Fragmento do mais antigo machado conhecido do mundo (Foto: STR / AFP Photo)
11/05/2016
Machado encontrado na Austrália tem quase 50 mil anos, diz estudo
Um fragmento de lâmina de rocha encontrado na Austrália pode ser o machado mais antigo do mundo, com cerca de 50 mil anos, logo após a chegada do ser humano ao continente, revelaram especialistas nesta quarta-feira (11).
O fragmento, do tamanho de uma unha de polegar, foi encontrado no oeste da Austrália, na região de Kimberley, uma área pouco habitada do país.
A ferramenta revela que os primeiros habitantes do continente tinham uma tecnologia inovadora e inventiva. "Este é, sem dúvida, o machado mais antigo do mundo", disse Peter Hiscock, acadêmico da Universidade de Sydney.
A peça, encontrada na década de 90, teve sua importância reconhecida apenas recentemente, graças às novas tecnologias.
"É um fragmento relativamente pequeno, não tem mais que um centímetro", explicou Hiscock, que utilizou um microscópio digital para analisar a rocha e determinar que foi talhada a mão. "Provavelmente não é o machado mais antigo já produzido, seria extraordinário encontrá-lo, mas não acredito que terei esta sorte", brincou Hiscock.
A ferramenta teria sido produzida há entre 46 mil e 49 mil anos, poucos milhares de anos após a chegada do homem à Austrália, há cerca de 50 mil anos.
A descoberta será publicada na revista Australian Archaeology.
A professora da Universidade Nacional da Austrália Sue O'Connor, que localizou o fragmento, destacou que "em nenhum lugar do mundo foram encontrados machados desta época", recordando que este tipo de ferramenta surgiu no Japão há 35 mil anos.
sexta-feira, 13 de maio de 2016
sexta-feira, 10 de julho de 2015
OS CHIFRES ORNAMENTAIS
Descoberto no Canadá novo dinossauro com chifres 'ornamentais'
08/07/2015
Um novo dinossauro com inusitados chifres ornamentais foi descoberto por um grupo de pesquisadores canadenses e descrito em artigo publicado nesta quarta-feira, 08, na revista científica Plos One. O novo dinossauro, batizado de Wendiceratops pinhornensis, viveu há 79 milhões de anos e é um dos mais antigos membros conhecidos da família de grandes dinossauros com chifres que inclui o conhecido Triceratops. O animal tinha cerca de seis metros de comprimento e pesava uma tonelada.
A descrição do novo dinossauro foi feita a partir de mais de 200 ossos fósseis encontrados na Formação Oldman, no sul de Alberta, no Canadá. O animal era herbívoro e possuía uma espécie de bico semelhante aos dos papagaios. Segundo os cientistas, ele provavelmente utilizava esse bico para cortar ervas próximas ao chão, que depois eram fatiadas com suas dúzias de dentes em forma de folhas.
A cabeça do Wendiceratops era cheia de adornos, incluindo uma série de chifres retorcidos nas margens. Uma estrutura em forma de "babado" se projetava para trás da cabeça, formando uma espécie de escudo. "Esses amplos babados eram envolvidos por numerosos chifres ondulados, o nariz tinha um grande chifre vertical e é provável que ele tivesse chifres sobre os olhos também. Essas características o tornam um dos mais impactantes dinossauros de chifres já encontrados", disse o autor principal do estudo, David Evans, curador de paleontologia do Museu Real de Ontario, em Toronto (Canadá).
O nome do novo gênero, Wendiceratops, significa "rosto com chifres de Wendy", em homenagem à pesquisadora Wendy Sloboda, uma conhecida caçadora de fósseis de Alberta, no Canadá. Ela foi a responsável pela descoberta, em 2010, do sítio onde já foram encontrados diversos dinossauros, além do Wendiceratops.
De acordo com Evans, a pesquisadora descobriu centenas de fósseis importantes nos últimos 30 anos, incluindo diversas novas espécies. "Wendy Sloboda tem um sexto sentido para a descoberta de fósseis importantes. Ela é facilmente uma das melhores caçadoras de dinossauros do mundo", disse Evans.
