segunda-feira, 22 de outubro de 2012

UMA RÃ DE 70 MILHÕES DE ANOS


O fóssil da rã Uberabatrachus carvalhoi, espécie que habitou a região de Peirópolis (MG) há 70 milhões de anos, é apresentado à imprensa nesta segunda-feira (22), em Uberaba. O nome Uberabatrachus significa a rã de Uberaba, e carvalhoi é uma homenagem ao Dr. Ismar de Souza Carvalho, paleontólogo da UFRJ L. Adolfo/Futura Press

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

O DINOSSAURO ANÃO



Paleontólogo descobre nova espécie de dinossauro anão herbívoro


03 de outubro de 2012

Desenho de Todd Marshall mostra o Pegomastax africanus, que apesar de se alimentar de plantas, tinha dentes afiados

Um paleontólogo americano identificou uma nova espécie de dinossauro anão, que apesar ter duas presas afiadas, alimentava-se somente de plantas, segundo um estudo publicado nesta quarta-feira no site ZooKeys da National Geographic Society. A espécie, batizada Pegomastax africanus - da qual existe apenas um espécime encontrado, na África do Sul, na década de 1960 - foi descoberta em uma coleção de fósseis da Universidade de Harvard pelo paleontólogo e professor da Universidade de Chicago Paul Sereno enquanto o cientista fazia um estudo completo sobre os heterodontossauros.

O novo dinossauro, um heterodontossauro herbívoro que viveu há 200 milhões de anos, tinha um bico curto parecido com o de um papagaio e duas presas frontais pontiagudas, além de dentes posteriores tanto na mandíbula superior quanto na inferior, utilizados para esmagar as plantas. Em seu estudo, Sereno admite que é "muito raro" um herbívoro como o Pegomastax, com dentes caninos tão afiados como os de um vampiro. Muito provavelmente, os dentes eram utilizados como defesa ou na competição com os rivais na hora do acasalamento.

O dinossauro tinha o corpo coberto por espinhos similares aos de um porco-espinho, media menos de 60 centímetros de comprimento e pesava menos que um gato. Os espinhos já foram observados em outro heterodontossauro, o Tianyulong, descoberto recentemente na China e que também é descrito no estudo.

A RAINHA MAIA


Arqueólogos descobrem túmulo de rainha maia na Guatemala


03 de outubro de 2012


A rainha, encontrada no sítio arqueológico de El Perú-Waka, foi identificada como Kalomt'e K'abel


Um grupo de arqueólogos guatemaltecos e americanos descobriu no sítio arqueológico de El Perú-Waka, no norte da Guatemala, um túmulo real com os restos de uma antiga rainha maia, informaram nesta quarta-feira fontes oficiais. O diretor do sítio, o americano David Frieldel, explicou em entrevista coletiva que a rainha foi identificada como Kalomt'e K'abel.

Friedel sustentou que "esta é a descoberta mais importante" que fez durante os seus 43 anos de trabalho como arqueólogo na Reserva da Biosfera Maia na Guatemala. Os restos estavam em "um local muito sagrado para os maias antigos dentro do templo mais importante da cidade" do sítio arqueológico, afirmou. Segundo Friedel, Kalomt'e K'abel foi esposa do rei de Wak, identificado como K'inich Bahlam II. Os restos da rainha foram transferidos para um laboratório da capital guatemalteca para pesquisas.

A antiga rainha maia aparece ao lado de seu marido retratada na Stela 34, monumento maia de 692 a.C. em exibição no museu de Cleveland (EUA). Ela também está representada em objetos encontrados em El Perú-Waka em 2006. Os restos da antiga rainha maia, que era uma guerreira, foram descobertos pela pesquisadora mexicano-americana Olivia Navarro e pela guatemalteca Griselda Pérez.

Olivia explicou à Agência Efe que a descoberta aconteceu no dia 9 de junho dentro de uma estrutura do sítio arqueológico conhecida como M13-1. As pesquisas no sítio arqueológico, que se encontra na Reserva da Biosfera Maia em Petén, foram iniciadas em 2003.

