quarta-feira, 16 de maio de 2012
UM IDIOMA DESCONHECIDO NA ARGILA
Arqueólogos descobrem inscrições de idioma desconhecido
11 de maio de 2012
Tábua de argila descoberta tem 2,8 mil anos
Foto: EFE
Lishpisibe, Bisinume e Sasime são alguns dos exóticos nomes de mulheres encontrados em uma tábua de argila gravada durante o Império Assírio, há 2,8 mil anos, e que permitiram conhecer uma língua desconhecida até o momento.
"Sabemos que são nomes de mulheres porque cada um é antecedido pelo símbolo assírio cuneiforme que indica um nome feminino", explicou à agância EFE John MacGinnis, membro da equipe de arqueólogos responsáveis pelo achado e que publicou o resultado de suas pesquisas no último número do Journal of Near Eastern Studies.
MacGinnis, professor da Universidade de Cambridge (Inglaterra), relatou em conversa telefônica que a tábua, escavada na jazida de Ziyaret Tepe, no sudeste da Turquia, foi descoberta em 2009 e apresenta uma inscrição no assírio habitual no império.
Mas seu conteúdo é uma surpresa: a lista abrange 60 nomes relacionados com o registro do palácio de Tushan, residência de um governador do Império Assírio no século VIII a.C., e 45 deles têm uma origem diferente de qualquer língua registrada pelos arqueólogos.
Pela morfologia dos nomes é óbvio, acrescentou, que não correspondem ao assírio nem ao aramaico nem a nenhuma outra linguagem falada no Império Assírio do qual se tenha notícia. MacGinnis indicou que a lista se refere a um grupo de mulheres oriundas de uma região afastada e transferidas ao império, possivelmente à força, como era frequente naquela época.
"Poderiam proceder dos Montes Zagros no Irã", arriscou o professor, já que em outros documentos assírios há uma menção a um idioma chamado "mejranio", que teria sido falado naquela região, então sob domínio assírio, mas do qual não se sabe nada mais.
"Alguns dos nomes lidos são Lishpisibe, Bisinume, Sasime, Anamkuri, Alaqitapi, Rigahe", explicou MacGinnis, que reconhece não ter pistas sobre o tronco linguístico ao qual poderiam pertencer. "Consultei um especialista e temos certeza de que não é uma língua irania (galho à qual pertence o curdo, falado atualmente na região)", esclareceu.
Seria possível, especulou, que esteja relacionada com alguma das diversas línguas faladas atualmente no Cáucaso e que fazem parte de três troncos linguísticos completamente isolados de qualquer outro idioma. "Agora começa o trabalho dos linguistas modernos que conhecem os idiomas caucásicos e que talvez possam achar alguma relação", disse o especialista.
Algumas tábuas em assírio são procedentes da antiga cidade escavada na jazida, mas a descoberta em 2009 é a única achada até agora no palácio, embora MacGinnis acredite que o edifício possa abrigar outras peças. O que não é possível saber ainda é se poderá encontrá-las: parte da jazida ficará submersa quando estiver completa a represa de Ilisu, no rio Tigre, um projeto hidráulico que está há anos em construção e que inundará uma vasta parte do vale fluvial.
"Estamos trabalhando contra o tempo porque nos restam apenas duas temporadas: o governo turco nos confirmou que podemos continuar trabalhando este ano e no ano que vem, mas depois já não renovarão a permissão", lamentou o professor.
A construção da represa, que inundará também o famoso povoado histórico de Hasankeyf e outras jazidas, foi atrasada em parte devido aos protestos internacionais, mas MacGinnis acredita que o governo turco está decidido a completá-la em breve, por isso que quer pôr fim aos trabalhos arqueológicos na região. A tábua está conservada no museu de Diyarbakir, capital da província turca à qual pertence Ziyaret Tepe.
A PINTURA MAIS ANTIGA
Foto: HTO/Divulgação
Arte rupestre de caverna francesa é a mais antiga descoberta
08 de maio de 2012
Curvas suaves e detalhes finos das pinturas na caverna Chauvet são tão avançadas que acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos
Especialistas discutem há tempos se os sofisticados desenhos de animais de uma famosa caverna francesa são, de fato, os mais antigos do tipo no mundo e um estudo publicado na segunda-feira sugeriu que sim. As curvas suaves e os detalhes finos das pinturas de ursos, rinocerontes e cavalos da caverna Chauvet, na pitoresca região de Ardeche, no sul da França, são tão avançadas que alguns acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos atrás.
Isto as situaria como relíquias da cultura Magdaleniana, na qual os ancestrais humanos usaram ferramentas de pedra e ossos para criar uma arte impressionantemente avançada. Anteriormente, os cientistas demonstraram, através de datação por radiocarbono de amostras de arte na pedra, carvão vegetal e ossos de animais encontrados na caverna Chauvet que os desenhos eram mais antigos, provavelmente com antiguidade compreendida entre 30 mil e 32 mil anos.
Agora, segundo estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), cientistas franceses acreditam ter conseguido a confirmação de que as pinturas são "as mais antigas e mais elaboradas já encontradas".
As descobertas se basearam em uma análise, denominada datação geomorfológica e cloro 36, das superfícies das rochas em torno do que se acredita ser a única entrada da caverna. A pesquisa demonstra que um despenhadeiro começou a ruir 29 mil anos atrás e voltou a sofrer desmoronamentos ao longo do tempo, selando definitivamente a entrada da caverna para os humanos cerca de 21 mil anos atrás.