Faro apurado
Wendy contou à reportagem que os fósseis do Wendiceratops foram encontrados em setembro do ano passado, quando a equipe de Evans fazia prospecções no sítio descoberto por ela. "Essa área é realmente repleta de fósseis. Ao encontrar alguns desses, o professor Evans imediatamente percebeu que eles eram estranhos, realmente incomuns. As escavações foram levadas adiante e mais tarde ele me enviou um e-mail pedindo permissão para batizar o novo gênero com o meu nome. Eu não esperava isso, é uma honra imensa", disse ela. A pesquisadora afirma que não sabe explicar seu conhecido "faro" para fósseis. "Eu simplesmente procuro e de fato encontro montes de coisas", declarou.
De acordo com a caçadora de fósseis, a característica mais marcante do novo dinossauro são os chifres que formam estruturas em forma de "babados". "Esse dinossauro é realmente antigo e seus chifres são completamente diferentes de tudo que já vimos antes. A melhor maneira de descrevê-los é dizer que são chifres ornamentais", afirmou Wendy.
"O Wendiceratops nos ajuda a entender os primeiros estágios da evolução da ornamentação do crânio desse grupo de dinossauros com chifres", disse Evans. Segundo ele, o osso nasal do Wendiceratops foi reconstituído a partir de espécimes fragmentários e seu formato exato é incerto. Mas para os cientistas está claro que ele era a base de um proeminente núcleo de chifre vertical sobre o nariz.
08/07/2015
Um novo dinossauro com inusitados chifres ornamentais foi descoberto por um grupo de pesquisadores canadenses e descrito em artigo publicado nesta quarta-feira, 08, na revista científica Plos One. O novo dinossauro, batizado de Wendiceratops pinhornensis, viveu há 79 milhões de anos e é um dos mais antigos membros conhecidos da família de grandes dinossauros com chifres que inclui o conhecido Triceratops. O animal tinha cerca de seis metros de comprimento e pesava uma tonelada.
A descrição do novo dinossauro foi feita a partir de mais de 200 ossos fósseis encontrados na Formação Oldman, no sul de Alberta, no Canadá. O animal era herbívoro e possuía uma espécie de bico semelhante aos dos papagaios. Segundo os cientistas, ele provavelmente utilizava esse bico para cortar ervas próximas ao chão, que depois eram fatiadas com suas dúzias de dentes em forma de folhas.
A cabeça do Wendiceratops era cheia de adornos, incluindo uma série de chifres retorcidos nas margens. Uma estrutura em forma de "babado" se projetava para trás da cabeça, formando uma espécie de escudo. "Esses amplos babados eram envolvidos por numerosos chifres ondulados, o nariz tinha um grande chifre vertical e é provável que ele tivesse chifres sobre os olhos também. Essas características o tornam um dos mais impactantes dinossauros de chifres já encontrados", disse o autor principal do estudo, David Evans, curador de paleontologia do Museu Real de Ontario, em Toronto (Canadá).
O nome do novo gênero, Wendiceratops, significa "rosto com chifres de Wendy", em homenagem à pesquisadora Wendy Sloboda, uma conhecida caçadora de fósseis de Alberta, no Canadá. Ela foi a responsável pela descoberta, em 2010, do sítio onde já foram encontrados diversos dinossauros, além do Wendiceratops.
De acordo com Evans, a pesquisadora descobriu centenas de fósseis importantes nos últimos 30 anos, incluindo diversas novas espécies. "Wendy Sloboda tem um sexto sentido para a descoberta de fósseis importantes. Ela é facilmente uma das melhores caçadoras de dinossauros do mundo", disse Evans.
Faro apurado
Wendy contou à reportagem que os fósseis do Wendiceratops foram encontrados em setembro do ano passado, quando a equipe de Evans fazia prospecções no sítio descoberto por ela. "Essa área é realmente repleta de fósseis. Ao encontrar alguns desses, o professor Evans imediatamente percebeu que eles eram estranhos, realmente incomuns. As escavações foram levadas adiante e mais tarde ele me enviou um e-mail pedindo permissão para batizar o novo gênero com o meu nome. Eu não esperava isso, é uma honra imensa", disse ela. A pesquisadora afirma que não sabe explicar seu conhecido "faro" para fósseis. "Eu simplesmente procuro e de fato encontro montes de coisas", declarou.
De acordo com a caçadora de fósseis, a característica mais marcante do novo dinossauro são os chifres que formam estruturas em forma de "babados". "Esse dinossauro é realmente antigo e seus chifres são completamente diferentes de tudo que já vimos antes. A melhor maneira de descrevê-los é dizer que são chifres ornamentais", afirmou Wendy.
