domingo, 17 de abril de 2011

O INSETO VOADOR MAIS ANTIGO




Descoberto fóssil do inseto voador mais antigo
Da Agência Fapesp

06/04/2011 - 16h59

Pesquisadores descobriram fóssil de inseto voador preservado há cerca de 300 milhões de anos

O registro mais antigo de um inseto voador de que se tem notícia foi descoberto por pesquisadores no estado de Massachusetts, nos Estados Unidos.

Os cientistas encontraram uma impressão fossilizada do corpo inteiro de um inseto – o que já é raro – em arenito e, após análise, verificaram que se tratava de um fóssil preservado há cerca de 300 milhões de anos. O estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS).

Os insetos foram os primeiros animais a voar e estima-se que o fizeram cerca de 90 milhões de anos antes dos vertebrados. Mas registros fósseis de linhagens de insetos voadores (Pterygota) são muito escassos.

No novo estudo, Richard Knechta, do Departamento de Geologia da Universidade Tufts, e colegas descrevem o achado da impressão de um exemplar da ordem Ephemeropterida.

Os efemerópteros apresentam tamanho pequeno a médio, corpo alongado, duas ou três caudas e asas com muitas nervuras. Os adultos, que sobrevivem de horas a poucos dias, são encontrados em corpos d’água.

Por meio de análise morfológica e etológica, os pesquisadores encontraram evidência de que o fóssil pertenceu a um inseto voador com 3,6 centímetros que pode ser representativo de uma linhagem que deu origem aos efemerópteros atuais.

ESQUELETO DE PTEROSSAURO



Imagem mostra o esqueleto de um pterossauro voador noturno chamado Ctenochasma elegans. A forma de seu olho indica que ele podia ver na penumbra, o que facilita sua atividade noturna. Estes resultados desafiam a sabedoria convencional de que, devido a restrições energéticas, os dinossauros foram só ativos durante o dia, deixando a noite para pequenas e energeticamente mais flexíveis mamíferos. Esta pesquisa aparece na revista Science Express AFP PHOTO / HO / SCHMITZ Lars

O OLFATO DOS PÁSSAROS




Pássaros herdaram olfato de dinossauros


13/04/2011 - 10h00

PARIS, 12 abril 2011 (AFP) - Um dinossauro cativante conhecido como Bambiraptor ajudou cientistas a determinar que os pássaros herdaram um bom olfato dos dinossauros - e que melhoraram sua capacidade.

Há muito tempo, existe a ideia de que os pássaros evoluíram a partir de pequenos dinossauros bípedes, ganharam penas, passaram a viver em árvores e depois começaram a voar. O primeiro pássaro identificado foi o Archaeopteryx, que viveu há cerca de 150 milhões de anos.

Uma suposição comum é a de que estas pequenas aves tinham um olfato ruim, já que a pressão evolutiva teria moldado os recursos do cérebro a favor da visão, equilíbrio e coordenação, deixando de lado o olfato.

Mas não é bem assim, de acordo com uma nova pesquisa publicada nesta quarta-feira no jornal da Britain's Royal Society.

Pesquisadores do Canadá utilizaram tomografia computadorizada - o famoso TC utilizado para diagnósticos médicos - para ter acesso a uma imagem em 3D dos crânios de dinossauros, de pássaros extintos e de aves ainda vivas.

Eles mediram o tamanho médio do bulbo olfativo, a parte do cérebro utilizada para o cheiro. Entre pássaros modernos e mamíferos, um grande bulbo olfativo significa que o olfato é melhor.

As 157 amostras traçaram a linhagem olfativa de pássaros modernos com um grupo de pequenos carnívoros chamados de terópodes, cuja grande família é integada ainda pelo Tiranossauro Rex.

Os primeiros pássaros, segundo o estudo, tinham aproximadamente a mesma capacidade olfativa de um pombo moderno - muito boa e certamente melhor que a esperada.

Então, cerca de 95 milhões de anos atrás, pássaros que eram os ancestrais de aves modernas desenvolveram um olfato ainda melhor.

Incluído nos fósseis desta época encontra-se o Bambiraptor, uma das principais evidências da evolução dos pássaros.

Um animal muito rápido com o tamanho de um cachorro, o Bambiraptor não podia voar, mas seu corpo provavelmente era coberto de penas e seu esqueleto era surpreendentemente similar a pássaros como o papa-léguas.

Ele tinha aproximadamente a capacidade olfativa dos abutres da Turquia e dos albatrozes atuais, que dependem do olfato para se alimentar ou viajar por longas distâncias, segundo os especialistas.

"Nossa descoberta de que os pequenos dinossauros velociraptor, como o Bambiraptor, tinham um olfato tão desenvolvido quanto estes pássaros sugere que o cheiro pode ter desempenhado um papel importante enquanto estes dinossauros caçavam para se alimentar", afirmou Darla Zelenitsky, uma paleontóloga da Universidade de Calgary.

Entre pássaros modernos, o senso olfativo é muito variável, de acordo com a pesquisa.

Aves relativamente primitivas, como patos e flamingos, tem um bulbo olfativo relativamente grande, enquanto pássaros considerados mais inteligentes, como as gralhas, tentilhões e papagaios, têm bulbos menores, provavelmente para compensar sua maior capacidade cerebral.

O estudo aparece em Proceedings of the Royal Society B: Biological Sciences.