quarta-feira, 9 de novembro de 2011

CAVALOS COM PINTAS



Cavalos com manchas pintados há 25.000 anos existiam realmente
Washington
08/11/2011


Uma equipe internacional de cientistas anunciou nesta segunda-feira ter descoberto a prova de que os "cavalos cheios de pintas", representados pelos artistas da pré-história, existiam mesmo na época e não eram um produto da imaginação.


Uma equipe internacional de cientistas anunciou ter descoberto a prova de que os "cavalos cheios de pintas", representados pelos artistas da pré-história, existiam mesmo na época e não eram um produto da imaginação. Os cientistas chegaram a esta conclusão após terem analisado os ossos e os dentes provenientes de mais de 30 cavalos da Sibéria e da Europa - alguns tendo vivido há 35.000 anos. Segundo eles, seis desses equinos partilhavam um gene presente hoje no patrimônio do cavalo de pelagem manchada. Até então, só podia ser comprovada a existência de cavalos pré-históricos com pelagem monocromática P. Cabrol/AP

Em seus afrescos, os homens da pré-história se empenhavam em reproduzir o que viam em seu coditiano e não se aventuravam a "imaginar" os temas criados, ao contrário do que afirmam alguns arqueólogos.

Um estudo sobre o assunto está sendo divulgado na revista americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

Os cientistas chegaram a esta conclusão após terem analisado os ossos e os dentes provenientes de mais de 30 cavalos da Sibéria e da Europa - alguns tendo vivido há 35.000 anos. Segundo eles, seis desses equinos partilhavam um gene presente hoje no patrimônio do cavalo de pelagem manchada.

Até então, só podia ser comprovada a existência de cavalos pré-históricos com pelagem monocromática.

No centro do debate que agita o mundo científico estão principalmente os "cavalos com pintas" da gruta de Pech Merle (Lot), no Sudoeste da França.

Seus afrescos datam de cerca de 25.000 anos e representam cavalos brancos, com a pelagem pontuada de manchas pretas.

ÁCARO PEGANGO CARONA



Imagem 3D mostra ácaro pré-histórico pegando 'carona' em aranha
Fotografia foi feita com tomografia computadorizada.
Fóssil tem cerca de 50 milhões de anos.


09/11/2011

Uma imagem tridimensional feita com tomografia computadorizada mostra um ácaro pré-histórico de menos de 0,2 milímetro pegando “carona” nas costas de uma aranha de 50 milhões de anos.

A fotografia foi feita por uma equipe de cientistas americanos e alemães e divulgadas nesta quarta-feira (9) na revisa “Biology Letters”.

Os aracnídeos fossilizados são um achado raro, segundo os pesquisadores, e mostram os primeiros indícios do comportamento dos ácaros de parasitar outras espécies.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O CRÂNIO



Descoberto crânio de mamífero mais antigo da América do Sul
02/11/2011

Paleontólogos argentinos acharam pela primeira vez crânio do mamífero mais antigo que já viveu na América do Sul.

A imagem mostra a descoberta do crânio do mamífero mais antigo que já viveu na América do Sul e que ajudou os paleontólogos a compreender a genealogia dos primeiros mamíferos do continente. Os ossos eram de indivíduos da Ordem Dryolestida e datam 100 milhões de anos. Eles foram encontrados fossilizados no norte da Patagônia em 2006 e revelaram que o mamífero tinha longos dentes caninos, focinho estreito e cabeça curta e arredondada EFE

Os ossos têm 100 milhões de anos e são dos mamíferos da Ordem Dryolestida. Os crânios fossilizados foram encontrados em 2006 no norte da Patagônia, na província argentina de Rio Negro, mas foram necessários vários anos para eles serem extraídos e analisados em laboratório.

A importância da descoberta é grande pois esses são os primeiros crânios encontrados desse tipo de animal e datam do fim do período cretáceo. O achado preenche uma lacuna de 60 milhões de anos no registro fóssil dos mamíferos do continente, afirmaram os pesquisadores num estudo publicado nesta quarta-feira na revista Nature.

"Sabíamos que era importante por causa da idade das rochas e porque achamos crânios", disse o paleontólogo argentino Guillermo Rougier, da Universidade americana de Louisville, que explicou que tudo o que se sabia até agora desses mamíferos era pelo estudo de dentes ou fragmentos de ossos.

Batizado "Cronopio dentiacutus", era do tamanho de um musaranho, media entre 10 e 15 centímetros de comprimento e se alimentava de insetos. A espécie viveu na mesma época dos dinossauros, há mais de 100 milhões de anos, e seu habitat natural eram planícies pluviais.

Os crânios revelam que o mamífero tinha longos dentes caninos, focinho estreito e uma cabeça curta e arredondada.

Segundo Rich Cifelli, professor de zoologia na universidade americana do Alabama, o descobrimento destes fósseis representa para a paleontologia o que foi a pedra Rosetta (que permitiu decifrar os hieróglifos) para a egiptologia.

"Os novos fósseis são uma espécie de Pedra Rosetta para compreender a genealogia dos primeiros mamíferos sul-americanos e onde eles se situam em relação ao o que conhecemos do norte do continente", disse Cifelli.

FÓSSEIS DENTAIS NA EUROPA




Fósseis dentais são o registro mais antigo do "Homo sapiens" na Europa

02/11/2011
Madri

Dois dentes de leite encontrados em uma caverna italiana, com idade estimada entre 43 mil e 45 mil anos, se tornaram os fósseis mais antigos do "Homo sapiens" na Europa, confirmou nesta quarta-feira (2) uma equipe internacional de pesquisadores.

Imagem de um dos dois dentes de leite encontrados na caverna pré-histórica de Grotta del Cavallo, no sul da Itália. De acordo com o Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) os dentes são os fósseis mais antigos do "Homo sapiens" na Europa e datam de 43 a 45 mil anos Stefano Benazzi/EFE

A descoberta, que contou com a participação do Conselho Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha, confirma que a passagem do "Homo sapiens" à Europa e que sua coexistência com os Neandertais duraram "milhares de anos a mais do que se pensava".

Foi o que explicou o principal autor do estudo, o pesquisador Stefano Benazzi da Universidade de Viena, em comunicado divulgado nesta quarta-feira pelo CSIC. "Isso tem importantes implicações no entendimento do desenvolvimento do comportamento do humano moderno".

Os dentes foram achados em 1964 na caverna pré-histórica de Grotta del Cavallo, ao sul da Itália, lar dos Neandertais até sua substituição pelos "Homo sapiens", o que levava os cientistas a pensar que as peças pertenciam a seus primeiros habitantes.

A caverna contém sete metros de depósitos arqueológicos que datam do período em que as duas espécies conviveram, e os dentes foram encontrados nas camadas que contêm restos da cultura Uluziana, que até o momento era relacionada aos Neandertais.

Contudo, agora os cientistas atribuem essa cultura aos "Homo sapiens" graças à nova pesquisa, considerada "mais completa e exaustiva" do que a realizada nos anos 1960, além de ser baseada em comparar modelos digitais dos dentes achados na caverna com uma ampla mostra dentária das duas espécies.

"O próximo passo será descobrir se a cultura Uluziana apareceu e evoluiu devido ao contato com humanos anatomicamente modernos ou se é uma simples evolução do Musteriense, produzido por Neandertais", explicou o pesquisador Michael Coquerelle, do CSIC.