"O Wendiceratops nos ajuda a entender os primeiros estágios da evolução da ornamentação do crânio desse grupo de dinossauros com chifres", disse Evans. Segundo ele, o osso nasal do Wendiceratops foi reconstituído a partir de espécimes fragmentários e seu formato exato é incerto. Mas para os cientistas está claro que ele era a base de um proeminente núcleo de chifre vertical sobre o nariz.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
UM ANCESTRAL DO ELEFANTE
Fóssil de ancestral do elefante é encontrado na Romênia
29/06/2015
Uma equipe de paleontólogos descobriu em uma vila do leste da Romênia vários fósseis de um ancestral do elefante, o dinotério - uma descoberta "excepcional", segundo os cientistas.
"É uma descoberta excepcional, alcançada depois de muitos anos de pesquisa na região", afirmou à AFP Laurentiu Ursachi, do museu Vasile Parvan Museu de Barlad.
Museólogos e professores da faculdade de Geologia de Iasi desenterraram uma mandíbula de 66 centímetros, nove dentes muito bem preservados (incluindo um pré-molar de 12,1 centímetros) e vários fragmentos das presas do animal, uma cintura pélvica e membros anteriores e posteriores.
"A idade dos fósseis é de sete milhões de anos, está comprovada pela presença de fluxo piroclástico vulcânico", explicou Bogdan Ratoi, pesquisador da faculdade de Iasi.
De acordo com os pesquisadores, esse dinotério ('Deinotherium bozasi'), nome que significa terrível besta, em grego, media cerca de cinco metros.
A descoberta ocorreu na vila de Gherghesti, em uma região onde nos últimos anos também foram descobertos fósseis dos ancestrais dos rinocerontes e bisões.
Escavações paleontológicas se aceleraram em meados de junho após a descoberta do primeiro fragmento do dinotério perto de uma estrada em uma colina Gherghesti.
Esta é a segunda descoberta do tipo na Romênia, onde em 1891 foi encontrado um esqueleto de dinotério que atualmente está exposto no Museu de História Natural, em Bucareste.
quinta-feira, 9 de abril de 2015
AS PRIMEIRAS JÓIAS
Neandertais criaram primeiras joias da humanidade há 130 mil anos
05/04/2015
Luka Mjeda/Zagreb
Os neandertais utilizaram garras de águia para criar e se enfeitar com as primeiras joias da humanidade há 130 mil anos, dezenas de milhares de anos antes da aparição dos humanos modernos na Europa.
Este é a surpreendente descoberta da antropóloga croata Davorka Radovcic, cujo trabalho foi divulgado na prestigiada publicação científica "PLoS One", e que revela que não foi o Homo sapiens, há 100 mil anos, a primeira espécie humana a criar objetos de valor para se adornar.
"Até agora se considerava que as joias mais antigas do homem, achadas em Israel e no sul da África, datam de 100 mil anos, e agora esse limite foi revisado cerca de 20 mil a 30 mil anos", explicou à Agência Efe a jovem cientista.
"O que é mais importante é que o fenômeno se relaciona agora com os neandertais", acrescentou Radovcic, conservadora do Museu de História Natural da Croácia.
Alguns especialistas sustentavam que os neandertais não tinham habilidades simbólicas ou que poderiam ter copiado este comportamento do Homo sapiens, por isso é considerado um achado e uma amostra de cognição avançada que elaborassem objetos para se enfeitar.
Algumas marcas em garras do pigargo europeu ou águia rabalva provam que estas foram enlaçadas pelo Homo neanderthalensis e utilizadas em um colar, pulseira e um adorno corporal similar.
Trata-se de garras fósseis da grande águia achadas há 115 anos conservadas no citado museu e provêm de um dos maiores sítios arqueológicos neandertais no mundo, a caverna Husnjakovo, perto de Krapina, no norte da Croácia.
O neandertal costuma se relacionar com uma imagem animal, bestial, de pouca inteligência, mas esta recente descoberta revela que esses homens paleolíticos foram muito mais "humanos" do que acreditávamos.
"O fato de ter usado este enfeite mostra um nível de cognição abstrata, indica a possibilidade de cognição simbólica, sinalização, linguagem", explicou Radovcic.