Isto significa que as pinturas tiveram que ser feitas antes disso, o que sustenta a ideia de que foram criadas por pessoas da cultura Aurignaciana, que viveram entre 28 mil e 40 mil anos atrás.
"Concordando de forma notável com as datações de radiocarbono da ocupação humana e animal, este estudo confirma que as pinturas na caverna Chauvet são as mais antigas e mais elaboradas já descobertas, desafiando nosso conhecimento atual sobre a evolução cognitiva humana", destacou o estudo.
Segundo o principal autor, Benjamin Sadier, as descobertas põem fim a qualquer debate sobre quando os desenhos podem ter sido feitos com base em seu estilo. "O que nosso trabalho demonstra e outro trabalho que será publicado em breve é que o método de datação por estilo não é mais válido", explicou à AFP em entrevista por telefone.
"Ao provar que esta caverna ficou fechada para sempre 21,5 mil anos atrás, nós erradicamos completamente a hipótese de uma pintura mais recente na caverna e também confirmamos a idade da caverna, que já era conhecida através da datação de radiocarbono", acrescentou.
A caverna e suas pinturas notavelmente bem preservadas foi fechada ao acesso humano devido à queda de rochas e só recentemente redescoberta em 1994. Os cientistas que participaram do trabalho são procedentes das universidades de Savoia e Aix Marseille, bem como do Centro Nacional de Pré-história.
Arte rupestre de caverna francesa é a mais antiga descoberta
08 de maio de 2012
Curvas suaves e detalhes finos das pinturas na caverna Chauvet são tão avançadas que acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos
Especialistas discutem há tempos se os sofisticados desenhos de animais de uma famosa caverna francesa são, de fato, os mais antigos do tipo no mundo e um estudo publicado na segunda-feira sugeriu que sim. As curvas suaves e os detalhes finos das pinturas de ursos, rinocerontes e cavalos da caverna Chauvet, na pitoresca região de Ardeche, no sul da França, são tão avançadas que alguns acadêmicos as datavam entre 12 mil e 17 mil anos atrás.
Isto as situaria como relíquias da cultura Magdaleniana, na qual os ancestrais humanos usaram ferramentas de pedra e ossos para criar uma arte impressionantemente avançada. Anteriormente, os cientistas demonstraram, através de datação por radiocarbono de amostras de arte na pedra, carvão vegetal e ossos de animais encontrados na caverna Chauvet que os desenhos eram mais antigos, provavelmente com antiguidade compreendida entre 30 mil e 32 mil anos.
Agora, segundo estudo publicado no periódico americano Proceedings of the National Academy of Sciences (Pnas), cientistas franceses acreditam ter conseguido a confirmação de que as pinturas são "as mais antigas e mais elaboradas já encontradas".
As descobertas se basearam em uma análise, denominada datação geomorfológica e cloro 36, das superfícies das rochas em torno do que se acredita ser a única entrada da caverna. A pesquisa demonstra que um despenhadeiro começou a ruir 29 mil anos atrás e voltou a sofrer desmoronamentos ao longo do tempo, selando definitivamente a entrada da caverna para os humanos cerca de 21 mil anos atrás.
Isto significa que as pinturas tiveram que ser feitas antes disso, o que sustenta a ideia de que foram criadas por pessoas da cultura Aurignaciana, que viveram entre 28 mil e 40 mil anos atrás.
"Concordando de forma notável com as datações de radiocarbono da ocupação humana e animal, este estudo confirma que as pinturas na caverna Chauvet são as mais antigas e mais elaboradas já descobertas, desafiando nosso conhecimento atual sobre a evolução cognitiva humana", destacou o estudo.
Segundo o principal autor, Benjamin Sadier, as descobertas põem fim a qualquer debate sobre quando os desenhos podem ter sido feitos com base em seu estilo. "O que nosso trabalho demonstra e outro trabalho que será publicado em breve é que o método de datação por estilo não é mais válido", explicou à AFP em entrevista por telefone.
"Ao provar que esta caverna ficou fechada para sempre 21,5 mil anos atrás, nós erradicamos completamente a hipótese de uma pintura mais recente na caverna e também confirmamos a idade da caverna, que já era conhecida através da datação de radiocarbono", acrescentou.
A caverna e suas pinturas notavelmente bem preservadas foi fechada ao acesso humano devido à queda de rochas e só recentemente redescoberta em 1994. Os cientistas que participaram do trabalho são procedentes das universidades de Savoia e Aix Marseille, bem como do Centro Nacional de Pré-história.
segunda-feira, 14 de maio de 2012
O COMPUTADOR DE 2000 ANOS
Cientistas desvendam segredos de 'computador' de 2 mil anos
12 de maio de 2012
Objeto é considerado o computador mais antigo do mundo
Foto: Reprodução/BBC Brasil
Os segredos de um objeto considerado o computador mais antigo do mundo foram revelados com o uso de um equipamento de Raio X. O mecanismo Antikythera, como é conhecido, tem cerca de 2 mil anos e foi encontrado em 1901 quando um grupo de mergulhadores chegou a um antigo navio romano naufragado na costa da Grécia.
O objeto tem o tamanho aproximado de um laptop moderno e, dentro dele, estão várias rodas de transmissão e engrenagens. Ele teria sido usado para prever eclipses solares e, de acordo com descobertas recentes, o mecanismo também servia para calcular as datas de Olimpíadas na Grécia Antiga.
A equipe internacional de cientistas conseguiu juntar em um computador mais de 3 mil projeções de Raios X, montando um Raio X em 3D.
Com estas imagens, os cientistas conseguiram compreender o mecanismo e suas engrenagens.
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