sexta-feira, 20 de maio de 2011

DINO ARGENTINO




Encontrado na Argentina fóssil de precursor dos dinossauros gigantes

23/03/2011


Réplica em tamanho natural de esqueleto de dinossauro encontrado na Argentina.


O novo fóssil de dinossauro encontrado na Patagônia argentina (sul) é uma espécie desconhecida que explica a origem dos gigantes herbívoros que habitaram a Terra há 170 milhões de anos, disse nesta quarta-feira à AFP o pesquisador que participou da descoberta.

"A importância da descoberta é que se trata de uma nova espécie. Ela nos oferece dados sobre a origem dos dinossauros saurópodes, de pescoço e cauda longos, herbívoros, e que foram os maiores seres da história da Terra", disse Diego Pol, cientista do Museu de Paleontologia Egidio Feruglio.

O animal, que mede cerca de 3 metros de comprimento, foi batizado Leonerasaurus taquetrensis e é uma "espécie muito primitiva, de 180 milhões de anos que ajuda a entender a árvore genealógica dos gigantes que surgiram depois", segundo Pol.

A Argentina se tornou há alguns anos um importante centro pelas descobertas de fósseis de dinossauros, entre eles o Argentinosaurus huinculensis, de 98 milhões de anos, o maior herbívoro já encontrado no mundo.

"Boa parte do esqueleto do Leonerasaurus foi encontrada. Falta parte do crânio e a cauda. Mas temos a coluna vertebral, a cintura, as patas dianteiras e as traseiras", disse Pol, cientista do organismo estatal de pesquisas científicas Conicet, em Trelew, 1.400 Km ao sul de Buenos Aires.

O Leonerasaurus foi encontrado em um sítio da era Jurássica localizado nas serras patagônicas de Taquetrén, que serviram de inspiração para o "nome" do fóssil.

O Leonerasaurus é considerado um 'elo perdido' que liga os antigos e pequenos prossaurópodes com seus irmãos maiores, os saurópodes.

A descoberta foi publicada na revista científica Plos One.

O HOMEM AMERICANO




Artefatos de 15.500 anos achados no Texas colocam em dúvida teoria sobre colonização da América


24/03/2011


A descoberta no Texas de um sítio arqueológico contendo milhares de vestígios de 15.500 anos atrás faz recuar em pelo menos 2 mil anos as estimativas de chegada dos primeiros ocupantes à América, além de colocar em dúvida a teoria atual sobre a colonização do continente.

Uma corrente em vigor acredita que as primeiras tribos americanas fariam parte da cultura denominada Clóvis, com traços encontrados em vários pontos, a partir de 1932.

Segundo esta hipótese controversa, os portadores desta cultura, caracterizada por uma técnica muito particular de entalhe de pontas de sílex de dois gumes, teriam vindo da Ásia há cerca de 13.500 anos através do Estreito de Bering, durante a Era do Gelo. Eles teriam, em seguida, se espalhado por todo o continente, até chegar à América do Sul.

O novo sítio arqueológico texano, chamado "Debra L. Friedkin" e situado a cerca de 60 km ao noroeste de Austin, documenta com um número de indícios sem precedentes uma ocupação humana do continente americano anterior à cultura Clóvis.

O achado coloca em dúvida a teoria atual dos primeiros povos americanos, destacou Michael Waters, diretor do Centro de Estudos dos Primeiros Americanos da Universidade do Texas e principal autor do trabalho, publicado na revista americana Science, que estará nas bancas a partir desta sexta-feira (25).

"Essa descoberta nos força a repensar as origens da colonização das Américas", insistiu o pesquisador. "Não há dúvidas de que essas ferramentas e armas foram fabricadas por humanos e que têm cerca de 15.500 anos de idade, o que faz delas os vestígios mais antigos encontrados até hoje na América do Norte", acrescentou.

"Isso é importante para fazer avançar o debate sobre a data de chegada dos primeiros ocupantes das Américas, mas também para nos ajudar a compreender as origens da cultura Clóvis", segundo ele.

Michael Waters destacou durante uma teleconferência que a teoria do povoamento do continente americano pela cultura Clóvis possui várias grandes falhas.

Por exemplo, não existe qualquer traço da "tecnologia" de entalhe de sílex dos Clóvis no nordeste da Ásia, de onde esses colonizadores teriam vindo.

Ainda, as pontas de flechas de sílex descobertas no Alasca e que precediam em mil anos à chegada da tribo Clóvis foram fabricadas de forma diferente.

Enfim, acrescenta esse arqueólogo, seis sítios datando do mesmo período da "cultura Clóvis" descobertos na América do Sul não contêm qualquer traço que possa ser assimilado a essa "cultura".

"Esses fatos levam à conclusão de que os Clóvis não poderiam ser os primeiros americanos e que outros homens já se encontravam na América antes", completou o cientista.