Essa grande ave de rapina, chamada de "tapete voador" por causa da envergadura de suas asas de mais de dois metros, deve ter impressionado o homem do paleolítico e seguramente teve para ele um significado especial.
A cientista teve um primeiro indício de sua descoberta há dois anos, logo após assumir seu trabalho no museu, ao estudar a coleção de fósseis de Krapina.
"O que chamou minha atenção foi que nos fósseis de garra havia incisões antropogênicas, obra de mãos humanas", lembrou a cientista.
Em seguida, Davorka Radovcic reuniu uma equipe de especialistas e juntos estudaram todos os restos fósseis de aves achados na caverna Husnjakovo.
"Em formações que cobrem a última falange dos dedos do pigargo achamos incisões feitas pelo homem, assim como marcas de lixamento na parte de trás, o que aponta que foram usadas em algum colar ou algo similar", descreveu Radovcic.
Nessas garras de águia, oito no total, também há marcas de terem sido expostas a um ambiente ácido, como o suor do corpo humano, o que confirma adicionalmente a teoria de Radovcic.
A morfologia das garras facilita que sejam atadas em série com uma corda, sem necessidade de buracos.
"Não sabemos se as garras foram usadas exatamente para colares, por isso dizemos que foi algum tipo de joia, um adorno que usavam sobre o corpo, mas não sabemos como exatamente. Temos indícios que essas garras de ave foram atadas e eram usadas penduradas", detalhou.
As oito garras pertencem a três águias diferentes, por isso que os cientistas concluem que se tratava de uma prática estendida e não de um caso individual e casual.
Segundo pesquisas recentes, o Homo neanderthalensis teve certo grau de hibridação com o ser humano moderno, de modo que seus genes se encontram hoje em todos os povos da Eurásia.
Foram encontradas evidências de que os neandertais enterravam seus mortos, que tinham desenvolvido uma tecnologia avançada de manufatura de utensílios de pedra e inclusive existem provas indiretas de que utilizavam certo tipo de linguagem em sua comunicação.
"Agora temos um conjunto de provas a mais sobre sua complexidade em todo sentido", ressaltou Radovcic.
Os neandertais habitaram partes da Europa, Ásia Central e Oriente Médio durante 250 mil anos, mas continua sendo um mistério por que desapareceram há cerca de 40 mil anos.
Há cerca de 45 mil anos começou a colonização da Europa por parte do Homo sapiens, e uma das teorias é que os neandertais se extinguiram por causa da concorrência com os humanos modernos.
Em Krapina foi encontrado em 1899 cerca de 70 restos neandertais, o que constitui uma das jazidas mais ricas do mundo sobre essa espécie.
05/04/2015
Luka Mjeda/Zagreb
Os neandertais utilizaram garras de águia para criar e se enfeitar com as primeiras joias da humanidade há 130 mil anos, dezenas de milhares de anos antes da aparição dos humanos modernos na Europa.
Este é a surpreendente descoberta da antropóloga croata Davorka Radovcic, cujo trabalho foi divulgado na prestigiada publicação científica "PLoS One", e que revela que não foi o Homo sapiens, há 100 mil anos, a primeira espécie humana a criar objetos de valor para se adornar.
"Até agora se considerava que as joias mais antigas do homem, achadas em Israel e no sul da África, datam de 100 mil anos, e agora esse limite foi revisado cerca de 20 mil a 30 mil anos", explicou à Agência Efe a jovem cientista.
"O que é mais importante é que o fenômeno se relaciona agora com os neandertais", acrescentou Radovcic, conservadora do Museu de História Natural da Croácia.
Alguns especialistas sustentavam que os neandertais não tinham habilidades simbólicas ou que poderiam ter copiado este comportamento do Homo sapiens, por isso é considerado um achado e uma amostra de cognição avançada que elaborassem objetos para se enfeitar.
Algumas marcas em garras do pigargo europeu ou águia rabalva provam que estas foram enlaçadas pelo Homo neanderthalensis e utilizadas em um colar, pulseira e um adorno corporal similar.
Trata-se de garras fósseis da grande águia achadas há 115 anos conservadas no citado museu e provêm de um dos maiores sítios arqueológicos neandertais no mundo, a caverna Husnjakovo, perto de Krapina, no norte da Croácia.
