sexta-feira, 3 de junho de 2011

TIRANO




Tiranossauros comiam diferentes animais dependendo da idade, é o que constatou um grupo de pesquisadores ao analisar um crânio de um Tarbossauro de 2 anos, um tiranossauro do Cretáceo que viveu na Mongólia. Na imagem, é possível ver a foto do crânio à direita e um desenho computadorizado acima. O fato comprova o sucesso evolucionário dos tiranossauros, já que os mais velhos não competiam com os mais jovens por comida.

Ohio University

O HOMEM QUEBRA-NOZES









"Homem quebra-nozes" comia tufos de grama

03/05/2011

DA ASSOCIATED PRESS

O "homem quebra-nozes", conhecido por seus dentes grandes e mandíbula pronunciada, na verdade se alimentava de grama, afirmam cientistas.

Um grupo da Universidade de Utah (EUA), encabeçado pelo pesquisador Thure E. Cerling, analisou o carbono presente no esmalte de 24 dentes de 22 indivíduos que viveram no leste africano entre 1,4 milhão a 1,9 milhão de anos atrás.

Entre os tipos de carbono, um é encontrado em folhas de árvores, nozes e frutas; enquanto outro consta em gramas e plantas rasteiras.

E foi justamente o segundo que mostra que os homens quebra-nozes, ou Paranthropus boisei, comiam muito mais grama do que seus outros ancestrais humanos, somente perdendo em quantidade para uma espécie extinta de babuínos também comedora de grama.
David Brill/National Museums of Kenya/Associated Press
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama
Dentes e mandíbula sugeriam erroneamente que "homem quebra-nozes" comia coisas mais sólidas do que grama

O coautor da pesquisa, Matt Sponheimer, da Universidade do Colorado (EUA), brinca: "Sinceramente, não esperávamos encontrar o equivalente primata de uma vaca em um dos galhos da nossa árvore genealógica."

As análises anteriores se basearam em formato e tamanho dos dentes, segundo Cerling, enquanto seu time partiu para o estudo de pedaços de um dente [do Museu Nacional do Quênia), que levaram a novas informações.

"[O estudo] nos lembra que as coisas não são exatamente como parecem ser na paleontologia", comenta Peter S. Ungar, da Universidade de Kansas (EUA).

O texto, publicado nesta terça-feira, pode ser visto na revista "PNAS" ("Proceedings of the National Academy of Sciences").

CÉREBRO DE 20 MILHÕES DE ANOS




Peru: descoberto cérebro de mamífero fossilizado de 20 milhões de anos.


25/05/2011

A descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.


LIMA, 25 maio 2011 (AFP) - Um grupo de cientistas encontrou, em bom estado de conservação, no norte do Peru, o cérebro fossilizado de um mamífero com 20 milhões de anos, disse um dos descobridores esta quarta-feira.

AFP/Museo Paleontologico Meyer-Honninger

A descoberta ocorreu na bacia do rio Santiago, região do Amazonas, na fronteira com o Equador.

"Está totalmente petrificado e fossilizado, isto é o estanho. Não há dúvidas de que seja o cérebro de um mamífero do período neógeno" disse à AFP o paleontólogo Klaus Honninger.

Honninger, diretor do museu Paleontológico Meyer-Honninger, explicou que a descoberta é extremamente incomum devido a que os tecidos moles, como o cérebro, se decompõem e não se fossilizam.

"Este animal tem que ter morrido em uma concentração de sedimentos que o envolveu e conservou", disse Honninger, da cidade de Chiclayo, costa norte.

A descoberta consiste na massa cerebral fossilizada completa de um animal, mostrando os dois lóbulos intactos, com medidas de 12 centímetros de largura, 11 centímetros de comprimento e 9 centímetros de altura.

"O estranho de tudo é não termos encontrado outras coisas (como restos ósseos), com exceção do cérebro", observou o estudioso.

Honninger disse, ainda, que a descoberta confirma a hipótese de que no período neógeno, o Amazonas já contava com clima úmido tropical e fauna muito variada, que incluía mamíferos de grande porte. O neógeno é um período do final do Terciário, que começou há 24 milhões de anos e terminou há dois milhões e meio de anos.

