decifram mais antiga inscrição hebraica em Israel
Da AFP
07/01/2010

A mais antiga inscrição hebraica, que data do século X antes da era cristã, foi decifrada por uma equipe de arqueólogos, anunciou nesta quinta-feira o departamento de Estudos Bíblicos da Universidade de Haifa (norte de Israel).

Segundo um comunicado da universidade, o arqueólogo israelense Gershon Galil conseguiu provar que a inscrição, feita a tinta em um fragmento de cerâmica, datado do reinado de David, é o mais antigo texto hebraico já descoberto.

O fragmento de 15 por 16,5 centímetros foi encontrado há um ano e meio, em escavações coordenadas por outro arqueólogo, Yosef Garfinkel, no sítio de Khirbet Qeyfa, perto do vale de Elah, na região de Jerusalém.

A inscrição fala sobre o tratamento dedicado aos pobres, escravos, estrangeiros, viúvas e órfãos, explica o comunicado. As palavras utilizadas são especificamente hebraicas e os conceitos aos que se referem estão relacionados à Bíblia.

CONSTRUTORES DE PIRÂMIDES




Túmulos indicam que construtores de pirâmides eram trabalhadores livres
Associated Press
11/01/2010

Arqueólogos egípcios descobriram um novo conjunto de túmulos dos trabalhadores que construíram as grandes pirâmides, lançando nova luz sobre como eles viveram e se alimentaram, há mais de 4.000 anos.

Zahi Hawass, diretor do Supremo Conselho de Antiguidades do Egito, disse neste domingo (10) que os túmulos são importantes porque eles mostram que as pirâmides não foram feitas por escravos, como há muito tempo se considera, mas por trabalhadores livres.

Amr Nabil/AP

Ossos atribuídos a trabalhadores que construíram as pirâmides, na 4ª dinastia, são vistos em um túmulo ao lado delas, em Gizé, no Egito
"Estes túmulos foram construídos ao lado da pirâmide, o que indica que estas pessoas não eram de modo algum escravos", disse o diretor.

"Se fossem escravos, elas não teriam permissão para construir seus túmulos neste local", explica ele.

Os túmulos, achados em Gizé, são da época da 4ª dinastia do Egito (2.575 a.C. a 2.467 a.C), quando as grandes pirâmides foram construídas, diz Hawass. Elas são as últimas "antigas maravilhas do mundo" que permanecem de pé.

Os arqueólogos também descobriram que os aproximadamente 10.000 trabalhadores que trabalhavam nas pirâmides comeram búfalos e carneiros enviados a eles de fazendas no norte e sul do Egito.

Havia uma rotação de trabalhadores a cada três meses e os locais de enterro foram destinados àqueles que morreram durante a construção, acrescentou Hawass.

MOEDAS DE 2300 ANOS




12/01/2010
Arqueólogos acham construção de cerca de 2.300 anos em Gaza

France Presse, em Gaza

Ao menos mil moedas "antigas" e vestígios de uma construção de cerca de 2.300 anos foram descobertos no sul da Faixa de Gaza, na zona da cidade de Rafah, informou nesta segunda-feira (11) o governo dirigido pelo movimento Hamas.

"A descoberta mais importante são moedas antigas de prata, pequenas e grandes", diz Mohammed al Agha, ministro do Turismo e das Antiguidades. A época das moedas não foi informada.

A equipe de arqueólogos encontrou ainda vestígios de muros e um pórtico cuja construção deve datar de 320 a.C.

Também foi descoberto um compartimento subterrâneo "misterioso", cuja entrada está obstruída, e que pode ser uma tumba.

A Autoridade Palestina realizou numerosas escavações arqueológicas nesta região nos anos de 1990, e este é o primeiro achado importante sob o governo do Hamas, que dirige a região há dois anos e meio.

As escavações prosseguem na mesma zona onde há numerosos túneis que os palestinos utilizam para contrabandear produtos do Egito, devido ao bloqueio israelense na fronteira.

O GATO DE ALEXANDRIA





19/01/2010
Arqueólogos 2010 descobrem restos de templo do século 3 a.C.
Efe, no Cairo

Uma missão arqueológica egípcia descobriu em Alexandria os restos de um templo ptolomaico dedicado à deusa Bastet e pertencente à rainha Berenice, esposa de Ptolomeu 3, cuja construção remonta ao século 3 antes de Cristo.

Segundo um comunicado divulgado hoje pelo Conselho Supremo de Antiguidades egípcio (CSA), a expedição, que foi liderada pelo diretor de Antiguidades do Baixo Egito, Mohammed Abdel Maksoud, também desenterrou 600 diferentes objetos daquela época.

