sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O MATADOR DOS PAMPAS


Foto: Cadinho Andrade/UFRGS/Divulgação

RS: descoberto "matador dos pampas", predador de 260 mi anos
17 de janeiro de 2012

O crânio completo do "matador dos pampas" mede 35 cm de comprimento


Uma nova espécie de predador que viveu no Período Permiano (há mais de 260 milhões de anos), da Era Paleozoica, foi descoberto no Rio Grande do Sul. O animal é um dinocefálio, um tipo de terápsido ("réptil mamaliforme"), parente distante dos mamíferos. O trabalho será publicado na próxima semana na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

A espécie será chamada de Pampaphoneus biccai. O nome do gênero significa, em grego, "matador dos pampas" e o nome da espécie, biccai, é uma homenagem a José Bicca, proprietário da fazenda onde foi feito o achado, em 2008. O fóssil - um crânio completo que mede 35 cm de comprimento - foi encontrado na região dos pampas do Rio Grande do Sul. O sítio paleontológico foi localizado através da análise de imagens de Google Earth.

Segundo os cientistas, a descoberta é importante porque este é o primeiro achado de um carnívoro terrestre da Era Paleozoica na América do Sul. Ele soma-se a achados prévios de herbívoros do Período Permiano na região, como os pareiassauros e o anomodonte Tiarajudens eccentricus, e contribui a um melhor conhecimento dos ecossistemas durante esse período geológico.

Os resultados da análise das afinidades da nova espécie também sugerem que ela está aparentada com dinocefálios carnívoros encontrados na Rússia e na África do Sul. Isto constitui forte evidência de que as faunas terrestres do supercontinente Pangaea tinham uma distribuição global já durante o Permiano Médio (normalmente é aceito que as faunas terrestres tinham uma distribuição cosmopolita no Triássico, período que segue ao Permiano). Ou seja, vertebrados terrestres tais como Pampaphoneus e seus parentes eram capazes de se dispersar facilmente desde Gondwana (sul da Pangaea) até Laurásia (norte da Pangaea) e vice-versa, desde ou até lugares distantes como Brasil, Rússia e África do Sul.

Confira caraterísticas da nova espécie:
- Media aproximadamente 3 m de comprimento e pesava mais que um leão;
- Possuía quatro grandes caninos (dois superiores e dois inferiores) em forma de gancho, para prender a pressa;
- Os ossos do seu crânio eram recobertos por rugosidades, como as que possuem os crânios dos jacarés;
- Caçava herbívoros que viveram no Rio Grande do Sul, como os pareiassauros (répteis robustos e acouraçados) e o anomodonte Tiarajudens;
- Apesar do seu aspecto geral, o animal não era um réptil ou um dinossauro, e sim um terápsido, ou seja, um parente distante dos mamíferos

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

O SELO



Israel acha selo de 1,5 mil anos usado para marcar pão
10 de janeiro de 2012

Selo marcava o pão distribuído na comunidade judaica da época bizantina
Foto: EFE

Um grupo de arqueólogos israelenses encontrou em Acre, no norte do país, um selo com forma de candelabro utilizado para marcar o pão há mais de 1,5 mil anos, informou nesta terça-feira a Direção de Antiguidades de Israel em comunicado.

O selo, de pequeno tamanho e feito de cerâmica, deixava sobre a superfície do pão a figura de um candelabro de sete braços como o utilizado no segundo Templo de Jerusalém. Esta era uma forma de marcar o pão destinado às comunidades judaicas da época que viviam sob o Império Bizantino.

"Esta é a primeira vez que um selo deste tipo é achado em uma escavação científica controlada, o que torna possível determinar sua origem e sua data", afirmou Danny Syon, um dos diretores da escavação em um povoado rural aos arredores de Acre, cidade notoriamente cristã naquela época.

Segundo os arqueólogos, o achado demonstra que os judeus viviam na região e que o pão era marcado para enviá-lo aos que residiam dentro da cidade, uma espécie do atualmente empregado selo "kosher" para produtos que respondem às estritas normas da cozinha judaica.

O costume também se assemelha ao dos cristãos da época, que marcavam seus pães com uma cruz. Em letras gregas, ao redor do selo judeu, está o que parece ser o nome do padeiro, "Launtius", comum entre a comunidade judaica da época.

David Amit, outro arqueólogo a cargo da escavação e especialista em selos de pão, explicou no comunicado que "o candelabro foi gravado no selo antes de colocá-lo no forno, e o nome do padeiro depois". "Disso deduzimos que os selos com a figura eram fabricados em série para os padeiros, e que cada um deles colocava depois seu nome", explicou.

Na jazida arqueológica de Hurbat Uza foram encontrados até agora vários objetos que corroboram a existência de uma pequena comunidade judaica em torno de Akko, cidade milenar que, por sua estratégica situação geográfica, foi sempre ambicionada pelos diferentes conquistadores da Terra Santa.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

MOEDAS DE OURO



Arqueólogos acham vestígios de tesouro bizantino na Alemanha
05 de janeiro de 2012

Arqueólogo apresenta moeda de ouro descoberta na Alemanha
Foto: EFE

Arqueólogos apresentaram nesta quinta-feira oito moedas de ouro em Potsdam, na Alemanha. O achado ocorreu em Uckermark em novembro de 2011 e os cientistas acreditam que ele faz parte de um tesouro maior. As informações são da agência EFE e do governo do Estado de Brademburgo.

As moedas têm cerca de 4,4 g cada e seriam do século 6. "(Por meio desta cooperação com o governo de Brandemburgo) foi possível confirmar relatos de um grande tesouro de ouro bizantino em Biesenbrow", diz Felix Biermann, arqueólogo da Universidade de Goettingen, que participou da pesquisa.

Moedas de ouro já haviam sido encontradas na região no século 19, mas foram vendidas por agricultores, com exceção de quatro que foram adquiridas por um museu. Contudo, na época, os pesquisadores não conseguiram encontrar mais objetos bizantinos. Os arqueólogos investigaram a região, que teoricamente não deveria ter acampamentos durante o século 6, e descobriram os vestígios dos bizantinos na área. As moedas serão expostas em um museu local.