domingo, 31 de julho de 2011

19 PEÇAS ROUBADAS POR AMERICANOS SÃO DEVOLVIDAS



EUA devolvem ao Egito 19 peças arqueológicas de Tutancâmon
30 de julho de 2011

Entre as peças, se destaca um bracelete de lápis-lazúli em forma de esfinge

O Metropolitan Museum of Art de Nova York devolveu ao Egito 19 peças arqueológicas pertencentes à tumba do faraó Tutancâmon (1336-1327 a. C.), informou neste sábado o Conselho Supremo de Antiguidades egípcias (CSA).

Entre as peças, se destacam por seu valor um cachorro de bronze, de apenas dois centímetros de altura, um bracelete de lápis-lazúli, em forma de esfinge, e um colar de contas.

O anúncio foi feito pelo secretário-geral do CSA, Mohammed Abdel Maqsud, em comunicado no qual precisou que o subdiretor do Departamento de Arqueologia Egípcia, Atef Abul Dahab, chegará ao Cairo desde os Estados Unidos com as antiguidades na terça-feira.

O museu de Nova York decidiu entregar esses objetos ao Egito após uma série de negociações entre responsáveis egípcios e americanos. Os 19 objetos, todos de pequeno tamanho, foram encontrados na tumba de Tutancâmon, descoberta pelo arqueólogo britânico Howard Carter em 1922 na ribeira oeste do rio Nilo, na localidade monumental de Luxor, localizada 700 quilômetros ao sul da capital.

Nessa época, o governo egípcio permitia que os arqueólogos que trabalhavam com recursos próprios ficassem com uma parte substancial de suas descobertas. Abdel Maqsud destacou o gesto do museu nova-iorquino, especialmente depois de a instituição ter se transformado em uma grande aliada do CSA para recuperar peças arqueológicas levadas ilegalmente do Egito.

Nesse sentido, o responsável egípcio lembrou que no passado o Metropolitan proporcionou ao Egito informações que ajudaram a recuperar um pedaço de rocha que fazia parte do templo faraônico de Karnak, situado em Luxor. O CSA adiantou que as 19 peças serão exibidas junto ao restante das antiguidades pertencentes a Tutancâmon no Museu Egípcio do Cairo.

ANTIGUIDADES ROUBADAS




Egito quer recuperar antiguidades roubadas e ganhar fama

28 de julho de 2011


Egito espera que suas antiguidades alcancem fama mundial.


A revolução chegou à arqueologia egípcia pelas mãos de seu novo responsável, Muhammad Abdul Maqsood, sucessor do midiático Zahi Hawass, quem garante nesta quinta-feira que não quer ser uma estrela, mas que as antiguidades, sim, sejam. "Sinto que estou aqui para fazer meu trabalho como um soldado que serve às antiguidades. Penso que os tempos mudaram: antes neste posto vivia uma estrela, mas agora não mais", afirmou Maqsood em sua primeira entrevista a um meio de comunicação estrangeiro desde que foi nomeado há uma semana.

O novo secretário-geral do Conselho Supremo das Antiguidades Egípcias (CSA) quer acabar com os personalismos nesta nova etapa. Apesar do novo tom que quer imprimir Maqsood, a sombra do antigo responsável, Hawass, ainda paira nos corredores da sede desta instituição no cairota, onde o novo chefe decidiu fixar seu quartel-general. O novo chefe da arqueologia egípcia suspira quando fala do seu trabalho: sua prioridade é empregar os 10 mil arqueólogos egípcios que agora estão desocupados e enfrentar a dívida de US$ 181 milhões, herança da administração anterior.

Maqsood adiantou que quer ampliar a colaboração com outros países e prometeu respeito a todos os acordos assinados anteriormente com missões arqueológicas estrangeiras. A partir de agora, na hora de conceder permissões a missões estrangeiras, a decisão será tomada por uma comissão de analistas, pois "é tempo de dirigir o CSA como uma equipe", apontou Abdel Maqsood.