O neandertal costuma se relacionar com uma imagem animal, bestial, de pouca inteligência, mas esta recente descoberta revela que esses homens paleolíticos foram muito mais "humanos" do que acreditávamos.
"O fato de ter usado este enfeite mostra um nível de cognição abstrata, indica a possibilidade de cognição simbólica, sinalização, linguagem", explicou Radovcic.
Essa grande ave de rapina, chamada de "tapete voador" por causa da envergadura de suas asas de mais de dois metros, deve ter impressionado o homem do paleolítico e seguramente teve para ele um significado especial.
A cientista teve um primeiro indício de sua descoberta há dois anos, logo após assumir seu trabalho no museu, ao estudar a coleção de fósseis de Krapina.
"O que chamou minha atenção foi que nos fósseis de garra havia incisões antropogênicas, obra de mãos humanas", lembrou a cientista.
Em seguida, Davorka Radovcic reuniu uma equipe de especialistas e juntos estudaram todos os restos fósseis de aves achados na caverna Husnjakovo.
"Em formações que cobrem a última falange dos dedos do pigargo achamos incisões feitas pelo homem, assim como marcas de lixamento na parte de trás, o que aponta que foram usadas em algum colar ou algo similar", descreveu Radovcic.
Nessas garras de águia, oito no total, também há marcas de terem sido expostas a um ambiente ácido, como o suor do corpo humano, o que confirma adicionalmente a teoria de Radovcic.
A morfologia das garras facilita que sejam atadas em série com uma corda, sem necessidade de buracos.
"Não sabemos se as garras foram usadas exatamente para colares, por isso dizemos que foi algum tipo de joia, um adorno que usavam sobre o corpo, mas não sabemos como exatamente. Temos indícios que essas garras de ave foram atadas e eram usadas penduradas", detalhou.
As oito garras pertencem a três águias diferentes, por isso que os cientistas concluem que se tratava de uma prática estendida e não de um caso individual e casual.
Segundo pesquisas recentes, o Homo neanderthalensis teve certo grau de hibridação com o ser humano moderno, de modo que seus genes se encontram hoje em todos os povos da Eurásia.
Foram encontradas evidências de que os neandertais enterravam seus mortos, que tinham desenvolvido uma tecnologia avançada de manufatura de utensílios de pedra e inclusive existem provas indiretas de que utilizavam certo tipo de linguagem em sua comunicação.
"Agora temos um conjunto de provas a mais sobre sua complexidade em todo sentido", ressaltou Radovcic.
Os neandertais habitaram partes da Europa, Ásia Central e Oriente Médio durante 250 mil anos, mas continua sendo um mistério por que desapareceram há cerca de 40 mil anos.
Há cerca de 45 mil anos começou a colonização da Europa por parte do Homo sapiens, e uma das teorias é que os neandertais se extinguiram por causa da concorrência com os humanos modernos.
Em Krapina foi encontrado em 1899 cerca de 70 restos neandertais, o que constitui uma das jazidas mais ricas do mundo sobre essa espécie.
quinta-feira, 5 de março de 2015
CIENTISTAS CONFIRMAM DESCOBERTA DO FÓSSIL MAIS ANTIGO DO GÊNERO "HOMO"
04/03/2015
Brian Villmoare/AFP
Pesquisador exibe um pedaço de mandíbula descoberto na Etiópia, que os cientistas batizaram de LD-350-1: ancestral humano teria vivido há 2,8 milhões
Uma equipe de cientistas confirmou nesta quarta-feira (4) a descoberta de um fóssil de um hominídeo de 2,8 milhões de anos, que se torna assim o mais antigo encontrado até agora do gênero "Homo", ao qual pertence o homem atual.
Trata-se de parte da mandíbula de um hominídeo achada em 2013 na Etiópia, cuja análise em dois estudos publicados na revista "Science" aponta que a divisão do gênero "Homo" ocorreu quase meio milhão de anos antes do que se tinha concluído anteriormente.
Os pesquisadores indicam que o fóssil, que é conhecido como LD 350-1, combina os traços primitivos do "Australopithecus" com as características mais modernas do "Homo", que situariam este gênero antes no tempo.
Os pesquisadores apontam, entretanto, que ainda é cedo para chegar a tal conclusão, e que são necessários mais estudos para determinar a qual espécie pertence.