Entre os indícios anteriores, o cientista menciona, principalmente, dois sítios no Wisconsin (norte) datando de 14.200 a 14.800 anos, as cavernas de Paisley no Oregon (14.100 anos) e Monte Verde, no sul da América do Sul (14.500 anos).

"Resumindo, chegou a hora de abandonar de uma vez por todas a teoria da colonização dos Clóvis e elaborar um novo modelo que explique o povoamento das Américas. Nesse sentido, o sítio Debra L. Friedkin deu um grande passo em direção a essa nova compreensão dos primeiros habitantes do novo mundo", insistiu Michael Water.

A datação é feita através de uma técnica por luminescência, calculando-se quando os sedimentos que cobrem os vestígios foram expostos à luz pela última vez.

domingo, 17 de abril de 2011

O INSETO VOADOR MAIS ANTIGO




Descoberto fóssil do inseto voador mais antigo
Da Agência Fapesp

06/04/2011 - 16h59

Pesquisadores descobriram fóssil de inseto voador preservado há cerca de 300 milhões de anos

O registro mais antigo de um inseto voador de que se tem notícia foi descoberto por pesquisadores no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Os cientistas encontraram uma impressão fossilizada do corpo inteiro de um inseto – o que já é raro – em arenito e, após análise, verificaram que se tratava de um fóssil preservado há cerca de 300 milhões de anos. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os insetos foram os primeiros animais a voar e estima-se que o fizeram cerca de 90 milhões de anos antes dos vertebrados. Mas registros fósseis de linhagens de insetos voadores (Pterygota) são muito escassos.

No novo estudo, Richard Knechta, do Departamento de Geologia da Universidade Tufts, e colegas descrevem o achado da impressão de um exemplar da ordem Ephemeropterida.

Os efemerópteros apresentam tamanho pequeno a médio, corpo alongado, duas ou três caudas e asas com muitas nervuras. Os adultos, que sobrevivem de horas a poucos dias, são encontrados em corpos d’água.

Por meio de análise morfológica e etológica, os pesquisadores encontraram evidência de que o fóssil pertenceu a um inseto voador com 3,6 centímetros que pode ser representativo de uma linhagem que deu origem aos efemerópteros atuais.

ESQUELETO DE PTEROSSAURO



Imagem mostra o esqueleto de um pterossauro voador noturno chamado Ctenochasma elegans. A forma de seu olho indica que ele podia ver na penumbra, o que facilita sua atividade noturna. Estes resultados desafiam a sabedoria convencional de que, devido a restrições energéticas, os dinossauros foram só ativos durante o dia, deixando a noite para pequenas e energeticamente mais flexíveis mamíferos. Esta pesquisa aparece na revista Science Express AFP PHOTO / HO / SCHMITZ Lars

O OLFATO DOS PÁSSAROS




Pássaros herdaram olfato de dinossauros


13/04/2011 - 10h00

PARIS, 12 abril 2011 (AFP) - Um dinossauro cativante conhecido como Bambiraptor ajudou cientistas a determinar que os pássaros herdaram um bom olfato dos dinossauros - e que melhoraram sua capacidade.

Há muito tempo, existe a ideia de que os pássaros evoluíram a partir de pequenos dinossauros bípedes, ganharam penas, passaram a viver em árvores e depois começaram a voar. O primeiro pássaro identificado foi o Archaeopteryx, que viveu há cerca de 150 milhões de anos.

Uma suposição comum é a de que estas pequenas aves tinham um olfato ruim, já que a pressão evolutiva teria moldado os recursos do cérebro a favor da visão, equilíbrio e coordenação, deixando de lado o olfato.

Mas não é bem assim, de acordo com uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira no jornal da Britain's Royal Society.

Pesquisadores do Canadá utilizaram tomografia computadorizada - o famoso TC utilizado para diagnósticos médicos - para ter acesso a uma imagem em 3D dos crânios de dinossauros, de pássaros extintos e de aves ainda vivas.

Eles mediram o tamanho médio do bulbo olfativo, a parte do cérebro utilizada para o cheiro. Entre pássaros modernos e mamíferos, um grande bulbo olfativo significa que o olfato é melhor.

As 157 amostras traçaram a linhagem olfativa de pássaros modernos com um grupo de pequenos carnívoros chamados de terópodes, cuja grande família é integada ainda pelo Tiranossauro Rex.

Os primeiros pássaros, segundo o estudo, tinham aproximadamente a mesma capacidade olfativa de um pombo moderno - muito boa e certamente melhor que a esperada.

Então, cerca de 95 milhões de anos atrás, pássaros que eram os ancestrais de aves modernas desenvolveram um olfato ainda melhor.

Incluído nos fósseis desta época encontra-se o Bambiraptor, uma das principais evidências da evolução dos pássaros.