O arqueólogo, especializado em fortificações faraônicas, assinalou que continuará com o trabalho desenvolvido por Hawass de recuperar as antiguidades roubadas que estão no exterior e que vai prosseguir sua luta para recuperar o busto de Nefertiti, em um museu berlinense, e a pedra Rosetta, no British Museum. Sobre os contratos assinados no passado com o canal Discovery e National Geographic, disse que será um comitê do CSA quem vai decidir sobre seu prolongamento. Seja como for, parece que Maqsood pendurou para sempre o chapéu de Indiana Jones que caracterizou seu famoso antecessor, para dar início a uma nova etapa.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

O MAIOR MARSUPIAL





Um esqueleto praticamente completo do maior marsupial da Terra foi descoberto na Austrália - o animal pré-histórico é um Diprotodon. Cientistas em Outback Queensland descobriram um dos maiores e mais completos esqueletos da espécie, que habitou a região de 2,5 milhões a 50 mil anos atrás. Ele teria 3 toneladas e mediria 3 metros de altura.

Australian Museum

AS ESTÁTUAS MAIAS




Estátuas maias de 1,3 mil anos são encontradas no México

07 de julho de 2011


As Estátuas aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán


Foto: EFE

Arqueólogos no México descobriram estátuas de 1,3 mil anos que aparentemente representam guerreiros maias da cidade de Copán. As esculturas foram encontradas no sítio arqueológico da cidade maia de Toniná (sul do México) - que, na época, estaria em guerra com Copán, que fica no atual território de Honduras.

As estátuas aparentemente reproduzem guerreiro capturados, com as mãos atadas às costas, em posição de humilhação, pouco antes de serem decapitados.

Os longos cabelos seriam usados para segurar-lhes a cabeça durante a execução. Arqueólogos acreditam que os homens reproduzidos nas esculturas foram enviados de Copán para Tonina numa missão, mas acabaram presos e provavelmente mortos.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

A NETA DE CAIFÁS



Arqueólogos acham ossuário da neta de Caifás em Israel


29 de junho de 2011


Ossuário foi descoberto há três anos, mas a autenticidade foi confirmada só agora


Arqueólogos israelenses descobriram um ossuário de 2 mil anos de antiguidade que dizem pertencer à neta de Caifás, sumo sacerdote a quem o Novo Testamento atribui a responsabilidade pela condenação e crucificação de Jesus pelos romanos.

A descoberta foi entregue à Autoridade de Antiguidades de Israel há três anos, após seu roubo por profanadores de tumbas antigas, mas somente agora os pesquisadores da Universidade de Tel Aviv e da de Bar-Ilan confirmaram sua autenticidade.

Em seu exterior, o ossuário tem gravado em aramaico - língua vernácula da região naquela época - a inscrição "Miriam, filha de Yeshua, filho de Caifás, sacerdote de Maaziah da Casa de Imri". "A importância da inscrição está na referência aos ancestrais da morta e na referência à conexão entre eles e a linhagem sacerdotal de Maaziah e a Casa de Imri", declararam os pesquisadores em comunicado.

A pesquisa indica que o ossuário de sua descendente provinha de uma caverna funerária no Vale de Elá, onde eram as planícies da Judéia, cerca de 30 km ao sudoeste de Jerusalém. Os ossuários da região são pequenos cofres que os judeus costumavam utilizar nos séculos I e II para um segundo enterro de seus parentes e onde costumavam depositar unicamente seus ossos.

O cofre que chegou às mãos da Autoridade de Antiguidades está decorado na parte frontal com um estilizado motivo floral, em cima do qual está gravada a inscrição que revela a identidade da morta. Maaziah é o último elo da linhagem dos 24 grandes sacerdotes que serviram no Templo de Jerusalém, e mesmo mencionado no Antigo Testamento, a descoberta representa a primeira referência epigráfica descoberta sobre essa personagem.

Por ter sido extraído sem registro científico, a análise do cofre foi prolongada e exaustiva a fim de determinar tanto sua autenticidade como a da inscrição.

FÓSSIL DE 515 MILHÕES DE ANOS



Fóssil de 515 milhões de anos mostra como sistema visual complexo estava presente em animais primitivos, segundo estudo australiano publicado na Nature. O animal, que provavelmente era um predador, tinha mais de 3.000 lentes oculares para formar sua visão, sistema similar ao encontrado em insetos e crustáceos modernos. Mais lentes significam mais pixels na imagem, o que permite ver mais detalhes e, assim, buscar melhor por comidas e se proteger melhor de ameaças. Os fósseis oculares foram encontrados isolados, por isso não é certo de qual animal vieram, mas provavelmente pertencia a uma espécie similar ao camarão. As rochas que continham os olhos também preservaram uma variedade de criaturas marinhas antigos.

John Paterson (University of New England)