Em abril passado, perto deste local foram encontrados insetos fossilizados persos em uma jazida de âmbar, com 20 milhões de anos de antiguidade.

Em janeiro, os mesmos pesqusiadores anunciaram a descoberta dos restos de uma lula fossilizada (cefalópode) da era cretácica, na bacia do rio Marañón, na região do Amazonas, a 3.700 metros de altitude.

O museu Paleontológico Meyer-Honninger tem várias coleções de fósseis animais e vegetais, que serão expostas em um parque temático na cidade de Chiclayo (norte).

MONSTRO DO CAMBRIANO



Pesquisadores descobrem fósseis de criatura gigante de 488 milhões de anos
25/05/2011

Londres, 25 mai (EFE).- Cientistas da universidade americana de Yale descobriram no Marrocos fósseis de "estranhas" criaturas marinhas gigantes que habitaram a Terra no período Ordoviciano, entre 488 milhões e 472 milhões de anos atrás.

Em estudo publicado na edição mais recente da revista "Nature", os pesquisadores Peter Van Roy e Derek Briggs estimam que os anomalocaris, predadores gigantes com corpos leves e dois apêndices espinhosos que saíam da boca, de aspecto similar aos camarões, habitaram os mares por um tempo muito mais longo do que se acreditava até agora.

Os anomalocaris possuíam dentes afiados, úteis para perfurar as couraças de pequenos artrópodes como os trilobites, e lóbulos para se deslocar na água. Os espécimes mais antigos dessas criaturas, conhecidas como "camarões estranhos", datam do período Cambriano Médio, entre 542 milhões e 501 milhões de anos atrás.

Os fósseis descobertos agora medem cerca de 1 metro e são muito maiores que os demais fósseis datados do mesmo período.

O fato de os animais encontrados no Marrocos serem 30 milhões de anos mais jovens que os que habitaram a Terra no Cambriano indica que os anomalocaris dominaram os ecossistemas marítimos muito antes do que se pensava.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

LAGARTO MINHOCA



Fóssil pode explicar como "lagarto minhoca" perdeu as pernas

19 de maio de 2011









O esqueleto do Cryptolacerta hassiaca tem apenas alguns centímetros de comprimento e apresenta mãos e pernas muito pequenos


O "lagarto minhoca" não possui pernas e se assemelha, como o apelido diz, com uma minhoca


O esqueleto do Cryptolacerta hassiaca tem apenas alguns centímetros de comprimento e apresenta mãos e pernas muito pequenos

Foto: Naturkunde Museum, Berlin/Divulgação

domingo, 29 de maio de 2011

O AVÔ DOS CORCODILOS




Grupo acha "avô" de crocodilos terrestres no interior de MG


23/05/2011

Medindo só 1,80 metro da ponta do focinho à extremidade da cauda, o Campinasuchus dinizi não se encaixa muito bem na definição de monstro pré-histórico. Mesmo assim, parece ter sido um excelente fundador de dinastia.

Isso porque, segundo seus descobridores, o bicho é o membro mais primitivo do grupo de crocodilos que dominou o interior do Brasil na Era dos Dinossauros.

Nome de crocodilo primitivo mineiro homenageia filho

Seus descendentes dobrariam de tamanho e virariam, ao que tudo indica, os predadores dominantes do inclemente semiárido que cobria São Paulo, Minas Gerais e outros Estados do país há dezenas de milhões de anos.

O bicho acaba de ser apresentado à comunidade científica em artigo na revista especializada "Zootaxa". Mas se trata apenas do começo do trabalho. O sítio que permitiu a descoberta da espécie, em Campina Verde(MG), ainda está repleto de material.

"Parece que ali houve uma série de mortandades em massa ao longo do tempo", diz Luiz Carlos Borges Ribeiro, pesquisador da Universidade Federal do Triângulo Mineiro e um dos responsáveis por descrever o bicho.