AP

Entre os objetos que foram resgatados pela expedição estão a figura da deusa Bastet, representada por um gato (na foto)
A nota explica que a descoberta foi feita durante escavações rotineiras na região de Kom al-Dikka, na cidade mediterrânea de Alexandria, dentro de um recinto militar.

O secretário do CSA, Zahi Hawas, assegurou que o templo tem dimensões de 60 metros de comprimento por 15 de largura e se estende sob a rua Ismail Fahmi.

Segundo Hawas, a construção foi destruída na última época da era ptolomaica quando usada para construções, o que provocou o desaparecimento de muitos de seus blocos de pedra.

Entre os objetos que foram resgatados pela expedição estão a figura da deusa Bastet, representada por um gato, considerada a deusa da proteção e da maternidade. Isso indica, segundo Maksoud, que o templo era dedicado a essa deusa.

Maksoud ressaltou que foram encontradas três estátuas de Bastet em diferentes pontos da escavação junto a outras figuras esculpidas em pedra de um menino e uma mulher.

Além disso, foram encontrados potes de barro, estátuas de bronze e louça de diferentes divindades do antigo Egito, além de representações de terracota dos deuses Harpócrates (Horus menino) e Ptah.

URSO VENDIDO




Funcionária de uma casa de leilões londrina se prepara para vender um esqueleto de um urso que viveu na era do gelo. A ossada foi vendida por cerca de US$ 40 mil

DINOSSAURO GAÚCHO




Restos fossilizados de dinossauro são encontrados no Rio Grande do Sul.
27/01/2010
Paleontólogos brasileiros anunciaram a descoberta de um pequeno dinossauro carnívoro no município de São João do Polêsine, na Formação Santa Maria, na região Central do Rio Grande do Sul.

Os pesquisadores do projeto ULBRA Paleontologia, encontraram mais um esqueleto de uma mesma espécie que já haviam descoberto há um ano. Os restos fossilizados pertencem a um pequeno dinossauro de 50 cm de altura e aproximadamente 1,3 m de comprimento, com peso de cerca de 8 quilos. Eles teriam vivido há 228 milhões de anos.

A descoberta aconteceu em novembro de 2009, quando uma pequena vértebra foi avistada pelo biólogo André Augusto Brodt, que acompanhava uma expedição de busca.

O novo animal deve ser carnívoro e remonta à origem dos dinossauros. Segundo os paleontólogos da expedição Tiago Raugust, Sérgio Dias da Silva e Rodrigo Carrilho, os fósseis de dinossauros do período Triássico são raríssimos e não há mais que uma dezena de achados em todo o mundo.

Segundo Dias da Silva, o Rio Grande do Sul, e esta localidade em particular, tem muito a explicar sobre a diversificação inicial do grupo, já que este é o sexto tipo diferente de dinossauro Triássico encontrado no Estado.

“Esse achado reforça a idéia de que esse grupo tão diverso e bem sucedido no Jurássico e Cretáceo (períodos geológicos subsequentes ao Triássico) se diversificou em vários grupos, ainda no Triássico, e apenas alguns poucos milhões de anos após o seu surgimento na Terra”, afirma Dias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A COR DOS DINOSSAUROS






















27/01/2010
AP Photo/University of Bristol/ Jim RobinsReconstrução de como seria o Sinosauropteryx, dinossauro laranja com a cauda com listras brancas.

Cientistas identificaram pela primeira vez a cor de um dinossauro. E não, ele não era verde. O Sinosauropteryx possuía cerdas simples, precursoras das penas, em um tom alaranjado com listras brancas na cauda. Já a espécie de ave antiga Confuciusornis tinha manchas brancas, pretas e laranja escuro.

A pesquisa da Universidade de Bristol, na Inglaterra, ajuda ainda a descobrir a função original das penas. “Se elas foram usados para voar, para isolamento térmico ou para serem vistosas. Sabemos agora que as penas vieram antes das asas, assim as penas não são originalmente para voar”, diz Mike Benton, professor de Paleontologia da Universidade.

Segundo ele, isto mostra que as penas surgiram inicialmente como agentes para mostrar cores. As funções de termoregulação e facilitadora para o voo só viriam depois.

Os pesquisadores identificaram dois tipos de melanossomas, organelas presentes nos pelos e penas dando sua coloração. Como é uma parte da estrutura da proteína dura da pena, a melanossoma sobrevive com a pena, mesmo por centenas de milhões de anos.

Estas descobertas confirmam que as aves evoluíram de uma longa linhagem de dinossauros carnívoros. Elas também demonstram que a evolução foi passo a passo durante 50 milhões de anos, durante os períodos Jurássico e Cretáceo.