Até agora, os fósseis mais antigos descobertos do gênero "Homo", que agrupa as espécies que evoluíram no homem moderno ("Homo sapiens"), datavam de aproximadamente 2,3 ou 2,5 milhões de anos.
"Apesar de muitas buscas, os fósseis da linhagem 'Homo' de mais de 2 milhões de anos são muito raros", afirmou Brian Villmoare, da Universidade de Nevada, um dos principais cientistas envolvidos na descoberta do fóssil.
Villmoare e sua equipe estudaram a fundo a mandíbula, que conta com cinco de seus dentes intactos, e descobriram que, embora a idade e localização do fóssil o coloquem perto do "Australopithecus afarensis", sua arcada dentária coincide mais com as primeiras espécies do "Homo".
O acadêmico explicou que o período que abrange entre 2 e 3 milhões de anos é um dos que tem mais lacunas a respeito do estudo das origens do homem. "Ter uma ideia da fase mais antiga da evolução de nossa linhagem é particularmente emocionante", afirmou.
A pesquisadora do departamento de geociências da Universidade Estadual da Pensilvânia Erin DiMaggio lidera outro estudo no qual é descrita geologicamente a jazida onde foi descoberta a mandíbula e confirma a idade do fóssil.
"Temos certeza da idade do LD 350-1", afirmou Erin, acrescentando que foram utilizados diferentes sistemas de datação, como análise radiométricas das camadas de cinzas vulcânicas para determinar a idade dos sedimentos da jazida.
As rochas e fósseis vegetais que estão sendo analisados "permitem lançar luz não somente sobre uma linhagem humana, mas sobre o estabelecimento de um entorno geológico no qual viveram os primeiros 'Homo", explicou a pesquisadora.
quinta-feira, 5 de setembro de 2013
AS LOMBRIGAS DE RICARDO III
Piers Mitchell/Department of Archaeology and Anthropology/University of Cambridge / Divulgação
03 de Setembro de 2013
Cientistas descobrem que rei Ricardo 3º sofria com lombrigas
Ovos de lombriga foram encontrados no solo do local onde estava o corpo do rei Ricardo
Uma análise do local onde foi encontrado o corpo do rei Ricardo 3º, que governou a Inglaterra entre 1483 e 1485, indica que o monarca sofria de ascaridíase (infecção por lombrigas). Os restos mortais foram descobertos em 2012 por uma equipe de arqueólogos da Universidade Leicester sob um estacionamento da cidade britânica de mesmo nome. Desde então, diversos exames foram feitos e revelaram, entre outros dados, como seria o rosto de Ricardo 3º. O novo estudo foi divulgado nesta terça-feira na publicação especializada The Lancet.
"Nós encontramos muitos ovos de lombrigas no solo da pélvis, onde os intestinos deveriam estar durante a vida", diz ao Terra Piers Mitchell, líder do estudo. Segundo os cientistas, em outros locais da tumba havia poucos, ou nenhum ovo do parasita, o que os fez descartar a possibilidade de contaminação externa - por lixo humano, por exemplo.
"Lombrigas podem se propagar pela contaminação fecal da comida feita por cozinheiros que não lavam suas mãos após ir ao banheiro. Pode também se espalhar pelo uso de fezes para fertilizar plantações - uma prática comum na Europa medieval", diz o pesquisador, ao explicar como um rei acabou por ter lombrigas.
Mitchell afirma que nobres da época deveriam comer muita carne, o que fez a equipe se surpreender com a falta de espécies de outro tipo de parasita no corpo do monarca: a tênia. "Se Ricardo não tinha essas espécies de parasita, isso pode indicar que a comida estava sendo totalmente cozida, o que pode ter matado as formas intermediárias."
Agora, afirma o cientista, o estudo dos restos mortais do rei tentará entender a escoliose que o monarca tinha na coluna vertebral, famosa inclusive na cultura inglesa. "Isso é importante porque Shakespeare escreveu uma peça sobre Ricardo 3º e o retratou como um corcunda que mancava. Nossa análise nos permitirá determinar quais efeitos sua deformidade espinhal podem realmente ter tido na vida de Ricardo."