Segundo Olivia, durante a escavação foi detectado o cômodo principal do edifício denominado "la adosada", que funcionava como um centro de adoração do fogo. Debaixo de "la adosada" descobriu-se o túmulo onde estavam os restos da antiga rainha maia, com oferendas elaboradas, como vasilhas de cerâmica datadas do final do século 7 e início do século 8.

Também foi encontrada uma considerável quantidade de joias de jade e milhares de lascas e navalhas de obsidiana. "Uma das oferendas mais importantes é um pequeno copo de alabastro com tampa talhado em forma de caracol do qual emerge um indivíduo de idade avançada" e que foi a peça-chave para a identificação de Kalomt'e K'abel, destacou a arqueóloga.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

FEZES DE DINOSSAURO



Fezes de dinossauros fossilizadas levam curiosos à praia em Santos
Fósseis e réplicas fazem parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia.
Grãos de areia com formato de estrela também são atração.

01/10/2012

Uma exposição bastante curiosa, instalada ao ar livre, na praia do Gonzaga, em Santos, no litoral de São Paulo, tem despertado a curiosidade de milhares de moradores e turistas que visitam a região. No local estão expostos fósseis de dinossauros, raros tipos de minérios e rochas e areias de várias partes do mundo que podem ser observadas por meio de um microscópio. O que mais chama a atenção, porém, são objetos que parecem pedras mas, na verdade, são fezes de dinossauros fossilizadas há mais de 260 milhões de anos.

O museu a céu aberto faz parte do 46º Congresso Brasileiro de Geologia. Mais de 3 mil pessoas, de 21 países diferentes, estão em Santos para participar do evento. Visitando o museu a céu aberto, é possível conferir cerca de 10 estandes com amostras de rochas e minérios, maquetes, jogos lúdicos e explicações de universitários sobre a ciência. "O museu é um extensão do congresso, mas com cunho social. A pessoa começa a entender o que é o pré sal, o que é a rocha do pré-sal e, inclusive, sai do local com uma amostra de óleo do pré sal. São 10 mil frascos que foram preparados para atender toda a população", explica Fábio Braz Machado, professor da Universidade Federal de São Paulo e presidente do congresso.
Feira de dinossauros em Santos

Além de aprenderem um pouco sobre o pré-sal, pessoas de todas as idades podem ter contato com partes de seres que habitaram o planeta há milhões de anos. Os visitantes podem conferir fósseis de dinossauros que viveram há cerca de 260 milhões de anos. "As fezes fossilizadas nos fornecem informações importantes sobre o hábito alimentar, peso e todas as características fisiológicas do animal", explica Fábio Machado. Além dos fósseis, uma réplica em gesso da cabeça de um 'alossauro', um gigante carnívoro que habitou a América do Sul em outros tempos.

A estudante Luísa Marques, de 8 anos, é uma das crianças que se fascinaram observando os fósseis e os grãos de areia. "A minha areia favorita é a do Japão, que tem formato de estrelas quando vejo pelo microscópio", afirma. As amostras são exibidas por estudantes do curso de Ciências da Natureza, da Universidade de São Paulo (USP). É possível conferir amostras de areias das praias da França, Japão, Havaí e da costa brasileira, de cidades como Ubatuba, Santos e Ilhabela, no litoral paulista. "Aqui explicamos como é formada a areia e apresentamos diferentes tipos, como a branca, a polida e a fosca, entre outras", conta a estudante Carolina Harumi.

Para o organizador do evento, Fábio Braz Machado, a mostra é uma oportunidade para todos aprenderem mais sobre geologia. "É uma atividade muito importante para nós. O evento aproxima a população da geologia, hoje tão presente no nosso dia a dia. Não só pela valorização do petróleo, mas por causa dos minerais e também do meio ambiente. Nosso principal intuito é a educação ambiental. Precisamos mudar e valorizar esse conceito", relata o professor.