O ELEFANTE DE 250 MIL ANOS

















Líder de vilarejo em Javal, na Indonésia, mostra os fósseis de um elefante que pode ter 250 mil anos, segundo arqueólogos do Instituto de Tecnologia Bandung.

Reuters/Sigit Pamungkas

JARRO DO SÉCULO 8




Efe/Provincia de Jeju

10/02/2010
Arqueólogos sul-coreanos encontram jarro de barro do século 8º

As autoridades da província-ilha de Jeju, Coreia do Sul, divulgaram nesta quarta-feira (10) imagem de um jarro de barro que consideram ser do século 8º.

Ele foi descoberto em um lago da caverna de Yongcheon, local considerado pela Unesco Patrimônio Natural da Humanidade.

O objeto foi encontrado durante escavações recentes realizadas por arqueólogos do Museu Nacional de Jeju --a data exata do achado não foi divulgada.

A ilha de Jeju, maior da Coreia do Sul, fica na extremidade sul do país e é a única província especial autônoma de lá.

MANDÍBULA





Mandíbula de um fóssil de rato recém-descoberto em Salt Lake City, nos EUA.

AP

UMA RUA DE 1500 ANOS



Reuters

O diretor de antiguidades Ofer Sion segura réplica de antigo mapa de Jerusalém

Uma rua de 1.500 anos, utilizada por peregrinos cristãos, foi descoberta na cidade velha de Jerusalém, anunciaram nesta quarta-feira arqueólogos israelenses.

Um pequeno vão da rua, que aparece em um mapa em mosaico da Terra Santa da época bizantina, foi descoberto em escavações próximo à porta de Jafa.

"Depois de tirar uma série de camadas arqueológicas a uma profundidade de 4,5 metros abaixo do nível da rua atual, descobrimos pedras utilizadas para pavimentar a rua", explicou o diretor da escavação, Ofer Sion.

A rua descoberta figura no mapa de Madaba, um mosaico que se encontra no interior da igreja bizantina de São Jorge, na pequena localidade de Madaba.

O mapa da cidade é o mais antigo da Terra Santa, explicou Ofer Sion.

As escavações, que devem durar mais algumas semanas, encontraram ainda os vestígios de um edifício construído posteriormente, vasilhas, moedas e peças de bronze.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

TUTANCÂMON






















Foto de 2007 mostra a face de Tutancâmon em uma caixa climatizada em sua tumba, em Luxor, perto de Cairo. A ancestralidade do jovem faraó, um dos maiores mistérios do Egito Antigo, está prestes a ser desvendada graças a estudos de DNA, segundo anunciaram autoridades egípcias.

AFP/Cris Bouroncle

DENTE NEANDERTAL






















Imagem divulgada pela Universidade Szczecin nesta segunda-feira (1º) mostra um dos três dentes de Neandertal descobertos em uma caverna no sul da Polônia.

AP/Szczecin University

SARCÓFAGO APREENDIDO






















Divulgada foto de sarcófago apreendido em aeroporto nos EUA
22 de fevereiro de 2010

O sarcófago de Imesy foi confiscado por policiais americanos na aduana de Miami
Foto: EFE

O Conselho Nacional de Antiguidades do Egito divulgou nesta segunda-feira a foto de um sarcófago apreendido por oficiais da aduana na chegada à cidade de Miami, nos EUA. O sarcófago, que saiu ilegalmente do Egito na década de 70, estava em um voo proveniente da Espanha. As informações são da agência EFE.

De acordo com as autoridades responsáveis, o sarcófago contém a múmia de um homem chamado Imesy, pertencente à 21ª dinastia egípcia ( 1070 - 945 a.C.).

O sarcófago será devolvido ao secretário do Conselho Nacional de Antiguidades do Egito, Zahi Hawass, em uma cerimônia que ocorrerá em Washington, nos EUA.

MÚMIA DEVOLVIDA






















Foto cedida pelo Conselho de Antiguidades do Egito mostra um sarcófago de madeira de 1.081 a 931 a.C. O caixão, levado pelos EUA há mais de 125 anos, foi devolvido ao país, segundo o ministro da cultura egípcio Faruq Hosni.

AFP

O ESQUIMÓ DE 4 MIL ANOS





















DNA de homem que viveu há 4 mil anos na Groenlândia é decifrado

Reuters/Nuka Godfredsen 10/02/2010

As novas técnicas de sequenciamento permitiram decifrar os segredos do esquimó

Bastaram alguns cabelos conservados no solo gelado da Groenlândia para que as novas técnicas de sequenciamento permitissem decifrar os segredos do DNA de um homem que viveu há 4 mil anos, segundo uma pesquisa cujos resultados foram publicados pela revista Nature.

