terça-feira, 27 de setembro de 2011

O PRIMATA DE 20 MILHÕES DE ANOS





Paleontólogos descobrem primata que viveu há 20 milhões de anos

19 de setembro de 2011


Pesquisadores apresentam mandíbula descoberta na África

Foto: AFP

Paleontólogos do Museu de História Natural e do College de France apresentaram nesta segunda-feira em Paris fósseis de um primata que viveu há 20 milhões de anos. Segundo os pesquisadores, os restos do animal foram encontrados em Uganda.

Os cientistas Brigitte Senut e Martin Pickford afirmam que o animal certamente vivia em árvores. Ele seria um "primo" distante da Hominidae (família que inclui o ser humano e o chimpanzé, por exemplo).

O fóssil foi descoberto em 18 de julho no monte Napak. Os cientistas vasculhavam os restos de um vulcão extinto quando descobriram os fósseis.

PENAS DE DINOSSAURO




Penas de dinossauros foram preservadas em âmbar

15 de setembro de 2011

Primeiras penas eram encontradas em dinossauros

Foto: Science/AP

A revista especializada Science divulgou nesta quinta-feira imagens de estruturas primitivas que podem representar os mais antigos "experimentos" evolucionários que levaram ao aparecimento das penas - chamados pela publicação de "dinoplumas" (os primeiros animais a terem penas eram dinossauros). Segundo os pesquisadores, as penas foram tão bem preservadas que é possível observar "sugestões" das cores que elas tinham.

Segundo o site da publicação, as penas primitivas (chamadas pelos cientistas de protopenas) foram encontradas presas em âmbar - que preservou as estruturas. O paleontólogo Ryan McKellar, da Universidade de Alberta (Canadá) as encontrou ao explorar os depósitos dos museus canadenses.

McKellar estudou mais de 4 mil peças de âmbar, descobriu 11 que continham as estruturas e encontrou, em algumas, muitas similaridades com as penas modernas - como pequenos filamentos parecidos com os encontrados nas aves contemporâneas.

Por outro lado, outras estruturas não lembram em nada as criaturas que vivem hoje. O paleontólogo afirma que algumas têm filamentos minúsculos, com cerca de 16 micrômetros (o tamanho dos mais finos fios de cabelo humano) regularmente espaçados. Eles não têm paredes celulares - o que indica que não são plantas nem fungos. Em nível microscópico, também são diferentes dos pelos de mamíferos. "Nós não temos certeza do que (essas estruturas) são, mas temos bastante certeza do que elas não são", diz o pesquisador. McKellar diz que podem ser protopenas, já que lembram estruturas carbonizadas encontradas em alguns fósseis chineses preservados em sedimentos.

O ornitólogo Richard Prum, da Universidade de Yale - não envolvido diretamente com a pesquisa -, afirma à Science que McKellar e seus colegas apresentaram "uma excitante e ampla amostra de penas". Contudo, ele diz que é difícil afirmar que algumas das estruturas são protopenas, já que faltam alguns detalhes característicos - como um pequeno pedaço de osso ou uma amostra de pele, o que deixa a possibilidade de que elas não sejam relacionadas aos dinossauros. As amostras, inclusive, podem estar relacionadas a algo totalmente desconhecido que não havia sido preservado em fósseis anteriormente.

Dinossauros com penas
O dinossauro mais antigo com penas conhecido é o Anchiornis huxleyi, que viveu entre 151 milhões e 161 milhões de anos atrás no que hoje é o nordeste da China. Acredita-se que ave mais antiga foi o Archaeopteryx, que viveu onde hoje é a Alemanha há cerca de 150 milhões de anos.