RICARDO III, O REI NO ESTACIONAMENTO
Revelado rosto de Ricardo 3º, o "rei no estacionamento"
Reconstrução facial do Rei Ricardo 3o é exibida durante coletiva de imprensa em Londres. Com queixo largo, nariz proeminente e levemente arqueado, e lábios delicados, o "rosto" do rei da Inglaterra foi revelado nesta terça-feira, um dia depois de pesquisadores confirmarem que seus restos mortais tinham sido finalmente encontrados depois de 500 anos.
05 de Fevereiro de 2013
Com queixo largo, nariz proeminente e levemente arqueado, e lábios delicados, o "rosto" do rei da Inglaterra Ricardo 3º foi revelado nesta terça-feira, um dia depois de pesquisadores confirmarem que seus restos mortais tinham sido finalmente encontrados depois de 500 anos.
Uma equipe de arqueólogos e cientistas de uma universidade anunciaram na segunda-feira que o esqueleto que tinha sido encontrado em setembro passado, debaixo de um estacionamento em Leicester, era, de fato, de Ricardo, o último rei inglês a morrer em batalha, em 1485.
Devotos de Ricardo, que fizeram campanha durante muito tempo para restaurar sua reputação, orgulhosamente revelaram na terça-feira uma reconstrução em 3D da cabeça do monarca há tanto tempo desaparecido, apresentando-a aos jornalistas como "Sua Graça Ricardo Plantageneta, Rei da Inglaterra e França, Lorde da Irlanda".
Eles disseram que o rosto parecia simpático e nobre -- não o de um homem descrito por William Shakespeare como um monstro deformado e repugnante que assassinou seus sobrinhos, os "Príncipes na Torre".
"Espero que vocês possam ver nesse rosto o que eu vejo nesse rosto, que é um homem tridimensional em todos os sentidos", disse Philippa Langley, da Sociedade Ricardo 3o, que liderou a busca de quatro anos para encontrar os restos reais.
"Não parece a face de um tirano. Se... você olhar nos olhos dele, realmente é como se ele pudesse começar a falar com você", disse Langley aos repórteres.
Uma imagem computadorizada em 3D do rosto foi criada baseando-se em um scan tirado do esqueleto de Ricardo depois que ele foi encontrado em uma cova rasa nas ruínas de um mosteiro, hoje localizadas sob o estacionamento do departamento de serviços sociais da Câmara Municipal da cidade no centro da Inglaterra. A imagem depois foi moldada em plástico.
"SEM OLHOS OBLÍQUOS E BOCAS MALVADAS"
A reconstrução é fiel a uma avaliação anatômica do crânio, e cerca de 70 por cento da superfície do rosto deve ter menos de 2mm de erro, segundo o professor de identificação craniofacial que a criou.
Nenhum retrato de Ricardo foi usado para a principal reconstrução facial, embora os trajes, a peruca e algumas características como sobrancelhas, cor dos olhos e da pele tenham se baseado em pinturas do rei morto.
O resultado final realmente mostra uma forte semelhança com alguns retratos de Ricardo -- mas sem alguns dos traços menos lisonjeiros que apareceram durante o reinado de Henrique 7o, seu conquistador na Batalha de Bosworth Field em 1485, e da dinastia Tudor que se seguiu.
Langley disse que era um rosto sem as caricaturas dos Tudor: "Sem olhos oblíquos e bocas más, sem dedos em garra por baixo".
Usando um chapéu de feltro negro, com os cabelos até os ombros, um dos quais era um pouco mais alto que o outro --de acordo com a descoberta, seu esqueleto tinha uma curvatura na coluna-- a reconstrução mostra Ricardo, que tinha 32 anos ao morrer, com feições delicadas, quase femininas.
Seu corpo deve ser sepultado novamente na Catedral de Leicester no próximo ano, enquanto a reconstrução do busto assumirá um lugar de honra no centro de visitantes que será aberto perto do local onde o corpo repousou, em uma cova irregular e pequena, por mais de cinco séculos.
"Ver esse rosto foi na verdade o momento mais importante para mim, o momento mais extraordinário", disse Langley, explicando que o projeto tinha dois objetivos: encontrar os restos mortais para garantir um enterro digno e revelar o "verdadeiro Ricardo".
"Para mim, quando isso foi revelado e eu estava olhando para o rosto dele... esse foi o maior momento. De repente, o objetivo de ver o verdadeiro Ricardo 3o, virou realidade, um sonho milagroso realmente se realizou".
Assinar:
Comentários (Atom)