O homem, pertencente à cultura Saqqaq, a primeira conhecida na Groenlândia, tinha provavelmente a pele morena, os cabelos pretos e uma forte tendência à calvície, indicou Esle Willerslev, da Universidade de Copenhague, que dirigiu o estudo.

As análises de seu DNA mostram que o esquimó pré-histórico, geneticamente adaptado às temperatura geladas, corria riscos de sofrer de otites devido à cera muito seca que tinha no ouvido, explicou Willerslev durante uma audioconferência.

Deste homem, que viveu há 4 mil anos, os cientistas puderam sequenciar 79% do genoma que compreende 3 bilhões de pares de bases, graças à excelente conservação do DNA no solo gelado.

A análise do genoma consistiu nos cromossomos contidos no núcleo das células humanas (incluindo as do cabelo) e a pequena fração do DNA das mitocôndrias, antigas bactérias convertidas em centrais energéticas de nossas células.

Graças às novas tecnologias, o sequencianto do DNA dos cabelos encontrados no homem da Groenlândia pôde ser verificada vinte vezes, quando o decifrar do genoma humano normalmente só pode ser feito dez vezes.

Isso permitiu identificar mais de 350 mil variações ricas em informação sobre a origem do homem da Groenlândia.

Seu grupo sanguíneo (A+) e certas características genéticas mostram, segundo os cientistas, que ele vem de um grupo humano proveniente da Sibéria há 5.500 anos, 200 gerações antes de seu nascimento.

"As populações contemporâneas mais próximas às que esse homem está associado não são na realidade os Inuits, nem os groenlandeses e nem os índios da América, mas sim as populações do nordeste da Sibéria: os Nganassans, Koryaks e Chukchis", explica Willerslev.

A migração entre os continentes teria ocorrido há 5.500 anos através do estreito de Bering, que pode ter sido atravessado de barco. "Isso não se sabe, talvez o tenham feito das duas maneiras", disse o cientista.

O DNA encontrado na Groenlândia era de boa qualidade; apenas 0,8% pode ter sido "contaminado" por outro DNA humano mais recente, afirmam os cientistas.

TUTANCÂMON























Máscara de ouro do faraó Tutancâmon no museu do Cairo
AP/Amr Nabil 16/02/2010

O jovem e lendário faraó Tutancâmon, que teria morrido misteriosamente há mais de 3 mil anos, faleceu, na verdade, de malária combinada com uma infecção óssea, segundo um estudo divulgado nesta terça-feira nos Estados Unidos.

Tutancâmon morreu tão jovem - aos 19 anos, em 1324 a.C., com apenas nove anos de trono, sem deixar herdeiros - o que levou especialistas a especularem sobre a hipótese de doenças hereditárias na família real da XVIII dinastia, explica Zahi Hawass, responsável pelas antiguidades egípcias no museu do Cairo e principal autor do estudo.

Os pesquisadores se apoiaram em vários métodos, entre eles a radiologia e as análises do DNA para o trabalho, realizado em 16 múmias, com onze delas, incluindo a de Tutancâmon, sendo, aparentemente, membros da família real.

O estudo, realizado entre 2007 e 2009, buscava determinar os vínculos de parentesco e de sangue, e a existência de características patológicas hereditárias em Tutancâmon. Os mesmos permitiram identificar o pai do faraó, marido da lendária rainha Nefertiti.

"Estes resultados permitem pensar que uma circulação sanguínea insuficiente dos tecidos ósseos, que debilitou e destruiu parte da ossatura, combinada com malária, foi a causa mais provável da morte de Tutancâmon", ocorrida após uma fratura, explica Zahi Hawass, com trabalhos divulgados no jornal da Associação Médica americana (Jama) na edição de 17 de fevereiro.

O diagnóstico pôde ser estabelecido sobretudo graças aos exames genéticos, que revelaram uma série de más-formações na família Tutancâmon, como a doença de Kohler, que destrói células ósseas.

As análises de DNA também puseram em evidência a presença de três genes vinculados ao parasita Plasmodium falciparum, responsável pela malária em quantro múmias estudadas, entre elas a de Tutancâmon.

Tutankamón e seus ancestrais eram pouco conhecidos até a descoberta de sua tumba pelo britânico Howard Carter, que continha um grande tesouro, incluindo uma máscara mortuária em ouro maciço.

O estudo parece abrir as portas a um novo enfoque de investigação em genealogia molecular e paleogenômica do período faraônico, opinam os cientistas.