terça-feira, 24 de abril de 2012
UM TRONCO COM 10 MIL ANOS
Tronco de carvalho com mais de 10 mil anos é descoberto na Suíça
20 de abril de 2012
O tronco, de quatro metros e um diâmetro de 60 cm, estava em posição horizontal, enterrado sob três metros de terra.
Foto: AFP
Um carvalho que data de aproximadamente 10,5 mil anos foi descoberto em Schlieren, perto de Zurique, durante obras de escavação, anunciou nesta sexta-feira a prefeitura desta localidade no norte suíço.
O tronco, de quatro metros e um diâmetro de 60 cm, estava em posição horizontal, enterrado sob três metros de terra. Pertence à primeira geração de carvalhos que cresceram na Europa depois do final da Era Glacial. Segundo os cientistas de Zurique, a árvore cresceu entre 8610 e 8535 antes de Cristo.
terça-feira, 10 de abril de 2012
A PEQUENA MAMUTE

Museu de Hong Kong exibirá até o dia 10 de maio o bebê mamute mais bem conservado do mundo. Lyuba viveu há cerca de 42 mil anos e morreu com apenas um mês de idade. O mamute foi encontrada na península de Iamal, no norte da Rússia, em 2007. Como a região é muito fria, o corpo de Lyuba foi preservado pelo gelo da região.
Kin Cheung/AP
quarta-feira, 4 de abril de 2012
TIRANOSSAURO CHINÊS

Cientistas descobrem primo de Tiranossauro com penas na China
04 de abril de 2012
Ilustração mostra a nova espécie de dinossauro com penas descoberta na China
Foto: AFP
No reino dos dinossauros, o lendário Tiranossauro acaba de ganhar um primo coberto de penas, com 9 m de comprimento e cerca de 1,4 t é o maior animal já identificado com plumas. Cientistas chineses e canadenses encontraram três esqueletos deste novo tipo de "tiranossauro gigante" nos fabulosos sítios paleontológicos da província de Liaoning, no nordeste da China.
O primo do Tiranossauro possuía "penas filamentosas" com um comprimento de pelo menos 15 cm, segundo informaram os paleontólogos. "Elas pareciam mais com a penugem de um pinto moderno do que com as plumas rígidas de um pássaro adulto", disse o professor Xing Xu, especialista em vertebrados no Instituto de Paleontologia de Pequim, que conduziu o estudo publicado nesta quarta-feira na revista britânica Nature.
Devido as suas características físicas, foram batizados por seus descobridores de Yutyrannus huali, que significa "tirano de belas plumas" em uma mistura de mandarim chinês e latim. O tamanho do Yutyrannus huali é muito inferior ao do Tiranossauro rex, mas seu peso é 40 vezes mais elevado do que o maior dinossauro com penas conhecido até hoje, o Beipiaosaurus.
A presença de plumas em um Tiranossauro, mais associadas a uma função de isolamento térmico do que à capacidade de voar, não devia ser necessária para o maior deles. "Os grandes animais geralmente conseguem conservar o calor mais facilmente, mas, por outro lado, têm um maior potencial para desenvolver problemas de superaquecimento", explicou o Dr. Corwin Sullivan, um paleontólogo canadense que participou do estudo.
Os paleontólogos determinaram anteriormente que "alguns grandes mamíferos eram quase sem pelos porque neles, a relação superfície/volume permitia reter o calor corporal mesmo sem pelagem", lembra o estudo. "O caso do Yutyrannus, cujo corpo era, talvez, apenas parcialmente coberto com penas", pode refletir uma adaptação a um ambiente frio incomum, afirma o estudo. Ele viveu durante o período Cretáceo Inferior (146 a 100 milhões de anos), que acredita-se ter sido muito mais frio do que o restante do Cretáceo", 10°C contra 18°C em média.
O estudo revela mais um novo elemento sobre a evolução dos primeiros animais com penas. É possível que a dimensão e a natureza da plumagem "tenham evoluído de acordo com as mudanças de massa corporal e da temperatura do ambiente", acreditam os pesquisadores. "É possível que as penas fossem mais amplas, pelo menos nos carnívoros", disse o Dr. Xu.
Pode-se até considerar, de acordo com o estudo, que o Tiranossauro e seus parentes tiveram penas em partes do corpo. Além disso, após a descoberta, na mesma região, do Sinotyrannus, outro primo do T-Rex foi encontrado, este estudo demonstra que os tiranossauróides eram os predadores dominantes dos ecossistemas nordeste da China durante o Cretáceo.
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