SECAS AJUDARAM

Os cadáveres da espécie podem ter se acumulado durante secas prolongadas, quando os crocodilos teriam procurado os poucos corpos d'água que sobravam para se enterrar na lama. No caso dos exemplares encontrados, não deu muito certo.

"A densidade de material em Campina Verde é impressionante. Por enquanto todos são Campinasuchus, mas pode ser que haja outras espécies por lá", avalia Borges. Apesar de terem procurado a lama na hora do aperto, os membros da espécie eram totalmente terrestres.

As patas, bem mais eretas que as de um crocodilo atual, davam grande mobilidade aos animais em terra firme, fazendo com que, em ação, eles lembrassem muito mais leões do que jacarés. Era nisso, aliás, que a equipe do Centro de Pesquisas Paleontológicas Price trabalhava quando recebeu a Folha.

Pouco a pouco, modelos detalhados do esqueleto do animal, feitos em espuma floral (normalmente usada em vasos), ajudavam a reconstruir a postura do bicho.

Os dados estão sendo passados para um programa de animação computacional 3D. A intenção dos cientistas é recriar em filme a descoberta, do achado dos ossos fossilizados a cenas em que o Campinasuchus "volta à vida".

terça-feira, 24 de maio de 2011

A ARANHA DE 49 MILHÕES DE ANOS




Cientistas criam imagem 3D de aranha de 49 milhões de anos

24/05/2011

Cientistas na Grã-Bretanha e na Alemanha criaram uma imagem tridimensional de um fóssil de uma aranha de 49 milhões de anos.

Os especialistas da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, e de outros três centros de pesquisa alemães conseguiram recriar detalhes nítidos do fóssil do aracnídeo, que foi encontrado em um âmbar.

A tecnologia permitiu que eles identificassem a espécie da aranha, o que nem sempre é possível com as técnicas tradicionais.

"Normalmente quando o fóssil de uma aranha ou de outro inseto está preservado em âmbar, é muito difícil ver os seus detalhes com claridade suficiente para se identificá-lo", disse à BBC o paleontólogo David Penney, da Universidade de Manchester.

"Usando microscópios tradicionais é possível identificar somente um de cada dez fósseis. Mas a nova tecnologia nos permite identificar praticamente qualquer espécime."

O fóssil da aranha está preso em um âmbar encontrado em uma região do Báltico, no norte da Europa, uma zona que abrigou diversas florestas no passado e hoje é uma das principais fontes de resina vegetal fossilizada.

O âmbar estava no Museu de História Natural de Berlim.

"Desenvolvemos uma técnica nova para aumentar o contraste entre o fóssil e a resina que o envolve, e isso melhora significativamente a resolução da imagem", disse Penney.

O fóssil é de uma espécie de aranha caçadora do gênero Sparassidae. Espécies deste gênero ainda existem em regiões tropicais, como no sul da Europa.

"Se a aranha fossilizada estivesse viva e a colocássemos junto a algumas espécies de aranhas caçadoras atuais, seria impossível distingui-las a olho nu", disse o especialista.

Mudanças climáticas

Os cientistas dizem que as imagens em 3D de fósseis em âmbar podem ser uma ferramenta para ajudá-los a entender a história da Terra.

"Se formos estudar somente o fóssil de uma aranha, talvez não avancemos muito. Mas se examinarmos muitas e muitas aranhas, poderemos começar a montar o quebra-cabeça de como foi nosso planeta no passado", disse o cientista à BBC.

"Há centenas – talvez cerca de 600 – diferentes espécies de aranha que estão presas em âmbar. Comparando estas espécies com as atuais, sabemos que o norte da Europa foi uma região tropical ou subtropical, ou seja, que passou por grandes mudanças em escala global."

"Atualmente devido às mudanças climáticas, estamos em uma nova fase de alterações globais. Os estudos de fósseis poderiam nos ajudar a prever o que acontecerá no futuro."

Além da Universidade de Manchester, participaram o Museu de Zoologia de Hamburgo, o Instituto de Investigações Senckenberg, de Frankfurt, e a Universidade de Humboldt, de Berlim.

O estudo foi publicado na revista científica Naturwissenschaften.