OS MONSTROS MARINHOS




Cientistas acham fósseis de batalha entre "monstros" marinhos

06 de maio de 2011

Cientistas dizem ter encontrado na Austrália fósseis de uma batalha entre dois ictiossauros, animal marinho que viveu há cerca de 120 milhões de anos

O ictiossauro viveu durante a época dos dinossauros, tinha cerca de 6 m de comprimento e uma enorme boca com cerca de 100 dentes, parecidos com os de um crocodilo

Segundo pesquisadores da Universidade Uppsala, da Suécia, que participaram da descoberta, os fósseis dos ossos de um ictiossauro tinham marcas de mordidas, certamente causadas por um animal da mesma espécie

Quando os ictiossauros viveram, a Austrália ainda estava unida à Antártida e certamente ficava mais ao sul, próxima ao circulo polar antártico


Foto: Universidade de Uppsala/South Australian Museum/Divulgação

O MASTODONTE CHILENO







Operários encontram fósseis de mastodonte em obra no Chile
25 de março de 2011

Fósseis de um mastodonte foram encontrados por trabalhadores de uma obra no Chile


O paleontólogo chileno Pablo Mansilla mede os dentes do fóssil, encontrado nas margens de um rio

O mastodonte tem tamanho semelhante ao dos elefantes modernos

Apenas alguns fragmentos de mastodontes haviam sido encontrados anteriormente no Chile


Foto: Reuters

O PREDADOR E A PRESA








RS: descobertos fósseis de predador de 3 m e de sua presa
11 de janeiro de 2011

Paleontólogos apresentam fósseis do período Triássico Médio (cerca de 238 milhões de anos atrás

Segundo os pesquisadores da Ulbra, foram encontrados um tecodonte e um dicinodonte

O tecodonte - predador associado à origem e evolução dos crocodilos modernos - tinha o esqueleto quase completo

O dicinodonte era um herbívoro comum no período Triássico Médio

Os dois animais estavam a apenas 6 m um do outro


Foto: Gabriel de Mello/Ulbra/Divulgação

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

O ELEFANTE DE 15 MILHÕES DE ANOS



A paleontóloga Judith Braukaemper segura uma vértebra de elefante pré-histórico, no Museu de História Natural, de Augsburgo, na Alemanha. O animal, descoberto em 2003 e só agora apresentado, teria 15 milhões de anos EFE/Stefan Puchner

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

UM CORPO FORA DA LEI




Após 130 anos, corpo do fora da lei Ned Kelly é identificado

01 de setembro de 2011

Esqueleto encontrado em cova coletiva era do famoso fora da lei. O crânio ainda está desaparecido
Foto: AP

Os restos do mais famoso fora da lei da Austrália, Ned Kelly, foram identificados, afirmam cientistas do país. O criminoso liderou uma quadrilha de roubos a banco no Estado de Victoria no século XIX e foi enforcado em 1880. Contudo, o destino do corpo era desconhecido e acreditava-se que ele estava em uma cova coletiva com outros 33 executados. As informações são da agência AP.

Oficiais indicaram o local onde estavam os corpos em 2008, que foram exumados para análise. Uma amostra de DNA de um descendente do famoso ladrão confirmou que um dos esqueletos pertenceu a Ned Kelly, mas o crânio continua desaparecido.

"Pensar que um grupo de cientistas identificou o corpo de um homem executado há mais de 130 anos, movido e enterrado de forma aleatória entre 33 outros prisioneiros, a maioria dos quais não identificados, é incrível", diz Robert Clark, procurador-geral do Estado, em comunicado.

Hoje em dia, Kelly, que roubou bancos e matou policiais entre 1878 e 1880, é considerado uma espécie de herói folclórico, como Robin Hood ou Jesse James, por lutar contra as autoridades coloniais a favor da classe rural dos descendentes de irlandeses. Kelly tinha 25 anos quando foi executado.

Sem cabeça

Durante anos, o corpo do criminoso ficou sepultado no cemitério da prisão de Old Melbourne Gaol. Como o local fechou em 1929, oficiais decidiram exumar o corpo, junto com os restos de outros prisioneiros e movê-los para a prisão Pentridge.

Contudo, uma multidão tentou roubar os restos de Kelly durante o transporte - e alguns conseguiram partes da ossada. Entre as partes levadas, estava o crânio, que foi recuperado e colocado em exposição em Old Melbourne Gaol. Contudo, em 1978 ele foi roubado novamente.

Em 2009, um fazendeiro chamado Tom Baxter apareceu com um crânio que dizia ser de Kelly (estava escrito "E. Kelly" no osso e Edward era o primeiro nome do ladrão), sem dizer como o conseguiu. Mas os testes mostraram que não era do fora-da-lei e o paradeiro do crânio continua um mistério.