Um animal muito rápido com o tamanho de um cachorro, o Bambiraptor não podia voar, mas seu corpo provavelmente era coberto de penas e seu esqueleto era surpreendentemente similar a pássaros como o papa-léguas.

Ele tinha aproximadamente a capacidade olfativa dos abutres da Turquia e dos albatrozes atuais, que dependem do olfato para se alimentar ou viajar por longas distâncias, segundo os especialistas.

"Nossa descoberta de que os pequenos dinossauros velociraptor, como o Bambiraptor, tinham um olfato tão desenvolvido quanto estes pássaros sugere que o cheiro pode ter desempenhado um papel importante enquanto estes dinossauros caçavam para se alimentar", afirmou Darla Zelenitsky, uma paleontóloga da Universidade de Calgary.

Entre pássaros modernos, o senso olfativo é muito variável, de acordo com a pesquisa.

Aves relativamente primitivas, como patos e flamingos, tem um bulbo olfativo relativamente grande, enquanto pássaros considerados mais inteligentes, como as gralhas, tentilhões e papagaios, têm bulbos menores, provavelmente para compensar sua maior capacidade cerebral.

O estudo aparece em Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CÁCTUS ANDANTE



Cientistas descobrem "cáctus andante" de 520 milhões de anos
25 de fevereiro de 2011

O fóssil da Diania cactiformis foi descoberto em 2006 durante uma prospecção no distrito de Chengjian
Foto: EFE

Cientistas informaram nesta sexta-feira que uma equipe de pesquisadores chineses encontrou o fóssil de uma criatura de 520 milhões de anos, apelidada de "cáctus andante", que poderia ser o antepassado mais antigo descoberto até agora das atuais aranhas. A bizarra criatura, com dez pares de patas articuladas e 6 cm de comprimento, se chama Diania cactiformis e é o primeiro elo perdido conhecido entre os vermes e os artrópodes.

A Diania habitava o fundo marinho do que hoje é a província de Yunnan, na cordilheira do Himalaia e ao sudoeste do país asiático. "A importância da Diania para a biologia é que os artrópodes são um dos grupos de animais invertebrados de maior sucesso e é muito lindo haver descoberto o que pode ser o animal mais primitivo deste grupo com patas articuladas", assinalou Jianni Liu, líder da equipe de pesquisa conjunta entre a Universidade de Freie na Alemanha e a do Noroeste da China, em Xian.

Liu acrescentou que este descobrimento é "importante porque apresenta evidências que os artrópodes evoluíram a partir dos lobopódios", isto é, os antepassados dos vermes, cujos registros fósseis se remontam ao período Câmbrico. Os corpos brandos dos extintos lobopodios eram formados por segmentos e suas patas costumavam acabar em uma unha em seus extremos.

O fóssil da Diania cactiformis foi descoberto em 2006 durante uma prospecção no distrito de Chengjian, em Yunnan, e à luz das investigações poderia ser o membro mais evoluído dos lobopódios ou mesmo o primeiro artrópode, que atualmente representa mais de 80% dos espécies vivas.

A doutora Liu acaba de publicar na revista Nature a tese na qual ela e sua equipe estiveram trabalhando, onde se reflete a habilidade que a Diania tinha de se deslocar a grande velocidade e saltar com agilidade.

A equipe acredita que alguns dos apêndices da Diania evoluíram até se transformar em articulações que deram mais capacidade de sobrevivência aos artrópodes.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

O DINOSSAURO CHUTADOR




Cientistas descobrem 'dinossauro chutador'
23 de fevereiro de 2011

A ilustração mostra como o dinossauro teria usado as pernas traseiras
Foto: University College London/BBC Brasil


Cientistas britânicos e americanos anunciaram ter descoberto uma nova espécie de dinossauro - batizada de Brontomerus mcintoshi. O nome em latim significa "coxas de trovão" e é uma homenagem às pernas traseiras, capazes de disparar poderosos chutes.

Os ossos do Brontomerus foram descobertos na década de 90 em Utah, nos Estados Unidos. Eles estavam numa pedreira e tinham sido vandalizados por comerciantes de fósseis do mercado negro, provavelmente por pensarem que não tinham valor comercial.

Pesquisadores do museu de História Natural de Oklahoma ficaram com os ossos até que em 2007, o professor Mike Taylor, da University College London, na Grã-Bretanha, decidiu examiná-los mais detalhadamente.

O estudioso afirma que a parte superior do osso do quadril é muito maior que o de outros saurópodes. Segundo ele, isso o levou a deduzir que ele teria muitos músculos até em cima. O Brontomerus então teria coxas muito fortes, musculosas e capazes de disparar chutes poderosos. Por isso, Taylor acredita que inicialmente, os coices teriam sido usados para disputar a atenção de fêmeas, possivelmente evoluindo para defesa.